segunda-feira, março 10, 2008

Já tenho a minha máquina outra vez

Na 6ª feira passada lá fui buscar o meu carro.
Quando lá cheguei, tive que esperar um pouco porque ainda estava na lavagem.
Sábado era dia da mulher e a Autocabe oferecia a lavagem às senhoras, de maneira que a oficina estava cheia.
Enquanto esperava pelo meu carrinho estive a mirar o novo CRV. É outra máquina!
Com uma tecnologia cerca de 10 anos mais recente.
Numa possível troca, a escolha está feita.
Saí da oficina com o meu carrinho todo lavadinho, todo oleado e com amortecedores novos: um luxo de conduzir!
A verdade é que se sente a diferença ao volante!
Eu gosto muito de conduzir o meu carro!

quinta-feira, março 06, 2008

O meu Honda faz-me falta

A minha esposa farta-se de rir quando eu digo que sinto a falta do meu carro.
Ele na 4ª feira teve que ir à revisão periódica. Na oficina verificaram que um dos amortecedores traseiros estava a babar óleo, pelo que me telefonaram pedindo autorização para substituir ambos os amortecedores traseiros.
Evidentemente que anuí.
Acontece que eles não têm os amortecedores em stock. Tiveram que os encomendar e só deverão chegar para montar amanhã (6ª feira).
Como de facto o carro só me faz falta para os passeios de fim de semana, concordei em que o carro ficasse na oficina até 6ª feira. Assim quando o fosse levantar já teria o trabalho todo concluído, evitando ter de posteriormente voltar lá para terminar o trabalho.
A verdade é que apesar do carro não me fazer falta, sinto muito a falta dele.
É como se fosse um prolongamento de mim próprio e sem ele sinto-me nu.
À parte de gostar muito de o conduzir, o meu jipinho foi amor à primeira vista.
Ele é mesmo um carro feito à minha medida.

terça-feira, março 04, 2008

Google Earth

Ontem, depois da minha esposa me chamar a atenção para o software, instalei no meu computados o Google Earth.
O programa é simplesmente fantástico!
É inacreditável as potencialidades que hoje temos diante de nós à distância de um click.
Passeei a uma altitude agradável sobre alguns dos meus locais favoritos: Interlaken (+ Jungfrau), Las Vegas, ....., Alverca.
Estive a ver as vistas a partir da torre CN em Ontário no Canadá; vistas fabulosas!
Viajei ao longo da costa da Galiza onde pretendo passar as férias este ano: Vigo, Pontevedra, Corunha. Até me familiarizei com os arredores do hotel na Corunha onde a minha esposa fez a reserva para a estadia.
Passei sobre o meu prédio e na pista de aterragem do DGMFA até está identificado no parqueamento a existência de 2 aviões Junkers.
Nos anos 80, quando andava eu no Instituto Superior Técnico, as minhas aulas de informática tinham por base um computador IBM360. Tínhamos que perfurar umas centenas de cartões, cada um com a sua instrução e depois entregá-los ordenadamente na informática para correr o programa. Como as máquinas perfuradoras marcavam mal a tinta as linhas dos programas, se deixássemos cair a pilha dos cartões ao chão (como me aconteceu uma vez), nunca mais aquilo era programa e o computador passava a vida a dar erro. Íam dezenas de horas por água abaixo
Hoje passeamos alegremente ao PC pelo mundo fora. Podemos conhecer o mundo inteiro sem nos levantarmos da cadeira.
Para além disso, podemos (caso tenhamos a tecnologia) enfiar um míssil exactamente no local pretendido, face à meticulosa indicação de longitude e latitude de cada lugar.
Passaram (apenas) cerca de 30 anos.
Como será a tecnologia dentro de outros 30?

segunda-feira, março 03, 2008

Retoma dos passeios de bicicleta

Ontem retomei os meus passeios de bicicleta domingueiros.
Ao final de uns meses e com falta de preparação, alcei a perna na minha velhinha companheira com quem partilhei tantos pensamentos, e lancei-me direito à Póvoa de Santa Iria para ver o meu querido Tejo.
Infelizmente havia muito nevoeiro, pelo que a vista mal conseguia alcançar o meio do rio.
Voltava para trás, quando me lembrei de passar a ponte do comboio, para ir visitar a Póvoa (passeio que nunca tinha feito).
Entrei na EN10 e fui pedalando. Pedalei, pedalei, .... passei a Póvoa, Santa iria, Bobadela e não é que de repente já estava em Sacavém. Aliás, ao Domingo naquela via há muita gente de bicicleta pela zona contígua à faixa de rodagem.
Então, decidi entrar pela zona norte da Expo e ir andando. Os relvados estavam cheios de gente jogando à bola. Até estava um grande grupo a treinar futebol americano, equipados a rigor..
Parei no stand da Audi para ver um lindo Q7 4.2, e como me sentia bem, segui.
Fui acabar em Santa Apolónia.
Entrei na estação para ver a que horas era o comboio de volta a Alverca e apercebi-me que tinha de esperar mais de 50 minutos.
Então, decidi-me a regressar à Expo, visitar o meu querido stand da Lexus que tem estado em obras e apanhar o comboio na gare Oriente.
O que eu não previa era que o vento norte e as minhas pernas já não ajudavam.
Ao final de algumas centenas de metros, acabei por decidir regressar a Santa Aopólonia e esperar pelo comboio da linha 7.
Chegou um, eu abri a porta e comecei a empurrar a bicicleta para dentro.
De repente ouço um funcionário da CP a chamar-me. Afinal aquele comboio não ía para Alverca; ía para a manutenção. Não era mal pensado! Os meus músculos também já estavam a pedir manutenção.
Acabei por me sentar num banco da estação, ver aquele comboio partir e chegar então aquele que de traria de volta a Alverca.
Cheguei a casa, meti-me debaixo do duche e depois veio aquela fome devoradora do que aparecesse.
Já bem comido, apareceu o João Pestana. Deitei-me um pouco na cama a ver o mapa das estradas da Galiza e acabei por adormecer 30 segundos mais tarde.
Foi um passeio muito agradável, mas tenho que praticar mais se quiser regressar a uma boa forma física.
Tenho que praticar mais e ter redobrados cuidados com a alimentação.
Já não tenho mais vinte anos.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Férias 2008

Ando indeciso sobre as minhas férias deste ano.
O que eu gostaria de fazer sei eu:
- Um passeio a Interlaken na Suiça;
- Um cruzeiro ao Alaska a partir do extremo noroeste dos Estados Unidos;
- Um passeio a Nova York, hoje em dia também não de desagradava.
Voltando à Mãe Terra porque as finanças falam mais alto (não é que financeiramente não os possa fazer, mas dada a conjuntura não o devo fazer), gostaria de conhecer quer a Galiza, quer os Picos da Europa.
As férias são em Junho e se não nos perdéssemos pelo Porto, dava para fazer 7 noites num lado, depois uma viagem de 450 Km e 7 noites no outro.
É claro que a brincadeira acabava por dar:
- 1.800 Km de viagem (+ 600 ou 700 Km para passear nos sítios);
- 3.000 € a 3.500€ de estadia e alimentação.
Mesmo assim, continua a ser um pouco extravagante face à frágil situação económica em que o País está mergulhado.
Se calhar a solução é mesmo reduzir o tempo de passeio e ficarmo-nos por um lado ou pelo outro.
Por outro lado, uns 10 dias de férias em Ibiza, Portinatx, onde já tivémos umas excelentes férias com água bem quentinha e sem grande calor visto ser Junho, também não era mal pensado. O Hotel tem uma enorme piscina e praia privativa, local ideal para a minha querida filha se poder movimentar à vontade.... e nós podermos descansar. Depois com carro à porta, sempre poderíamos fazer uns passeiozitos. O pôr do sol é fantástico em Portinatx. Menos carro, mais descanso, mais tranquilidade. Por outro lado, repetir um local de férias, quando só temos um mês por ano?
A minha esposa tanto faz um programa como o outro. Ela quer é passear, laurear a pevide. A viagem da vida dela, era dar um passeio pela Escócia.....mas aqui, lá falam as finanças mais alto. Para além disso, a nossa filhota era capaz de se cansar de passar tanto tempo de carro, apesar da viagem de avião. Com 5 anos, andar de carro é aborrecido. Eu bem me lembro como era no meu tempo.
Açores poderia ser outra solução..........

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Consulta oftalmológica

Esta semana fui ao oftalmologista para uma consulta de rotina.
Disse-lhe que já tinha estes óculos há 3 ou 4 anos (afinal eram 7, como o tempo passa) e que quando estava a ler e a ver televisão ao mesmo tempo, tinha dificuldade em focar a literatura após olhar um tempo para o écran.
Conclusões do médico:
1º A graduação dos óculos está óptima (alguma miopia e muito estigmatismo);
2º Você (neste caso eu) está vivo.
Sem conseguir perceber o que queria dizer, acabou por me esclarecer que a dificuldade que eu estava a experimentar se devia ao facto de ter 46 anos. Dentro de mais um ou dois anos vou ter de passar a usar óculos para o perto e óculos para o longe.
A idade não perdoa!

NOTA FINAL:
A minha mãe também foi esta semana ao oftalmologista.
Parece que tem cataratas e tem que ser operada.
Mais uma vez a “porra da idade” a funcionar....., aqui noutro patamar bem diferente.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

O Sétimo Selo

Acabei a semana passada de ler o livro “O Sétimo Selo” do José Rodrigues dos Santos.
Ainda ando hoje com uma ligeira dor muscular no braço direito, de segurar o volumoso livro.
Olhando para o apresentador de televisão, é difícil reconhecer o génio literário que esconde.
Há mais de 30 anos que eu não lia um romance. Ainda no liceu, era a minha mãe que os lia e depois fazia-me um resumo que eu usava nas aulas e nos exames. Ler José Cardoso Pires e outros escritores que francamente nem me lembro o nome, era um sonífero garantido. Pegava num romance e ao final de 15 minutos estava a dormir; era fatídico. A minha mãe vinha pacientemente ter comigo ao quarto de 15 em 15 minutos para me acordar. Acabou por perceber que a única solução que tinha, era fazer-me resumos dos livros.
Desta vez, foi a minha querida esposa que após ler o livro com tanta sofreguidão me incentivou a lê-lo. De início não queria, mas ela insistiu apenas para que lê-se o prólogo e o 1º capítulo.
Acabei por lhe fazer a vontade.
Comi, gostei e só parei no final. Acabei por tirar horas ao sono, para na tranquilidade do silêncio devorar o livro.
É mesmo um livro à minha medida. Se tivésse sido escrito por um autor anglo-saxónico, tinha futuro garantido. Acho mesmo que dava um excelente argumento para um filme.
Quer a descrição do poder e da fragilidade da indústria petrolífera, quer a problemática da terceira idade, encontram-se exemplarmente relatadas. Só um grande escritor poderia interligar 2 histórias tão diferentes no mesmo romance.
Agora o que é muito inquietante, se na realidade o livro se baseia em factos, é a situação em que o Mundo se poderá vir a encontrar dentro de alguns anos no plano energético.
Na minha opinião há muito tempo que já se deveria ter equacionado em Portugal a implantação da energia nuclear, complementada com um melhoramento do aproveitamento na nossa bacia hidrográfica.
Na área da energia eólica estão-se a dar passos determinantes em Portugal, mas poder-se-ia incentivar mais os privados no domínio solar quer para aquecimento, quer para produção de energia eléctrica. Veja-se o exemplo da ilha de Chipre, ou da própria Grécia.
Portugal é um país com sol durante quase todo o ano e existem tantas habitações uni-familiares!
Os particulares tal como os demais agentes económicos são extremamente sensíveis a estímulos.
Eng. Sócrates, vamos nessa!

