segunda-feira, março 10, 2008

Já tenho a minha máquina outra vez

Na 6ª feira passada lá fui buscar o meu carro.
Quando lá cheguei, tive que esperar um pouco porque ainda estava na lavagem.
Sábado era dia da mulher e a Autocabe oferecia a lavagem às senhoras, de maneira que a oficina estava cheia.
Enquanto esperava pelo meu carrinho estive a mirar o novo CRV. É outra máquina!
Com uma tecnologia cerca de 10 anos mais recente.
Numa possível troca, a escolha está feita.
Saí da oficina com o meu carrinho todo lavadinho, todo oleado e com amortecedores novos: um luxo de conduzir!
A verdade é que se sente a diferença ao volante!
Eu gosto muito de conduzir o meu carro!

quinta-feira, março 06, 2008

O meu Honda faz-me falta

A minha esposa farta-se de rir quando eu digo que sinto a falta do meu carro.
Ele na 4ª feira teve que ir à revisão periódica. Na oficina verificaram que um dos amortecedores traseiros estava a babar óleo, pelo que me telefonaram pedindo autorização para substituir ambos os amortecedores traseiros.
Evidentemente que anuí.
Acontece que eles não têm os amortecedores em stock. Tiveram que os encomendar e só deverão chegar para montar amanhã (6ª feira).
Como de facto o carro só me faz falta para os passeios de fim de semana, concordei em que o carro ficasse na oficina até 6ª feira. Assim quando o fosse levantar já teria o trabalho todo concluído, evitando ter de posteriormente voltar lá para terminar o trabalho.
A verdade é que apesar do carro não me fazer falta, sinto muito a falta dele.
É como se fosse um prolongamento de mim próprio e sem ele sinto-me nu.
À parte de gostar muito de o conduzir, o meu jipinho foi amor à primeira vista.
Ele é mesmo um carro feito à minha medida.

terça-feira, março 04, 2008

Google Earth

Ontem, depois da minha esposa me chamar a atenção para o software, instalei no meu computados o Google Earth.
O programa é simplesmente fantástico!
É inacreditável as potencialidades que hoje temos diante de nós à distância de um click.
Passeei a uma altitude agradável sobre alguns dos meus locais favoritos: Interlaken (+ Jungfrau), Las Vegas, ....., Alverca.
Estive a ver as vistas a partir da torre CN em Ontário no Canadá; vistas fabulosas!
Viajei ao longo da costa da Galiza onde pretendo passar as férias este ano: Vigo, Pontevedra, Corunha. Até me familiarizei com os arredores do hotel na Corunha onde a minha esposa fez a reserva para a estadia.
Passei sobre o meu prédio e na pista de aterragem do DGMFA até está identificado no parqueamento a existência de 2 aviões Junkers.
Nos anos 80, quando andava eu no Instituto Superior Técnico, as minhas aulas de informática tinham por base um computador IBM360. Tínhamos que perfurar umas centenas de cartões, cada um com a sua instrução e depois entregá-los ordenadamente na informática para correr o programa. Como as máquinas perfuradoras marcavam mal a tinta as linhas dos programas, se deixássemos cair a pilha dos cartões ao chão (como me aconteceu uma vez), nunca mais aquilo era programa e o computador passava a vida a dar erro. Íam dezenas de horas por água abaixo
Hoje passeamos alegremente ao PC pelo mundo fora. Podemos conhecer o mundo inteiro sem nos levantarmos da cadeira.
Para além disso, podemos (caso tenhamos a tecnologia) enfiar um míssil exactamente no local pretendido, face à meticulosa indicação de longitude e latitude de cada lugar.
Passaram (apenas) cerca de 30 anos.
Como será a tecnologia dentro de outros 30?

