segunda-feira, outubro 15, 2007
Péssima noite
Deitei-me com uma dor de cabeça infernal, somada a uma forte dor no peito.
Estava também brutalmente enervado.
Tentei por todos os meios evitar ingerir comprimidos, mas por volta das 23:00, levantei-me para ir tomar um calmante. O coração batia todo descompensado! Estava a ver que ía ter um ataque.
Voltei a meter-me na cama, mas a dor de cabeça não passava.
Levantei-me novamente à procura de um analgésico nas coisas de farmácia, mas não encontrava nada. Acabei por ter de acordar a minha esposa. Os comprimidos estavam na mala dela. Tomei 2 e meti-me na cama.
Mesmo assim, não conseguia dormir.
Levantei-me outra vez, caminhei um pouco e estendi-me em cima do sofá da sala.
De repente começou a vir o sono.
Como não estava tapado e com medo de ter frio durante a noite, levantei-me e fui para a cama.
Grande disparate. O sono desapareceu de novo.
Voltas e mais voltas na cama e nada.
Decidi então levantar-me novamente e pôr uma toalha debaixo da almofada. Talvez com a cabeça mais alta fosse mais fácil adormecer.
Foi o que me valeu. A última vez que vi o relógio eram 0:50. Depois adormeci.
Hoje pareço um zombie.
Não sei o que provocou este mal estar.
Talvez tenha sido a manhã passada no hospital da CUF onde depois de raio-X e análises ao sangue diagnosticaram uma pneumonia na minha filha. Ou então, foi a visita dos meus pais à tarde. Se calhar as duas coisas.
Aquele tempo todo nas urgências do hospital, com todos aqueles miúdos (alguns muito pequeninos) doentes, fez-me confusão. Alguns adultos, não só merecem estar doentes, como alguns já deviam ter morrido....agora aquelas crianças.....algumas com meses de vida, custou-me muito. Às vezes parece que Deus, se existe, é tudo menos mesericordioso. Parece sadismo ignóbil e vil, ver aquelas crianças inocentes estarem doentes.
Depois de tarde, foi a vez dos meus pais fazerem-nos uma visita.
Portaram-se bem, mas depois dos episódios que se passaram nas férias, tenho dificuldade em os encarar...em estar com eles. Por muito que isto pareça estranho, quase que prefiro não ter contacto com eles.
Eles tornaram-se terroristas psicológicos profissionais e eu após 50 horas de trabalho durante cada semana, dispenso tais companhias durante o meu tempo de recuperação de forças para a semana seguinte.
A última deles:
- Pai, a tua neta está doente; está com 40º de febre e não sabemos o que tem (afinal era uma pneumonia).
- Estava a pensar passar por aí no Domingo para te entregar o relógio. Já está pronto.
- Se é para me entregares o relógio, não vale apena dares-te ao trabalho de apareceres. Tenho mais relógios que posso usar.
Diálogos destes não matam mas moem e eu depois de 50 horas de trabalho durante a semana, não são estas as conversas que preciso de ouvir.
Custa-me muito porque são meus pais, mas entre eles e eu, marcham eles.....mesmo que depois tenha de tomar calmantes.
Preciso de fins de semana calmos, tranquilos e não guerras psicológicas promovidas por pessoas, que passam uma semana inteira a pensar naquilo que podem dizer de forma a ferir o máximo possível e descarregar a frustação de uma vida sem sentido....apenas porque não lhe querem dar um sentido. Não têm problemas monetários, problemas de saúde, mas simplesmente recusam-se a viver....pelo menos de uma forma positiva.
Solução: descarregarem o negativismo em terceiros. Como não têm, nem se dão com mais ninguém, sobra para mim.
As minhas desculpas, mas não suporto mais! O saco está cheio! Chega!
As nossas vidas chegaram a um entroncamento em que cada um tem que seguir o seu destino. Para meu bem, da minha mulher (que eu muito amo) e da minha querida filha, infelizmente tem que ser assim
quarta-feira, outubro 10, 2007
Falta de gasolina
A minha sogra ía no carro à nossa frente.
No caminho entre a Terrugem e Borba, desvia-se para uma estrada secundária junto à lagoa. Pensei que a ideia era mostrar à nossa convidade portuense, a vista da lagoa.
Pára o carro, saí e dirige-se calmamente à minha janela:
- Olha filho, preciso que me vás buscar uma latinha de gasóleo. O motor morreu!
Lá arranquei eu mais a minha esposa direitos a Borba para ir buscar gasolina.
Quando lá chegámos a bomba da vila estava fechada.
Metemo-nos novamente no carro e fomos a outra bomba à saída da localidade.
Depois do funcionário encontrar uma lata vazia (o que não foi fácil), lavou-a com água e meteu-lhe 5 litros de gasóleo.
Regressámos ao carro empanado. Sem funil, vi-me da cor dos gatos para transferir o combustível para dentro do depósito. De repente olho para o chão e lá estava uma garrafa de litro cortada ao meio para fazer de funil.
Obviamente que o que aconteceu com a minha sogra, não era caso virgem por aquelas bandas.
O carro lá pegou e dirigimo-nos ao restaurante. Chegámos lá eram cerca das 14:30.
O dono olha para nós e recusou-se a servir o almoço.
Ja era tarde....não lhe apetecia...já estava a encerrar a cozinha.....em suma o dinheiro do almoço de 6 pessoas não lhe fazia falta.
A nossa convidada do norte ía morrendo a rir com a cena. Deve ter pensado para consigo: “Estes alentejanos são completamente loucos!!!”
Acabámos por ser “recebidos” noutro restaurante (“A Muralha”) onde lá acabámos por encher a barriga.
Já depois do almoço perguntei à minha sogra:
- E se nós não viéssemos atrás, como era?
- Ía para a estrada e pedia boleia.
- Porque é que deixou acabar o gasóleo?
- A luz da reserva de facto já acendeu à vários dias, mas o carro foi sempre andando....já tinha pensado meter gasóleo mas...não deu. A culpa é do meu marido (que, por acaso, se encontra em África a trabalhar). Ele disse-me que a reserva dava para muitos quilómetros.
Parece anedota de alentejanos, mas isto passou-se....comigo.....no Sábado passado.
Demonstração de um viver despreocupado, capaz de fazer inveja a qualquer pessoa.
Stress? O que é o Stress? Para que serve?
segunda-feira, outubro 08, 2007
Fim de semana no Alentejo IV
A minha sogra tínha-nos pedido para comprarmos 2 patos pequenos.
Acabámos por levar 4 minorcas com dias de vida, dentro de uma saca de serapilheira.
Quando os pusémos a passear na cozinha foi tão giro! Tinham mais sede que fome.
É um animal muito simpático!
Um dia se tiver capacidade financeira para o fazer, compro um monte e dedico-me à agricultura e a criar alguns animais.
É muito mais divertido e agradável, que a vida da cidade.
Que o diga a minha filha que levou alguns brinquedos para se entreter e não chegou a dedicar-se a nenhum. Para quê animais de peluche se os pode ter ao natural: cães, gatos, patos, ....., ovelhas.
A estúpida necessidade de cada vez mais dinheiro, tem-nos vindo a toldar a mente para aquilo que de facto é importante e nos pode fazer felizes. Até porque muitas vezes com o excesso de dinheiro, compram-se coisas que não nos trazem qualquer valor acrescentado e são rapidamente postas de lado.
Fim de semana no Alentejo III
De facto no Domingo à tarde estava cansado, mas não sabia porquê? Achei estranho ter metido gasolina por 2 vezes, o que não é normal nestes fins de semana.
Acontece que com o desfilar daquelas maravilhosas paisagens os quilómetros iam sendo feitos, sem os sentir.
Gosto mesmo muito do Alentejo.
Da próxima vez (mês que vem, conforme prometi à minha sogra) levo a bicicleta.
Vi tanta gente pela estrada fora passeando, que me fez uma inveja terrível.
Estava um tempo perfeito para passear de bicicleta.
Desta vez não deu. Para a próxima não escapa.
Fim de semana no Alentejo II
Sábado à noite foi a uma festa de escuteiros, depois de jantar em casa de uma tia da minha esposa e ter andado embrulhada com mais cães. Quem diria, para quem tinha medo de cães....
No Domingo à noite, já deitada, desata a chorar.
Fui ter com ela e deparo com a minha mulher a abraçar a filha. Esta estava a chorar com saudades do primo. Saudades do primo e claro da imensa liberdade que pode ter no Alentejo, coisa que por motivos vários é impossível ter na cidade.
Quero ver se lhe proporciono mais vezes este contacto com a família e a Natureza.
Ela adora...e eu também.
Fim de semana no Alentejo
Quando chegámos ao hotel para fazer o check-in, estava lá um indivíduo que queria um quarto para dormir. A funcionária do hotel, telefonou para todo o lado, mas estava tudo cheio. De repente, lá conseguiu um quarto vago, para onde o indivíduo se deslocou.
Mas, onde está a crise? Qual é a crise económica que grassa no País, quando os hotéis ficam todos cheios durante um feriado?
No Sábado fomos até Monsaraz. Estava um dia magnífico! Junto às margens da bacia da barragem do Alqueva um calor difícil de suportar e ........gente; muita gente.
Muita gente de barquinho, navegando ao sabor do vento (pouco) ou a motor.
Obviamente que não era gente da região.
Então pergunto-me: toda esta gente fugiu à crise económica? Será que esta existe mesmo, ou trata-se de um fantasma? Será que a moda é chorar, visto que: quem não chora, não mama?
segunda-feira, outubro 01, 2007
Estou a precisar de férias outra vez
Tirando a semana em Vila Nova de Cerveira, dá-me a sensação que não voltei a ter férias.
As que tive no Meco este ano foram uma desgraça: saí mais desgastado do que quando cheguei. Que tempo mais desperdiçado......
Agora....tenho que pagar no pêlo, as consequências!
Pela minha saúde que não volta a acontecer.
Não estou na disposição de voltar a passar férias , a não ser com a minha esposa e a minha filha.
Por vezes a contenção financeira leva-nos a fazer certas concessões e a passar as férias com a família. Quer seja do meu lado ou do lado da minha esposa,....acabou! Nunca mais!
Eles enfernizam-nos a vida, mas como depois têm tempo de sobra para durante o ano recuperar do desgaste, ficam bem.....e eu que me lixe!
Aliás, não sei se é da idade, eles estão todos verdadeiros profissionais do desgaste psicológico.
Depois passo meses de trabalho que pareço um zombie.
Quem não tem dinheiro, não tem vícios.
Prefiro ficar em casa nas férias, repousando.
Não volto a cometer o mesmo erro!
Agora tenho que me aguentar até Dezembro.
Respiro fundo e ...... prossigo....sem distino....sem motivação.....cansado...farto....cheio......mas prossigo.
terça-feira, setembro 25, 2007
Hobby
Quando produzíamos o Caixão Central do avião Dornier Do728JET para os Alemães, tinha um colega espanhol, que nos tempos livres se entretinha a pintar soldadinhos de chumbo.
Usava uns óculos com umas lentes de aumentar, para trabalhar.
Era um hobby extremamente minucioso e que requeria muita concentração.
Ele dizia-me que durante aqueles momentos, os problemas do trabalho por muito fortes que fossem, desapareciam da sua mente. Ele estava apenas compenetrado no que estava a fazer.
De facto é verdade. Todos nós temos que ter um escape para a rotina diária. Todos temos que ter na vida, algo que nos entretenha e que nos permita libertar o cérebro dos problemas correntes.
Eu pelo meu lado tenho o estudo do alemão, a bicicleta ....... e a pesca.
Cortar o cabelo
Como de costume, cortei-o à máquina: pente 4 em cima e pente 2 de lado.
Fiquei bem mais arejado.
Como dizia a minha professora primária: cabelos compridos, idéias curtas.
Eu como não quero ter ideias curtas, corto sempre assim o cabelo; 4 vezes por ano, no início de cada estação do ano.
Como já entrámos no Outono, a carecada impunha-se.
Na barbearia, estavam dois velhotes reformados à conversa.
Um deles já tinha sido barbeiro e ambos eram amigos à mais de 40 anos.
Para além da típica conversa: ainda dou 2 pinocadas por semana; uma caixa de preservativos ainda não chega para um mês,......, tiveram uma conversa bem interessante.