NOTA FINAL:
Não há que ter medo da energia nuclear.
A tecnologia nuclear evoluiu de uma forma exponencial desde o incidente em Chernobyl.
A ter medo, isso sim, é da nossa enorme dependência energética do estrangeiro e ainda por cima sendo nós um país pequeno, logo sem grande capacidade de intervenção nas decisões ao nível das instâncias internacionais e relacionamento bi-laterais.

terça-feira, dezembro 04, 2007

A minha filhota está doente

A minha filhota está com febre. Foi hoje ao hospital. Tem a garganta inflamada e cheia de pontos brancos. Parece que a infecção é viral (não bacteriana) pelo que é desaconselhável o uso de antibióticos. À que aguentar e esperar que passe. Ainda à poucas semanas foi uma pneumonia. Anda com azar a minha pequenina.
Corta-me o coração vê-la assim.
Ela nem fica muito impaciente, mesmo quando está com febre, coitadinha.
Tenho ido para casa mais cedo para lhe fazer companhia .....e permitir também alguma folga à minha esposa, que tem tido umas noites terríveis.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Mudar de vida, mas sem tempo para o fazer

Há um punhado de coisas que gostava de realizar, mas para as quais me falta o tempo:
Leitura;
Escrita;
Pesca;
Alemão;
Flight Simulator;
Informática.
Talvez sejam demasiadas coisas para se fazerem ao mesmo tempo e daí este não chegar para tudo, mas também quando se passam 50 horas por semana fechado dentro de uma empresa, obviamente que não sobra muito tempo.
Mesmo assim, quando se poderia ter mais um tempinho era ao fim de semana, mas aí, a mulher e a filha, reclamam-no para elas e não me sobra outra alternativa que satisfazê-las.
No Domingo à noite estive a ler até às 23:00. A casa já estava tranquila, elas estavam a dormir. Estou mesmo entusiasmado com o novo livro que comprei do Alen Greenspan. Acontece que na 2ª feira, a alvorada é às 06:15 pelo que, se me esticar muito na leitura à noite, no dia seguinte pareço um zombie.
Como não sou como o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, tenho mesmo de dormir 8h por noite, para me aguentar. Assim, e com muita pena minha, só me resta desligar a luz do candeeiro.
Estava tão entusiasmado com a leitura que tive dificuldade em adormecer.
Paciência!
Às vezes dá-me vontade de fazer uma informação para despacho superior, prescindindo da isenção de horário, para poder sair às 17:00 e ter mais tempo para mim.
Acontece que são 400€ limpos que se vão à viola, e que fazem toda a diferença do mundo.
À que saber tomar decisões..... e prescindir da isenção de horário, não é uma delas....pelo menos neste momento.

Nova era

Eu aprendi a gostar muito de escrever.
Escrever, é uma forma de exercitar o cérebro.
Acontece que a escrita é para mim algo muito intimista e por vezes poderosa e/ou perigosa.
Quando escrevo para o blogue sinto que me estou a expôr e muitas vezes reprimo o que me vai na alma. Escrevendo apenas para mim próprio, é uma forma de libertação. Não digo que alguns dos artigos não os publique, mas a ideia é escrever sem barreiras, sem quaisquer obtruções mentais, sejam elas quais forem.
Assim, fica mais fácil.
Eu sou um animal que acima de todas as coisas, preza muito a sua liberdade....e então a ideológica, nem se fala.

terça-feira, novembro 13, 2007

Os anos da minha filha

No Sábado a minha filha fez 5 anos.
De manhã cedo levantou-se e precipitou-se para a cama dos pais.
Queria-nos acordados, para receber as prendas.
A minha esposa começou por lhe dar as mais pequenas.
Só depois lhe deu a casinha de bonecas que ela tanto queria.
É a coisa mais recompensante da vida, ver aquele sorriso de orelha a orelha estampado no seu rosto.
Depois fomos buscar o bolo de anos e almoçar com os avós maternos e paternos a Arruda dos Vinhos.
Também foi um bocadinho bem passado, com ela e a prima a correr o restaurante todo de um lado para o outro.
Em seguida foi o ponto alto das festas: juntámos cerca de 10 amiguinhos dela e foram todos dar largas à sua energia num ATL ao pé da Expo.
Aí é que foi brincar e pular. Pareciam Ferraris, quando se acelera a fundo, libertando toda aquela energia.
O ruído eram ensurdecedor. Ao final das 2 horas de festa, ela já quase não conseguia correr e o suor caía-lhe pela cara abaixo.
Estava na hora do lanche. Ela sentou-se na cadeira do trono (visto ser a aniversariante) e todos lhe cantaram os parabéns.
Filmei bem aquele momento, porque a expressão dela dizia tudo. É difícil haver algo mais recompensante na vida.
Quando saímos e a pusémos no carro de volta a casa, adormeceu quase instantaneamente.
Chegou a casa mais morta que viva, mas a ânsia de brincar com as prendas novas era mais forte que o cansaço.
Lá arranjou mais um pacotinho de energia e ainda se aguentou mais algum tempo no quarto a brincar.
Domingo de manhã, termia por todo o lado com fraqueza ..... e fome.
Acabámos por ficar em casa, para ela recompôr as forças.
O Sábado foi um dia profundamente extenuante e feliz.....para ela e para mim.
Eu gosto muito dela.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Fim de semana alentejano II

No Domingo, fui só dar uma volta de bicicleta pela Terrugem.
Nunca distribuí em tão pouco tempo tantos: “bom dia”.
99,99% das pessoas não as conheço de lado nenhum.
Mas.......o relacionamento entre as pessoas é tão diferente do existente nas grandes urbes....pelo menos em Lisboa.
É muito agradável caminhar pela aldeia e sentir a calma, a tranquilidade, a maciez da passagem do tempo domingueiro.
Tenho pena de não ter tempo para poder disfrutar mais vezes daquele doce ambiente.

terça-feira, novembro 06, 2007

Fim de semana alentejano

Gostei muito deste fim de semana passado no Alentejo.
Eu gosto muito do Alentejo.
Lá, isolo-me de um mundo em que tenho que viver, apesar de não gostar.
Fomos 6ª feira à noite, para aproveitar ao máximo o fim de semana.
No Sábado de manhã após o pequeno almoço, alcei a perna na minha bicicleta e fui até à Juromenha. Bem....cheguei apenas à estrada principal que liga a Juromenha.
Não fui à vila com medo que depois se fizesse tarde para o almoço em casa da tia da minha esposa. E tinha razão para o receio.
O Alto Alentejo não é tão plano como parece. Passamos a vida a subir e descer montes e vales. Eu já tinha ido várias vezes de carro à Juromenha e fiquei sempre com a sensação que a volta à Terrugem era quase sempre a subir. Tinha razão.
Para lá pedalei durante 1 hora. Normalmente sempre que faço um caminho novo reservo outro tanto em tempo para voltar, acrescido de 50%. Se não fosse a hora e meia que deixei para o regresso, tinha chegado atrasado ao almoço. Para ajudar, ainda tive que suportar o vento de frente.
Fosse como fosse foi um passeio memorável. Tirei muitas fotografias às deslumbrantes paisagens. Respirei aquele ar puro e até tirei de muito perto umas excelentes fotografias a um conjunto de vacas ruminantes, que não se importaram nada com a minha proximidade. Ainda acabei por tirar umas quantas fotografias à bacia do Alqueva.
No caminho, o único som que se ouvia era o rodado dos pneus da minha bicicleta.
Simplesmente magnífico e retemperador.
Adoro o Alentejo. Adorei o fim de semana.

terça-feira, outubro 23, 2007

Passeio ao Estoril e Cascais

Este Sábado com a minha querida esposa e a minha linda filha fiz um passeio de encher a alma.
Fomos de carro até ao Estoril. Parei o carro junto as Casino, e descemos pelos jardins até à praia do Tamariz.
Tanta gente na praia a tomar banhos de sol e mar!!!!
Estava mesmo um dia muito agradável, sem vento e com a temperatura do ar qb.
Percorremos o paredão a pé até Cascais.
A meio do percurso sentámo-nos numa esplanada. Tomei um sumo de laranja natural e a minha esposa um café. A filha, claro, foi para a areia brincar.
Estava-se maravilhosamente bem na esplanada: bom tempo, bom ar, boa vista.....excelente companhia (eu gosto mesmo muito da minha esposa e de estar com ela).
Após a paragem dirigimo-nos a Cascais onde almoçámos (no MacDonalds claro, para satisfazer a filhota).
A seguir ao almoço passeámos pela vila, e regressámos ao Estoril.....de comboio.
Há tanto tempo que eu não andava de comboio na linha do Estoril!
Comprámos os bilhetes e sentámo-nos.
De repente, já com o comboio em andamento somos informados que a próxima paragem é a estação de Santos. Santos??????? Mas isso é já em Lisboa!!!!! Queres ver que vamos ter de voltar para trás outra vez para vir buscar o carro?!?!?! Paciência!
Afinal, a gravação era para os dias de semana e não para os Sábados! Uf!
Lá conseguimos sair no Estoril.
Nós tínhamos também nesse dia uma amiga que fazia anos e fomos convidados para uma festa em Monsanto, no parque dos índios.
Acabámos por ir ainda de carro ao Cascais Shoping comprar uma prenda e seguimos para Monsanto.
Com muito esforço lá conseguimos dar com o parque.
Sítio magnífico para as crianças brincarem. Tanto miúdo!!!!!!
Tive que vigiar de perto a minha filha para que evitasse que se entusiasmasse e começasse a suar. Acabou de sair de uma pneumonia e suor/vento é um coktail venenoso nestas alturas.
Acabou por andar nos brinquedos todos sem se entusiasmar em excesso.
Enfim, um Sábado muito bem passado e restaurador de forças para mais uma semana.
Gostei muito....de tudo.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Péssima noite

Esta noite foi uma das piores noites que passei em toda a minha vida.
Deitei-me com uma dor de cabeça infernal, somada a uma forte dor no peito.
Estava também brutalmente enervado.
Tentei por todos os meios evitar ingerir comprimidos, mas por volta das 23:00, levantei-me para ir tomar um calmante. O coração batia todo descompensado! Estava a ver que ía ter um ataque.
Voltei a meter-me na cama, mas a dor de cabeça não passava.
Levantei-me novamente à procura de um analgésico nas coisas de farmácia, mas não encontrava nada. Acabei por ter de acordar a minha esposa. Os comprimidos estavam na mala dela. Tomei 2 e meti-me na cama.
Mesmo assim, não conseguia dormir.
Levantei-me outra vez, caminhei um pouco e estendi-me em cima do sofá da sala.
De repente começou a vir o sono.
Como não estava tapado e com medo de ter frio durante a noite, levantei-me e fui para a cama.
Grande disparate. O sono desapareceu de novo.
Voltas e mais voltas na cama e nada.
Decidi então levantar-me novamente e pôr uma toalha debaixo da almofada. Talvez com a cabeça mais alta fosse mais fácil adormecer.
Foi o que me valeu. A última vez que vi o relógio eram 0:50. Depois adormeci.
Hoje pareço um zombie.
Não sei o que provocou este mal estar.
Talvez tenha sido a manhã passada no hospital da CUF onde depois de raio-X e análises ao sangue diagnosticaram uma pneumonia na minha filha. Ou então, foi a visita dos meus pais à tarde. Se calhar as duas coisas.
Aquele tempo todo nas urgências do hospital, com todos aqueles miúdos (alguns muito pequeninos) doentes, fez-me confusão. Alguns adultos, não só merecem estar doentes, como alguns já deviam ter morrido....agora aquelas crianças.....algumas com meses de vida, custou-me muito. Às vezes parece que Deus, se existe, é tudo menos mesericordioso. Parece sadismo ignóbil e vil, ver aquelas crianças inocentes estarem doentes.
Depois de tarde, foi a vez dos meus pais fazerem-nos uma visita.
Portaram-se bem, mas depois dos episódios que se passaram nas férias, tenho dificuldade em os encarar...em estar com eles. Por muito que isto pareça estranho, quase que prefiro não ter contacto com eles.
Eles tornaram-se terroristas psicológicos profissionais e eu após 50 horas de trabalho durante cada semana, dispenso tais companhias durante o meu tempo de recuperação de forças para a semana seguinte.
A última deles:
- Pai, a tua neta está doente; está com 40º de febre e não sabemos o que tem (afinal era uma pneumonia).
- Estava a pensar passar por aí no Domingo para te entregar o relógio. Já está pronto.
- Se é para me entregares o relógio, não vale apena dares-te ao trabalho de apareceres. Tenho mais relógios que posso usar.
Diálogos destes não matam mas moem e eu depois de 50 horas de trabalho durante a semana, não são estas as conversas que preciso de ouvir.
Custa-me muito porque são meus pais, mas entre eles e eu, marcham eles.....mesmo que depois tenha de tomar calmantes.
Preciso de fins de semana calmos, tranquilos e não guerras psicológicas promovidas por pessoas, que passam uma semana inteira a pensar naquilo que podem dizer de forma a ferir o máximo possível e descarregar a frustação de uma vida sem sentido....apenas porque não lhe querem dar um sentido. Não têm problemas monetários, problemas de saúde, mas simplesmente recusam-se a viver....pelo menos de uma forma positiva.
Solução: descarregarem o negativismo em terceiros. Como não têm, nem se dão com mais ninguém, sobra para mim.
As minhas desculpas, mas não suporto mais! O saco está cheio! Chega!
As nossas vidas chegaram a um entroncamento em que cada um tem que seguir o seu destino. Para meu bem, da minha mulher (que eu muito amo) e da minha querida filha, infelizmente tem que ser assim