segunda-feira, março 03, 2008

Retoma dos passeios de bicicleta

Ontem retomei os meus passeios de bicicleta domingueiros.
Ao final de uns meses e com falta de preparação, alcei a perna na minha velhinha companheira com quem partilhei tantos pensamentos, e lancei-me direito à Póvoa de Santa Iria para ver o meu querido Tejo.
Infelizmente havia muito nevoeiro, pelo que a vista mal conseguia alcançar o meio do rio.
Voltava para trás, quando me lembrei de passar a ponte do comboio, para ir visitar a Póvoa (passeio que nunca tinha feito).
Entrei na EN10 e fui pedalando. Pedalei, pedalei, .... passei a Póvoa, Santa iria, Bobadela e não é que de repente já estava em Sacavém. Aliás, ao Domingo naquela via há muita gente de bicicleta pela zona contígua à faixa de rodagem.
Então, decidi entrar pela zona norte da Expo e ir andando. Os relvados estavam cheios de gente jogando à bola. Até estava um grande grupo a treinar futebol americano, equipados a rigor..
Parei no stand da Audi para ver um lindo Q7 4.2, e como me sentia bem, segui.
Fui acabar em Santa Apolónia.
Entrei na estação para ver a que horas era o comboio de volta a Alverca e apercebi-me que tinha de esperar mais de 50 minutos.
Então, decidi-me a regressar à Expo, visitar o meu querido stand da Lexus que tem estado em obras e apanhar o comboio na gare Oriente.
O que eu não previa era que o vento norte e as minhas pernas já não ajudavam.
Ao final de algumas centenas de metros, acabei por decidir regressar a Santa Aopólonia e esperar pelo comboio da linha 7.
Chegou um, eu abri a porta e comecei a empurrar a bicicleta para dentro.
De repente ouço um funcionário da CP a chamar-me. Afinal aquele comboio não ía para Alverca; ía para a manutenção. Não era mal pensado! Os meus músculos também já estavam a pedir manutenção.
Acabei por me sentar num banco da estação, ver aquele comboio partir e chegar então aquele que de traria de volta a Alverca.
Cheguei a casa, meti-me debaixo do duche e depois veio aquela fome devoradora do que aparecesse.
Já bem comido, apareceu o João Pestana. Deitei-me um pouco na cama a ver o mapa das estradas da Galiza e acabei por adormecer 30 segundos mais tarde.
Foi um passeio muito agradável, mas tenho que praticar mais se quiser regressar a uma boa forma física.
Tenho que praticar mais e ter redobrados cuidados com a alimentação.
Já não tenho mais vinte anos.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Férias 2008

Ando indeciso sobre as minhas férias deste ano.
O que eu gostaria de fazer sei eu:
- Um passeio a Interlaken na Suiça;
- Um cruzeiro ao Alaska a partir do extremo noroeste dos Estados Unidos;
- Um passeio a Nova York, hoje em dia também não de desagradava.
Voltando à Mãe Terra porque as finanças falam mais alto (não é que financeiramente não os possa fazer, mas dada a conjuntura não o devo fazer), gostaria de conhecer quer a Galiza, quer os Picos da Europa.
As férias são em Junho e se não nos perdéssemos pelo Porto, dava para fazer 7 noites num lado, depois uma viagem de 450 Km e 7 noites no outro.
É claro que a brincadeira acabava por dar:
- 1.800 Km de viagem (+ 600 ou 700 Km para passear nos sítios);
- 3.000 € a 3.500€ de estadia e alimentação.
Mesmo assim, continua a ser um pouco extravagante face à frágil situação económica em que o País está mergulhado.
Se calhar a solução é mesmo reduzir o tempo de passeio e ficarmo-nos por um lado ou pelo outro.
Por outro lado, uns 10 dias de férias em Ibiza, Portinatx, onde já tivémos umas excelentes férias com água bem quentinha e sem grande calor visto ser Junho, também não era mal pensado. O Hotel tem uma enorme piscina e praia privativa, local ideal para a minha querida filha se poder movimentar à vontade.... e nós podermos descansar. Depois com carro à porta, sempre poderíamos fazer uns passeiozitos. O pôr do sol é fantástico em Portinatx. Menos carro, mais descanso, mais tranquilidade. Por outro lado, repetir um local de férias, quando só temos um mês por ano?
A minha esposa tanto faz um programa como o outro. Ela quer é passear, laurear a pevide. A viagem da vida dela, era dar um passeio pela Escócia.....mas aqui, lá falam as finanças mais alto. Para além disso, a nossa filhota era capaz de se cansar de passar tanto tempo de carro, apesar da viagem de avião. Com 5 anos, andar de carro é aborrecido. Eu bem me lembro como era no meu tempo.
Açores poderia ser outra solução..........