Um deles ía diariamente levar e trazer os netos à escola e tomava conta deles no resto do dia. Sentia-se por vezes cansado e a necessitar de isolamento.....mas, passado um bocado já sentia a falta dos netos.
Ele dizia que os idosos fossem eles quais fossem deveriam ter sempre uma actividade. Caso não fosse para ganhar dinheiro, servia para entreter o cérebro. Ficar o dia inteiro a estupidificar sentado em frente à televisão é que não era vida.
Eu olho para os meus pais, e verifico que é exactamente isso que eles fazem. Deixaram de ter vida própria e passaram a ter um comportamento sistematicamente pessimista; e nisso, os noticiários nacionais são pródigos. Parece que todos os dias estão à espera do fim. É doentio...e o pior é que este comportamento com o tempo acaba por ser contagiante.
É quase como aquele indivíduo que de tanto conversar com o gago.....acaba por gaguejar.
segunda-feira, setembro 24, 2007
O preço do crude
Leva os grandes investidores a quererem vender dólares, para comprarem euros.
Consequência primeira: a divisa europeia fortalece-se face ao dólar.
Convém salientar que o crude nos mercados mundiais é transaccionado em dólares.
(Saddam Hussein tentou quebrar esta rebra transacionando o crude em euros e toda a gente sabe no que deu: a invasão do Iraque pelos norte-americanos, com os ingleses a reboque...o que é hábito.)
Neste momento, os valores médios actuais rondam:
1 USD = 1.40€
1 barril (159 Litros) = 80$USD = 57€
Se houvesse paridade entre o dólar e o euro (como aconteceu há poucos anos atrás), 1 barril custaria aos europeus (aos portugueses) 80€; i.e. cerca de 40% mais do que agora.
Como todos os bens de consumo são transportados por meios mecânicos, alimentados a combustíveis fósseis, estes também acabariam por chegar ao consumidor bem mais caros.
Iste é: o custo de vida em Portugam dispararia para valores incalculáveis.
Portanto a Europa, e Portugal em particular, estão a viver um tempo em estado de graça, face à encruzilhada financeira norte-americana.
Claro que a baixa do dólar face ao euro, tem uma desvantagem para nós portugueses: as nossas exportações perdem competitividade no mercado norte-americano.
Mas, que nos interessa isso?
80% das nossas exportações são para o mercado europeu; exportações recebidas em euros. Por isso, pouco somos afectados.
Grandes países exportadores para os Estados Unidos, ficam prejudicados.
Nós, .....nem por isso, ou pelo menos numa 1ª fase.
O mal de uns, acaba por ser o bem de outros.
Nota:
Obviamente que se o dólar estivesse mais forte, os países produtores de petróleo não iriam necessitar que o crude atingisse os 80 dólares para aumentarem a produção (a oferta).
Quero dizer com isto, que se a divisa norte-americana fosse forte como o euro, o barril deveria rondar para aí os 60 USD e não nos 80USD como está hoje em dia.....e com tendência para crescer, face ao enfraquecimento progressivo da divisa (e da economia) americana.
A descida da taxa de juros nos Estados Unidos
Nos últimos tempos e como forma de evitar uma escalada inflacionista, o banco central americano têm vindo a aumentar gradual mas sistematicamente as taxas de juros.
O intuito?
- Melhorar as remunerações das poupanças, tentanto assim cativar os dinheiros dos particulares, evitando que o gastem em bens e serviços (despesa);
- Dificultar as compras a crédito.
Tudo isto pretende em termos globais refrear o consumo. Diminuindo o consumo e mantendo-se a oferta, obviamente os preços tem tendência para descer e assim evitar-se a inflação. É uma regra básica da economia.
No entanto, de repente, um factor exógeno a toda esta teoria entra em jogo: a problemática imobiliária.
Os americanos aquando do juro baixo, foram-se endividando, comprando habitações acima das suas posses. Com a subida das taxas de juro, sobem também as prestações. O que está a acontecer? Os americanos não têm como pagar os financiamentos que pediram. Se uma parte significativa entregar as habitações devido a incumprimento, as instituições bancários perdem parte da sua liquidez ...... e viram imobiliárias. Como os próprios bancos não conseguem pôr as habitações à venda pelo preço das dívidas dos particulares (nem querem porque não é o seu negócio), os bancos começam a perder dinheiro.
Poderão perder tanto, que poderão não ter liquidez para satisfazer os investidores. Isto seria terrível para a banca norte-americana.
Daí a decisão heróica:
- que se lixe a inflação; vamos salvar as famílias, para não pormos em risco as instituições bancárias.
O que é mau para uns, acaba por ser bom para os outros.
Ver as cenas do próximo episódio.
quinta-feira, setembro 20, 2007
Desabafo
Deixo aquilo que escrevi aqui registado para a posteridade; como se diz agora pomposamente, para memória futura:
“Estou escondido só 10 minutos para que nenhum filho da pxxx me encontre.
Estou exausto com a míriade de problemas técnicos diferentes que me põe.
Lidar com 5 contratos diferentes, com regulamentações diferentes, põem-me doido.
São desenhos com projecções europeias, com projecções americanas.
São cotas em milímetros e polegadas.
São clientes franceses, americanos, ingleses, canadianos,....., mais toda a corja de cxxxxxx da empresa que falam português.
Apetece-me fugir! Estou farto!
Escondi-me num gabinete 10 minutos, para respirar fundo e escrever estas linhas para descomprimir.
Ando num virote e tudo isto para quê?
Longa vida a todos os ladrões e vigaristas deste País, que se safam, sem terem que mamar estas mxxxxx.
Que pena eu tenho que os meus pais não me tenham ensinado a roubar e a estorquir.
Estou condenado a viver na pressão. Quando me finar vou ter como epitáfio: “Aqui jaz um pai de família que levou uma vida de trabalho e honestidade” o que equivale a dizer numa frase mais curta “Aqui jaz mais um parvo”.
Eu costumo perguntar: “Quantos são eles, tirando mulheres e crianças?”.....mas eles são muitos.
Bem, não posso ficar aqui mais tempo.
Venham filhos da pxxx, venham! Venham todos!
Tragam mais problemas que o cxxxxx do engenheiro é pago para resolver estas mxxxxx!“
Hoje, apesar da luta do costume, estou mais calmo.
Já sei que a semana de trabalho volta a ter 50 horas e que continuo a ter trabalho atrasado.
Ou vivo com isto, ou desisto.....mas desistir é próprio dos fracos.
A vida tornou-se numa luta olho por olho, dente por dente.
Os fracos que morram!
Eu sou um sobrevivente!
Lutarei até à morte!
terça-feira, setembro 18, 2007
Água
Bom, como está na altura de começar a cuidar do corpo, visto já cá cantarem 45 primaveras, decidi ontem comprar uma garrafa de água de 0,33 litros para beber entre as refeições.
Vi-me da cor dos gatos para a beber toda até ao final do dia.
Acabei por me sentir um pouco indisposto. Parecia que tinha um bidon de água dentro de mim.
Não dá!
Se não consigo beber 0,33Lt entre refeições, como vou beber por dia 2,5Lt?
A verdade, é que o meu corpo também não tem tendência para suar. Se calhar por isso, não preciso de beber tanta água.
Já quando ando de bicicleta, não é fácil sentir sede.
Será isto uma anormalidade?
A verdade é que cada corpo é um corpo, e nem todos têm a mesma necessidade.
A minha filha bebe água que é um disparate.
Quando era miúdo também era assim, agora já não.
Que se lixe a garrafa de água. Já a deitei fora.
Parece que hoje ainda sinto o excesso de água que bebi ontem.
Passeio de bicicleta
Nada de mais; fiz apenas 22 Km, mas os músculos acusaram o esforço.
Fui apenas à Póvoa de Santa Iria, mas a paragem durante algumas semanas (largas) fez-se sentir.
É de facto impressionante a velocidade com que o nosso corpo perde a forma física.
É uma máquina que bem oleada faz maravilhas,.....mas tem que estar bem oleada.
O exercício físico é algo que tem que ser feito continuadamente. Caso contrário......
Quero ver se a partir de agora que o tempo começa a refrescar, se vou aumentando semanalmente o meu raio de acção.
Vamos ver se é este ano que vou conhecer (toda a) Lisboa de bicicleta.
segunda-feira, setembro 17, 2007
O corpo humano
Achei-a o máximo!
Todos aqueles cadávers dissecados e orgãos expostos.
Os pulmões de um fumador até fazem arrepios: aquela côr cinzenta do alcatrão do tabaco. Ainda hoje não percebi o que leva uma pessoa a fumar.
Os fetos no seu desenvolvimento ao longo das semanas, foi outra faceta fantástica da exposição.
As articulações das mãos e dos pés; a meticulosa constituição do esqueleto,......
O Homem é de facto um máquina incrível!
Após a exposição, a minha esposa exclamou sem margem para dúvidas que tal perfeição só pode ter dedo Divino. De facto, é difícil acreditar que a evolução possa ter levado a algo tão extraordinário, tão maravilhosamente perfeito.
Aquário
A acidez da água está ok. A temperatura está de facto um pouco alta (28ºC).....será disso? Só que aqui, não posso fazer nada.
Com a evaporação, a semana passada tive de encher o aquário. Fi-lo com água da torneira......será que o erro foi esse? De facto não a tratei previamente.
Os néons também podiam ter sido mortos pelos dois escalares que tenho....mas estes ainda são tão pequeninos....será possível?
Tenho que ler mais sobre o assunto, dar tempo ao tempo e se calhar fazer outros testes à água para ver se descubro o enigma.
Eu já esperava que isto viesse a acontecer.
É um passatempo divertido, mas como todos os passatempos requer tempo e tempo é coisa que me falta muito.
É preciso ter calma. Não dar o corpo pela alma.
Uma coisa é certa: só olhar para o aquário sinto-me invadido por uma paz interior, uma tranquilidade sensacional.
Para o ano tenho mesmo que comprar um fato de mergulho.
Sem espingardas, porque a minha vontade não é a de matar peixes, mas sim observá-los no seu habitat natural.
Quanto mais velho estou, mais necessidade sinto de estar em contacto com a natureza.
segunda-feira, setembro 10, 2007
Pavilhão do Conhecimento
Nunca lá tinha ido. Se não fossem os nossos amigos do Norte a manifestar o interesse em conhecer este pavilhão, ainda não tinha sido desta.
Quando entrei a sensação que tive foi:
- isto em ½ hora está visto.
Como eu me enganei!
Saímos eram 19:00 (hora de fecho) e ficou tanto por ver.
Foi de facto uma experiência extremamente didática.
Tenho que lá voltar outra vez, para fazer as experiências que deixei para trás e ler pormenorizadamente a memória descritiva de algumas delas.
Tenho que analizar as coisas mais com ar de técnico do que de turista, como foi o caso.
Apercebi-me que o meu daltonismo também não me ajuda. Acabei por sair com uma dorzita de cabeça.
sexta-feira, setembro 07, 2007
O meu percurso profissional em 1º lugar
O importante era implementar soluções que agradassem aos superiores, mesmo que tais soluções não fossem do maior interesse da empresa.
Então perguntei-lhe, como é que encarava os maus resultados entretanto obtidos devido às más escolhas?
A resposta foi conclusiva:
- Nessa altura espero já não estar no mesmo posto, pelo que tal situação deverá ser resolvida pelo meu sucessor.
A verdade é que este tipo de comportamento grassa por todo o tecido empresarial português.
As empresas estão cheias de vampiros que pulam de corpo em corpo sugando o sangue das vítimas, levando ao definhar lento da saúde daquelas.
Como resultado basta ver o andamento da taxa de desemprego no nosso País, que já ronda os 9% bem acima do valor médio dos países integrantes do Euro. Esperemos que este valor não atinja níveis históricos como foi o caso da Espanha uma década atrás.
Será esta mentalidade resultado da Revolução de Abril de 74?
quinta-feira, setembro 06, 2007
Gelado Swirl da Olá
Depois de as comprar-mos, parámos numa loja da Olá para comer um gelado.
A minha esposa queria comer um Swirl. É um gelado novo.
Eu nunca tinha comido nenhum. Por isso, fui provar um de caramelo.
