Ontem ao final da tarde foi tempo de ir ao circo.
A OGMA fez a festa anual de Natal no circo Vitor Hugo Cardinali.
Não me apeticia sair de casa e ir para a barafunda ..... mas enchi-me de coragem e fui.
Por acaso até sou um apreciador de circo, mas muito mais interessante do que isso é ver a excitação da minha filha.
Só observar as reacções durante o espectáculo já vale a pena.
Depois, claro, a minha mulher teve que ir para a fila levantar a prenda de Natal da Empresa.
Nem pensar convencer a filhota, que o pai levantava depois a prenda na OGMA.
Foi um final de dia divertido.
Adorei os camelos, os palhaços e a "Mulher bala".
NOTA:
O circo estava a abarrotar.
A família OGMA começa a ser muito numerosa. Tem que se arranjar um circo maior.
domingo, dezembro 18, 2011
sábado, dezembro 17, 2011
Sábado,dia 17 de Dezembro
Neste momento, se tudo tivesse corrido como previsto no início do ano, deveria estar nos Campos Elísios em Paris a fazer as compras de Natal.
Tudo partiu de uma brincadeira no Facebook com uns amigos do Porto.
Começámos a realizar as poupanças necessárias durante o mês de Janeiro... e tudo foi correndo como o previsto.
Infelizmente, já bem mais tarde, o dinheiro foi necessário para outros afazeres e com muita pena minha, o passeio teve de ser anulado.
Já lá passei esta quadra natalícia com a minha querida esposa. É deslumbrante Paris ... sobretudo nesta época do Ano!
Nessa altura pagámos tudo com cartão de crédito e andámos 2 anos a liquidar a dívida. Os meus pais fizeram piada sobre o assunto durante vários anos.
A vida presente não se compadece com tais loucuras.
Que todos os problemas na vida fossem estes!
Vai-se Paris, fica a saúde e o enorme carinho que continuo a sentir pelos meus grandes amigos do Porto bem como os três dias de férias que se iniciam amanhã.
Quiçá um dia ........
Tudo partiu de uma brincadeira no Facebook com uns amigos do Porto.
Começámos a realizar as poupanças necessárias durante o mês de Janeiro... e tudo foi correndo como o previsto.
Infelizmente, já bem mais tarde, o dinheiro foi necessário para outros afazeres e com muita pena minha, o passeio teve de ser anulado.
Já lá passei esta quadra natalícia com a minha querida esposa. É deslumbrante Paris ... sobretudo nesta época do Ano!
Nessa altura pagámos tudo com cartão de crédito e andámos 2 anos a liquidar a dívida. Os meus pais fizeram piada sobre o assunto durante vários anos.
A vida presente não se compadece com tais loucuras.
Que todos os problemas na vida fossem estes!
Vai-se Paris, fica a saúde e o enorme carinho que continuo a sentir pelos meus grandes amigos do Porto bem como os três dias de férias que se iniciam amanhã.
Quiçá um dia ........
domingo, dezembro 11, 2011
2011/12/11
Hoje foi dia de ir desempenar a carcassa.
Uma hora de piscina, que me soube maravilhosamente bem.
Estar dentro de água quentinha e ver o tempo frio pelas vidraças da piscina, sabe muito bem.
Tenho que repetir mais vezes.
sábado, dezembro 10, 2011
12 passos para o optimismo
Sábado,dia 10 de Outubro
Estão 12ºC lá fora, chuva e nevoeiro.
Cá em casa estão 23ºC (como de costume) e estou-me a preparar (i.e., já a usufruir) de um dia tranquilo e relaxado, passado ao computador e vendo televisão.
Levanto-me só para beijar a minha mulher e a minha filha, quando sinto a falta delas.
Deixo o trabalho para o relógio. Conversei com ele e pedi-lhe para passar as horas muito devagarinho.
Cá em casa estão 23ºC (como de costume) e estou-me a preparar (i.e., já a usufruir) de um dia tranquilo e relaxado, passado ao computador e vendo televisão.
Levanto-me só para beijar a minha mulher e a minha filha, quando sinto a falta delas.