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Consulta oftalmológica

Esta semana fui ao oftalmologista para uma consulta de rotina.
Disse-lhe que já tinha estes óculos há 3 ou 4 anos (afinal eram 7, como o tempo passa) e que quando estava a ler e a ver televisão ao mesmo tempo, tinha dificuldade em focar a literatura após olhar um tempo para o écran.
Conclusões do médico:
1º A graduação dos óculos está óptima (alguma miopia e muito estigmatismo);
2º Você (neste caso eu) está vivo.
Sem conseguir perceber o que queria dizer, acabou por me esclarecer que a dificuldade que eu estava a experimentar se devia ao facto de ter 46 anos. Dentro de mais um ou dois anos vou ter de passar a usar óculos para o perto e óculos para o longe.
A idade não perdoa!

NOTA FINAL:
A minha mãe também foi esta semana ao oftalmologista.
Parece que tem cataratas e tem que ser operada.
Mais uma vez a “porra da idade” a funcionar....., aqui noutro patamar bem diferente.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

O Sétimo Selo

Acabei a semana passada de ler o livro “O Sétimo Selo” do José Rodrigues dos Santos.
Ainda ando hoje com uma ligeira dor muscular no braço direito, de segurar o volumoso livro.
Olhando para o apresentador de televisão, é difícil reconhecer o génio literário que esconde.
Há mais de 30 anos que eu não lia um romance. Ainda no liceu, era a minha mãe que os lia e depois fazia-me um resumo que eu usava nas aulas e nos exames. Ler José Cardoso Pires e outros escritores que francamente nem me lembro o nome, era um sonífero garantido. Pegava num romance e ao final de 15 minutos estava a dormir; era fatídico. A minha mãe vinha pacientemente ter comigo ao quarto de 15 em 15 minutos para me acordar. Acabou por perceber que a única solução que tinha, era fazer-me resumos dos livros.
Desta vez, foi a minha querida esposa que após ler o livro com tanta sofreguidão me incentivou a lê-lo. De início não queria, mas ela insistiu apenas para que lê-se o prólogo e o 1º capítulo.
Acabei por lhe fazer a vontade.
Comi, gostei e só parei no final. Acabei por tirar horas ao sono, para na tranquilidade do silêncio devorar o livro.
É mesmo um livro à minha medida. Se tivésse sido escrito por um autor anglo-saxónico, tinha futuro garantido. Acho mesmo que dava um excelente argumento para um filme.
Quer a descrição do poder e da fragilidade da indústria petrolífera, quer a problemática da terceira idade, encontram-se exemplarmente relatadas. Só um grande escritor poderia interligar 2 histórias tão diferentes no mesmo romance.
Agora o que é muito inquietante, se na realidade o livro se baseia em factos, é a situação em que o Mundo se poderá vir a encontrar dentro de alguns anos no plano energético.
Na minha opinião há muito tempo que já se deveria ter equacionado em Portugal a implantação da energia nuclear, complementada com um melhoramento do aproveitamento na nossa bacia hidrográfica.
Na área da energia eólica estão-se a dar passos determinantes em Portugal, mas poder-se-ia incentivar mais os privados no domínio solar quer para aquecimento, quer para produção de energia eléctrica. Veja-se o exemplo da ilha de Chipre, ou da própria Grécia.
Portugal é um país com sol durante quase todo o ano e existem tantas habitações uni-familiares!
Os particulares tal como os demais agentes económicos são extremamente sensíveis a estímulos.
Eng. Sócrates, vamos nessa!

