segunda-feira, abril 16, 2007

Outro bonito passeio de bicicleta

Nem sempre é necessário ir passear de bicicleta para a minha maravilhosa Lisboa, para me deparar com bonitas paisagens.
Por vezes, quando tenho menos tempo, meto-me pela EN10 até Alhandra e aquieto-me, olhando a marina, os barcos, o passar apressado do rio.

A seguir sigo o circuito de manutenção pela pista para bicicletas.

Infelizmente neste momento o circuito não chega a Vila Franca de Xira, pelo que tenho de voltar à EN10, se quiser prosseguir viagem.
Em Vila Franca de Xira, também podemos apreciar bonitas paisagens do rio a partir do jardim municipal, tendo a ponte Marechal Carmona como pano de fundo.

O que mais não falta neste País são bonitos sítios para passear de bicicleta, encher os pulmões de ar e apreciar a luminosidade com que o nosso País normalmente nos presenteia.
Se houver força nas pernas, bons pulmões e coração, alguns calos no rabo e força de vontade, então estão reunidos todos os ingrdientes para passeios inesquecíveis.

quarta-feira, abril 11, 2007

Minha esposa

Outro dia descobri o que escrevi no telemóvel enquanto aguardava impacientemente no quarto do hospital pelo resultado da operação da minha querida esposa.
Para que não se perca o conteúdo, deixo-o aqui residente:

Enquanto espero que tu sejas operada, escrevo não sei bem o quê, para passar o tempo. Sinto-me nu sem ti. Parece que nada mais tem significado, lógica, razão de ser. Sabes que em pensamento estou contigo. És a minha companheira, a mulher da minha vida. Como te disse à-pouco enquanto esperávamos na sala do pré-operatório, parece que em 30 segundos, me passou pelos olhos todos estes anos que passámos juntos....desde o nosso namoro na Costa da Caparica. É algo incrível, poder-se gostar tanto de alguém como eu gosto de ti. Nestas alturas sofre-se mais, mas.......é sempre preferível a entrega a 100% por muito que isso por vezes doa. Fui um ser abençoado, no dia que te conheci e continuo a sê-lo desde esse dia. Hoje mais do que nunca, tenho a certeza que és a mulher da minha vida! Como ontem te disse, prefiro que me rasguem a carne a mim do que a ti. Doe-me menos. Mas, nem sempre as coisas correm como queremos. Estou perdido. Não consigo escrever mais. Vemo-nos daqui a pouco. Eu te amo do fundo do meu coração.

terça-feira, abril 10, 2007

O Cristianismo

Ontem estive a ver mais uma vez o filme “The Body” com a minha esposa.
Disse-lhe que não percebia porque perturbaria assim tanto, descobrirem o corpo de Cristo. Cristo poderia ter ressuscitado em espírito e não em corpo.
Ela explicou-me que tal situação poria em causa todo o Cristianismo.
Os Evangelhos falam da ressurreição em corpo e espírito. Se se provasse que assim não tinha sido, os Evangelhos seriam postos em causa e por conseguinte, todo o Cristianismo tal como o conhecemos.
Hoje estive a ver o canal História enquanto almoçava e estava a passar um documentário exactamente sobre a ressurreição de Cristo.
De acordo com ele, se Jesus não se tivesse levantado do túmulo no jazigo de José de Arimateia, os discípulos teriam acabado por se disperçar, perdendo-se a transmissão dos pensamentos e palavras proferidos por Cristo.
O próprio Pedro já o tinha negado 3 vezes mesmo antes da Sua morte.
Com o Seu aparecimento aos discípulos em carne e osso, foi demonstrado que Ele tinha vencido a morte. A sua passagem imaculada pela Terra, tinha-lhe trazido a salvação eterna.
No fundo a base, a motivação da entrega das pessoas à causa de Cristo não tem tanto a ver com a sua doutrina de prática do bem, da necessidade de amarmos o próximo como a nós mesmos, mas com a salvação eterna: o medo da morte, o medo do desconhecido.
Só hoje, ao final de 45 anos, me apercebi disto.
Claro que a nossa salvação eterna à imagem d’Ele, dependerá da história terrena de cada um de nós. Não basta crer n’Ele; é preciso seguir os Seus passos na medida das nossas possibilidades humanas. Aliás, se não tivermos uma vida regrada de acordo com os ensinamentos que Ele nos deixou, como podemos de facto afirmar que cremos n’Ele?
Crer n’Ele significa seguir os seus ensinamentos.
Por isso Ele dizia que nem todos os que me chamam Senhor, entrarão no Reino dos Céus.
Agora percebo. Fez-se-me luz.