Temos de provar de tudo até à morte.
Que coisa boa!!!!!!!
O processo de mistura do gelado, com pedacinhos de bolacha e caramelo é giro de se ver fazer, mas melhor ainda é prová-lo.
É uma verdadeira delícia!!!!
Do princípio até ao fim.
quarta-feira, setembro 05, 2007
O aquário
A culpa não é do termostáto. Eu desconfio que este não chega a funcionar.
Infelizmente é esta a temperatura que temos na sala.
Durante o dia a casa está fechada e aquece. Só ao final da tarde, quando chegamos, é que ligamos o ar condicionado.
Se a temperatura da sala anda pelos 27ºC, a água do aquário só pode andar também por esta temperatura.
Esperemos que os peixes não se venham a queixar com calor.
Se se queixarem, preencham o livro de reclamações.
terça-feira, setembro 04, 2007
Mais um pássaro (Gold - macho)
Bem, ....... ele já estava velhinho, quando este meu colega me deu uma fêmea novinha toda giraça. Se calhar, o velhinho não chegou para a garota e o coração não aguentou.
É o que faz juntar velhinhos com gajas novinhas e mexidas.
A verdade é que o bicho começou por ficar paralizado do lado direito (trombose?).
Passados alguns dias, acabou por morrer.
Bem a verdade, é que a presente prole passou de 9 para 10 pássaros.
A minha casa transformada num jardim zoológico
Deu bastante trabalho montar aquilo tudo, mas valeu a pena. Trata-se de uma peça de decoração única.
Na semana passada, em Sesimbra, passámos numa loja de animais e a minha mulher e a minha filha decidiram comprar 2 tartaguras.
Ontem, quando fomos à procura de plantas naturais para o aquário, a minha esposa encantou-se com 2 pássaros bico de lacre.
Em suma: Neste momento em casa somos:
- 3 seres humanos;
- 2 tartarugas;
- 9 pássaros,
.... e ainda faltam os peixes.
Isto parece ou não um jardim zoológico? Parece!
A verdade é que a minha esposa e a minha filha andam felizes.
Se isso lhes trás felicidade, o que é que me custa satisfazer-lhes tal desejo?!
Acabo por ser agraciado por reflexo, com essa manifestação de felicidade.
Nota:
A verdade é que o desejo é maior na minha esposa, do que na minha filha.
Ela não sei porquê, não é muito dada a bichos.
segunda-feira, setembro 03, 2007
Reinício
Costumo dizer que o encerramento das férias, é a abertura de um novo ciclo.
O dia 31 de Dezembro nunca me disse nada; o encerramento das férias de Verão, isso sim.
Este novo ciclo que se inicia tem forçosamente de ser diferente do que o que se encerrou.
Tenho que trabalhar aplicando o mesmo intelecto, mas menos emoção.
Tenho que arranjar tempo para mim, para me dedicar às coisas que tanto gosto de fazer: pescar, andar de bicicleta, estudar Alemão,....,ler.
O stress tenho que o empurrar para terceiros.
Tenho que rentabilizar o meu tempo. Cada dia que passa não volta mais.
Dormir 8,5 horas por dia; fazer uma alimentação mais regrada.
Se calhar fazer uns abdominais, para ver se perco o ar quadradão.
Nota:
Ontem estive a tirar as minhas medidas na Decathlon para a eventualidade de adquirir um fato de mergulho e cheguei à conclusão que tenho 1,04Mt de peitoral (o que até não é mau).....e 1,04Mt de cintura (o que é horrível!!!!). Algo tem que ser feito... e já.
A bicicleta é um bom desporto em termos cardio-vasculares, mas não ajuda nada aos abdominais.
Se calhar uma natação às 3ª e 5ª feiras das 19:00 às 20:00 na piscina municipal, não era mal pensado. Tenho que ir lá ver as condições de inscrição.
Uma coisa é certa: este ano não pode ser uma cópia do ano passado.
Não é forma de vida.
sábado, agosto 25, 2007
Sensação imensa de perda
Custou-me muito. Conheci-te à-pouco tempo, mas foste daquelas (poucas) pessoas com que eu simpatizei desde o primeiro momento.
As vezes que nos cruzámos contam-se pelos dedos de uma mão, mas foram sempre muito agradáveis e marcantes. Tinhas uma forma diferente de encarar e agarrar a vida.
Tínhamos agendado o célebre passeio no Gerês, que infelizmente ficou definitivamente adiado.
Maldita doença que te ceifou aos 51 anos!
Espero que onde quer que estejas, estejas bem.
Se há pessoas sãs de coração, tu és uma delas.
Ficarás sempre no meu pensamento.
Descança em paz. Fica bem.
segunda-feira, junho 25, 2007
Meco + Natação
Fui recarregar as baterias, que estão muito em baixo.
Regressei no Sábado, porque a minha filhota no Domingo tinha a festa de final de ano lectivo da natação.
Foi engraçado vê-la dentro de água a aprender a nadar. Já não tem medo. Atira-se do escorrega para a água de cabeça, de costas,.... Sabe bem sentir que a minha filhota se sente cada vez nais segura neste conturbado mundo.
De vez em quando olhava para a janela onde nos encontrávamos e dizia-nos adeus. Eu compreendo que para ela é muito importante que lhe demonstremos todo o nosso apoio.
Essa é uma das funções dos pais: estar presentes e apoiar os filhos nos momentos mais delicados.
Infelizmente a ida ao Porto ao S. João teve que ser sacrificada......mas foi por uma boa causa.
Gostei muito de a ver sentir-se tão à-vontade dentro de água.
Ela tem todos os ingredientes para vir a ser uma grande mulher!
Travessia do deserto
Pareço um camelo que vagueia no deserto de poço em poço para beber água, mas sem um rumo definido. Detesto isto!
Às vezes pergunto-me o que é que ainda faço aqui nesta empresa!
Infelizmente, o mercado está todo assim.
Martin Luther King dizia: I have a dream!
É tão bom quando se acorda de manhã, estimulado por ser mais um dia em que persegue um sonho. Ultimamente não tem havido sonhos para perseguir e isso mata-me aos poucos.
Parece um cancro que se vai introduzindo no corpo e vai de mansinho alastrando até às zonas mais recônditas, serenamente, sem alardos, sem dar nas vistas, mas tudo destruindo à sua passagem.
Como eu prefiro acordar de madrugada pensando nos problemas que ainda não consegui resolver. Acordar com a cabeça a 1.000 à hora; sentir a adrenalina a correr nas veias; o fluxo do stress a queimar-me o corpo.
Dá-me pelo menos a sensação de estar vivo.
Assim, sinto-me como um zombie; um morto-vivo.
Raios partam esta vida!
quarta-feira, junho 20, 2007
A evolução da técnica
Quanto mais leio e testo, mais impressionado fico. Não há dúvida que se trata de uma enorme evolução face à versão XP.
É incrível a evolução que se conseguiu em ½ dúzia de anos.
Já na aeronáutica agora também não se fala noutra coisa que não sejam os UAV’s (unmanned aerial vehicles).
Quem está habituado a receber informações sobre este tipo de aeronaves diariamente, sabe que existe hoje uma multiplicidade de países envolvidos no seu desenvolvimento.
Começou com os israelitas e agora, dissiminou-se a procura.
Nalguns casos para vigilância e reconhecimento, mas com a evolução quer dos “softwares”, quer dos “hardweres”, mais tarde ou mais cedo, tornar-se-ão em terríveis máquinas letais.
Poder alimentar uma guerra sem grandes perdas humanas, é sempre muito apetecível....e perigoso!
Claro que os civis não irão ter a mesma sorte!
Irá tratar-se de um apuramento (evolução das espécies de Darwin, ......., mas agora em processo acelerado.
segunda-feira, junho 18, 2007
Tenho falta de tempo
Por acaso, nem sou das pessoas que mais se podem queixar. Vou para o emprego a pé. Demoro 9 minutos, sem me meter em engarrafamentos de automovéis sem fim, ou bichas para os transporter públicos.
Acontece que, como trabalho sempre mais de 45 horas por semana, tenho que dormir 8,5 horas e tenho que perder tempo a comer, sobra-me pouco tempo para fazer aquilo de que gosto.
Paciência! Se não trabalhar, não recebo dinheiro. Se não receber dinheiro, não posso comer. Se não comer, morro. Morrendo, acabo também por não ter tempo para nada.
Cá está outra vez o maldito rolo compressor em que todos andamos enfiados!
Está difícil a retoma do trabalho
O arranque é sempre complicado com a retoma das rotinas, a chapada do acordar novamente para a realidade.
Para ajudar à festa, agora tenho novos programas de fabricação, com a inerência de clientes novos (americanos, canadianos e franceses), novos procedimentos, novas normas de actuação, novos.......
Enfim, todo o mundo é composto por mudanças. Alguém dizia isto; já não me lembro quem.
Temos que seguir em frente. Não há outra alternativa.
Estamos inexoravelmente metidos dentro do rolo compressor.
Parar não é opção. É preciso respirar fundo e mantermo-nos dentro do rolo compressor.
Hoje em conversa com uma colega minha, ela disse-me que temos que nos manter como na tropa: dentro do pelotão, sem ir nem na frente, nem na rectaguarda.
O inimigo normalmente começa a atacar por aí.
domingo, maio 20, 2007
Reinício nas lides da pesca
Há mais de 3 anos que não pescava.
Fui até à praia do Meco. Estava um dia muito quente. Por volta das 14:30, vim-me embora. Não aguentava o calor. Acabei por almoçar na Campimeco.
Logo no 1º lançamento, não sei o que sucedeu. A verdade é que a chumbada não voou nem 10 metros. No entanto, o fio enleou-se todo no carreto. Parecia um aprendiz de pescador.
Para não perder tempo, fui de imediato preparar a outra cana.
Apesar de ser uma cana muito mais pesada e com 5 metros, o lançamento correu bem.
Lá consegui pôr a minhoca de molho.
Depois, voltei à minha 1ª cana. Apesar de doses maciças de paciência, não consegui resolver o problema. Quando não existe outra solução....passa-se à tesoura.
Era cerca das 12:30, quando pesquei um sargo. Não era muito grande, mas dava para comer. Como tinha engolido o anzol quase todo, tive que ir buscar o saca-anzóis. Trouxe também o saco de plástico, mas depois de olhar para o bicho, tive pena dele.
Tirei-lhe delicadamente o anzol, e disse-lhe para ir à vida dele: para da próxima vez, tem mais cuidado com o que comes.
Quando eram 14:30, com o calor a apertar, decidi vir-me embora. Estava a recolher a 2ª cana, quando de repente uma vaga arranca por detrás de mim, contorna o ponto alto onde tinha as minhas coisas, e encharcou-me, as calças, os sapatos, o telemóvel, os documentos, as chaves do carro,....., tudo.
Impressionante! Estava na zona mais alta da praia. Havia outras pessoas à mesma distância que eu do mar, em zonas mais baixas e nada lhes aconteceu; continuaram deitados na areia. Até parecia que aquela vaga era só para mim.
Tive que a correr, retirar tudo encharcado mais para trás. Demorei mais de ½ hora a guardar e a espremer tudo. Durante esse período, o mar nunca mais avançou sobre o sítio onde estava......e as outras pessoas lá continuaram deitadas na areia. Seria mesmo uma mensagem só para mim?
Na 5ª feira de espiga do ano passado, também fui até ao Meco para pescar. Por motivos que não sei explicar, decidi não o fazer. À hora do almoço, recebi uma chamada dizendo que o meu cunhado tinha morrido num desastre de mota no Alentejo.
Na 6ª feira, dia de férias, e porque sou teimoso, regressei ao mesmo sítio. Estava um dia mais fresco, que me permitiu almoçar e ficar na praia até cerca das 17:00.
Explêndido dia de praia. Infelizmente o peixe não picou. Foi mesmo um dia para dar banho à minhoca e sentir a brisa marítima de que tanto gosto. A seguir fui até a estação de comboios de Coina, buscar a minha esposa e a minha filha.
Ìamos passar o fim de semana juntos no Meco.
No Sábado ainda tivémos uma boa manhã de praia em Sesimbra, mas quando acordámos no Domingo de manhã, estava tudo fechado a chover. Decidimos assim, regressar a casa a seguir ao pequeno-almoço.
Foram 4 bons dias para caregar as minhas pilhas. Bem preciso, com a convulsão que vai na empresa. Ainda tenho que aguentar 2 semanas até finalmente ir de férias.
Passeio a Carcavelos de bicicleta
Isto quer dizer, um Domingo inteirinho só para mim.
A minha esposa arranjou-me farnel para almoçar, meti a bicicleta no comboio e saí como de costume em Sacavém. Fui passeando