quarta-feira, outubro 10, 2007

Falta de gasolina

No Sábado fomos (íamos) almoçar a Borba ao restaurante “A talha”.
A minha sogra ía no carro à nossa frente.
No caminho entre a Terrugem e Borba, desvia-se para uma estrada secundária junto à lagoa. Pensei que a ideia era mostrar à nossa convidade portuense, a vista da lagoa.
Pára o carro, saí e dirige-se calmamente à minha janela:
- Olha filho, preciso que me vás buscar uma latinha de gasóleo. O motor morreu!
Lá arranquei eu mais a minha esposa direitos a Borba para ir buscar gasolina.
Quando lá chegámos a bomba da vila estava fechada.
Metemo-nos novamente no carro e fomos a outra bomba à saída da localidade.
Depois do funcionário encontrar uma lata vazia (o que não foi fácil), lavou-a com água e meteu-lhe 5 litros de gasóleo.
Regressámos ao carro empanado. Sem funil, vi-me da cor dos gatos para transferir o combustível para dentro do depósito. De repente olho para o chão e lá estava uma garrafa de litro cortada ao meio para fazer de funil.
Obviamente que o que aconteceu com a minha sogra, não era caso virgem por aquelas bandas.
O carro lá pegou e dirigimo-nos ao restaurante. Chegámos lá eram cerca das 14:30.
O dono olha para nós e recusou-se a servir o almoço.
Ja era tarde....não lhe apetecia...já estava a encerrar a cozinha.....em suma o dinheiro do almoço de 6 pessoas não lhe fazia falta.
A nossa convidada do norte ía morrendo a rir com a cena. Deve ter pensado para consigo: “Estes alentejanos são completamente loucos!!!”
Acabámos por ser “recebidos” noutro restaurante (“A Muralha”) onde lá acabámos por encher a barriga.
Já depois do almoço perguntei à minha sogra:
- E se nós não viéssemos atrás, como era?
- Ía para a estrada e pedia boleia.
- Porque é que deixou acabar o gasóleo?
- A luz da reserva de facto já acendeu à vários dias, mas o carro foi sempre andando....já tinha pensado meter gasóleo mas...não deu. A culpa é do meu marido (que, por acaso, se encontra em África a trabalhar). Ele disse-me que a reserva dava para muitos quilómetros.

Parece anedota de alentejanos, mas isto passou-se....comigo.....no Sábado passado.

Demonstração de um viver despreocupado, capaz de fazer inveja a qualquer pessoa.
Stress? O que é o Stress? Para que serve?

segunda-feira, outubro 08, 2007

Fim de semana no Alentejo IV

No Sábado de manhã fomos à feira de Estremoz. Estava muita gente como é hábito.
A minha sogra tínha-nos pedido para comprarmos 2 patos pequenos.
Acabámos por levar 4 minorcas com dias de vida, dentro de uma saca de serapilheira.
Quando os pusémos a passear na cozinha foi tão giro! Tinham mais sede que fome.
É um animal muito simpático!
Um dia se tiver capacidade financeira para o fazer, compro um monte e dedico-me à agricultura e a criar alguns animais.
É muito mais divertido e agradável, que a vida da cidade.
Que o diga a minha filha que levou alguns brinquedos para se entreter e não chegou a dedicar-se a nenhum. Para quê animais de peluche se os pode ter ao natural: cães, gatos, patos, ....., ovelhas.
A estúpida necessidade de cada vez mais dinheiro, tem-nos vindo a toldar a mente para aquilo que de facto é importante e nos pode fazer felizes. Até porque muitas vezes com o excesso de dinheiro, compram-se coisas que não nos trazem qualquer valor acrescentado e são rapidamente postas de lado.

Fim de semana no Alentejo III

A brincar a brincar, com a ida e volta ao Alentejo, mais o passeio a Monsaraz, acabámos por fazer mais de 800 Km de carro.
De facto no Domingo à tarde estava cansado, mas não sabia porquê? Achei estranho ter metido gasolina por 2 vezes, o que não é normal nestes fins de semana.
Acontece que com o desfilar daquelas maravilhosas paisagens os quilómetros iam sendo feitos, sem os sentir.
Gosto mesmo muito do Alentejo.
Da próxima vez (mês que vem, conforme prometi à minha sogra) levo a bicicleta.
Vi tanta gente pela estrada fora passeando, que me fez uma inveja terrível.
Estava um tempo perfeito para passear de bicicleta.
Desta vez não deu. Para a próxima não escapa.

Fim de semana no Alentejo II

A minha filhota passou os 3 dias a brincar com o primo, a correr montes e vales e a brincar com os cães da minha sogra.
Sábado à noite foi a uma festa de escuteiros, depois de jantar em casa de uma tia da minha esposa e ter andado embrulhada com mais cães. Quem diria, para quem tinha medo de cães....
No Domingo à noite, já deitada, desata a chorar.
Fui ter com ela e deparo com a minha mulher a abraçar a filha. Esta estava a chorar com saudades do primo. Saudades do primo e claro da imensa liberdade que pode ter no Alentejo, coisa que por motivos vários é impossível ter na cidade.
Quero ver se lhe proporciono mais vezes este contacto com a família e a Natureza.
Ela adora...e eu também.

Fim de semana no Alentejo

Neste fim de semana, alargado com o feriado, fui passá-lo ao Alentejo com a família e uma amiga do Norte.
Quando chegámos ao hotel para fazer o check-in, estava lá um indivíduo que queria um quarto para dormir. A funcionária do hotel, telefonou para todo o lado, mas estava tudo cheio. De repente, lá conseguiu um quarto vago, para onde o indivíduo se deslocou.
Mas, onde está a crise? Qual é a crise económica que grassa no País, quando os hotéis ficam todos cheios durante um feriado?
No Sábado fomos até Monsaraz. Estava um dia magnífico! Junto às margens da bacia da barragem do Alqueva um calor difícil de suportar e ........gente; muita gente.
Muita gente de barquinho, navegando ao sabor do vento (pouco) ou a motor.
Obviamente que não era gente da região.
Então pergunto-me: toda esta gente fugiu à crise económica? Será que esta existe mesmo, ou trata-se de um fantasma? Será que a moda é chorar, visto que: quem não chora, não mama?

segunda-feira, outubro 01, 2007

Estou a precisar de férias outra vez

Estou a precisar de férias...outra vez.
Tirando a semana em Vila Nova de Cerveira, dá-me a sensação que não voltei a ter férias.
As que tive no Meco este ano foram uma desgraça: saí mais desgastado do que quando cheguei. Que tempo mais desperdiçado......
Agora....tenho que pagar no pêlo, as consequências!
Pela minha saúde que não volta a acontecer.
Não estou na disposição de voltar a passar férias , a não ser com a minha esposa e a minha filha.
Por vezes a contenção financeira leva-nos a fazer certas concessões e a passar as férias com a família. Quer seja do meu lado ou do lado da minha esposa,....acabou! Nunca mais!
Eles enfernizam-nos a vida, mas como depois têm tempo de sobra para durante o ano recuperar do desgaste, ficam bem.....e eu que me lixe!
Aliás, não sei se é da idade, eles estão todos verdadeiros profissionais do desgaste psicológico.
Depois passo meses de trabalho que pareço um zombie.
Quem não tem dinheiro, não tem vícios.
Prefiro ficar em casa nas férias, repousando.
Não volto a cometer o mesmo erro!
Agora tenho que me aguentar até Dezembro.
Respiro fundo e ...... prossigo....sem distino....sem motivação.....cansado...farto....cheio......mas prossigo.

terça-feira, setembro 25, 2007

Hobby

Aquela conversa entre os velhotes na barbearia, aplica-se de igual modo a quem está no activo.
Quando produzíamos o Caixão Central do avião Dornier Do728JET para os Alemães, tinha um colega espanhol, que nos tempos livres se entretinha a pintar soldadinhos de chumbo.
Usava uns óculos com umas lentes de aumentar, para trabalhar.
Era um hobby extremamente minucioso e que requeria muita concentração.
Ele dizia-me que durante aqueles momentos, os problemas do trabalho por muito fortes que fossem, desapareciam da sua mente. Ele estava apenas compenetrado no que estava a fazer.
De facto é verdade. Todos nós temos que ter um escape para a rotina diária. Todos temos que ter na vida, algo que nos entretenha e que nos permita libertar o cérebro dos problemas correntes.
Eu pelo meu lado tenho o estudo do alemão, a bicicleta ....... e a pesca.

Cortar o cabelo

Ontem fui cortar o cabelo na barbearia do costume na minha simpática terra.
Como de costume, cortei-o à máquina: pente 4 em cima e pente 2 de lado.
Fiquei bem mais arejado.
Como dizia a minha professora primária: cabelos compridos, idéias curtas.
Eu como não quero ter ideias curtas, corto sempre assim o cabelo; 4 vezes por ano, no início de cada estação do ano.
Como já entrámos no Outono, a carecada impunha-se.
Na barbearia, estavam dois velhotes reformados à conversa.
Um deles já tinha sido barbeiro e ambos eram amigos à mais de 40 anos.
Para além da típica conversa: ainda dou 2 pinocadas por semana; uma caixa de preservativos ainda não chega para um mês,......, tiveram uma conversa bem interessante.
Um deles ía diariamente levar e trazer os netos à escola e tomava conta deles no resto do dia. Sentia-se por vezes cansado e a necessitar de isolamento.....mas, passado um bocado já sentia a falta dos netos.
Ele dizia que os idosos fossem eles quais fossem deveriam ter sempre uma actividade. Caso não fosse para ganhar dinheiro, servia para entreter o cérebro. Ficar o dia inteiro a estupidificar sentado em frente à televisão é que não era vida.
Eu olho para os meus pais, e verifico que é exactamente isso que eles fazem. Deixaram de ter vida própria e passaram a ter um comportamento sistematicamente pessimista; e nisso, os noticiários nacionais são pródigos. Parece que todos os dias estão à espera do fim. É doentio...e o pior é que este comportamento com o tempo acaba por ser contagiante.
É quase como aquele indivíduo que de tanto conversar com o gago.....acaba por gaguejar.

segunda-feira, setembro 24, 2007

O preço do crude

Com a redução das taxas de juro americanas, e o seu desfazamento face às taxas de juro europeias, o capital tem tendência a cruzar o Atlântico e a estabelecer-se na Europa.
Leva os grandes investidores a quererem vender dólares, para comprarem euros.
Consequência primeira: a divisa europeia fortalece-se face ao dólar.
Convém salientar que o crude nos mercados mundiais é transaccionado em dólares.
(Saddam Hussein tentou quebrar esta rebra transacionando o crude em euros e toda a gente sabe no que deu: a invasão do Iraque pelos norte-americanos, com os ingleses a reboque...o que é hábito.)
Neste momento, os valores médios actuais rondam:

1 USD = 1.40€
1 barril (159 Litros) = 80$USD = 57€

Se houvesse paridade entre o dólar e o euro (como aconteceu há poucos anos atrás), 1 barril custaria aos europeus (aos portugueses) 80€; i.e. cerca de 40% mais do que agora.
Como todos os bens de consumo são transportados por meios mecânicos, alimentados a combustíveis fósseis, estes também acabariam por chegar ao consumidor bem mais caros.
Iste é: o custo de vida em Portugam dispararia para valores incalculáveis.
Portanto a Europa, e Portugal em particular, estão a viver um tempo em estado de graça, face à encruzilhada financeira norte-americana.
Claro que a baixa do dólar face ao euro, tem uma desvantagem para nós portugueses: as nossas exportações perdem competitividade no mercado norte-americano.
Mas, que nos interessa isso?
80% das nossas exportações são para o mercado europeu; exportações recebidas em euros. Por isso, pouco somos afectados.
Grandes países exportadores para os Estados Unidos, ficam prejudicados.
Nós, .....nem por isso, ou pelo menos numa 1ª fase.
O mal de uns, acaba por ser o bem de outros.