Deixo o trabalho para o relógio. Conversei com ele e pedi-lhe para passar as horas muito devagarinho.
quinta-feira, dezembro 01, 2011
Bolo de chocolate
Hoje comi um bolo de chocolate feito na Bimby que é de chorar por mais!!!! Que maravilha !!!
domingo, outubro 23, 2011
40 minutos de piscina
Hoje como estava a apelar à chuva, não fui andar de bicicleta.
Decidi ir dar umas braçadas nas piscinas municipais de Alverca.
Tenho visto a minha filhota lá a fazer natação e entusiasmei-me.
Após 40 minutos dentro de água, decidi sair e regressar ao duche.
Quando cheguei a casa atirei-me para cima do sofá. Estava todo escavacado!
Satisfeito, mas escavacado! Parecia que um tractor tinha passado por cima de mim!
Não sei quantas piscinas fiz, mas de certeza mais de uma dúzia. Para começar foi muito.
Estou para ver como me vou sentir amanhã de manhã.
Decidi ir dar umas braçadas nas piscinas municipais de Alverca.
Tenho visto a minha filhota lá a fazer natação e entusiasmei-me.
Após 40 minutos dentro de água, decidi sair e regressar ao duche.
Quando cheguei a casa atirei-me para cima do sofá. Estava todo escavacado!
Satisfeito, mas escavacado! Parecia que um tractor tinha passado por cima de mim!
Não sei quantas piscinas fiz, mas de certeza mais de uma dúzia. Para começar foi muito.
Estou para ver como me vou sentir amanhã de manhã.
domingo, outubro 16, 2011
domingo, outubro 09, 2011
Seja Líder de Si Próprio (O Maior Desafio do Ser Humano)
Estou agora a ler um livro muito interessante, intitulado:
Seja Líder de Si Próprio (O Maior Desafio do Ser Humano)
Augusto Cury
Pequenino, tamanho A5, com 134 páginas.
Com ideias muito condensadas, mas particularmente interessantes.
Entre elas:
"Quem discrimina os outros diminui-os, quem sobrevaloriza os outros diminui-se a si mesmo...."
"Ninguém pode brilhar no palco do mundo se não brilhar no palco da sua inteligência"
"Ninguém pode conquistar o mundo de fora se não aprender a conquistar o mundo de dentro..."
" O maior líder é aquele que reconhece a sua pequenez, extrai força da sua humildade e experiência da sua fragilidade..."
"Alguns viajaram por todo o mundo, mas nunca tiveram coragem ou habilidade para viajar dentro de si mesmos....."
"Um ser humano rico procura ouro na sociedade, um ser humano sábio garimpa ouro nos solos do ser ser...."
"Quem tem luz exterior caminha sem tropeçar, quem tem luz interior caminha sem medo de viver..."
Seja Líder de Si Próprio (O Maior Desafio do Ser Humano)
Augusto Cury
Pequenino, tamanho A5, com 134 páginas.
Com ideias muito condensadas, mas particularmente interessantes.
Entre elas:
"Quem discrimina os outros diminui-os, quem sobrevaloriza os outros diminui-se a si mesmo...."
"Ninguém pode brilhar no palco do mundo se não brilhar no palco da sua inteligência"
"Ninguém pode conquistar o mundo de fora se não aprender a conquistar o mundo de dentro..."
" O maior líder é aquele que reconhece a sua pequenez, extrai força da sua humildade e experiência da sua fragilidade..."
"Alguns viajaram por todo o mundo, mas nunca tiveram coragem ou habilidade para viajar dentro de si mesmos....."
"Um ser humano rico procura ouro na sociedade, um ser humano sábio garimpa ouro nos solos do ser ser...."
"Quem tem luz exterior caminha sem tropeçar, quem tem luz interior caminha sem medo de viver..."
Vila Franca de Xira está a ficar muito bonita!



Hoje fui passear de bicicleta até Vila Franca de Xira.
Já terminaram a via pedestre junto ao rio e re-abriram o jardim municipal.
As obras ainda não estão todas concluídas, mas está tudo a ficar muito bonito.
Na antiga fábrica do arroz a Obriverca vai construir um bloco habitacional.
Pelas fotografias expostas, vai ficar um sonho!!!!
Vá lá Eduardo, oferece-me um apartamentozinho virado ao Tejo! Troco-te pelo que tenho em Alverca (também virado ao Tejo .... mas mais longe). Vá lá, vá lá!
Sábado, dia 8 de Outubro 2011
Um dia absolutamente perfeito.