Passei na marina de Oeiras, onde há mais de 30 anos que lá não ía.

Está tudo muito arranjadinho, muito bonito. Parece a marina de Cascais, só que mais pequena. O passeio pedonal junto ao mar, começa em Santo Amaro de Oeiras e vai até à Marina. Que passeio lindo! Um dia tenho que lá ir com a minha esposa e a minha filha.
Em Carcavelos ainda fui pôr o pé na água, mas estava muito fria.

Enquanto estive a almoçar mantive-me em fato de banho, mas como era o meu primeiro dia de sol, após o almoço vesti a camisola.
Acabei por me deitar ao sol e adormecer.
Passado uma semana ainda pareço um camionista, só com metade dos braços ultra-queimados; os braços e as pernas. Agora comecei a largar a pele.
Se não tivesse vestido a camisola, estava bonito.
No regresso fui só até à estação de Santa Apolónia onde apanhei o comboio. Já estava cansado. Foram mais de 60 Km, quando estou mais habituado a fazer entre 30 a 40Km.
Estava um dia lindo, sem vento e com pouco calor. Excelente para andar de bicicleta.
Cheguei a casa cansado, mas feliz, muito feliz!
Belo passeio!
Computador portátil
Estou muito satisfeito com a compra que fiz; o meu Toshiba é lindo e rápido.
É impressionante a diferença de desempenho para o meu computador fixo....e este só tem 2 anos!
Ultimamente a minha esposa e eu passávamos o tempo “à luta” para ter acesso ao computador.
Isso agora é passado. Só me falta instalar agora a rede wireless em casa, para ter acesso à Internet e ficar tudo operacional.
Vamos ver se até ao fim de semana, fica tudo ligado.
Tenho é que meter na cabeça que o portátil não é para passar a vida atrás de mim. Não me quero transformar num escravo dele.
Agora que é lindo de morrer e é uma máquina diabólica, lá isso é.
segunda-feira, abril 16, 2007
Outro bonito passeio de bicicleta
Por vezes, quando tenho menos tempo, meto-me pela EN10 até Alhandra e aquieto-me, olhando a marina, os barcos, o passar apressado do rio.

A seguir sigo o circuito de manutenção pela pista para bicicletas.

Infelizmente neste momento o circuito não chega a Vila Franca de Xira, pelo que tenho de voltar à EN10, se quiser prosseguir viagem.
Em Vila Franca de Xira, também podemos apreciar bonitas paisagens do rio a partir do jardim municipal, tendo a ponte Marechal Carmona como pano de fundo.

O que mais não falta neste País são bonitos sítios para passear de bicicleta, encher os pulmões de ar e apreciar a luminosidade com que o nosso País normalmente nos presenteia.
Se houver força nas pernas, bons pulmões e coração, alguns calos no rabo e força de vontade, então estão reunidos todos os ingrdientes para passeios inesquecíveis.
quarta-feira, abril 11, 2007
Minha esposa
Para que não se perca o conteúdo, deixo-o aqui residente:
“Enquanto espero que tu sejas operada, escrevo não sei bem o quê, para passar o tempo. Sinto-me nu sem ti. Parece que nada mais tem significado, lógica, razão de ser. Sabes que em pensamento estou contigo. És a minha companheira, a mulher da minha vida. Como te disse à-pouco enquanto esperávamos na sala do pré-operatório, parece que em 30 segundos, me passou pelos olhos todos estes anos que passámos juntos....desde o nosso namoro na Costa da Caparica. É algo incrível, poder-se gostar tanto de alguém como eu gosto de ti. Nestas alturas sofre-se mais, mas.......é sempre preferível a entrega a 100% por muito que isso por vezes doa. Fui um ser abençoado, no dia que te conheci e continuo a sê-lo desde esse dia. Hoje mais do que nunca, tenho a certeza que és a mulher da minha vida! Como ontem te disse, prefiro que me rasguem a carne a mim do que a ti. Doe-me menos. Mas, nem sempre as coisas correm como queremos. Estou perdido. Não consigo escrever mais. Vemo-nos daqui a pouco. Eu te amo do fundo do meu coração.”
terça-feira, abril 10, 2007
O Cristianismo
Disse-lhe que não percebia porque perturbaria assim tanto, descobrirem o corpo de Cristo. Cristo poderia ter ressuscitado em espírito e não em corpo.
Ela explicou-me que tal situação poria em causa todo o Cristianismo.
Os Evangelhos falam da ressurreição em corpo e espírito. Se se provasse que assim não tinha sido, os Evangelhos seriam postos em causa e por conseguinte, todo o Cristianismo tal como o conhecemos.
Hoje estive a ver o canal História enquanto almoçava e estava a passar um documentário exactamente sobre a ressurreição de Cristo.
De acordo com ele, se Jesus não se tivesse levantado do túmulo no jazigo de José de Arimateia, os discípulos teriam acabado por se disperçar, perdendo-se a transmissão dos pensamentos e palavras proferidos por Cristo.
O próprio Pedro já o tinha negado 3 vezes mesmo antes da Sua morte.
Com o Seu aparecimento aos discípulos em carne e osso, foi demonstrado que Ele tinha vencido a morte. A sua passagem imaculada pela Terra, tinha-lhe trazido a salvação eterna.
No fundo a base, a motivação da entrega das pessoas à causa de Cristo não tem tanto a ver com a sua doutrina de prática do bem, da necessidade de amarmos o próximo como a nós mesmos, mas com a salvação eterna: o medo da morte, o medo do desconhecido.
Só hoje, ao final de 45 anos, me apercebi disto.
Claro que a nossa salvação eterna à imagem d’Ele, dependerá da história terrena de cada um de nós. Não basta crer n’Ele; é preciso seguir os Seus passos na medida das nossas possibilidades humanas. Aliás, se não tivermos uma vida regrada de acordo com os ensinamentos que Ele nos deixou, como podemos de facto afirmar que cremos n’Ele?
Crer n’Ele significa seguir os seus ensinamentos.
Por isso Ele dizia que nem todos os que me chamam Senhor, entrarão no Reino dos Céus.
Agora percebo. Fez-se-me luz.
segunda-feira, abril 02, 2007
Comboios de alta velocidade
Até aqui, nada de especial. Tratava-se de mais uma de dezenas de missões de serviço que já fiz à Alemanha, apesar de nesta estarem envolvidos assuntos muito delicados e com largos milhões de euros à mistura.
Como a volta foi na 6ª feira, e contrariamente ao que é habitual, tivémos que fazer um percurso diferente de regresso: Munique --> Frankfurt --> Lisboa
A distância entre Munique e Frankfurt é cerca de 300Km, pelo que a viagem de avião, não deveria durar mais que 30 minutos. Acontece que desde que o avião levantou voo, até que pousou, decorreram mais de 2 horas.
Primeiro, houve (como aliás é costume) congestionamento aéreo no aeroporto de Munique, pelo que demorámos mais de meia hora desde que saímos da manga, até levantarmos voo.
Depois de cerca de 30 minutos de voo, andámos às voltas sobre Frankfurt, mais de quarenta minutos, para conseguirmos licença da torre de controlo para iniciar a aproximação à pista.
Em seguida e após tocarmos com as rodas no chão, demorámos mais uma eternidade a atravessar uma pista de aterragem, para nos deslocarmos para as mangas de desembarque.
Enquanto em Munique os aviões aterram uns atrás dos outros, em Frankfurt vistos da janela do avião, parecem mosquitos a aterrar todos ao mesmo tempo. Conseguem-se perfeitamente distinguir até ao horizonte, 10 a 15 aviões em simultâneo.
Frankfurt e Munique são dos maiores aeroportos de transbordo do Mundo.
Por sorte o avião para Lisboa, era bastante tarde, o que nos possibilitou andar nas calmas. Outros passageiros não tiveram a mesma sorte. Quando o avião parou, tiveram que pular dos assentos e desatar a correr pelos corredores fora, para apanharem os voos de ligação.
Não se pense que o avião que fez Munique --> Frankfurt era pequeno. Tratava-se de um Airbus A300, que leva mais de 250 passageiros. O avião, aliás como todos os outros, estava completamente cheio. Outro problema: acomodar aquela gente toda.
Como nós saímos de carro de Donauwoerth, teria sido mais rápido apanhar a auto-estrada na direcção de Stuttgart, e depois continuar para Frankfurt.
No entanto, o que é importante reter é a necessidade de incentivar a criação de um sistema ferroviário de alta velocidade, nomeadamente para distâncias pequenas (300 Km a 600 Km). Porque verdade seja dita, nestes tempos de transporte não estou a contabilizar o check-in, a passagem nos controles de bagagem, ....., as enormes distâncias a percorrer até às portas de embarque.
Obviamente que não faz sentido ir de comboio de Lisboa para Munique, mas faz todo o sentido ir de Munique para Frankfurt, de Paris para Londres, de Paris para Bruxelas, ....
Já não vou ao ponto como estão a pensar os Alemães de criarem os comboio de levitação magnética capazes de atingirem os 600 Km/h. Não! Estou a falar dos simples comboios de alta velocidade com rodas, capazes de atingir 350Km/h.
Com a criação do espaço comunitário, cada vez à mais pessoas a viajar, mais inter-câmbio de negócios, idéias, e na realidade o avião nalguns casos, nomeadamente no coração da Europa, não é alternativa de transporte.
domingo, abril 01, 2007
Passeio de bicicleta à Baixa
Meti-me no comboio e desci em Sacavém.
Fiz a zona da Expo toda e fui até Santa Apolónia.