NOTA FINAL:
Não há que ter medo da energia nuclear.
A tecnologia nuclear evoluiu de uma forma exponencial desde o incidente em Chernobyl.
A ter medo, isso sim, é da nossa enorme dependência energética do estrangeiro e ainda por cima sendo nós um país pequeno, logo sem grande capacidade de intervenção nas decisões ao nível das instâncias internacionais e relacionamento bi-laterais.

terça-feira, dezembro 04, 2007

A minha filhota está doente

A minha filhota está com febre. Foi hoje ao hospital. Tem a garganta inflamada e cheia de pontos brancos. Parece que a infecção é viral (não bacteriana) pelo que é desaconselhável o uso de antibióticos. À que aguentar e esperar que passe. Ainda à poucas semanas foi uma pneumonia. Anda com azar a minha pequenina.
Corta-me o coração vê-la assim.
Ela nem fica muito impaciente, mesmo quando está com febre, coitadinha.
Tenho ido para casa mais cedo para lhe fazer companhia .....e permitir também alguma folga à minha esposa, que tem tido umas noites terríveis.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Mudar de vida, mas sem tempo para o fazer

Há um punhado de coisas que gostava de realizar, mas para as quais me falta o tempo:
Leitura;
Escrita;
Pesca;
Alemão;
Flight Simulator;
Informática.
Talvez sejam demasiadas coisas para se fazerem ao mesmo tempo e daí este não chegar para tudo, mas também quando se passam 50 horas por semana fechado dentro de uma empresa, obviamente que não sobra muito tempo.
Mesmo assim, quando se poderia ter mais um tempinho era ao fim de semana, mas aí, a mulher e a filha, reclamam-no para elas e não me sobra outra alternativa que satisfazê-las.
No Domingo à noite estive a ler até às 23:00. A casa já estava tranquila, elas estavam a dormir. Estou mesmo entusiasmado com o novo livro que comprei do Alen Greenspan. Acontece que na 2ª feira, a alvorada é às 06:15 pelo que, se me esticar muito na leitura à noite, no dia seguinte pareço um zombie.
Como não sou como o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, tenho mesmo de dormir 8h por noite, para me aguentar. Assim, e com muita pena minha, só me resta desligar a luz do candeeiro.
Estava tão entusiasmado com a leitura que tive dificuldade em adormecer.
Paciência!
Às vezes dá-me vontade de fazer uma informação para despacho superior, prescindindo da isenção de horário, para poder sair às 17:00 e ter mais tempo para mim.
Acontece que são 400€ limpos que se vão à viola, e que fazem toda a diferença do mundo.
À que saber tomar decisões..... e prescindir da isenção de horário, não é uma delas....pelo menos neste momento.

Nova era

Eu aprendi a gostar muito de escrever.
Escrever, é uma forma de exercitar o cérebro.
Acontece que a escrita é para mim algo muito intimista e por vezes poderosa e/ou perigosa.
Quando escrevo para o blogue sinto que me estou a expôr e muitas vezes reprimo o que me vai na alma. Escrevendo apenas para mim próprio, é uma forma de libertação. Não digo que alguns dos artigos não os publique, mas a ideia é escrever sem barreiras, sem quaisquer obtruções mentais, sejam elas quais forem.
Assim, fica mais fácil.
Eu sou um animal que acima de todas as coisas, preza muito a sua liberdade....e então a ideológica, nem se fala.