De manhã um passeio até à praia (eu disse-te mar, que não me tinha esquecido de ti na semana passada).
A seguir, um almoço divinal no jardim.
Depois, novo passeio até ao café para tomar o dito cujo.
Estava a acabar de bebê-lo e senti que me estava a passar uma coisa estranha pela vista.
Regressei a casa e fui dormir uma soneca. Acordei por volta das 17:00.
A filhota começou-me a puxar para ir à piscina. Assim como assim, lá fui para lhe fazer companhia. Não é que a água estava uma maravilha?! Lá dei uns mergulhos, umas palhaçadas com ela dentro de água e umas braçadas, para estimular os músculos.
Saímos por volta das 18:30 e fui com a minha cara metade comer um gelado. Novo passeio para me despedir-me do mar.
Um jantar ligeiro e o regresso anunciado a casa.
Um dia destes liberta o espírito de tudo e mais alguma coisa.
NOTA:
Levei o portátil para o meu refúgio e não tive tempo para o abrir. Ainda bem! Bom sinal!
De manhã um passeio até à praia (eu disse-te mar, que não me tinha esquecido de ti na semana passada).
A seguir, um almoço divinal no jardim.
Depois, novo passeio até ao café para tomar o dito cujo.
Estava a acabar de bebê-lo e senti que me estava a passar uma coisa estranha pela vista.
Regressei a casa e fui dormir uma soneca. Acordei por volta das 17:00.
A filhota começou-me a puxar para ir à piscina. Assim como assim, lá fui para lhe fazer companhia. Não é que a água estava uma maravilha?! Lá dei uns mergulhos, umas palhaçadas com ela dentro de água e umas braçadas, para estimular os músculos.
Saímos por volta das 18:30 e fui com a minha cara metade comer um gelado. Novo passeio para me despedir-me do mar.
Um jantar ligeiro e o regresso anunciado a casa.
Um dia destes liberta o espírito de tudo e mais alguma coisa.
NOTA:
Levei o portátil para o meu refúgio e não tive tempo para o abrir. Ainda bem! Bom sinal!
domingo, outubro 02, 2011
Semanas de 50 horas de trabalho, morreram!
Tomei uma decisão que vai ter repercussões na minha vida!
Semanas de 50 horas de trabalho, vão acabar!
Isto não é forma de viver! Ainda por cima quando stou a trabalhar para outros!
A vida não se compadece com estes esforços!
Quando estiver deitao numa cama, no final da minha vida, de certeza que não vou pensar que poderia ter trabalhado ainda um pouco mais!
50 horas, no more!
Semanas de 50 horas de trabalho, vão acabar!
Isto não é forma de viver! Ainda por cima quando stou a trabalhar para outros!
A vida não se compadece com estes esforços!
Quando estiver deitao numa cama, no final da minha vida, de certeza que não vou pensar que poderia ter trabalhado ainda um pouco mais!
50 horas, no more!
Sábado, dia 1 de Outubro 2011
Um excelente dia passado no meu refúgio, com muito calor.
Passeio à beira da piscina, mas com água fria para meu gosto. A filhota é que nunca se recusa.
Maravilhoso almoço e uma soneca à tarde......tão retemperadora que matei todos os maus espíritos.
Não fui espreitar o mar. Não fiques triste. Da próxima vez vou-te visitar.
Palavra de Artur José.
Passeio à beira da piscina, mas com água fria para meu gosto. A filhota é que nunca se recusa.
Maravilhoso almoço e uma soneca à tarde......tão retemperadora que matei todos os maus espíritos.
Não fui espreitar o mar. Não fiques triste. Da próxima vez vou-te visitar.
Palavra de Artur José.
domingo, setembro 25, 2011
Exposição de arte moderna do Joe Berardo


Devo ter de facto um problema (será defeito) de profissão.
Não consigo identificar-me com estas pinturas e esculturas.
Por muito importantes que possam ser, visto retratarem uma certa época contemporânea das artes, eu não queria nenhuma delas pendurada nas paredes em casa.
Vieram-me as lágrimas aos olhos quando deparei com a fachada do "Duomo"(Santa Maria del Fiore) em Florença.
Mexeu comigo a Igreja de São João Baptista em Malta.
Agora........... não! Mesmo o próprio Centro Cultural de Belém ........