Aí a estrada estava interrompida por causa da meia-maratona.
Tive que me meter por dentro, subir a rua da Madalena e ir até ao Martim Moniz.
Quando quis voltar para o Rossio, este também estava fechado ao trânsito.

Meti pela rua do Coliseu, e fui sair à Avenida da Liberdade.
Subi até ao topo, a praça Marquês de Pombal.

Depois fiz o Parque Eduardo VII e fui até ao Palácio da Justiça.

A seguir foi fazer o percurso de volta até Santa Apolónia.
Como faltavam 50 minutos para chegar o comboio, decidi rolar mais um pouco até à Gare do Oriente, onde então apanhei o comboio.

Tirei montes de fotografias pelo caminho.
Conheço montes de cidades em Portugal e no estrangeiro. Cada vez mais tenho que reconhecer que Lisboa é a cidade mais lindas onde passei. É uma cidade com uma luminosidade toda muito especial.
Pena que ontem o Sol não estava perfeitamente descoberto.......havia uma pequenu nublina.
Não havia vento e a temperatura estava excelente para a prática do ciclismo.
Acabei por fazer 32Km. Não foi muito, mas diverti-me a valer.
Se um dia me sair o Euromilhões, tiro um dia inteiro e vou reformular o meu guarda-fatos nas lojas do lado direito que sobe, na Avenida da Liberdade.
É porta sim, porta sim, lojas das melhores marcas do Mundo.
Das cidades que eu conheço, assim com tantas lojas de marca em tão poucos metros quadrados, só me lembro de uma: Paris, junto ao Palácio do Eliseu. Mesmo Knitsbridge em Londres, desconfio que não tem tantas lojas tão credenciadas.
A pastelaria ao cimo da Avenida é outra loja de comer e chorar por mais.
A Avenida da Liberdade é só lojas de marca e instituições de seguros e bancárias.
Está um luxo!
O Parque Eduardo VII também está muito arranjado. No cimo existe um café (acho que se chama espelho de água), com Wi-Fi, onde se vê muita gente na esplanada a apanhar o Sol, a ler, a dedilhar o computador. Sítio muito sossegado e acolhedor para se passar uma manhã.

Já na Expo cada vez se vê mais gente a fazer jogging, passear de patins em linha, a andar de bicicleta, a jogar à bola.
Verdade seja dita, que o dia estava excelente para a prática de desporto a céu aberto.
Na Baixa, encontram-se muitos turistas, enchendo as esplanadas.

No corredor áereo que passa junto ao Parque Eduardo VII, os aviões a aterrar são uns atrás dos outros. Quase parece o aeroporto Charles de Gaule em Paris ou o Franz Josef Strauss em Munique. É impressionante!
Na realidade, alguma coisa tem que ser feita quanto ao Aeroporto de Lisboa.
Uma deliciosa manhã passada na companhia da minha insubstituível bicicleta, do meu querido Sol, da minha maravilhosa Lisboa.
Passeio ao Jardim Zoológico
Há anos que lá não ía. Depois de casado, acho que só lá tinha estado uma vez.
Gostei muito! Está muito diferente.
Dá-me a sensação que há menos bichos, mas que agora têm bem mais espaço.
Detestava ver por exemplo os tigres metidos numa grade de cimento.
Quando estavam com fome andavam junto às grades de um lado para o outro.
Era um pouco deprimente.
Agora não; têm espaço para se esticarem.
Os tigres albinos foi dos bichos que mais gostei de ver. São lindos!
Também gostei muito do passeio de teleférico. Tem-se uma panorâmica lindíssima sobre o Jardim e também sobre Lisboa.
A seguir ao almoço, fomos ver a actuação das focas e dos golfinhos. É um espectáculo muito bonito; muito bem preparado. Como prenda ainda tivémos todos direito a um beijinho de uma das focas.
A seguir assitimos à demonstração de voo de algumas aves. Algumas são tão grandes, que até faz confusão como podem voar. Bonito!
Enfim, um dia muito bem passado, com um tempo esplêndido.
A minha filha que nunca lá tinha ido, ficou encantada. Adorou especialmente as girafas e os ursos. Não gostou nada das aranhas. Se a conheço bem, o beijo da foca mexeu com ela. Tanto caminhou, que mal chegámos ao carro, adormeceu.
Todos gostámos muito do passeio.
O Sábado valeu.
quarta-feira, março 14, 2007
Costa da Caparica
Já há algum tempo que estava com vontade de ir à Costa da Caparica.
O tempo estava bom; dito e feito.
Pus a bicicleta no carro e aí fui eu.
De alguma forma também estava interessado em ver com os meus próprios olhos a terrível situação que o mar tinha criado junto ao parque de campismo.
Quando cheguei, deparei-me com montes de gente a passear no paredão. O tempo estava convidativo para isso.
Na zona norte para lá do restaurante “O Barbas” a praia sumiu por completo. antes os pescadores deslocavam-se para as pontas dos esporões para pescar. Agora não. Fazem-no mesmo a partir do paredão. O mar bate ali com muita força.

Junto à zona do parque de campismo, puseram um conjunto de pedregulhos ao acaso, para segurar as águas. Se assim não fosse à muito que o mar já tinha engolido aquela zona.
O que é estranho, é que quer a praia de S. João no extremo norte, quer as praias a sul dos esporões continuam a ter uma dimensão normal.

Só onde houve intervenção humana é que parece que a areia desapareceu. Haverá aqui uma situação de causa-efeito?
A zona do Ninho, onde eu em miúdo muito me diverti e joguei mini-golf, desapareceu. Grande parte da mata, desapareceu. Agora parece ir tornar-se numa zona habitável. Eu é que não comprava ali uma casa, abaixo do nível do mar.
Na falésia a vários quilómetros da costa existem conchas. Os pescadores dizem que mais tarde ou mais cedo o mar irá reclamar o que em tempos foi dele.
A pressão habitacional degradou a Costa da Caparica. O sítio onde eu durante mais de 30 anos passei as minhas férias, me diverti, namorei, joguei à bola, está irreconhecível.
Ainda fui de bicicleta ao centro, para ver se captava alguma daquela áurea de outros tempos. Mas, nem aí.
Tão cedo não volto a passear por aquelas bandas. O sítio já não me diz grande coisa.
Foi bom, tenho grandes e deliciosas recordações, foi a praia onde conheci a minha querida esposa,...., mas são isso mesmo: recordações.
Meco
Fui ver o mar e passeei pelo parque.

Contrariamente ao que estava à espera, a praia tem as mesmas dimensões de anos anteriores. Ali o mar não galgou a areia.
Como o tempo estava bom, almoçámos no jardim.
Soube-me tão bem......
Depois do almoço, fomos ao café.
Sentámo-nos na esplanada ao Sol.
Depois de tomar o café, a minha filha subiu para o meu colo.
Comecei a fazer-lhe festas nas costas.
O calor do Sol e as festas começaram a entorpecê-la; pai e filha quase a dormirem.
Como soube bem aquele bocadinho......
Eram 15:30, quando tivémos que nos levantar. A minha filha tinha uma festinha de anos de um amigo em Queluz. Como ainda tínhamos uma hora de caminho, não havia solução: tivémos que nos fazer à estrada.
Infelizmente o percurso que dura cerca de uma hora, transformou-se em duas. Apanhei um trânsito terrível de pára-arranca. A minha esposa, dormia. A minha filha, também. Enfim, tive a companhia do rádio.
Fosse como fosse, valeu a pena.
Já tinha saudades de sol, mar, campo, silêncio.
Este refúgio que temos, para mim vale ouro.
Só eu sei, o quanto gosto de estar ali, em comunhão com a Natureza e longe das multidões.
sábado, março 10, 2007
Mau perder
A empresa está na eminência de perder centenas de milhares de euros, por incúria.
Apesar de não ter culpa, custa-me a aceitar tal facto.
Essa história que temos que ser esforçados, o que conta é a intenção, foi mais uma vitória moral,....., etc, etc, nem quero comentar!
A nossa obrigação é VENCER! Sermos os MELHORES!
Não há lugar para 2ºs ou 3ºs classificados.
Mais uma vez, perde a empresa, perde o país,....., os funcionários,....só têm o que merecem!
Perder para mim nunca é opção! NUNCA!!!!!!!!
terça-feira, fevereiro 27, 2007
A vida
Devem-se saborear lentamente as pequenas vitórias do dia a dia e obviamente encaixar e perceber o porquê de algumas derrotas.
A vida é assim: altos e baixos.
Temos que modelá-la na medida do possível, para que os altos sejam mais frequentes que os baixos.
As estrondosas vitórias, normalmente ou são irrealistas ou baseadas em falsos alicerces. A realidade muitas vezes acaba por ser dura, com grandes derrotas.
Julgo ser preferível, um trabalho tipo formiguinha, com um objectivo, um fim, mas alcançável dia após dia através de pequenos passos.
No filme Titanic, durante o jantar, o protagonista pobre envolto num ambiente da maior sumptuosidade, faz um brinde, que eu acho brilhante: “que cada dia conte”
Há alguns anos atrás esta não era a minha forma de encarar a vida; era o sangue na guelra, a jovialidade. Hoje, o amadurecimento leva-me a pensar de outro modo, não menos performante, mas bem mais consistente.
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Fim de semana caseiro
À parte da lida doméstica que tive que fazer, como agora passou a ser hábito, o fim de semana foi um “dolce fare niente”; nem de bicicleta andei.
Soube-me muito bem a pacatez e o sossego do lar, o convívio com a minha esposa e a minha filha e rodeado dos jornais, revistas e livros preferidos.
Adorei o fim de semana. Eu gosto tanto delas..........
O carro vai para 15 dias, que não lhe dou à chave. Não faz mal! É um Honda: veículo indestrutível, sólido, robusto, de uma fiabilidade sem par.
Mariza – Concerto de Lisboa
O DVD foi-me oferecido pela minha mãe no Natal, mas por um motivo ou por outro, só ontem me sentei no sofá, liguei as colunas de som e saboriei o espectáculo.
De facto, merece ser visto! É um espetáculo de nível internacional.
A Mariza tem uma apresentação soberba, como é seu costume, acompanhada à guitarra portuguesa, por um artísta exímio. A forma como ele consegue fazer gemer a guitarra, deixou-me os cabelos todos eriçados. A forma como vive a música que toca é algo de fora do comum. Que grande artista!
A junção de um violoncelo com a voz da Mariza foi algo que nunca tinha pensado como possível. O cocktail é efectivamente muito bom.
Que belíssimo espectáculo! Só tive pena de não ter podido presenciar o espectáculo ao vivo.
É (também) em situações como esta, que muito me orgulho de ser português e lisboeta.
Beijinhos, Mãe, obrigado pela prenda.
Parabéns à Mariza pelo seu fenomenal desempenho.
Adorei.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Meu relacionamento com Deus
Não é fácil para mim expressar o que sinto e não sei se irei ser bem sucedido.
Cada um tem a sua forma de se relacionar com Deus e eu não gosto nunca de melindrar ninguém, para além de uma dificuldade enorme em expressar os meus sentimentos sobre o assunto.
No passado fim de semana no Porto, confrontaram-me com a seguinte pergunta: se não és crente, como consentes que a tua filha frequente uma congregação? Já não falo na tua mulher, que a maior de idade, mas a tua filha? Não é normal!
A resposta que lhe dei, acho que foi entendível.
Respeito profundamente as convicções religiosas de cada um, e nada tenho a opôr a que um membro da minha família frequente uma congregação religiosa, desde que esta perfilhe a aproximação, o entendimento e o amor entre as pessoas.
Acho que ele entendeu.
Para mim, a religião é algo de secundário. O fundamental são os valores morais. Obviamente que estes poderão variar de congregação para congregação, de cultura para cultura. Variar, não; terem nuances.
Se analizarmos bem, os Dez Mandamentos que nos foram legados pelo Antigo Testamento são fenomenais. Se os seguíssemos à risca, muito melhor seria a nossa sociedade, e talvez, ......o filho de Deus, Jesus Cristo, nem necessitasse de ter vindo à Terra e ser crucificado para redenção dos nossos pecados.
Mas, segundo o meu amigo do Porto, os seres humanos são pecadores por natureza; pelo menos é o que os 2 últimos séculos de História nos demonstram.
É certo! Agora não podemos é acreditar nisso como um facto consumado; que não há nada a fazer a não ser reconhecê-lo e pedir a salvação de Deus através de Jesus Cristo.
Que raio, não somos animais pensantes? Não é essa característica que nos distingue dos outros animais? Não será o nosso dever primeiro para com a sociedade, esforçarmo-nos por sermos melhores cidadãos?
Sim, dizia o meu amigo, mas só se conseguirá a salvação eterna através de Jesus Cristo.
Reflectindo um pouco mais, os povos pigmeus da África Austral, os esquimós do Ártico, ou ainda os nativos Australianos, estarão condenados ao sacrifício, apesar de alguns deles poderem ter tido na Terra um comportamento digno, meritório, só porque ninguém se lembrou deles e lhes falou de Jesus?
Se Deus é magnânimo, nunca poderia fazer tal distinção. Seria uma injustiça. Se ele fosse injusto, não poderia ser Deus.
Uma coisa é de facto verdade. A Igreja e quando falo na Igreja, falo no sentido lato do termo, para além da pregação dos Evangelhos, tem tido um papel muito importante no relevo que põe nos valores universais que os seres humanos deve perseguir.
Apesar de não ser um homem conhecedor dos Evangelhos, na sua essência, no seu mais profundo conteúdo, não estão espelhados os valores morais pelos quais a sociedade se deveria reger?
Por isso, eu não me devo intrometer No caminho espiritual quer da minha mulher, quer da minha filha. A única coisa que desejo é que sejam maravilhosos seres humanos, gratos pela vida, conscientes do seu papel na sociedade, amantes do seu semelhante o do meio ambiente que as envolve.
Se assim for, estou convicto que Deus estará satisfeito, será seu aliado independentemente do credo que professem e eu o mais feliz dos Homens.
Aqui para nós que ninguém nos ouve, já sou. As duas mulheres que Deus me pôs no caminho, são duas verdadeiras referências do que acabei de dizer.
Ainda hoje de manhã disse à minha mulher: “Gosto tanto de ti....”
Ao que ela retorquiu; “Porquê?”
A verdade é que a conjugação dos factores que atrás mencionei, fazem parte do percurso da sua vida. Talvez por serem as criaturas que são, é que o meu amor por elas é incomensuravelmente maior do que as palavras são capazes de mencionar.
Sou um sortudo? Talvez! Se não fosse Deus gostar tanto de mim, não me teria presenteado com semelhante dádiva. Certamente!
Obrigado Deus, por tudo o que me tens dado. Não sei se te estarei a retribuir como merecias. Não sei se estarei no bom caminho, no caminho certo, mas estou certo que não me abandonarás.
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Aspirar
Cheguei à conclusão que o pó é cobarde. Normalmente esconde-se nos rodapés da casa e nos cantos.
Ah,....., mas comigo, podes esconder-te à vontade que eu encontro-te....e elimino-te.
Percebi que os quartos ganham mais pó que as salas, concerteza devido à manipulação da roupa. O quarto da minha filha é que é pior. Os brinquedos, os bonecos, ....., a tralha, não possibilita que o trabalho seja feito nas melhores condições.
Grandes males, grandes remédios. Ordem de retirar tudo (ou quase tudo) para que o trabalho ficasse em condições. Compreendo que é chato, mas não há alternativa.
Depois de concluído, gostei do trabalho.
Faz doer um bocadinho as costas, mas serve também para ginasticar o corpo.
Passeio de bicicleta
Apetecia-me ter ido à Costa da Caparica passear no paredão e ver os estragos que o mar fez em S. João, mas como estamos em época carnavalesca, com corsos e tudo mais, não me quis fazer à estrada para evitar engarrafamentos.
Pensei ir dar uma volta a Vila franca de Xira, mas passear de bicicleta na Estrada Nacional 10, nesta época do ano.....
Como também não me apetecia inspirar tubos de escape, fui direito a sul, passear pelos Salgados
até à Póvoa.
Os caminhos estão todos enlameados. As terras já não suportam mais água. Esperemos que as culturas não apodreçam. Agora precisam é de sol; a água já chega.
Parei na Póvoa junto ao rio Tejo, para contemplar a paisagem
e rumei novamente a casa.
Ainda parei no Museu do Ar, para contemplar os aviões, mormente o T-38, o avião mais bonito que a nossa Força Aérea teve até hoje.