terça-feira, novembro 13, 2007

Os anos da minha filha

No Sábado a minha filha fez 5 anos.
De manhã cedo levantou-se e precipitou-se para a cama dos pais.
Queria-nos acordados, para receber as prendas.
A minha esposa começou por lhe dar as mais pequenas.
Só depois lhe deu a casinha de bonecas que ela tanto queria.
É a coisa mais recompensante da vida, ver aquele sorriso de orelha a orelha estampado no seu rosto.
Depois fomos buscar o bolo de anos e almoçar com os avós maternos e paternos a Arruda dos Vinhos.
Também foi um bocadinho bem passado, com ela e a prima a correr o restaurante todo de um lado para o outro.
Em seguida foi o ponto alto das festas: juntámos cerca de 10 amiguinhos dela e foram todos dar largas à sua energia num ATL ao pé da Expo.
Aí é que foi brincar e pular. Pareciam Ferraris, quando se acelera a fundo, libertando toda aquela energia.
O ruído eram ensurdecedor. Ao final das 2 horas de festa, ela já quase não conseguia correr e o suor caía-lhe pela cara abaixo.
Estava na hora do lanche. Ela sentou-se na cadeira do trono (visto ser a aniversariante) e todos lhe cantaram os parabéns.
Filmei bem aquele momento, porque a expressão dela dizia tudo. É difícil haver algo mais recompensante na vida.
Quando saímos e a pusémos no carro de volta a casa, adormeceu quase instantaneamente.
Chegou a casa mais morta que viva, mas a ânsia de brincar com as prendas novas era mais forte que o cansaço.
Lá arranjou mais um pacotinho de energia e ainda se aguentou mais algum tempo no quarto a brincar.
Domingo de manhã, termia por todo o lado com fraqueza ..... e fome.
Acabámos por ficar em casa, para ela recompôr as forças.
O Sábado foi um dia profundamente extenuante e feliz.....para ela e para mim.
Eu gosto muito dela.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Fim de semana alentejano II

No Domingo, fui só dar uma volta de bicicleta pela Terrugem.
Nunca distribuí em tão pouco tempo tantos: “bom dia”.
99,99% das pessoas não as conheço de lado nenhum.
Mas.......o relacionamento entre as pessoas é tão diferente do existente nas grandes urbes....pelo menos em Lisboa.
É muito agradável caminhar pela aldeia e sentir a calma, a tranquilidade, a maciez da passagem do tempo domingueiro.
Tenho pena de não ter tempo para poder disfrutar mais vezes daquele doce ambiente.

terça-feira, novembro 06, 2007

Fim de semana alentejano

Gostei muito deste fim de semana passado no Alentejo.
Eu gosto muito do Alentejo.
Lá, isolo-me de um mundo em que tenho que viver, apesar de não gostar.
Fomos 6ª feira à noite, para aproveitar ao máximo o fim de semana.
No Sábado de manhã após o pequeno almoço, alcei a perna na minha bicicleta e fui até à Juromenha. Bem....cheguei apenas à estrada principal que liga a Juromenha.
Não fui à vila com medo que depois se fizesse tarde para o almoço em casa da tia da minha esposa. E tinha razão para o receio.
O Alto Alentejo não é tão plano como parece. Passamos a vida a subir e descer montes e vales. Eu já tinha ido várias vezes de carro à Juromenha e fiquei sempre com a sensação que a volta à Terrugem era quase sempre a subir. Tinha razão.
Para lá pedalei durante 1 hora. Normalmente sempre que faço um caminho novo reservo outro tanto em tempo para voltar, acrescido de 50%. Se não fosse a hora e meia que deixei para o regresso, tinha chegado atrasado ao almoço. Para ajudar, ainda tive que suportar o vento de frente.
Fosse como fosse foi um passeio memorável. Tirei muitas fotografias às deslumbrantes paisagens. Respirei aquele ar puro e até tirei de muito perto umas excelentes fotografias a um conjunto de vacas ruminantes, que não se importaram nada com a minha proximidade. Ainda acabei por tirar umas quantas fotografias à bacia do Alqueva.
No caminho, o único som que se ouvia era o rodado dos pneus da minha bicicleta.
Simplesmente magnífico e retemperador.
Adoro o Alentejo. Adorei o fim de semana.