Exposição dos 50 anos da boneca Barbie


A Exposição dos 50 anos da boneca Barbie.
Houve uma colega minha que viu esta mesma exposição em Praga.
Mereceu toda a minha atenção, porque de facto, os vestidos eram excepcionalmente bem feitos. Os adereços, pulseiras, unhas pintadas, brincos,.... eu sei lá.... um ESPECTÁCULO!!!!!
Havia personagens públicas que estavam retratadas de uma forma magistral: a Cher, Elizabeth Taylor, .....
Manhã de praia no Estoril


Fez Sábado oito dias, tive um dia deliciosamente simples.
A minha mulher, a minha filha e eu, fomos passear de carro pela Marginal.
Parámos no Estoril e fomos para a praia.
Enquanto a minha mulher lia um dos seus livros predilectos, nós fomos passear à beira mar e ver os peixes.....que, por acaso, tinham umas cores lindas!
A água estava um espectáculo! Acabei por me molhar até ao pescoço!
Passeámos pela praia e fizémos um castelo na areia.
Nada mais simples, nada mais delicioso!
As coisas simples, por vezes, são as que sabem melhor!
terça-feira, setembro 13, 2011
História de Vida
Existem textos que de deixam sem palavras.
Este é um deles. É uma história.....que só lendo.
Quando era uma pequena menina indefesa fui brutalmente agredida pela minha mãe. Ela bateu-me tanto que me tornei numa poça de sangue, mas fui salva pela minha avó que me levou para o hospital. Este espancamento deveu-se ao facto da minha avó não querer dar dinheiro à minha mãe para ela ir comprar droga. E ela decidiu retaliar em mim. Eu odiava a minha mãe e não sabia o que era ter um pai. A minha mãe nunca falou dele a ninguém e ai de quem a questionasse acerca desse assunto.
Cresci num ambiente muito violento. Existiam agressões diárias psicológicas, verbais e físicas. Quando fiz 18 anos, a minha avó morreu e as coisas deterioram-se mais. Passei a ter uma vida ainda mais miserável em que não havia nada para comer e em que por vezes era expulsa de casa pela minha mãe. E era assim obrigada a dormir na rua, com medo, com frio, com chuva, com fome. A mendigar esmolas e comida a todos os que passavam na rua.
Não continuei os estudos, pois estava fora de hipótese ir para a Universidade. E eu só tinha conseguido concluir o 12º por causa da minha avó. Por isso, fui trabalhar como empregada de mesa. Estava com esperança que ao começar a ganhar dinheiro a minha vida viesse a melhorar. Mas a minha mãe agredia-me violentamente e obrigava-me a dar-lhe todo o dinheiro que eu ganhava para ela gastar em álcool e drogas. Nunca havia comida em casa, mas felizmente podia almoçar e jantar no Restaurante onde trabalhava. Eles conheciam a minha situação e davam-me comida.
Com 20 anos sentia-me uma mulher velha com os sonhos desfeitos que vivia aterrorizada e cuja única preocupação era matar a fome. Tinha de assistir constantemente às ressacas da minha mãe e às agressões que existiam entre ela e outros drogados que frequentavam todas as semanas a nossa casa. Estava mergulhada numa tristeza tão grande que um dia desesperada decidi que queria esquecer tudo e injectei-me. E senti-me leve e livre de toda aquela miséria. E claro, viciei-me naquela sensação de liberdade. Tornei-me eu própria dependente. Eu só ía trabalhar para ganhar dinheiro para a droga. Agora as guerras entre eu a minha mãe eram sobre quem ficava com mais, quem se podia injectar mais vezes.
Comecei a ficar escanzelada. Parecia uma morta viva e a minha dependência tornou o meu comportamento intolerável. Fui despedida e voltei à miséria. Não tinha nada porque lutar, restava-me morrer com uma overdose ou de fome.
Uma manhã bateram à porta. Fui abrir e era um senhor muito bem vestido que perguntava pela minha mãe. Eu disse-lhe que ela tinha saído e ele perguntou se eu era a Carla. Respondi que sim e ele disse-me que era o meu Pai. E abraçou-me a chorar. Eu sentia-me confusa e desconfortável, mas não tinha forças para o afastar e perguntar-lhe. Sim, porque eu tinha tantas perguntas na minha cabeça...