Como ainda era cedo, e já tinha lama até ao pescoço, decidi meter-me por uns atalhos até uma empresa desactivada logo após o 25 de Abril: Argibay.
Tratava-se de uma empresa de construção naval. O último arrastão de pesca ainda se encontra em doca seca. Acontece que fiquei surpreendido por ver ao final de tantos anos, que a empresa está a ser toda renovada. Os diversos pavilhões têm vidros novos, pintura nova, ...., até a portaria está toda arranjada. Quem será que vai para tomar conta daquelas instalações? Desconfio, mas nem me atrevo a pronunciar o nome.
Enfim, um delicioso passeio de bicicleta de 25Km, que deu para abraçar a Natureza e respirar ar puro. A bicicleta ficou um nojo e a roupa também......mas a cabeça ficou bem desanuviadinha. Tirei montes de fotografias.
A seguir, banho de chuveiro para cima do pelo. Fiquei como novo.
Após o banho, veio a já esperada fome de cão.
O almoço logo veio e soube-me muito bem.
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Fim de semana passado
Tantos anos sem lá ir, desde que o último membro da minha família morreu, e agora passo lá a vida.
Muito eu gosto daquelas gentes, tão diferentes das do Sul.
O pessoal é como dizem os brasileiros “boa gente”, ou então, temos sorte nos amigos que temos.
No Domingo, fomos assistir a vários baptismos na igreja da Alumiara, entre os quais, o da minha muito querida Mimosa, mulher que eu tanto estimo e que me presenteou com mais um espectacular almoço. Pena não ter aproveitado mais, mas os meus intestinos não estavam na melhor forma.
Foi uma tarde muito, muito agradável. Apesar do meu ateiísmo (aparente) senti-me muito bem na congregação. Conseguem-me fazer sentir, como se fosse um deles.
Conversei com várias pessoas, troquei ideias, e por incrível que possa parecer ou não, os diálogos forem sempre profícuos e agradáveis.
Tive até um diálogo sobre religião muito agradável, tema que não gosto muito de versar ainda por cima com pessoas crentes, onde cada um serenamente colocou os seus pontos de vista e reflectiu sobre os alheios. Gostei!
Gente jovem, afável e inteligente. Calmos, serenos, alegres e doces.
Cada dia que passa fico mais “fanzaço” das gentes do Norte.
Pena alguns serem do Futebol Club do Porto.....mas ninguém é perfeito!
O caminho para Lisboa foi todo feito debaixo de nevoeiro e chuva. Custou-me um bocadinho....mas por uma tarde destas, todo o esforço vale a pena.
Dia pouco inspirado
Estou pouco inspirado: não sinto nem a minha mulher, nem a minha filha nos melhores dias. Andam as duas psicologicamente em baixo.
Depois tive que marcar as férias. Isso não seria mau, se não tivésse que meter 15 dias em Agosto. Mês horroroso para fazer férias!
Todo o mundo de férias: prais cheias, restaurantes cheios, centros comerciais cheios,....., tudo cheio.
Felizmente, escapa o meu refúgio no Meco, excepto aos fins de semana. Paciência!
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Novo arranque
Primeiro foi o Natal, depois veio o Ano Novo e depois ainda a operação da minha esposa.
É chegado o tempo de me aquietar um pouco, acertar agulhas e definir rumos.
A operação da minha esposa, deu para reflectir muito:
- que eu gosto muito dela (mas isso eu já sabia praticamente desde o dia que a conheci);
- que ela faz muita falta no seio familiar e sobretudo a mim;
- que a devo ajudar mais, nalgumas tarefas das lides caseiras.
Sempre me esforcei para que ela tivésse tudo o que era maquineta disponível no mercado. O que uma máq. pode fazer, não deve ser feito à mão. No entanto, existem inúmeras outras actividades em que de facto eu posso ajudar:
- tratar do lixo e regar as plantas já há muito que fazem parte das minhas atribuições.
- normalmente levantamos juntos a mesa do jantar. Agora porque é que ponho a loiça suja no lava-loiça, se a posso pôr directamente na máq. de lavar? É estúpido! Perde-se menos tempo e evito dar trabalho desnecessário à minha esposa.
- as camas. Por que é que é ela que faz as camas todas as manhãs? Eu não sei fazer o trabalho? Claro que sei! Então porque é que não o faço? Preguiça? É claro que posso passar a fazê-lo.
- aspirar as semestes dos pássaros que caiem junto à gaiola. É complicado fazer este trabalho? Não! Então porque não o faço eu? Não custa nada e ajudo-a a ter menos esta tarefa.
Não quero dizer que me devo substituir à minha esposa, mas quando ambos trabalham fora, de facto tem que haver uma maior colaboração entre todos, para que a vida seja mais simples e agradável de viver.
Eu nunca me tinha apercebido de quão penoso é o trabalho caseiro, até ela ter sido hospitalizada e ter de ser eu a fazer, não tudo, mas uma parte importante.
Outra coisa é também verdade, é um trabalho altamente estupidificante e que eu não recomendo a ninguém.....mas que efectivamente tem que ser feito.
A realidade é que muitas vezes entramos numa rotina e não paramos para pensar se as coisas estão ou não a ser feitas da forma mais rentável. Por vezes é preciso parar para pensar. A organização e o método são a mãe de todas as Ciências.... e isso por vezes falha.
Porquê armar o aspirador grande, quando para apanhar umas migalhas basta usar o pequeno? Resposta: está lá para trás, perde-se tempo a ir buscá-lo. Isto não é resposta!
O que nos distingue dos outros animais é a enorme capacidade de pensar, de reflectir, de inovar. Eu sei, que a lide caseira é monótona, cansativa e pouco inspiradora para “re-engenharias”, mas tem que ser feito, a bem de todos.
Estou convencido que nesta área posso dar uma boa ajuda à minha esposa. Se tanto gosto dela, porque não também o demonstrar, ajudando-a.
Agora mais do que nunca tenho que agradecer à minha mãe, por ter passado ao lado de uma carreira profissional promissora, para me dedicar todo o tempo do mundo e me ter transformado no homem que hoje sou. Bem hajas minha mãe. Te estou profundamente agradecido por isso.
quinta-feira, janeiro 18, 2007
Educação cívica
Já se reparou que muitas pessoas não sabem como utilizar um simples guardanapo à mesa?
E que em alguns casos, nem devidamente usam uma faca ou um garfo?
Quantas pessoas sabem socorrer feridos numa emergência?
Quantas pessoas julgam que se pode engravidar ou apanhar SIDA através de um beijo?
Quais são as funções da Procuradoria Geral da República? E as do Provedor de Justiça?
Ora bem, na sequência do meu escrito anterior, vivemos em sociedade e felizmente num Estado de Direito (quantas pessoas não sabem o que é um Estado de Direito?).
Daí que independentemente de crenças religiosas ou outras, temos que aprender as regras mínimas de comportamento em sociedade. Temos que perceber os problemas e desafios que se nos colocam diariamente e como os ultrapassar. Temos que conhecer as nossas instituições (nacionais e internacionais). Perceber para que servem, porque foram criadas.
Assim, entendo que a escola para além de ser uma instituição com o objectivo de promover a instrução, deveria também promover a educação.
Desde a mais tenra idade deveria haver uma disciplina de educação cívica que seria tanto mais aprofundada, quando mais maduros fossem os instruendos, versando assuntos como seja:
Etiqueta e boas maneiras
Anatomia Humana
Educação sexual
Hegiene
Regras de trânsito
Hábitos alimentares saudáveis
Diversidade cultural e religiosa
Instituições nacionais e internacionais (seu funcionamento e interligações)
Preservação do meio ambiente
Psicologia comportamental
Problemática do alcool e da droga
......
Enfim, temas que regulam ou estão relacionados com a intercomunicabilidade e vivência humana.
Ferramentas que nos permitam uma melhor integração na sociedade e um melhor entrosamento para atingir fins comuns.
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Proibido proibir III
Ora aqui está outro caso caricato.
Quem ganha com a penalização?
As mulheres grávidas? Não. Para abortarem têm que ter largos recursos financeiros para o fazerem no estrangeiro em condições dignas ou têm que sujeitar-se a fazê-lo com a ajuda de “parteiras” muitas vezes não diplomadas e em lugares sem qualquer assistência médica. Como terceira opção, recorrendo a medicamentos que induzam espontâneamente tal situação, para que sejam acompanhadas no nosso sistema de saude de forma legal.
Os filhos que por vezes sobrevivem ao aborto mas que são muitas vezes criados sem o carinho dos pais? Não. Muitas vezes são alvo de sevícias e crueldades, realizados por estes e respectivos familiares durante anos, perturbando o que deveria ser o normal desenvolvimento da criança, tornando-os muitas vezes adultos altamente revoltados. Outras vezes, até acabam assassinados.
O Estado? Não. Fica desacreditado pela falta de autoridade policial que evidencia. Em termos económicos, não sei fazer as contas. Por um lado perde os impostos das Clínicas privadas que poderiam abrir para fazer face a tal necessidade. Por outro, os serviços de saúde seriam sobrecarregados com mais este tipo de operações. No entanto, será necessário falarmos de dinheiro, num assunto desta natureza?
Então, o que se está à espera?
Porque é que certas franjas da sociedade não querem a despenalização do aborto?
As convicções religiosas não o permitem? Ninguém vai obrigar ninguém a abortar. As consciências de cada um, ditarão a decisão a tomar.
Qual é então o problema?
Se eu não o posso fazer por convicção, não quero deixar que outros o façam?
Não estarei a querer decidir por terceiros?
Não estarei a querer restringir a liberdade de cada um, impondo a minha vontade?
É mais humano vermos crianças entregues a instituições de caridade ou maltratadas pelas famílias?