terça-feira, outubro 23, 2007

Passeio ao Estoril e Cascais

Este Sábado com a minha querida esposa e a minha linda filha fiz um passeio de encher a alma.
Fomos de carro até ao Estoril. Parei o carro junto as Casino, e descemos pelos jardins até à praia do Tamariz.
Tanta gente na praia a tomar banhos de sol e mar!!!!
Estava mesmo um dia muito agradável, sem vento e com a temperatura do ar qb.
Percorremos o paredão a pé até Cascais.
A meio do percurso sentámo-nos numa esplanada. Tomei um sumo de laranja natural e a minha esposa um café. A filha, claro, foi para a areia brincar.
Estava-se maravilhosamente bem na esplanada: bom tempo, bom ar, boa vista.....excelente companhia (eu gosto mesmo muito da minha esposa e de estar com ela).
Após a paragem dirigimo-nos a Cascais onde almoçámos (no MacDonalds claro, para satisfazer a filhota).
A seguir ao almoço passeámos pela vila, e regressámos ao Estoril.....de comboio.
Há tanto tempo que eu não andava de comboio na linha do Estoril!
Comprámos os bilhetes e sentámo-nos.
De repente, já com o comboio em andamento somos informados que a próxima paragem é a estação de Santos. Santos??????? Mas isso é já em Lisboa!!!!! Queres ver que vamos ter de voltar para trás outra vez para vir buscar o carro?!?!?! Paciência!
Afinal, a gravação era para os dias de semana e não para os Sábados! Uf!
Lá conseguimos sair no Estoril.
Nós tínhamos também nesse dia uma amiga que fazia anos e fomos convidados para uma festa em Monsanto, no parque dos índios.
Acabámos por ir ainda de carro ao Cascais Shoping comprar uma prenda e seguimos para Monsanto.
Com muito esforço lá conseguimos dar com o parque.
Sítio magnífico para as crianças brincarem. Tanto miúdo!!!!!!
Tive que vigiar de perto a minha filha para que evitasse que se entusiasmasse e começasse a suar. Acabou de sair de uma pneumonia e suor/vento é um coktail venenoso nestas alturas.
Acabou por andar nos brinquedos todos sem se entusiasmar em excesso.
Enfim, um Sábado muito bem passado e restaurador de forças para mais uma semana.
Gostei muito....de tudo.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Péssima noite

Esta noite foi uma das piores noites que passei em toda a minha vida.
Deitei-me com uma dor de cabeça infernal, somada a uma forte dor no peito.
Estava também brutalmente enervado.
Tentei por todos os meios evitar ingerir comprimidos, mas por volta das 23:00, levantei-me para ir tomar um calmante. O coração batia todo descompensado! Estava a ver que ía ter um ataque.
Voltei a meter-me na cama, mas a dor de cabeça não passava.
Levantei-me novamente à procura de um analgésico nas coisas de farmácia, mas não encontrava nada. Acabei por ter de acordar a minha esposa. Os comprimidos estavam na mala dela. Tomei 2 e meti-me na cama.
Mesmo assim, não conseguia dormir.
Levantei-me outra vez, caminhei um pouco e estendi-me em cima do sofá da sala.
De repente começou a vir o sono.
Como não estava tapado e com medo de ter frio durante a noite, levantei-me e fui para a cama.
Grande disparate. O sono desapareceu de novo.
Voltas e mais voltas na cama e nada.
Decidi então levantar-me novamente e pôr uma toalha debaixo da almofada. Talvez com a cabeça mais alta fosse mais fácil adormecer.
Foi o que me valeu. A última vez que vi o relógio eram 0:50. Depois adormeci.
Hoje pareço um zombie.
Não sei o que provocou este mal estar.
Talvez tenha sido a manhã passada no hospital da CUF onde depois de raio-X e análises ao sangue diagnosticaram uma pneumonia na minha filha. Ou então, foi a visita dos meus pais à tarde. Se calhar as duas coisas.
Aquele tempo todo nas urgências do hospital, com todos aqueles miúdos (alguns muito pequeninos) doentes, fez-me confusão. Alguns adultos, não só merecem estar doentes, como alguns já deviam ter morrido....agora aquelas crianças.....algumas com meses de vida, custou-me muito. Às vezes parece que Deus, se existe, é tudo menos mesericordioso. Parece sadismo ignóbil e vil, ver aquelas crianças inocentes estarem doentes.
Depois de tarde, foi a vez dos meus pais fazerem-nos uma visita.
Portaram-se bem, mas depois dos episódios que se passaram nas férias, tenho dificuldade em os encarar...em estar com eles. Por muito que isto pareça estranho, quase que prefiro não ter contacto com eles.
Eles tornaram-se terroristas psicológicos profissionais e eu após 50 horas de trabalho durante cada semana, dispenso tais companhias durante o meu tempo de recuperação de forças para a semana seguinte.
A última deles:
- Pai, a tua neta está doente; está com 40º de febre e não sabemos o que tem (afinal era uma pneumonia).
- Estava a pensar passar por aí no Domingo para te entregar o relógio. Já está pronto.
- Se é para me entregares o relógio, não vale apena dares-te ao trabalho de apareceres. Tenho mais relógios que posso usar.
Diálogos destes não matam mas moem e eu depois de 50 horas de trabalho durante a semana, não são estas as conversas que preciso de ouvir.
Custa-me muito porque são meus pais, mas entre eles e eu, marcham eles.....mesmo que depois tenha de tomar calmantes.
Preciso de fins de semana calmos, tranquilos e não guerras psicológicas promovidas por pessoas, que passam uma semana inteira a pensar naquilo que podem dizer de forma a ferir o máximo possível e descarregar a frustação de uma vida sem sentido....apenas porque não lhe querem dar um sentido. Não têm problemas monetários, problemas de saúde, mas simplesmente recusam-se a viver....pelo menos de uma forma positiva.
Solução: descarregarem o negativismo em terceiros. Como não têm, nem se dão com mais ninguém, sobra para mim.
As minhas desculpas, mas não suporto mais! O saco está cheio! Chega!
As nossas vidas chegaram a um entroncamento em que cada um tem que seguir o seu destino. Para meu bem, da minha mulher (que eu muito amo) e da minha querida filha, infelizmente tem que ser assim