Ele contou-me que a minha mãe me tinha roubado dele quando ele a ameaçou tirar-me dela se ela não fosse para uma Clínica fazer uma desintoxicação. Na altura eu tinha 6 meses. Ele procurou por mim este tempo todo…e isso fazia-me feliz. Era uma sensação tão estranha. Eu nunca me tinha sentido feliz. E já tinha 25 anos.
O meu Pai disse-me que iria cuidar de mim de agora em diante, proteger-me e levar-me dali. Fiz as malas e vim embora com ele. Eu tinha um motivo para viver e eu queria lutar. O meu Pai ajudou-me a fazer a desintoxicação (nunca mais me aproximei de drogas), ajudou-me a voltar a estudar e consegui terminar uma Licenciatura em Psicologia, ajudou-me a acreditar em mim e deu-me amor, carinho, compreensão e colo. O meu Pai fez-me acreditar nos seres humanos e na vida.
Aos 42 anos apaixonei-me a sério. O Eduardo era um homem tão gentil, tão sereno, tão terno. Fomos viver juntos passado um ano. Todos os momentos que passamos juntos foram extraordinários, mas ele queria ter filhos e eu não me sentia capaz de ser mãe. Pela idade, por tudo o que passei…e ele não compreendia. E os nossos caminhos separaram-se. Quando olho para trás sinto que fui cobarde. Eu podia ter tentado mais.
Passaram-se dois anos e estava sozinha. Tinha o meu trabalho e o meu pai. Sentia-me incompleta. E decidi ultrapassar os meus medos e adoptar sozinha uma criança. E conheci a Maria já na fase de adolescência. Era uma rebelde encantadora e foi amor à primeira vista para ambas. Até todo o processo ter sido concluído foi muito complicado, mas valeu a pena. Ela faz-me muito feliz e sinto que ao ser mãe dela, ao cuidar dela estou a libertar-me do meu passado. Ser mãe é uma coisa maravilhosa.
No início deste ano conheci o Shiuuuu por acaso e decidi enviar um segredo a contar uma parte da minha infância maldita. Daí recebo um e-mail dos administradores a informarem-me que alguém que tinha visto o segredo gostaria de conversar comigo e que se chamava Eduardo… Seria? E naqueles acasos que só acontecem na imaginação ou nos filmes ou nos sonhos eu voltei a encontrar o Eduardo que continuava sozinho.
Claro que voltamos a reviver o nosso amor. Claro que já vivemos juntos e felizes. Na nossa idade é proibido perder tempo. A Maria adora o Eduardo e ele faz tudo por ela.
Sou feliz. Graças ao meu Pai, à Maria, ao Eduardo, ao Shiuuuu e a mim.
Obrigado a todos. Sou uma mulher completa.
Retirado do blogue SHIUUUU
Este é um deles. É uma história.....que só lendo.
Quando era uma pequena menina indefesa fui brutalmente agredida pela minha mãe. Ela bateu-me tanto que me tornei numa poça de sangue, mas fui salva pela minha avó que me levou para o hospital. Este espancamento deveu-se ao facto da minha avó não querer dar dinheiro à minha mãe para ela ir comprar droga. E ela decidiu retaliar em mim. Eu odiava a minha mãe e não sabia o que era ter um pai. A minha mãe nunca falou dele a ninguém e ai de quem a questionasse acerca desse assunto.
Cresci num ambiente muito violento. Existiam agressões diárias psicológicas, verbais e físicas. Quando fiz 18 anos, a minha avó morreu e as coisas deterioram-se mais. Passei a ter uma vida ainda mais miserável em que não havia nada para comer e em que por vezes era expulsa de casa pela minha mãe. E era assim obrigada a dormir na rua, com medo, com frio, com chuva, com fome. A mendigar esmolas e comida a todos os que passavam na rua.
Não continuei os estudos, pois estava fora de hipótese ir para a Universidade. E eu só tinha conseguido concluir o 12º por causa da minha avó. Por isso, fui trabalhar como empregada de mesa. Estava com esperança que ao começar a ganhar dinheiro a minha vida viesse a melhorar. Mas a minha mãe agredia-me violentamente e obrigava-me a dar-lhe todo o dinheiro que eu ganhava para ela gastar em álcool e drogas. Nunca havia comida em casa, mas felizmente podia almoçar e jantar no Restaurante onde trabalhava. Eles conheciam a minha situação e davam-me comida.