Nota:
Obviamente que se o dólar estivesse mais forte, os países produtores de petróleo não iriam necessitar que o crude atingisse os 80 dólares para aumentarem a produção (a oferta).
Quero dizer com isto, que se a divisa norte-americana fosse forte como o euro, o barril deveria rondar para aí os 60 USD e não nos 80USD como está hoje em dia.....e com tendência para crescer, face ao enfraquecimento progressivo da divisa (e da economia) americana.

A descida da taxa de juros nos Estados Unidos

É interessante perceber a política por detrás da baixa da taxa de juros nos Estados Unidos.
Nos últimos tempos e como forma de evitar uma escalada inflacionista, o banco central americano têm vindo a aumentar gradual mas sistematicamente as taxas de juros.
O intuito?
- Melhorar as remunerações das poupanças, tentanto assim cativar os dinheiros dos particulares, evitando que o gastem em bens e serviços (despesa);
- Dificultar as compras a crédito.
Tudo isto pretende em termos globais refrear o consumo. Diminuindo o consumo e mantendo-se a oferta, obviamente os preços tem tendência para descer e assim evitar-se a inflação. É uma regra básica da economia.
No entanto, de repente, um factor exógeno a toda esta teoria entra em jogo: a problemática imobiliária.
Os americanos aquando do juro baixo, foram-se endividando, comprando habitações acima das suas posses. Com a subida das taxas de juro, sobem também as prestações. O que está a acontecer? Os americanos não têm como pagar os financiamentos que pediram. Se uma parte significativa entregar as habitações devido a incumprimento, as instituições bancários perdem parte da sua liquidez ...... e viram imobiliárias. Como os próprios bancos não conseguem pôr as habitações à venda pelo preço das dívidas dos particulares (nem querem porque não é o seu negócio), os bancos começam a perder dinheiro.
Poderão perder tanto, que poderão não ter liquidez para satisfazer os investidores. Isto seria terrível para a banca norte-americana.
Daí a decisão heróica:
- que se lixe a inflação; vamos salvar as famílias, para não pormos em risco as instituições bancárias.
O que é mau para uns, acaba por ser bom para os outros.
Ver as cenas do próximo episódio.

quinta-feira, setembro 20, 2007

Desabafo

Hoje no meio dos papéis encontrei algo que escrevi há alguns dias atrás como desabafo.
Deixo aquilo que escrevi aqui registado para a posteridade; como se diz agora pomposamente, para memória futura:

“Estou escondido só 10 minutos para que nenhum filho da pxxx me encontre.
Estou exausto com a míriade de problemas técnicos diferentes que me põe.
Lidar com 5 contratos diferentes, com regulamentações diferentes, põem-me doido.
São desenhos com projecções europeias, com projecções americanas.
São cotas em milímetros e polegadas.
São clientes franceses, americanos, ingleses, canadianos,....., mais toda a corja de cxxxxxx da empresa que falam português.
Apetece-me fugir! Estou farto!
Escondi-me num gabinete 10 minutos, para respirar fundo e escrever estas linhas para descomprimir.
Ando num virote e tudo isto para quê?
Longa vida a todos os ladrões e vigaristas deste País, que se safam, sem terem que mamar estas mxxxxx.
Que pena eu tenho que os meus pais não me tenham ensinado a roubar e a estorquir.
Estou condenado a viver na pressão. Quando me finar vou ter como epitáfio: “Aqui jaz um pai de família que levou uma vida de trabalho e honestidade” o que equivale a dizer numa frase mais curta “Aqui jaz mais um parvo”.
Eu costumo perguntar: “Quantos são eles, tirando mulheres e crianças?”.....mas eles são muitos.
Bem, não posso ficar aqui mais tempo.
Venham filhos da pxxx, venham! Venham todos!
Tragam mais problemas que o cxxxxx do engenheiro é pago para resolver estas mxxxxx!“

Hoje, apesar da luta do costume, estou mais calmo.
Já sei que a semana de trabalho volta a ter 50 horas e que continuo a ter trabalho atrasado.
Ou vivo com isto, ou desisto.....mas desistir é próprio dos fracos.
A vida tornou-se numa luta olho por olho, dente por dente.
Os fracos que morram!
Eu sou um sobrevivente!
Lutarei até à morte!

terça-feira, setembro 18, 2007

Água

Na exposição do Corpo Humano, li que os seres humanos adultos devem beber em média 2,5 litros de água por dia.
Bom, como está na altura de começar a cuidar do corpo, visto já cá cantarem 45 primaveras, decidi ontem comprar uma garrafa de água de 0,33 litros para beber entre as refeições.
Vi-me da cor dos gatos para a beber toda até ao final do dia.
Acabei por me sentir um pouco indisposto. Parecia que tinha um bidon de água dentro de mim.
Não dá!
Se não consigo beber 0,33Lt entre refeições, como vou beber por dia 2,5Lt?
A verdade, é que o meu corpo também não tem tendência para suar. Se calhar por isso, não preciso de beber tanta água.
Já quando ando de bicicleta, não é fácil sentir sede.
Será isto uma anormalidade?
A verdade é que cada corpo é um corpo, e nem todos têm a mesma necessidade.
A minha filha bebe água que é um disparate.
Quando era miúdo também era assim, agora já não.
Que se lixe a garrafa de água. Já a deitei fora.
Parece que hoje ainda sinto o excesso de água que bebi ontem.

Passeio de bicicleta

Este fim de semana (Domingo de manhã, claro), reiniciei os meus passeios de bicicleta.
Nada de mais; fiz apenas 22 Km, mas os músculos acusaram o esforço.
Fui apenas à Póvoa de Santa Iria, mas a paragem durante algumas semanas (largas) fez-se sentir.
É de facto impressionante a velocidade com que o nosso corpo perde a forma física.
É uma máquina que bem oleada faz maravilhas,.....mas tem que estar bem oleada.
O exercício físico é algo que tem que ser feito continuadamente. Caso contrário......
Quero ver se a partir de agora que o tempo começa a refrescar, se vou aumentando semanalmente o meu raio de acção.
Vamos ver se é este ano que vou conhecer (toda a) Lisboa de bicicleta.

segunda-feira, setembro 17, 2007

O corpo humano

No Sábado fui mais a família ver a exposição sobre o corpo humano, na rua da Escola Politécnica em Lisboa.
Achei-a o máximo!
Todos aqueles cadávers dissecados e orgãos expostos.
Os pulmões de um fumador até fazem arrepios: aquela côr cinzenta do alcatrão do tabaco. Ainda hoje não percebi o que leva uma pessoa a fumar.
Os fetos no seu desenvolvimento ao longo das semanas, foi outra faceta fantástica da exposição.
As articulações das mãos e dos pés; a meticulosa constituição do esqueleto,......
O Homem é de facto um máquina incrível!
Após a exposição, a minha esposa exclamou sem margem para dúvidas que tal perfeição só pode ter dedo Divino. De facto, é difícil acreditar que a evolução possa ter levado a algo tão extraordinário, tão maravilhosamente perfeito.

Aquário

Desde que comecei a comprar peixes para o aquário, já morreram 5: um casal de guppys e 3 néons.
A acidez da água está ok. A temperatura está de facto um pouco alta (28ºC).....será disso? Só que aqui, não posso fazer nada.
Com a evaporação, a semana passada tive de encher o aquário. Fi-lo com água da torneira......será que o erro foi esse? De facto não a tratei previamente.
Os néons também podiam ter sido mortos pelos dois escalares que tenho....mas estes ainda são tão pequeninos....será possível?
Tenho que ler mais sobre o assunto, dar tempo ao tempo e se calhar fazer outros testes à água para ver se descubro o enigma.
Eu já esperava que isto viesse a acontecer.
É um passatempo divertido, mas como todos os passatempos requer tempo e tempo é coisa que me falta muito.
É preciso ter calma. Não dar o corpo pela alma.
Uma coisa é certa: só olhar para o aquário sinto-me invadido por uma paz interior, uma tranquilidade sensacional.
Para o ano tenho mesmo que comprar um fato de mergulho.
Sem espingardas, porque a minha vontade não é a de matar peixes, mas sim observá-los no seu habitat natural.
Quanto mais velho estou, mais necessidade sinto de estar em contacto com a natureza.

segunda-feira, setembro 10, 2007

Pavilhão do Conhecimento

No Sábado, fui ao Pavilhão do Conhecimento no Parque das Nações.
Nunca lá tinha ido. Se não fossem os nossos amigos do Norte a manifestar o interesse em conhecer este pavilhão, ainda não tinha sido desta.
Quando entrei a sensação que tive foi:
- isto em ½ hora está visto.
Como eu me enganei!
Saímos eram 19:00 (hora de fecho) e ficou tanto por ver.
Foi de facto uma experiência extremamente didática.
Tenho que lá voltar outra vez, para fazer as experiências que deixei para trás e ler pormenorizadamente a memória descritiva de algumas delas.
Tenho que analizar as coisas mais com ar de técnico do que de turista, como foi o caso.
Apercebi-me que o meu daltonismo também não me ajuda. Acabei por sair com uma dorzita de cabeça.

sexta-feira, setembro 07, 2007

O meu percurso profissional em 1º lugar

Hoje em conversa de trabalho com um colega meu, ele frisou-me que o mais importante era a seu percurso profissional, independentemente dos interesses da empresa.
O importante era implementar soluções que agradassem aos superiores, mesmo que tais soluções não fossem do maior interesse da empresa.
Então perguntei-lhe, como é que encarava os maus resultados entretanto obtidos devido às más escolhas?
A resposta foi conclusiva:
- Nessa altura espero já não estar no mesmo posto, pelo que tal situação deverá ser resolvida pelo meu sucessor.
A verdade é que este tipo de comportamento grassa por todo o tecido empresarial português.
As empresas estão cheias de vampiros que pulam de corpo em corpo sugando o sangue das vítimas, levando ao definhar lento da saúde daquelas.
Como resultado basta ver o andamento da taxa de desemprego no nosso País, que já ronda os 9% bem acima do valor médio dos países integrantes do Euro. Esperemos que este valor não atinja níveis históricos como foi o caso da Espanha uma década atrás.
Será esta mentalidade resultado da Revolução de Abril de 74?

quinta-feira, setembro 06, 2007

Gelado Swirl da Olá

No Domingo passado à tarde, fomos ao Cascais Shopping, à procura de plantas naturais para o aquário.
Depois de as comprar-mos, parámos numa loja da Olá para comer um gelado.
A minha esposa queria comer um Swirl. É um gelado novo.
Eu nunca tinha comido nenhum. Por isso, fui provar um de caramelo.
Temos de provar de tudo até à morte.
Que coisa boa!!!!!!!
O processo de mistura do gelado, com pedacinhos de bolacha e caramelo é giro de se ver fazer, mas melhor ainda é prová-lo.
É uma verdadeira delícia!!!!
Do princípio até ao fim.

quarta-feira, setembro 05, 2007

O aquário

Estou preocupado com a temperatura do aquário; não baixa dos 27ºC – 28ºC.
A culpa não é do termostáto. Eu desconfio que este não chega a funcionar.
Infelizmente é esta a temperatura que temos na sala.
Durante o dia a casa está fechada e aquece. Só ao final da tarde, quando chegamos, é que ligamos o ar condicionado.
Se a temperatura da sala anda pelos 27ºC, a água do aquário só pode andar também por esta temperatura.
Esperemos que os peixes não se venham a queixar com calor.
Se se queixarem, preencham o livro de reclamações.

terça-feira, setembro 04, 2007

Mais um pássaro (Gold - macho)

Hoje um colega meu, campeão mundial como criador de pássaros Gold, trouxe-me um macho lindo. O outro que tinha morreu de velho; já tinha mais de 6 anos.
Bem, ....... ele já estava velhinho, quando este meu colega me deu uma fêmea novinha toda giraça. Se calhar, o velhinho não chegou para a garota e o coração não aguentou.
É o que faz juntar velhinhos com gajas novinhas e mexidas.
A verdade é que o bicho começou por ficar paralizado do lado direito (trombose?).
Passados alguns dias, acabou por morrer.
Bem a verdade, é que a presente prole passou de 9 para 10 pássaros.