quarta-feira, outubro 10, 2007

Falta de gasolina

No Sábado fomos (íamos) almoçar a Borba ao restaurante “A talha”.
A minha sogra ía no carro à nossa frente.
No caminho entre a Terrugem e Borba, desvia-se para uma estrada secundária junto à lagoa. Pensei que a ideia era mostrar à nossa convidade portuense, a vista da lagoa.
Pára o carro, saí e dirige-se calmamente à minha janela:
- Olha filho, preciso que me vás buscar uma latinha de gasóleo. O motor morreu!
Lá arranquei eu mais a minha esposa direitos a Borba para ir buscar gasolina.
Quando lá chegámos a bomba da vila estava fechada.
Metemo-nos novamente no carro e fomos a outra bomba à saída da localidade.
Depois do funcionário encontrar uma lata vazia (o que não foi fácil), lavou-a com água e meteu-lhe 5 litros de gasóleo.
Regressámos ao carro empanado. Sem funil, vi-me da cor dos gatos para transferir o combustível para dentro do depósito. De repente olho para o chão e lá estava uma garrafa de litro cortada ao meio para fazer de funil.
Obviamente que o que aconteceu com a minha sogra, não era caso virgem por aquelas bandas.
O carro lá pegou e dirigimo-nos ao restaurante. Chegámos lá eram cerca das 14:30.
O dono olha para nós e recusou-se a servir o almoço.
Ja era tarde....não lhe apetecia...já estava a encerrar a cozinha.....em suma o dinheiro do almoço de 6 pessoas não lhe fazia falta.
A nossa convidada do norte ía morrendo a rir com a cena. Deve ter pensado para consigo: “Estes alentejanos são completamente loucos!!!”
Acabámos por ser “recebidos” noutro restaurante (“A Muralha”) onde lá acabámos por encher a barriga.
Já depois do almoço perguntei à minha sogra:
- E se nós não viéssemos atrás, como era?
- Ía para a estrada e pedia boleia.
- Porque é que deixou acabar o gasóleo?
- A luz da reserva de facto já acendeu à vários dias, mas o carro foi sempre andando....já tinha pensado meter gasóleo mas...não deu. A culpa é do meu marido (que, por acaso, se encontra em África a trabalhar). Ele disse-me que a reserva dava para muitos quilómetros.