No caso limite, olhe-se para a miséria que graça nas ruas das cidades do 3º Mundo, com as crianças ao abandono, comendo dos caixotes do lixo e outras morrendo à fome. É isto que gostaríamos que nos acontecesse? Julgo que não!
Nota final:
Obviamente que deveremos implementar um aconselhamento psicológico prévio às mães que demonstrem dúvidas sobre a natalidade.
Obviamente que deveremos reforçar o ensino da educação sexual nas escolas. Aliás a meu ver, deveria haver mesmo desde a mais tenra idade uma disciplina de educação cívica, que acompanhasse as crianças até pelo menos o final do ensino secundário.
Agora querer decidir por terceiros, retirando-lhes tal perrogativa, tal liberdade, quando tal situação, em nada afecta a nossa liberdade, NÃO!!!!
Proibido proibir II
O que aconteceu? Deixou de haver prostituição? Não!
Os homens deixaram de frequentar as prostitutas? Não!
Agora a profissão é exercida clandestinamente nos bares, discotecas, a cada esquina, nas beiras das estradas e caminhos das nossas povoações.
Quem ganha com tal situação?
As prostitutas? Não. Não têm acompanhamento médico, não têm protecção pessoal e têm que trabalhar à intempérie.
Os frequentadores? Não. Arriscam-se a contrair doenças venérias, estão a ter relações sexuais com profissionais sem qualquer tipo de higiene,...
As famílias? Não. Passeiam no espaço público com crianças e são obrigados a depararem-se com um panorama difilmente explicável a crianças pequenas.
O Estado? Não. Fica desacreditado pela falta de autoridade policial que evidencia, e perde receitas de impostos.
Tudo isto em bom nome de uma hipocrisia que graça na sociedade portuguesa.
A droga é outro exemplo semelhante.
Porque é que se proíbe a comercialização e o consumo da droga? Para que o preço suba e quem se encontra a trabalhar no ramo aufira rendimentos muitíssimo superiores aos que seria normal num mercado aberto.
Pergunto-me:
Quem se quer drogar, deixa de o fazer por ser ilegal? Não.
É difícil encontrar produto no mercado? Não.
Sou obrigado a viciar-me? Bem, neste momento face aos rendimento do tráfico, sou aliciado a fazê-lo. Se despenalizarmos o seu consumo, deixam de me importunar. Não justifica.
Quem ganha com a liberalização?
Os consumidores? Sim. Passam a ter o produto mais barato, deixam de arruinar as famílias ou a roubar terceiros para arranjar dinheiro para o vício.
As famílias? Sim. Pelo motivo atrás referido e porque deixam de ter nas escolas e outros locais públicos profissionais a aliciarem os seus filhos.
O estado? Sim. Aumenta a receita de impostos e elimina os custos com a luta contra o narco-tráfico.
Os traficantes? Não. Esses que me desculpem, mas arranjem outro ofício. O mercado emagrece, os lucros também, logo para que o bolo chegue para saciar a fome, têm que ser menos a comer. Para serem os mesmos, têm que diminuir a ração.
Então, porque é que esta hipócrita sociedade em que vivemos continua a ter pudor na liberalização. Algumas pessoas, porque não passam de intelectualoides de 3ª categoria, outros porque ganham dinheiro com o narco-tráfico.
Nota final:
Claro que tal tomada de posição, teria que ser tomada de uma forma global pelos países e não apenas por Portugal individualmente, pois cairíamos na possibilidade de nos tornar-mos no cano de esgoto da Europa; basta ver o caso de (parte) Amesterdão.
Além disso, dever-se-iam reforçar as campanhas públicas contra tal prática, demonstrando as graves consequências que daí advêm.
Muitos mais exemplos existem.
Proibido Proibir
Entendo que se a permissão não põe em causa as liberdades individuais de cada um, não deve ser posta em causa. Não podemos passar a vida a ser pápás uns dos outros.
Lembro-me que logo após o 25 de Abril de 1974, foram proibidas as engraxadorias em Portugal.
Escovar os sapatos seja a quem for, era na altura considerado um acto de servilismo e como tal à luz do socialismo, altamente condenável.
Fecharam todos os estabelecimentos na época. Claro que, os trabalhadores que durante toda uma vida, fizeram deste “metier” a sua profissão, viram-se de um momento para o outro no desemprego. Como foi sempre a profissão da sua vida e porque na maioria deles, as habilitações académicas não davam para mais, não tiveram outra alternativa que não fosse, pôr a caixinha das pomadas às costas e estebelecerem-se por conta própria na via pública.
Quem ganhou com o assunto? Ninguém! Nem o próprio Estado, que acabou por perder uma evidentemente micro pequeníssima fatia dos seus impostos.
Outro caso histórico gritante: a lei seca nos Estados Unidos.
A proibição de comércio e consumo de bebidas alcoólicas, apenas favoreceu o aparecimento de alambiques em caves escondidas. Al Capone não teria sido ninguém, sem a lei seca. Criaram-se bandos organizados, com profundas raízes ainda nos tempos presentes, morrendo milhares de pessoas nas rixas com a polícia e entre gangs rivais.
E para quê?
Para se liberalizar mais tarde a venda destas mesmas bebidas alcoólicas.
No relacionamento entre estados, acontece a mesma coisa.
Para que serve um embargo económico ao país A? Normalmente existe sempre um país B que por laços de amizade ou interesses economico-estratégicos comuns não acata tal decisão.
Então o que acontece?
A maioria dos países que concordaram com o embargo ao país A, vendem os produtos ao país B, que por sua vez os revende ao país A.
Na realidade, o país A acaba por adquirir os produtos na mesma. Tem é que os comprar a uma 3ª entidade, por um preço evidentemente muito superior.
Quando esse país é rico, como é o caso da África du Sul, não se passa quase nada. Quando o país é pobre como Cuba, acabam por ter de se impor restrições internas, não aos líderes dos países, mas às populações, que acabam por ser as mais afectadas.
Muitos mais exemplos existem.
terça-feira, janeiro 16, 2007
Amigos II
Desde o requinte posto na mesa, às entradas de rissóis de todos os tipos e feitios, ao convívio que existiu, é difícil não ficar rendido ao pessoal do Norte.
A dona da casa é daquelas pessoas em que dá para acreditar que a química entre os seres humanos de facto existe. Logo quando a conheci pela 1ª vez, fiquei fã dela. Pessoa deliciosamente simpática e simples, franca e leal. Debaixo de uma capa de mulher forte e decidida, está uma senhora muito sensível, mas que não gosta que os outros se apercebam da sua sensibilidade.
Foi uma manhã e um almoço inesquecíveis.
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Amigos
Tanto eu como a minha esposa, não sabíamos como reagir à doença grave de um amigo nosso.
Às vezes somos mal entendidos pelo que dizemos e às vezes pelo que não dizemos.
Gostávamos muito de o ver; se possível de almoçar com ele.
Não por pena, piedade ou outra coisa qualquer, mas simplesmente por ele ser o que é.
A filha dele estava connosco e telefonou-lhe. Para nosso grande contentamento acedeu a almoçar no Sábado connosco.
Ía ser internado na 2ª feira para ser operado. No entanto, não deixou de ir almoçar demonstrando uma força anímica surpreendente...bem melhor do que a nossa.
Não sei se seria capaz de demonstrar tamanha garra!
Agora passados uns dias, soube que já foi operado, foi para casa, já conduz e até almoça com os amigos. Como eu fico feliz de saber disso.
A vida de facto só faz sentido se a soubermos viver, cada hora, cada minuto.
Não devemos deixar para amanhã, o que podemos fazer hoje.
A vida sem objectivos é como batatas fritas sem sal.
Outra coisa que aprendi, é que a partir dos 45-50 anos, é preciso fazer um check-up anual. A vida não está nas nossas mãos, pelo que quanto mais cedo dermos pelos problemas e os tentemos resolver, maiores são as probabilidades de termos sucesso.
Enfiar a cabeça na areia, não está com nada!
Grande homem, não te esqueças que temos um passeio pedestre combinado para o Gerês. Agora mais do que nunca, faço questão de estar presente.
Tenho é de melhorar a minha forma física. Não quero passar vergonhas.
Um grande abraço.
Ano Novo
Bem passado em terras alentejanas conversando com pessoal 5 estrelas à beira de mesas excelentes e fartas.
A conjuntura Nacional e Internacional não me algura nada de bom para este ano que se inicia, no entanto não sei porquê, algo me diz que vai ser um ano excelente.
Trata-se de uma contradição terrível, mas o meu 6º sentido raramente me engana.
Para mim, se 2007 fosse como 2006 já me dava por satisfeito,......, mas estou desconfiado que vai ser um excelente 2007.
As 1ªs medidas objectivo para este início de ano são:
1º Reiniciar as minhas lides na pesca. A licença de pesca para mares exteriores, já cá canta; tirei-a ontem no Multibanco; a de mares interiores já a pedi a um colega.
2º Retomar os meus passeios matinais de bicicleta ao Domingo. É desta vez que quero ir conhecer a minha Lisboa, de uma forma mais profunda, como se fosse um turista. Quero também dar umas voltas pela Costa da Caparica, pelo Meco,....., ver o mar, encher os pulmões de ar puro, aumentar o meu contacto com a Natureza.
3º Retomar a bicicleta estática às 3ª e 5ª feiras:
2,5 minutos a menos de 100 pulsações/minuto
2,5 minutos entre as 100 e as 115 pulsações/minuto
20 minutos entre as 130 e as 140 pulsações/minuto
2,5 minutos entre as 100 e as 115 pulsações/minuto
2,5 minutos a menos de 100 pulsações/minuto
Total = 30 minutos
4º Perder 6Kg de peso para tentar atingir a fasquia dos 72Kg.
5º Continuar a estudar Alemão.
Sobretudo menos sofá, menos televisão, mais leitura, menos madracice física e intelectual.
Quanto ao resto, vamos dar tempo ao tempo.
terça-feira, dezembro 12, 2006
Obrigado Mãe
Tu foste a pessoa que abdicaste dos teus sonhos pessoais, para que eu pudesse viver os meus.