A minha casa transformada num jardim zoológico

Este fim de semana estive a montar na sala um aquário.
Deu bastante trabalho montar aquilo tudo, mas valeu a pena. Trata-se de uma peça de decoração única.
Na semana passada, em Sesimbra, passámos numa loja de animais e a minha mulher e a minha filha decidiram comprar 2 tartaguras.
Ontem, quando fomos à procura de plantas naturais para o aquário, a minha esposa encantou-se com 2 pássaros bico de lacre.
Em suma: Neste momento em casa somos:
- 3 seres humanos;
- 2 tartarugas;
- 9 pássaros,
.... e ainda faltam os peixes.
Isto parece ou não um jardim zoológico? Parece!
A verdade é que a minha esposa e a minha filha andam felizes.
Se isso lhes trás felicidade, o que é que me custa satisfazer-lhes tal desejo?!
Acabo por ser agraciado por reflexo, com essa manifestação de felicidade.

Nota:
A verdade é que o desejo é maior na minha esposa, do que na minha filha.
Ela não sei porquê, não é muito dada a bichos.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Reinício

Hoje regressei ao trabalho.
Costumo dizer que o encerramento das férias, é a abertura de um novo ciclo.
O dia 31 de Dezembro nunca me disse nada; o encerramento das férias de Verão, isso sim.
Este novo ciclo que se inicia tem forçosamente de ser diferente do que o que se encerrou.
Tenho que trabalhar aplicando o mesmo intelecto, mas menos emoção.
Tenho que arranjar tempo para mim, para me dedicar às coisas que tanto gosto de fazer: pescar, andar de bicicleta, estudar Alemão,....,ler.
O stress tenho que o empurrar para terceiros.
Tenho que rentabilizar o meu tempo. Cada dia que passa não volta mais.
Dormir 8,5 horas por dia; fazer uma alimentação mais regrada.
Se calhar fazer uns abdominais, para ver se perco o ar quadradão.

Nota:
Ontem estive a tirar as minhas medidas na Decathlon para a eventualidade de adquirir um fato de mergulho e cheguei à conclusão que tenho 1,04Mt de peitoral (o que até não é mau).....e 1,04Mt de cintura (o que é horrível!!!!). Algo tem que ser feito... e já.

A bicicleta é um bom desporto em termos cardio-vasculares, mas não ajuda nada aos abdominais.
Se calhar uma natação às 3ª e 5ª feiras das 19:00 às 20:00 na piscina municipal, não era mal pensado. Tenho que ir lá ver as condições de inscrição.

Uma coisa é certa: este ano não pode ser uma cópia do ano passado.
Não é forma de vida.

sábado, agosto 25, 2007

Sensação imensa de perda

Ontem fui-te acompanhar até à tua última morada.
Custou-me muito. Conheci-te à-pouco tempo, mas foste daquelas (poucas) pessoas com que eu simpatizei desde o primeiro momento.
As vezes que nos cruzámos contam-se pelos dedos de uma mão, mas foram sempre muito agradáveis e marcantes. Tinhas uma forma diferente de encarar e agarrar a vida.
Tínhamos agendado o célebre passeio no Gerês, que infelizmente ficou definitivamente adiado.
Maldita doença que te ceifou aos 51 anos!
Espero que onde quer que estejas, estejas bem.
Se há pessoas sãs de coração, tu és uma delas.
Ficarás sempre no meu pensamento.
Descança em paz. Fica bem.

segunda-feira, junho 25, 2007

Meco + Natação

Este fim de semana fui dar um pulo até ao Meco.
Fui recarregar as baterias, que estão muito em baixo.
Regressei no Sábado, porque a minha filhota no Domingo tinha a festa de final de ano lectivo da natação.
Foi engraçado vê-la dentro de água a aprender a nadar. Já não tem medo. Atira-se do escorrega para a água de cabeça, de costas,.... Sabe bem sentir que a minha filhota se sente cada vez nais segura neste conturbado mundo.
De vez em quando olhava para a janela onde nos encontrávamos e dizia-nos adeus. Eu compreendo que para ela é muito importante que lhe demonstremos todo o nosso apoio.
Essa é uma das funções dos pais: estar presentes e apoiar os filhos nos momentos mais delicados.
Infelizmente a ida ao Porto ao S. João teve que ser sacrificada......mas foi por uma boa causa.
Gostei muito de a ver sentir-se tão à-vontade dentro de água.
Ela tem todos os ingredientes para vir a ser uma grande mulher!

Travessia do deserto

Esta travessia do deserto em que me encontro está a levar tempo demais.
Pareço um camelo que vagueia no deserto de poço em poço para beber água, mas sem um rumo definido. Detesto isto!
Às vezes pergunto-me o que é que ainda faço aqui nesta empresa!
Infelizmente, o mercado está todo assim.
Martin Luther King dizia: I have a dream!
É tão bom quando se acorda de manhã, estimulado por ser mais um dia em que persegue um sonho. Ultimamente não tem havido sonhos para perseguir e isso mata-me aos poucos.
Parece um cancro que se vai introduzindo no corpo e vai de mansinho alastrando até às zonas mais recônditas, serenamente, sem alardos, sem dar nas vistas, mas tudo destruindo à sua passagem.
Como eu prefiro acordar de madrugada pensando nos problemas que ainda não consegui resolver. Acordar com a cabeça a 1.000 à hora; sentir a adrenalina a correr nas veias; o fluxo do stress a queimar-me o corpo.
Dá-me pelo menos a sensação de estar vivo.
Assim, sinto-me como um zombie; um morto-vivo.
Raios partam esta vida!

quarta-feira, junho 20, 2007

A evolução da técnica

Tenho andado a ler umas coisas sobre o Windows Vista, que tenho agora instalado no meu novo computador portátil.
Quanto mais leio e testo, mais impressionado fico. Não há dúvida que se trata de uma enorme evolução face à versão XP.
É incrível a evolução que se conseguiu em ½ dúzia de anos.
Já na aeronáutica agora também não se fala noutra coisa que não sejam os UAV’s (unmanned aerial vehicles).
Quem está habituado a receber informações sobre este tipo de aeronaves diariamente, sabe que existe hoje uma multiplicidade de países envolvidos no seu desenvolvimento.
Começou com os israelitas e agora, dissiminou-se a procura.
Nalguns casos para vigilância e reconhecimento, mas com a evolução quer dos “softwares”, quer dos “hardweres”, mais tarde ou mais cedo, tornar-se-ão em terríveis máquinas letais.
Poder alimentar uma guerra sem grandes perdas humanas, é sempre muito apetecível....e perigoso!
Claro que os civis não irão ter a mesma sorte!
Irá tratar-se de um apuramento (evolução das espécies de Darwin, ......., mas agora em processo acelerado.

segunda-feira, junho 18, 2007

Tenho falta de tempo

Sempre que me pergunto sobre o que é que sinto mais falta, acabo sempre com a mesma resposta: gostaria de ter mais tempo disponível.
Por acaso, nem sou das pessoas que mais se podem queixar. Vou para o emprego a pé. Demoro 9 minutos, sem me meter em engarrafamentos de automovéis sem fim, ou bichas para os transporter públicos.
Acontece que, como trabalho sempre mais de 45 horas por semana, tenho que dormir 8,5 horas e tenho que perder tempo a comer, sobra-me pouco tempo para fazer aquilo de que gosto.
Paciência! Se não trabalhar, não recebo dinheiro. Se não receber dinheiro, não posso comer. Se não comer, morro. Morrendo, acabo também por não ter tempo para nada.
Cá está outra vez o maldito rolo compressor em que todos andamos enfiados!

Está difícil a retoma do trabalho

Está difícil retomar o trabalho a seguir às férias.
O arranque é sempre complicado com a retoma das rotinas, a chapada do acordar novamente para a realidade.
Para ajudar à festa, agora tenho novos programas de fabricação, com a inerência de clientes novos (americanos, canadianos e franceses), novos procedimentos, novas normas de actuação, novos.......
Enfim, todo o mundo é composto por mudanças. Alguém dizia isto; já não me lembro quem.
Temos que seguir em frente. Não há outra alternativa.
Estamos inexoravelmente metidos dentro do rolo compressor.
Parar não é opção. É preciso respirar fundo e mantermo-nos dentro do rolo compressor.
Hoje em conversa com uma colega minha, ela disse-me que temos que nos manter como na tropa: dentro do pelotão, sem ir nem na frente, nem na rectaguarda.
O inimigo normalmente começa a atacar por aí.

domingo, maio 20, 2007

Reinício nas lides da pesca

Na passada 5ª feira (dia da espiga, feriado em Alverca), reiniciei-me nas lides da pesca.
Há mais de 3 anos que não pescava.
Fui até à praia do Meco. Estava um dia muito quente. Por volta das 14:30, vim-me embora. Não aguentava o calor. Acabei por almoçar na Campimeco.
Logo no 1º lançamento, não sei o que sucedeu. A verdade é que a chumbada não voou nem 10 metros. No entanto, o fio enleou-se todo no carreto. Parecia um aprendiz de pescador.
Para não perder tempo, fui de imediato preparar a outra cana.
Apesar de ser uma cana muito mais pesada e com 5 metros, o lançamento correu bem.
Lá consegui pôr a minhoca de molho.
Depois, voltei à minha 1ª cana. Apesar de doses maciças de paciência, não consegui resolver o problema. Quando não existe outra solução....passa-se à tesoura.
Era cerca das 12:30, quando pesquei um sargo. Não era muito grande, mas dava para comer. Como tinha engolido o anzol quase todo, tive que ir buscar o saca-anzóis. Trouxe também o saco de plástico, mas depois de olhar para o bicho, tive pena dele.
Tirei-lhe delicadamente o anzol, e disse-lhe para ir à vida dele: para da próxima vez, tem mais cuidado com o que comes.
Quando eram 14:30, com o calor a apertar, decidi vir-me embora. Estava a recolher a 2ª cana, quando de repente uma vaga arranca por detrás de mim, contorna o ponto alto onde tinha as minhas coisas, e encharcou-me, as calças, os sapatos, o telemóvel, os documentos, as chaves do carro,....., tudo.
Impressionante! Estava na zona mais alta da praia. Havia outras pessoas à mesma distância que eu do mar, em zonas mais baixas e nada lhes aconteceu; continuaram deitados na areia. Até parecia que aquela vaga era só para mim.
Tive que a correr, retirar tudo encharcado mais para trás. Demorei mais de ½ hora a guardar e a espremer tudo. Durante esse período, o mar nunca mais avançou sobre o sítio onde estava......e as outras pessoas lá continuaram deitadas na areia. Seria mesmo uma mensagem só para mim?
Na 5ª feira de espiga do ano passado, também fui até ao Meco para pescar. Por motivos que não sei explicar, decidi não o fazer. À hora do almoço, recebi uma chamada dizendo que o meu cunhado tinha morrido num desastre de mota no Alentejo.

Na 6ª feira, dia de férias, e porque sou teimoso, regressei ao mesmo sítio. Estava um dia mais fresco, que me permitiu almoçar e ficar na praia até cerca das 17:00.
Explêndido dia de praia. Infelizmente o peixe não picou. Foi mesmo um dia para dar banho à minhoca e sentir a brisa marítima de que tanto gosto. A seguir fui até a estação de comboios de Coina, buscar a minha esposa e a minha filha.
Ìamos passar o fim de semana juntos no Meco.

