Não tenho dúvidas que a melhor forma de adquirir cultura é viajando, coisa que adoro fazer, apesar de infelizmente custar bastante dinheiro. De entre as formas de viajar, a melhor de todas é fazendo cruzeiros.
Fiz 3, sempre no paquete Funchal, dois no Mediterrâneo e um no Atlântico, em condições bem diferentes, mas sempre com enorme prazer.
Vantagens:
- As paisagens mudam diariamente;
- A comida é excepcional;
- O convívio é estimulante e agradável (dependendo das companhias, claro);
- Visitamos exactamente os lugares mais importantes em cada escala, sem percas de tempo desnecessárias, tendo guias que nos informam dos mais pequenos detalhes;
- Relaxa-se profundamente, fazendo ginástica, entrando nas brincadeiras de convés, dando um mergulho na piscina, bebendo um refresco em boa companhia ou simplesmente debruçando-nos na amurada sentindo o vento a passar na nossa cara, enquanto o navio desliza nas águas (que por vezes podem ser bem agitadas).
Desvantagens:
- O dinheiro que se gasta;
- O guarda-roupa grande que tem que se levar (dependendo da duração do cruzeiro). Seja como for, não nos podemos esquecer que a roupa da manhã, pode não servir para as excursões e definitivamente o traje para jantar tem que ser mais requintado (homens de gravata, “noblesse oblige”). Verdade seja dita, quando estamos em rota no alto mar, a troca de indumentárias sempre é uma forma de ocuparmos o tempo.
Outro dia estava falando com a minha esposa e ambos demonstrámos saudades de voltar brevemente a fazer outro. É um vício terrível.
Conheci pessoas que entravam a bordo do 1º cruzeiro e só saíam no último.
Quando o barco atracava em Lisboa para trocar os passageiros de um cruzeiro por outro, apanhavam um táxi e íam visitar a família. Regressavam no dia seguinte, as coisas já estavam a bordo, de forma que era só zarpar direito a novos destinos.
Simples, caro, mas posso assegurar que muito agradável.
Há cruzeiros que dão a volta ao Mundo. Aí está algo que adorava fazer. Conhecer múltiplas culturas diferentes. Adormecer a pensar como as pessoas podem pensar e fazer isto ou aquilo desta maneira e acordar no dia seguinte encontrando novas gentes que já pensam e fazem as mesmas coisas de forma completamente diferente.
É nestes contrastes que verificamos que verdades que por vezes damos como absolutas, de facto não o são. Dependem profundamente do contexto em que estamos inseridos.
2 comentários:
Nunca fiz nenhum cruzeiro, gostava de o fazer pois deve ser excelente.
Mas não o faço por causa dos enjoos (da falta de dinheiro).
eheheheh
Olá Artur. Costuma-se dizer que o “mundo é pequeno e toda a gente se conhece”. Hoje pode-se afirmar que “através da Internet o mundo ficou ainda mais pequeno e quem não é conhecido, é porque não tem um blog”. Cheguei a este blog de “Reflexões” através de um link que estava num post do blog “Coisas de Mim”. Pela frase que se encontra na ligação, não é difícil descobrir que o Artur é o marido da Vilma. Através do comentário de um certo “Gajo”, descobri também que a sua filha celebra mais um aniversário (aproveito para dar os parabéns)... Ah, como é óbvio também me apercebi que este “Gajo” é seu cunhado, irmão da Vilma, que por sua vez a senhora “Dona Mina” é a sua sogra... realmente já não é possível vivermos neste mundo sem ser conhecido.
Gosto da forma como escreve as suas reflexões. Quanto a este post, só posso dizer que o barco maior em que andei foi um Cacilheiro (lol). Deve ser fantástico fazer um cruzeiro destes à volta do mundo. Entretanto vou-me contentando com o atravessar a Ria Formosa para ir à praia no Verão... mas não perco a esperança de um dia navegar por estes mares a fora. (moc.blogs.sapo.pt)
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