Parece anedota de alentejanos, mas isto passou-se....comigo.....no Sábado passado.

Demonstração de um viver despreocupado, capaz de fazer inveja a qualquer pessoa.
Stress? O que é o Stress? Para que serve?

segunda-feira, outubro 08, 2007

Fim de semana no Alentejo IV

No Sábado de manhã fomos à feira de Estremoz. Estava muita gente como é hábito.
A minha sogra tínha-nos pedido para comprarmos 2 patos pequenos.
Acabámos por levar 4 minorcas com dias de vida, dentro de uma saca de serapilheira.
Quando os pusémos a passear na cozinha foi tão giro! Tinham mais sede que fome.
É um animal muito simpático!
Um dia se tiver capacidade financeira para o fazer, compro um monte e dedico-me à agricultura e a criar alguns animais.
É muito mais divertido e agradável, que a vida da cidade.
Que o diga a minha filha que levou alguns brinquedos para se entreter e não chegou a dedicar-se a nenhum. Para quê animais de peluche se os pode ter ao natural: cães, gatos, patos, ....., ovelhas.
A estúpida necessidade de cada vez mais dinheiro, tem-nos vindo a toldar a mente para aquilo que de facto é importante e nos pode fazer felizes. Até porque muitas vezes com o excesso de dinheiro, compram-se coisas que não nos trazem qualquer valor acrescentado e são rapidamente postas de lado.

Fim de semana no Alentejo III

A brincar a brincar, com a ida e volta ao Alentejo, mais o passeio a Monsaraz, acabámos por fazer mais de 800 Km de carro.
De facto no Domingo à tarde estava cansado, mas não sabia porquê? Achei estranho ter metido gasolina por 2 vezes, o que não é normal nestes fins de semana.
Acontece que com o desfilar daquelas maravilhosas paisagens os quilómetros iam sendo feitos, sem os sentir.
Gosto mesmo muito do Alentejo.
Da próxima vez (mês que vem, conforme prometi à minha sogra) levo a bicicleta.
Vi tanta gente pela estrada fora passeando, que me fez uma inveja terrível.
Estava um tempo perfeito para passear de bicicleta.
Desta vez não deu. Para a próxima não escapa.

Fim de semana no Alentejo II

A minha filhota passou os 3 dias a brincar com o primo, a correr montes e vales e a brincar com os cães da minha sogra.
Sábado à noite foi a uma festa de escuteiros, depois de jantar em casa de uma tia da minha esposa e ter andado embrulhada com mais cães. Quem diria, para quem tinha medo de cães....
No Domingo à noite, já deitada, desata a chorar.
Fui ter com ela e deparo com a minha mulher a abraçar a filha. Esta estava a chorar com saudades do primo. Saudades do primo e claro da imensa liberdade que pode ter no Alentejo, coisa que por motivos vários é impossível ter na cidade.
Quero ver se lhe proporciono mais vezes este contacto com a família e a Natureza.
Ela adora...e eu também.

Fim de semana no Alentejo

Neste fim de semana, alargado com o feriado, fui passá-lo ao Alentejo com a família e uma amiga do Norte.
Quando chegámos ao hotel para fazer o check-in, estava lá um indivíduo que queria um quarto para dormir. A funcionária do hotel, telefonou para todo o lado, mas estava tudo cheio. De repente, lá conseguiu um quarto vago, para onde o indivíduo se deslocou.
Mas, onde está a crise? Qual é a crise económica que grassa no País, quando os hotéis ficam todos cheios durante um feriado?
No Sábado fomos até Monsaraz. Estava um dia magnífico! Junto às margens da bacia da barragem do Alqueva um calor difícil de suportar e ........gente; muita gente.
Muita gente de barquinho, navegando ao sabor do vento (pouco) ou a motor.
Obviamente que não era gente da região.
Então pergunto-me: toda esta gente fugiu à crise económica? Será que esta existe mesmo, ou trata-se de um fantasma? Será que a moda é chorar, visto que: quem não chora, não mama?