No Sábado ainda tivémos uma boa manhã de praia em Sesimbra, mas quando acordámos no Domingo de manhã, estava tudo fechado a chover. Decidimos assim, regressar a casa a seguir ao pequeno-almoço.

Foram 4 bons dias para caregar as minhas pilhas. Bem preciso, com a convulsão que vai na empresa. Ainda tenho que aguentar 2 semanas até finalmente ir de férias.

Passeio a Carcavelos de bicicleta

Fez no Domingo passado, 8 dias, que a minha esposa teve “o almoço do pastor da igreja”.
Isto quer dizer, um Domingo inteirinho só para mim.
A minha esposa arranjou-me farnel para almoçar, meti a bicicleta no comboio e saí como de costume em Sacavém. Fui passeando






e acabei a almoçar na praia de Carcavelos.
Passei na marina de Oeiras, onde há mais de 30 anos que lá não ía.

Está tudo muito arranjadinho, muito bonito. Parece a marina de Cascais, só que mais pequena. O passeio pedonal junto ao mar, começa em Santo Amaro de Oeiras e vai até à Marina. Que passeio lindo! Um dia tenho que lá ir com a minha esposa e a minha filha.
Em Carcavelos ainda fui pôr o pé na água, mas estava muito fria.

Enquanto estive a almoçar mantive-me em fato de banho, mas como era o meu primeiro dia de sol, após o almoço vesti a camisola.
Acabei por me deitar ao sol e adormecer.
Passado uma semana ainda pareço um camionista, só com metade dos braços ultra-queimados; os braços e as pernas. Agora comecei a largar a pele.
Se não tivesse vestido a camisola, estava bonito.
No regresso fui só até à estação de Santa Apolónia onde apanhei o comboio. Já estava cansado. Foram mais de 60 Km, quando estou mais habituado a fazer entre 30 a 40Km.
Estava um dia lindo, sem vento e com pouco calor. Excelente para andar de bicicleta.
Cheguei a casa cansado, mas feliz, muito feliz!
Belo passeio!

Computador portátil

Já comprei o meu computador portátil.
Estou muito satisfeito com a compra que fiz; o meu Toshiba é lindo e rápido.
É impressionante a diferença de desempenho para o meu computador fixo....e este só tem 2 anos!
Ultimamente a minha esposa e eu passávamos o tempo “à luta” para ter acesso ao computador.
Isso agora é passado. Só me falta instalar agora a rede wireless em casa, para ter acesso à Internet e ficar tudo operacional.
Vamos ver se até ao fim de semana, fica tudo ligado.
Tenho é que meter na cabeça que o portátil não é para passar a vida atrás de mim. Não me quero transformar num escravo dele.
Agora que é lindo de morrer e é uma máquina diabólica, lá isso é.

segunda-feira, abril 16, 2007

Outro bonito passeio de bicicleta

Nem sempre é necessário ir passear de bicicleta para a minha maravilhosa Lisboa, para me deparar com bonitas paisagens.
Por vezes, quando tenho menos tempo, meto-me pela EN10 até Alhandra e aquieto-me, olhando a marina, os barcos, o passar apressado do rio.

A seguir sigo o circuito de manutenção pela pista para bicicletas.

Infelizmente neste momento o circuito não chega a Vila Franca de Xira, pelo que tenho de voltar à EN10, se quiser prosseguir viagem.
Em Vila Franca de Xira, também podemos apreciar bonitas paisagens do rio a partir do jardim municipal, tendo a ponte Marechal Carmona como pano de fundo.

O que mais não falta neste País são bonitos sítios para passear de bicicleta, encher os pulmões de ar e apreciar a luminosidade com que o nosso País normalmente nos presenteia.
Se houver força nas pernas, bons pulmões e coração, alguns calos no rabo e força de vontade, então estão reunidos todos os ingrdientes para passeios inesquecíveis.

quarta-feira, abril 11, 2007

Minha esposa

Outro dia descobri o que escrevi no telemóvel enquanto aguardava impacientemente no quarto do hospital pelo resultado da operação da minha querida esposa.
Para que não se perca o conteúdo, deixo-o aqui residente:

Enquanto espero que tu sejas operada, escrevo não sei bem o quê, para passar o tempo. Sinto-me nu sem ti. Parece que nada mais tem significado, lógica, razão de ser. Sabes que em pensamento estou contigo. És a minha companheira, a mulher da minha vida. Como te disse à-pouco enquanto esperávamos na sala do pré-operatório, parece que em 30 segundos, me passou pelos olhos todos estes anos que passámos juntos....desde o nosso namoro na Costa da Caparica. É algo incrível, poder-se gostar tanto de alguém como eu gosto de ti. Nestas alturas sofre-se mais, mas.......é sempre preferível a entrega a 100% por muito que isso por vezes doa. Fui um ser abençoado, no dia que te conheci e continuo a sê-lo desde esse dia. Hoje mais do que nunca, tenho a certeza que és a mulher da minha vida! Como ontem te disse, prefiro que me rasguem a carne a mim do que a ti. Doe-me menos. Mas, nem sempre as coisas correm como queremos. Estou perdido. Não consigo escrever mais. Vemo-nos daqui a pouco. Eu te amo do fundo do meu coração.

terça-feira, abril 10, 2007

O Cristianismo

Ontem estive a ver mais uma vez o filme “The Body” com a minha esposa.
Disse-lhe que não percebia porque perturbaria assim tanto, descobrirem o corpo de Cristo. Cristo poderia ter ressuscitado em espírito e não em corpo.
Ela explicou-me que tal situação poria em causa todo o Cristianismo.
Os Evangelhos falam da ressurreição em corpo e espírito. Se se provasse que assim não tinha sido, os Evangelhos seriam postos em causa e por conseguinte, todo o Cristianismo tal como o conhecemos.
Hoje estive a ver o canal História enquanto almoçava e estava a passar um documentário exactamente sobre a ressurreição de Cristo.
De acordo com ele, se Jesus não se tivesse levantado do túmulo no jazigo de José de Arimateia, os discípulos teriam acabado por se disperçar, perdendo-se a transmissão dos pensamentos e palavras proferidos por Cristo.
O próprio Pedro já o tinha negado 3 vezes mesmo antes da Sua morte.
Com o Seu aparecimento aos discípulos em carne e osso, foi demonstrado que Ele tinha vencido a morte. A sua passagem imaculada pela Terra, tinha-lhe trazido a salvação eterna.
No fundo a base, a motivação da entrega das pessoas à causa de Cristo não tem tanto a ver com a sua doutrina de prática do bem, da necessidade de amarmos o próximo como a nós mesmos, mas com a salvação eterna: o medo da morte, o medo do desconhecido.
Só hoje, ao final de 45 anos, me apercebi disto.
Claro que a nossa salvação eterna à imagem d’Ele, dependerá da história terrena de cada um de nós. Não basta crer n’Ele; é preciso seguir os Seus passos na medida das nossas possibilidades humanas. Aliás, se não tivermos uma vida regrada de acordo com os ensinamentos que Ele nos deixou, como podemos de facto afirmar que cremos n’Ele?
Crer n’Ele significa seguir os seus ensinamentos.
Por isso Ele dizia que nem todos os que me chamam Senhor, entrarão no Reino dos Céus.
Agora percebo. Fez-se-me luz.

segunda-feira, abril 02, 2007

Comboios de alta velocidade

Na semana passada tive que ir à Alemanha em missão de serviço.
Até aqui, nada de especial. Tratava-se de mais uma de dezenas de missões de serviço que já fiz à Alemanha, apesar de nesta estarem envolvidos assuntos muito delicados e com largos milhões de euros à mistura.
Como a volta foi na 6ª feira, e contrariamente ao que é habitual, tivémos que fazer um percurso diferente de regresso: Munique --> Frankfurt --> Lisboa
A distância entre Munique e Frankfurt é cerca de 300Km, pelo que a viagem de avião, não deveria durar mais que 30 minutos. Acontece que desde que o avião levantou voo, até que pousou, decorreram mais de 2 horas.
Primeiro, houve (como aliás é costume) congestionamento aéreo no aeroporto de Munique, pelo que demorámos mais de meia hora desde que saímos da manga, até levantarmos voo.
Depois de cerca de 30 minutos de voo, andámos às voltas sobre Frankfurt, mais de quarenta minutos, para conseguirmos licença da torre de controlo para iniciar a aproximação à pista.
Em seguida e após tocarmos com as rodas no chão, demorámos mais uma eternidade a atravessar uma pista de aterragem, para nos deslocarmos para as mangas de desembarque.
Enquanto em Munique os aviões aterram uns atrás dos outros, em Frankfurt vistos da janela do avião, parecem mosquitos a aterrar todos ao mesmo tempo. Conseguem-se perfeitamente distinguir até ao horizonte, 10 a 15 aviões em simultâneo.
Frankfurt e Munique são dos maiores aeroportos de transbordo do Mundo.
Por sorte o avião para Lisboa, era bastante tarde, o que nos possibilitou andar nas calmas. Outros passageiros não tiveram a mesma sorte. Quando o avião parou, tiveram que pular dos assentos e desatar a correr pelos corredores fora, para apanharem os voos de ligação.
Não se pense que o avião que fez Munique --> Frankfurt era pequeno. Tratava-se de um Airbus A300, que leva mais de 250 passageiros. O avião, aliás como todos os outros, estava completamente cheio. Outro problema: acomodar aquela gente toda.
Como nós saímos de carro de Donauwoerth, teria sido mais rápido apanhar a auto-estrada na direcção de Stuttgart, e depois continuar para Frankfurt.
No entanto, o que é importante reter é a necessidade de incentivar a criação de um sistema ferroviário de alta velocidade, nomeadamente para distâncias pequenas (300 Km a 600 Km). Porque verdade seja dita, nestes tempos de transporte não estou a contabilizar o check-in, a passagem nos controles de bagagem, ....., as enormes distâncias a percorrer até às portas de embarque.
Obviamente que não faz sentido ir de comboio de Lisboa para Munique, mas faz todo o sentido ir de Munique para Frankfurt, de Paris para Londres, de Paris para Bruxelas, ....
Já não vou ao ponto como estão a pensar os Alemães de criarem os comboio de levitação magnética capazes de atingirem os 600 Km/h. Não! Estou a falar dos simples comboios de alta velocidade com rodas, capazes de atingir 350Km/h.
Com a criação do espaço comunitário, cada vez à mais pessoas a viajar, mais inter-câmbio de negócios, idéias, e na realidade o avião nalguns casos, nomeadamente no coração da Europa, não é alternativa de transporte.

domingo, abril 01, 2007

Passeio de bicicleta à Baixa

No Domingo de manhã, decidi ir dar uma volta de bicicleta por Lisboa.
Meti-me no comboio e desci em Sacavém.
Fiz a zona da Expo toda e fui até Santa Apolónia.

Aí a estrada estava interrompida por causa da meia-maratona.
Tive que me meter por dentro, subir a rua da Madalena e ir até ao Martim Moniz.
Quando quis voltar para o Rossio, este também estava fechado ao trânsito.

Meti pela rua do Coliseu, e fui sair à Avenida da Liberdade.
Subi até ao topo, a praça Marquês de Pombal.

Depois fiz o Parque Eduardo VII e fui até ao Palácio da Justiça.

A seguir foi fazer o percurso de volta até Santa Apolónia.
Como faltavam 50 minutos para chegar o comboio, decidi rolar mais um pouco até à Gare do Oriente, onde então apanhei o comboio.