Com 20 anos sentia-me uma mulher velha com os sonhos desfeitos que vivia aterrorizada e cuja única preocupação era matar a fome. Tinha de assistir constantemente às ressacas da minha mãe e às agressões que existiam entre ela e outros drogados que frequentavam todas as semanas a nossa casa. Estava mergulhada numa tristeza tão grande que um dia desesperada decidi que queria esquecer tudo e injectei-me. E senti-me leve e livre de toda aquela miséria. E claro, viciei-me naquela sensação de liberdade. Tornei-me eu própria dependente. Eu só ía trabalhar para ganhar dinheiro para a droga. Agora as guerras entre eu a minha mãe eram sobre quem ficava com mais, quem se podia injectar mais vezes.
Comecei a ficar escanzelada. Parecia uma morta viva e a minha dependência tornou o meu comportamento intolerável. Fui despedida e voltei à miséria. Não tinha nada porque lutar, restava-me morrer com uma overdose ou de fome.
Uma manhã bateram à porta. Fui abrir e era um senhor muito bem vestido que perguntava pela minha mãe. Eu disse-lhe que ela tinha saído e ele perguntou se eu era a Carla. Respondi que sim e ele disse-me que era o meu Pai. E abraçou-me a chorar. Eu sentia-me confusa e desconfortável, mas não tinha forças para o afastar e perguntar-lhe. Sim, porque eu tinha tantas perguntas na minha cabeça...
Ele contou-me que a minha mãe me tinha roubado dele quando ele a ameaçou tirar-me dela se ela não fosse para uma Clínica fazer uma desintoxicação. Na altura eu tinha 6 meses. Ele procurou por mim este tempo todo…e isso fazia-me feliz. Era uma sensação tão estranha. Eu nunca me tinha sentido feliz. E já tinha 25 anos.
O meu Pai disse-me que iria cuidar de mim de agora em diante, proteger-me e levar-me dali. Fiz as malas e vim embora com ele. Eu tinha um motivo para viver e eu queria lutar. O meu Pai ajudou-me a fazer a desintoxicação (nunca mais me aproximei de drogas), ajudou-me a voltar a estudar e consegui terminar uma Licenciatura em Psicologia, ajudou-me a acreditar em mim e deu-me amor, carinho, compreensão e colo. O meu Pai fez-me acreditar nos seres humanos e na vida.
Aos 42 anos apaixonei-me a sério. O Eduardo era um homem tão gentil, tão sereno, tão terno. Fomos viver juntos passado um ano. Todos os momentos que passamos juntos foram extraordinários, mas ele queria ter filhos e eu não me sentia capaz de ser mãe. Pela idade, por tudo o que passei…e ele não compreendia. E os nossos caminhos separaram-se. Quando olho para trás sinto que fui cobarde. Eu podia ter tentado mais.
Passaram-se dois anos e estava sozinha. Tinha o meu trabalho e o meu pai. Sentia-me incompleta. E decidi ultrapassar os meus medos e adoptar sozinha uma criança. E conheci a Maria já na fase de adolescência. Era uma rebelde encantadora e foi amor à primeira vista para ambas. Até todo o processo ter sido concluído foi muito complicado, mas valeu a pena. Ela faz-me muito feliz e sinto que ao ser mãe dela, ao cuidar dela estou a libertar-me do meu passado. Ser mãe é uma coisa maravilhosa.
No início deste ano conheci o Shiuuuu por acaso e decidi enviar um segredo a contar uma parte da minha infância maldita. Daí recebo um e-mail dos administradores a informarem-me que alguém que tinha visto o segredo gostaria de conversar comigo e que se chamava Eduardo… Seria? E naqueles acasos que só acontecem na imaginação ou nos filmes ou nos sonhos eu voltei a encontrar o Eduardo que continuava sozinho.
Claro que voltamos a reviver o nosso amor. Claro que já vivemos juntos e felizes. Na nossa idade é proibido perder tempo. A Maria adora o Eduardo e ele faz tudo por ela.
Sou feliz. Graças ao meu Pai, à Maria, ao Eduardo, ao Shiuuuu e a mim.
Obrigado a todos. Sou uma mulher completa.
Retirado do blogue SHIUUUU
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