Sempre estiveste ao meu lado, nos bons e maus momentos.
Lembras-te de teres largado o almoço para me ensinares para que lado o “g” voltava à perna? Estava eu na 1ª classe e nesse dia desesperado, porque não o conseguia desenhar.
Levaste-me várias vezes ao enfermeiro para cozer a minha cabeça, quando caía de bicicleta ou levava uma pedrada.
Ensinaste-me a ler. Ajudaste-me a ganhar o gosto pela leitura e por saber sempre mais.
Estiveste sempre presente quando estava doente.
Orientaste-me e apoiaste-me sempre que chorava por ter fracassado num exame no Técnico.....e quantas vezes isso sucedeu.
Nessa altura acredistaste muito mais do que eu, nas minhas capacidades.....e tinhas razão. Quando chumbei o ano, não saiu uma única crítica da tua boca. Apenas palavras de incentivo: “Deixa lá! Tu consegues! Tu és um homem de fibra!”
Pelo tempo fora, a tua presença foi constante. Seguiste-me sempre como uma sombra.
Com os namoricos, aconselhaste-me sempre, num suave tom de voz: “Olha que aquela rapariga não é boa companhia para ti....” e provava-se que tinhas razão.
Incestivaste-me para que me rodeasse de amigos, apesar de te deixarem a casa numa revolução, que tinhas depois de arrumar. Fez-me bem, preencheu-me o espaço do irmão que não tive. Fez-me ver outras formas de ver as coisas. Desse tempo ainda tenho muitos verdadeiros amigos.
Soubeste aguentar firme sempre que caía, mas nunca me deixaste desanimar.
Nos tempos financeiramente menos bons, foste uma mulher com um crer, uma garra, uma vontade de vencer, um acreditar que as coisas iriam melhorar, que mais nada me sobra, senão ajoelhar-me perante tal demonstração de força e de carácter. A verdade, é que até nesses tempos, pouco ou nada me faltou.
Passaste-me pacientemente, todos os ensinamentos que sobretudo teu avô sabiamente te legou.
Fizeste de mim aquilo que ambicionavas: um homem.
Foste sempre o meu porto seguro, fosse qual fosse a situação.
Apesar dos carinhos que sempre te faço, dos beijos e abraços que te dou, acho que nunca te agradeci o suficiente.
Por tudo: pelo amor, pela dedicação, pela profissão que não tiveste, pelos teus sonhos pessoais que não tiveste tempo de concretizar.
Não sei por quanto tempo estaremos vivos os dois, mas não posso deixar passar mais tempo sem que humildemente te agradeça por tudo o que fizeste desinteressadamente por mim.
Eu sei que estas coisas não são para se agradecer, são para serem legadas a terceiros: à minha filha. Tentarei fazê-lo, apesar de duvidar se alguma vez serei capaz de o fazer da mesma forma brilhante como o fizeste comigo.
Se ao longo destes anos todos nunca te expressei o que escrevi agora, não foi por mal, não foi por que te desse menos importância. Foi porque, como para mim estás muito acima de tudo o que é mundano, porque sempre te encarei quase como sobre-humana (a minha rocha, a minha âncora), por vezes me esqueci que também és de carne e osso como eu; com fragilidades idênticas à minha e que heroicamente nunca as demonstraste.
Aqui fica para que conste a minha mais profunda gratidão e orgulho por ter a mãe que és.
Teu filho, hoje e sempre.
Primogénito
Aqui está uma prova de amizade, que eu não estava à espera.
Uma mãe ou um pai, oferecerem-me o seu primogénito para cuidar, foi coisa que eu nunca pensei que me pudesse vir a acontecer na vida.
Acho que isso só poderia ser possível num acto de desespero perante a vida. Como prova de amizade, nunca achei que tal pudesse ser possível.
Acho que espantado, não agradeci suficientemente a oferta, mas prometi cuidar muito bem dele. Agradeci a oferta, não; agradeci o empréstimo.
Um primogénito pelo valor sentimental inestimável que tal representa, nunca poderá ser ofertado. Quanto muito, poderá ser cedido para que terceiros cuidem dele, usufruam da sua companhia, até que estejam estabelecidas as condições para o seu retorno a casa.
Gostaria muitíssimo de o guardar para mim, mas serei o mais feliz dos homens no dia em que o puder devolver.
Entregá-lo-ei de peito aberto, agradecendo o voto de confiança e mostrando a minha maior satisfação por saber que o seu lar está em paz, que tudo se encontra esclarecido de vez, que as águas do rio finalmente serenaram e encontraram o caminho da foz.
Um enorme beijo de profundo agradecimento. Estou esperando.
Fim de semana no Porto
Recebi grandes demonstrações de afecto e gigantescas lições de vida.
Para quem escreveu o que abaixo escrevi e que acabei por não publicar, não sei se por vergonha ou cobardia, foi uma grande lição:
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Estou farto da minha rotina de vida. Sempre a mesma coisa.
Não há trabalhos novos, desafios novos.
Não vejo vontade da Vilma de viajar, passear.
Os fins de semanas são gastos com compras de Natal.
Esta semana vamos ao Porto. Ok, mas para quê? Para nos enfiarmos em casa dos amigos dela? Três dias?
Eu preciso de sair, apanhar ar. Ver coisas novas. Encher os olhos com novidades.
Dá-me vontade de tirar um ou dois dias de férias e ir para o Meco, ir......não interessa para onde.
Pegar no carro e conduzir, viajar.
Quebrar a rotina.
Sinto-me desnorteado, sem rumo, sem objectivos.
Isto para mim é......veneno.
Depois não me sinto bem fisicamente. Verdadeiramente não consigo explicar o que sinto. Se calhar o problema não é físico, mas psíquico.
Sinto-me......perdido.
Parece que estou a fazer uma grande travessia num deserto, que nunca mais acaba.
Passam-se os dias e a paisagem é areia, areia e mais areia.
Um pequeno monte e a seguir, mais areia.
Eu bem tento impôr a mim próprio objectivos, mas o tempo consumido com o trabalho, a mulher e a filha, deixa-me muito pouco espaço para concretizar o que quer que seja.
Parece que estou metido num rolo compressor, sem hipótese de fuga.
Estou farto! Estou cansado! Estou desmotivado! Estou triste! Estou deprimido!
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Deus esbofeteou-me com luvas de pelica.
Eu mereci. Confesso!
Em primeiro lugar, porque humildemente reconheço, que os amigos não são apenas da minha mulher; são também meus amigos. Em 2º, porque os relacionamentos que por estupidez ou azelhíce não tenho cultivado, são uma das melhores coisas da vida.
Ou será que só justifica cultivar amigos no Porto? Também há-de haver interessantes criaturas para conhecer em Lisboa...
Com o decorrer da vida, a verdade é que tenho vindo a fechar o meu coração. Tenho vindo a canalizar todo o meu amor, a minha paixão para apenas uma meia dúzia de pessoas.
Para quê pensar nas viagens como forma de libertação, encontro comigo mesmo, quando posso fazer o mesmo, desde que rodeado de pessoas excepcionais, como todas aquelas com que me cruzei este fim de semana.
Foi esbofeteado, mas aprendi a lição.
Obrigado, Deus. Eu mereci!
quarta-feira, novembro 29, 2006
Alteração do regime alimentar
Assim, também tenho de reduzir na alimentação. Se o “carburante” que entra é mais do que sai, acumula-se....e neste caso sob a forma de gordura (peso).
Já peso 78Kg, quando para 1,68Mt de altura, devia pesar não mais que 72Kg. Isto é: tenho pelo menos 6Kg a mais.
Vou passar a adoptar a regra: pequeno almoço de Rei, almoço de Príncipe, jantar de pobre.
Tenho que reforçar um pouco o lanche e reduzir mais no jantar. Se o corpo depois vai dormir, para que é que precisa de tanta caloria.
Abolir batatas fritas, enchidos, queijos (se conseguir) e doces.
A noite de Natal é a noite de Natal. Uma desbunda não mata.
O que mata são desbundas diárias.
Pela boca morre o peixe e eu queria andar por cá mais uns anitos.
Quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga.
Bomba para dormir
Estava com muitas dificuldades para adormecer.
Desta vez, confirmei algo de que já suspeitava: eu fico mais eléctrico, quando faço bicicleta estática após chegar a casa. O exercíco não me tranquiliza; excita-me.
Ontem estava deitado e senti descargas de fluídos dentro do meu corpo.
E o mais interessante é que após cada descarga, o coração acelerava. Parecia adrenalina.
Vou deixar de fazer bicicleta estática durante uns tempos, para ver os resultados.....mas, nada me tira da cabeça, que é isso. Parecem princípios de afrontamentos.
O estranho é que se fizer 30 ou 40 Km de bicicleta ao Domingo, não sinto nada. Verdade é que ando sempre de manhã, não ao fim da tarde como de semana.
Há coisas que se perdem com o tempo e há que recuperá-las, porque se fazem com gosto.
Uma é andar de bicicleta ao Domingo de manhã. Se não chover, porque não? Tenho o equipamento todo para o frio. Este Domingo se calhar ponho a bicicleta no carro e vou passear de bicicleta no paredão da Costa da Caparica. Há tanto tempo que lá não vou!
A segunda, é de vez em quando, fazer uma pescaria. Tenho de comprar uns vadeadores novos. Os que tenho são curtos para os meus pés. De resto, tenho o material todo. Há tantos anos que não sinto o mar e o vento frio a entrar na minha alma.
É tão bom!
Apanhar peixe, é secundário.
A vida é tão curta que não podemos deixar passar em branco momentos que podem ser únicos.
Não podemos ficar agarrados ao sofá...ou ao computador.
Há muito mais vida para além disto!
terça-feira, novembro 28, 2006
Hoje não é o meu dia
Hoje acordei antes do despertador. Doeu-me a cabeça a manhã toda. De repente não tive outra alternativa: tomei 2 comprimidos analgésicos.
Para além disso, não estou com a energia do costume.
Normalmente costumo dizer:
- Tirando mulheres e crianças, quantos são? E como é? Querem ser despachados um de cada vez, ou todos ao mesmo tempo.
Só que hoje não é dia para me armar em valente.
Não tendo que pôr pensos higiénicos, definitivamente estou com o período.
Isto passa: incha, desincha e passa.