Tirei montes de fotografias pelo caminho.
Conheço montes de cidades em Portugal e no estrangeiro. Cada vez mais tenho que reconhecer que Lisboa é a cidade mais lindas onde passei. É uma cidade com uma luminosidade toda muito especial.
Pena que ontem o Sol não estava perfeitamente descoberto.......havia uma pequenu nublina.
Não havia vento e a temperatura estava excelente para a prática do ciclismo.
Acabei por fazer 32Km. Não foi muito, mas diverti-me a valer.
Se um dia me sair o Euromilhões, tiro um dia inteiro e vou reformular o meu guarda-fatos nas lojas do lado direito que sobe, na Avenida da Liberdade.
É porta sim, porta sim, lojas das melhores marcas do Mundo.
Das cidades que eu conheço, assim com tantas lojas de marca em tão poucos metros quadrados, só me lembro de uma: Paris, junto ao Palácio do Eliseu. Mesmo Knitsbridge em Londres, desconfio que não tem tantas lojas tão credenciadas.
A pastelaria ao cimo da Avenida é outra loja de comer e chorar por mais.
A Avenida da Liberdade é só lojas de marca e instituições de seguros e bancárias.
Está um luxo!
O Parque Eduardo VII também está muito arranjado. No cimo existe um café (acho que se chama espelho de água), com Wi-Fi, onde se vê muita gente na esplanada a apanhar o Sol, a ler, a dedilhar o computador. Sítio muito sossegado e acolhedor para se passar uma manhã.

Já na Expo cada vez se vê mais gente a fazer jogging, passear de patins em linha, a andar de bicicleta, a jogar à bola.
Verdade seja dita, que o dia estava excelente para a prática de desporto a céu aberto.
Na Baixa, encontram-se muitos turistas, enchendo as esplanadas.

No corredor áereo que passa junto ao Parque Eduardo VII, os aviões a aterrar são uns atrás dos outros. Quase parece o aeroporto Charles de Gaule em Paris ou o Franz Josef Strauss em Munique. É impressionante!
Na realidade, alguma coisa tem que ser feita quanto ao Aeroporto de Lisboa.
Uma deliciosa manhã passada na companhia da minha insubstituível bicicleta, do meu querido Sol, da minha maravilhosa Lisboa.

Passeio ao Jardim Zoológico

Fez no Sábado 15 dias que fui passar o dia com a minha família ao Jardim Zoológico.
Há anos que lá não ía. Depois de casado, acho que só lá tinha estado uma vez.


Gostei muito! Está muito diferente.
Dá-me a sensação que há menos bichos, mas que agora têm bem mais espaço.
Detestava ver por exemplo os tigres metidos numa grade de cimento.
Quando estavam com fome andavam junto às grades de um lado para o outro.
Era um pouco deprimente.
Agora não; têm espaço para se esticarem.
Os tigres albinos foi dos bichos que mais gostei de ver. São lindos!

Também gostei muito do passeio de teleférico. Tem-se uma panorâmica lindíssima sobre o Jardim e também sobre Lisboa.

A seguir ao almoço, fomos ver a actuação das focas e dos golfinhos. É um espectáculo muito bonito; muito bem preparado. Como prenda ainda tivémos todos direito a um beijinho de uma das focas.
A seguir assitimos à demonstração de voo de algumas aves. Algumas são tão grandes, que até faz confusão como podem voar. Bonito!
Enfim, um dia muito bem passado, com um tempo esplêndido.
A minha filha que nunca lá tinha ido, ficou encantada. Adorou especialmente as girafas e os ursos. Não gostou nada das aranhas. Se a conheço bem, o beijo da foca mexeu com ela. Tanto caminhou, que mal chegámos ao carro, adormeceu.
Todos gostámos muito do passeio.
O Sábado valeu.

quarta-feira, março 14, 2007

Costa da Caparica

Domingo de manhã é sinónimo de passeio de bicicleta.
Já há algum tempo que estava com vontade de ir à Costa da Caparica.
O tempo estava bom; dito e feito.
Pus a bicicleta no carro e aí fui eu.
De alguma forma também estava interessado em ver com os meus próprios olhos a terrível situação que o mar tinha criado junto ao parque de campismo.
Quando cheguei, deparei-me com montes de gente a passear no paredão. O tempo estava convidativo para isso.
Na zona norte para lá do restaurante “O Barbas” a praia sumiu por completo. antes os pescadores deslocavam-se para as pontas dos esporões para pescar. Agora não. Fazem-no mesmo a partir do paredão. O mar bate ali com muita força.


Junto à zona do parque de campismo, puseram um conjunto de pedregulhos ao acaso, para segurar as águas. Se assim não fosse à muito que o mar já tinha engolido aquela zona.
O que é estranho, é que quer a praia de S. João no extremo norte, quer as praias a sul dos esporões continuam a ter uma dimensão normal.

Só onde houve intervenção humana é que parece que a areia desapareceu. Haverá aqui uma situação de causa-efeito?
A zona do Ninho, onde eu em miúdo muito me diverti e joguei mini-golf, desapareceu. Grande parte da mata, desapareceu. Agora parece ir tornar-se numa zona habitável. Eu é que não comprava ali uma casa, abaixo do nível do mar.
Na falésia a vários quilómetros da costa existem conchas. Os pescadores dizem que mais tarde ou mais cedo o mar irá reclamar o que em tempos foi dele.
A pressão habitacional degradou a Costa da Caparica. O sítio onde eu durante mais de 30 anos passei as minhas férias, me diverti, namorei, joguei à bola, está irreconhecível.
Ainda fui de bicicleta ao centro, para ver se captava alguma daquela áurea de outros tempos. Mas, nem aí.
Tão cedo não volto a passear por aquelas bandas. O sítio já não me diz grande coisa.
Foi bom, tenho grandes e deliciosas recordações, foi a praia onde conheci a minha querida esposa,...., mas são isso mesmo: recordações.

Meco

No Sábado reiniciei as minhas idas ao Meco.
Fui ver o mar e passeei pelo parque.


Contrariamente ao que estava à espera, a praia tem as mesmas dimensões de anos anteriores. Ali o mar não galgou a areia.
Como o tempo estava bom, almoçámos no jardim.
Soube-me tão bem......
Depois do almoço, fomos ao café.
Sentámo-nos na esplanada ao Sol.
Depois de tomar o café, a minha filha subiu para o meu colo.
Comecei a fazer-lhe festas nas costas.
O calor do Sol e as festas começaram a entorpecê-la; pai e filha quase a dormirem.
Como soube bem aquele bocadinho......
Eram 15:30, quando tivémos que nos levantar. A minha filha tinha uma festinha de anos de um amigo em Queluz. Como ainda tínhamos uma hora de caminho, não havia solução: tivémos que nos fazer à estrada.
Infelizmente o percurso que dura cerca de uma hora, transformou-se em duas. Apanhei um trânsito terrível de pára-arranca. A minha esposa, dormia. A minha filha, também. Enfim, tive a companhia do rádio.
Fosse como fosse, valeu a pena.
Já tinha saudades de sol, mar, campo, silêncio.
Este refúgio que temos, para mim vale ouro.
Só eu sei, o quanto gosto de estar ali, em comunhão com a Natureza e longe das multidões.

sábado, março 10, 2007

Mau perder

Se há defeitos que tenho, um deles é ter mau perder.
A empresa está na eminência de perder centenas de milhares de euros, por incúria.
Apesar de não ter culpa, custa-me a aceitar tal facto.
Essa história que temos que ser esforçados, o que conta é a intenção, foi mais uma vitória moral,....., etc, etc, nem quero comentar!
A nossa obrigação é VENCER! Sermos os MELHORES!
Não há lugar para 2ºs ou 3ºs classificados.
Mais uma vez, perde a empresa, perde o país,....., os funcionários,....só têm o que merecem!
Perder para mim nunca é opção! NUNCA!!!!!!!!

terça-feira, fevereiro 27, 2007

A vida

A vida deve ser degustada sem pressas.
Devem-se saborear lentamente as pequenas vitórias do dia a dia e obviamente encaixar e perceber o porquê de algumas derrotas.
A vida é assim: altos e baixos.
Temos que modelá-la na medida do possível, para que os altos sejam mais frequentes que os baixos.
As estrondosas vitórias, normalmente ou são irrealistas ou baseadas em falsos alicerces. A realidade muitas vezes acaba por ser dura, com grandes derrotas.
Julgo ser preferível, um trabalho tipo formiguinha, com um objectivo, um fim, mas alcançável dia após dia através de pequenos passos.
No filme Titanic, durante o jantar, o protagonista pobre envolto num ambiente da maior sumptuosidade, faz um brinde, que eu acho brilhante: “que cada dia conte”
Há alguns anos atrás esta não era a minha forma de encarar a vida; era o sangue na guelra, a jovialidade. Hoje, o amadurecimento leva-me a pensar de outro modo, não menos performante, mas bem mais consistente.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Fim de semana caseiro

Este fim de semana foi passado em casa. Sábado ainda saímos para ir às compras, mas depois do almoço a pequenina começou a enroscar-se no sofá. A minha esposa foi-lhe tirar a temperatura, e zás,.....38ºC.
À parte da lida doméstica que tive que fazer, como agora passou a ser hábito, o fim de semana foi um “dolce fare niente”; nem de bicicleta andei.
Soube-me muito bem a pacatez e o sossego do lar, o convívio com a minha esposa e a minha filha e rodeado dos jornais, revistas e livros preferidos.
Adorei o fim de semana. Eu gosto tanto delas..........
O carro vai para 15 dias, que não lhe dou à chave. Não faz mal! É um Honda: veículo indestrutível, sólido, robusto, de uma fiabilidade sem par.

Mariza – Concerto de Lisboa

Ontem estive a ver e ouvir o Concerto de Lisboa, da Mariza.
O DVD foi-me oferecido pela minha mãe no Natal, mas por um motivo ou por outro, só ontem me sentei no sofá, liguei as colunas de som e saboriei o espectáculo.
De facto, merece ser visto! É um espetáculo de nível internacional.
A Mariza tem uma apresentação soberba, como é seu costume, acompanhada à guitarra portuguesa, por um artísta exímio. A forma como ele consegue fazer gemer a guitarra, deixou-me os cabelos todos eriçados. A forma como vive a música que toca é algo de fora do comum. Que grande artista!
A junção de um violoncelo com a voz da Mariza foi algo que nunca tinha pensado como possível. O cocktail é efectivamente muito bom.
Que belíssimo espectáculo! Só tive pena de não ter podido presenciar o espectáculo ao vivo.
É (também) em situações como esta, que muito me orgulho de ser português e lisboeta.
Beijinhos, Mãe, obrigado pela prenda.
Parabéns à Mariza pelo seu fenomenal desempenho.
Adorei.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Meu relacionamento com Deus

Ora aqui está um tema que nunca abordei no meu blogue.
Não é fácil para mim expressar o que sinto e não sei se irei ser bem sucedido.
Cada um tem a sua forma de se relacionar com Deus e eu não gosto nunca de melindrar ninguém, para além de uma dificuldade enorme em expressar os meus sentimentos sobre o assunto.
No passado fim de semana no Porto, confrontaram-me com a seguinte pergunta: se não és crente, como consentes que a tua filha frequente uma congregação? Já não falo na tua mulher, que a maior de idade, mas a tua filha? Não é normal!
A resposta que lhe dei, acho que foi entendível.
Respeito profundamente as convicções religiosas de cada um, e nada tenho a opôr a que um membro da minha família frequente uma congregação religiosa, desde que esta perfilhe a aproximação, o entendimento e o amor entre as pessoas.
Acho que ele entendeu.
Para mim, a religião é algo de secundário. O fundamental são os valores morais. Obviamente que estes poderão variar de congregação para congregação, de cultura para cultura. Variar, não; terem nuances.
Se analizarmos bem, os Dez Mandamentos que nos foram legados pelo Antigo Testamento são fenomenais. Se os seguíssemos à risca, muito melhor seria a nossa sociedade, e talvez, ......o filho de Deus, Jesus Cristo, nem necessitasse de ter vindo à Terra e ser crucificado para redenção dos nossos pecados.
Mas, segundo o meu amigo do Porto, os seres humanos são pecadores por natureza; pelo menos é o que os 2 últimos séculos de História nos demonstram.
É certo! Agora não podemos é acreditar nisso como um facto consumado; que não há nada a fazer a não ser reconhecê-lo e pedir a salvação de Deus através de Jesus Cristo.
Que raio, não somos animais pensantes? Não é essa característica que nos distingue dos outros animais? Não será o nosso dever primeiro para com a sociedade, esforçarmo-nos por sermos melhores cidadãos?
Sim, dizia o meu amigo, mas só se conseguirá a salvação eterna através de Jesus Cristo.
Reflectindo um pouco mais, os povos pigmeus da África Austral, os esquimós do Ártico, ou ainda os nativos Australianos, estarão condenados ao sacrifício, apesar de alguns deles poderem ter tido na Terra um comportamento digno, meritório, só porque ninguém se lembrou deles e lhes falou de Jesus?
Se Deus é magnânimo, nunca poderia fazer tal distinção. Seria uma injustiça. Se ele fosse injusto, não poderia ser Deus.
Uma coisa é de facto verdade. A Igreja e quando falo na Igreja, falo no sentido lato do termo, para além da pregação dos Evangelhos, tem tido um papel muito importante no relevo que põe nos valores universais que os seres humanos deve perseguir.
Apesar de não ser um homem conhecedor dos Evangelhos, na sua essência, no seu mais profundo conteúdo, não estão espelhados os valores morais pelos quais a sociedade se deveria reger?
Por isso, eu não me devo intrometer No caminho espiritual quer da minha mulher, quer da minha filha. A única coisa que desejo é que sejam maravilhosos seres humanos, gratos pela vida, conscientes do seu papel na sociedade, amantes do seu semelhante o do meio ambiente que as envolve.
Se assim for, estou convicto que Deus estará satisfeito, será seu aliado independentemente do credo que professem e eu o mais feliz dos Homens.
Aqui para nós que ninguém nos ouve, já sou. As duas mulheres que Deus me pôs no caminho, são duas verdadeiras referências do que acabei de dizer.
Ainda hoje de manhã disse à minha mulher: “Gosto tanto de ti....”
Ao que ela retorquiu; “Porquê?”
A verdade é que a conjugação dos factores que atrás mencionei, fazem parte do percurso da sua vida. Talvez por serem as criaturas que são, é que o meu amor por elas é incomensuravelmente maior do que as palavras são capazes de mencionar.
Sou um sortudo? Talvez! Se não fosse Deus gostar tanto de mim, não me teria presenteado com semelhante dádiva. Certamente!
Obrigado Deus, por tudo o que me tens dado. Não sei se te estarei a retribuir como merecias. Não sei se estarei no bom caminho, no caminho certo, mas estou certo que não me abandonarás.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Aspirar

De tarde fui ajudar a minha esposa nas lides domésticas: aspirei a casa toda.
Cheguei à conclusão que o pó é cobarde. Normalmente esconde-se nos rodapés da casa e nos cantos.
Ah,....., mas comigo, podes esconder-te à vontade que eu encontro-te....e elimino-te.
Percebi que os quartos ganham mais pó que as salas, concerteza devido à manipulação da roupa. O quarto da minha filha é que é pior. Os brinquedos, os bonecos, ....., a tralha, não possibilita que o trabalho seja feito nas melhores condições.
Grandes males, grandes remédios. Ordem de retirar tudo (ou quase tudo) para que o trabalho ficasse em condições. Compreendo que é chato, mas não há alternativa.
Depois de concluído, gostei do trabalho.
Faz doer um bocadinho as costas, mas serve também para ginasticar o corpo.

Passeio de bicicleta

Ontem iniciei os meios passeios dominicais de bicicleta.
Apetecia-me ter ido à Costa da Caparica passear no paredão e ver os estragos que o mar fez em S. João, mas como estamos em época carnavalesca, com corsos e tudo mais, não me quis fazer à estrada para evitar engarrafamentos.
Pensei ir dar uma volta a Vila franca de Xira, mas passear de bicicleta na Estrada Nacional 10, nesta época do ano.....
Como também não me apetecia inspirar tubos de escape, fui direito a sul, passear pelos Salgados

até à Póvoa.

Os caminhos estão todos enlameados. As terras já não suportam mais água. Esperemos que as culturas não apodreçam. Agora precisam é de sol; a água já chega.
Parei na Póvoa junto ao rio Tejo, para contemplar a paisagem

e rumei novamente a casa.
Ainda parei no Museu do Ar, para contemplar os aviões, mormente o T-38, o avião mais bonito que a nossa Força Aérea teve até hoje.



Como ainda era cedo, e já tinha lama até ao pescoço, decidi meter-me por uns atalhos até uma empresa desactivada logo após o 25 de Abril: Argibay.
Tratava-se de uma empresa de construção naval. O último arrastão de pesca ainda se encontra em doca seca. Acontece que fiquei surpreendido por ver ao final de tantos anos, que a empresa está a ser toda renovada. Os diversos pavilhões têm vidros novos, pintura nova, ...., até a portaria está toda arranjada. Quem será que vai para tomar conta daquelas instalações? Desconfio, mas nem me atrevo a pronunciar o nome.
Enfim, um delicioso passeio de bicicleta de 25Km, que deu para abraçar a Natureza e respirar ar puro. A bicicleta ficou um nojo e a roupa também......mas a cabeça ficou bem desanuviadinha. Tirei montes de fotografias.
A seguir, banho de chuveiro para cima do pelo. Fiquei como novo.
Após o banho, veio a já esperada fome de cão.
O almoço logo veio e soube-me muito bem.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Fim de semana passado


O fim de semana, foi passado no Porto. Mais uma vez, fomos ao Porto.
Tantos anos sem lá ir, desde que o último membro da minha família morreu, e agora passo lá a vida.
Muito eu gosto daquelas gentes, tão diferentes das do Sul.
O pessoal é como dizem os brasileiros “boa gente”, ou então, temos sorte nos amigos que temos.
No Domingo, fomos assistir a vários baptismos na igreja da Alumiara, entre os quais, o da minha muito querida Mimosa, mulher que eu tanto estimo e que me presenteou com mais um espectacular almoço. Pena não ter aproveitado mais, mas os meus intestinos não estavam na melhor forma.
Foi uma tarde muito, muito agradável. Apesar do meu ateiísmo (aparente) senti-me muito bem na congregação. Conseguem-me fazer sentir, como se fosse um deles.
Conversei com várias pessoas, troquei ideias, e por incrível que possa parecer ou não, os diálogos forem sempre profícuos e agradáveis.
Tive até um diálogo sobre religião muito agradável, tema que não gosto muito de versar ainda por cima com pessoas crentes, onde cada um serenamente colocou os seus pontos de vista e reflectiu sobre os alheios. Gostei!
Gente jovem, afável e inteligente. Calmos, serenos, alegres e doces.
Cada dia que passa fico mais “fanzaço” das gentes do Norte.
Pena alguns serem do Futebol Club do Porto.....mas ninguém é perfeito!
O caminho para Lisboa foi todo feito debaixo de nevoeiro e chuva. Custou-me um bocadinho....mas por uma tarde destas, todo o esforço vale a pena.

Dia pouco inspirado

Hoje não estou nos melhores dias.
Estou pouco inspirado: não sinto nem a minha mulher, nem a minha filha nos melhores dias. Andam as duas psicologicamente em baixo.
Depois tive que marcar as férias. Isso não seria mau, se não tivésse que meter 15 dias em Agosto. Mês horroroso para fazer férias!
Todo o mundo de férias: prais cheias, restaurantes cheios, centros comerciais cheios,....., tudo cheio.
Felizmente, escapa o meu refúgio no Meco, excepto aos fins de semana. Paciência!

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Novo arranque

Após uma paragem forçada de quase 2 meses, vamos ver se retomamos a escrita.
Primeiro foi o Natal, depois veio o Ano Novo e depois ainda a operação da minha esposa.
É chegado o tempo de me aquietar um pouco, acertar agulhas e definir rumos.
A operação da minha esposa, deu para reflectir muito:
- que eu gosto muito dela (mas isso eu já sabia praticamente desde o dia que a conheci);
- que ela faz muita falta no seio familiar e sobretudo a mim;
- que a devo ajudar mais, nalgumas tarefas das lides caseiras.
Sempre me esforcei para que ela tivésse tudo o que era maquineta disponível no mercado. O que uma máq. pode fazer, não deve ser feito à mão. No entanto, existem inúmeras outras actividades em que de facto eu posso ajudar:
- tratar do lixo e regar as plantas já há muito que fazem parte das minhas atribuições.
- normalmente levantamos juntos a mesa do jantar. Agora porque é que ponho a loiça suja no lava-loiça, se a posso pôr directamente na máq. de lavar? É estúpido! Perde-se menos tempo e evito dar trabalho desnecessário à minha esposa.
- as camas. Por que é que é ela que faz as camas todas as manhãs? Eu não sei fazer o trabalho? Claro que sei! Então porque é que não o faço? Preguiça? É claro que posso passar a fazê-lo.
- aspirar as semestes dos pássaros que caiem junto à gaiola. É complicado fazer este trabalho? Não! Então porque não o faço eu? Não custa nada e ajudo-a a ter menos esta tarefa.
Não quero dizer que me devo substituir à minha esposa, mas quando ambos trabalham fora, de facto tem que haver uma maior colaboração entre todos, para que a vida seja mais simples e agradável de viver.
Eu nunca me tinha apercebido de quão penoso é o trabalho caseiro, até ela ter sido hospitalizada e ter de ser eu a fazer, não tudo, mas uma parte importante.
Outra coisa é também verdade, é um trabalho altamente estupidificante e que eu não recomendo a ninguém.....mas que efectivamente tem que ser feito.
A realidade é que muitas vezes entramos numa rotina e não paramos para pensar se as coisas estão ou não a ser feitas da forma mais rentável. Por vezes é preciso parar para pensar. A organização e o método são a mãe de todas as Ciências.... e isso por vezes falha.
Porquê armar o aspirador grande, quando para apanhar umas migalhas basta usar o pequeno? Resposta: está lá para trás, perde-se tempo a ir buscá-lo. Isto não é resposta!
O que nos distingue dos outros animais é a enorme capacidade de pensar, de reflectir, de inovar. Eu sei, que a lide caseira é monótona, cansativa e pouco inspiradora para “re-engenharias”, mas tem que ser feito, a bem de todos.
Estou convencido que nesta área posso dar uma boa ajuda à minha esposa. Se tanto gosto dela, porque não também o demonstrar, ajudando-a.
Agora mais do que nunca tenho que agradecer à minha mãe, por ter passado ao lado de uma carreira profissional promissora, para me dedicar todo o tempo do mundo e me ter transformado no homem que hoje sou. Bem hajas minha mãe. Te estou profundamente agradecido por isso.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Educação cívica

Já se reparou, que 90% das pessoas, não sabem o que dizer quando entram numa sala de espera ou num elevador e nomeadamente quando saem? Tanto novos como mais velhos!
Já se reparou que muitas pessoas não sabem como utilizar um simples guardanapo à mesa?
E que em alguns casos, nem devidamente usam uma faca ou um garfo?
Quantas pessoas sabem socorrer feridos numa emergência?
Quantas pessoas julgam que se pode engravidar ou apanhar SIDA através de um beijo?
Quais são as funções da Procuradoria Geral da República? E as do Provedor de Justiça?
Ora bem, na sequência do meu escrito anterior, vivemos em sociedade e felizmente num Estado de Direito (quantas pessoas não sabem o que é um Estado de Direito?).
Daí que independentemente de crenças religiosas ou outras, temos que aprender as regras mínimas de comportamento em sociedade. Temos que perceber os problemas e desafios que se nos colocam diariamente e como os ultrapassar. Temos que conhecer as nossas instituições (nacionais e internacionais). Perceber para que servem, porque foram criadas.
Assim, entendo que a escola para além de ser uma instituição com o objectivo de promover a instrução, deveria também promover a educação.
Desde a mais tenra idade deveria haver uma disciplina de educação cívica que seria tanto mais aprofundada, quando mais maduros fossem os instruendos, versando assuntos como seja:
Etiqueta e boas maneiras
Anatomia Humana
Educação sexual
Hegiene
Regras de trânsito
Hábitos alimentares saudáveis
Diversidade cultural e religiosa
Instituições nacionais e internacionais (seu funcionamento e interligações)
Preservação do meio ambiente
Psicologia comportamental
Problemática do alcool e da droga
......

Enfim, temas que regulam ou estão relacionados com a intercomunicabilidade e vivência humana.
Ferramentas que nos permitam uma melhor integração na sociedade e um melhor entrosamento para atingir fins comuns.