segunda-feira, abril 02, 2007

Comboios de alta velocidade

Na semana passada tive que ir à Alemanha em missão de serviço.
Até aqui, nada de especial. Tratava-se de mais uma de dezenas de missões de serviço que já fiz à Alemanha, apesar de nesta estarem envolvidos assuntos muito delicados e com largos milhões de euros à mistura.
Como a volta foi na 6ª feira, e contrariamente ao que é habitual, tivémos que fazer um percurso diferente de regresso: Munique --> Frankfurt --> Lisboa
A distância entre Munique e Frankfurt é cerca de 300Km, pelo que a viagem de avião, não deveria durar mais que 30 minutos. Acontece que desde que o avião levantou voo, até que pousou, decorreram mais de 2 horas.
Primeiro, houve (como aliás é costume) congestionamento aéreo no aeroporto de Munique, pelo que demorámos mais de meia hora desde que saímos da manga, até levantarmos voo.
Depois de cerca de 30 minutos de voo, andámos às voltas sobre Frankfurt, mais de quarenta minutos, para conseguirmos licença da torre de controlo para iniciar a aproximação à pista.
Em seguida e após tocarmos com as rodas no chão, demorámos mais uma eternidade a atravessar uma pista de aterragem, para nos deslocarmos para as mangas de desembarque.
Enquanto em Munique os aviões aterram uns atrás dos outros, em Frankfurt vistos da janela do avião, parecem mosquitos a aterrar todos ao mesmo tempo. Conseguem-se perfeitamente distinguir até ao horizonte, 10 a 15 aviões em simultâneo.
Frankfurt e Munique são dos maiores aeroportos de transbordo do Mundo.
Por sorte o avião para Lisboa, era bastante tarde, o que nos possibilitou andar nas calmas. Outros passageiros não tiveram a mesma sorte. Quando o avião parou, tiveram que pular dos assentos e desatar a correr pelos corredores fora, para apanharem os voos de ligação.
Não se pense que o avião que fez Munique --> Frankfurt era pequeno. Tratava-se de um Airbus A300, que leva mais de 250 passageiros. O avião, aliás como todos os outros, estava completamente cheio. Outro problema: acomodar aquela gente toda.
Como nós saímos de carro de Donauwoerth, teria sido mais rápido apanhar a auto-estrada na direcção de Stuttgart, e depois continuar para Frankfurt.
No entanto, o que é importante reter é a necessidade de incentivar a criação de um sistema ferroviário de alta velocidade, nomeadamente para distâncias pequenas (300 Km a 600 Km). Porque verdade seja dita, nestes tempos de transporte não estou a contabilizar o check-in, a passagem nos controles de bagagem, ....., as enormes distâncias a percorrer até às portas de embarque.
Obviamente que não faz sentido ir de comboio de Lisboa para Munique, mas faz todo o sentido ir de Munique para Frankfurt, de Paris para Londres, de Paris para Bruxelas, ....
Já não vou ao ponto como estão a pensar os Alemães de criarem os comboio de levitação magnética capazes de atingirem os 600 Km/h. Não! Estou a falar dos simples comboios de alta velocidade com rodas, capazes de atingir 350Km/h.
Com a criação do espaço comunitário, cada vez à mais pessoas a viajar, mais inter-câmbio de negócios, idéias, e na realidade o avião nalguns casos, nomeadamente no coração da Europa, não é alternativa de transporte.

domingo, abril 01, 2007

Passeio de bicicleta à Baixa

No Domingo de manhã, decidi ir dar uma volta de bicicleta por Lisboa.
Meti-me no comboio e desci em Sacavém.
Fiz a zona da Expo toda e fui até Santa Apolónia.

Aí a estrada estava interrompida por causa da meia-maratona.
Tive que me meter por dentro, subir a rua da Madalena e ir até ao Martim Moniz.
Quando quis voltar para o Rossio, este também estava fechado ao trânsito.

Meti pela rua do Coliseu, e fui sair à Avenida da Liberdade.
Subi até ao topo, a praça Marquês de Pombal.

Depois fiz o Parque Eduardo VII e fui até ao Palácio da Justiça.

A seguir foi fazer o percurso de volta até Santa Apolónia.
Como faltavam 50 minutos para chegar o comboio, decidi rolar mais um pouco até à Gare do Oriente, onde então apanhei o comboio.

Tirei montes de fotografias pelo caminho.
Conheço montes de cidades em Portugal e no estrangeiro. Cada vez mais tenho que reconhecer que Lisboa é a cidade mais lindas onde passei. É uma cidade com uma luminosidade toda muito especial.
Pena que ontem o Sol não estava perfeitamente descoberto.......havia uma pequenu nublina.
Não havia vento e a temperatura estava excelente para a prática do ciclismo.
Acabei por fazer 32Km. Não foi muito, mas diverti-me a valer.
Se um dia me sair o Euromilhões, tiro um dia inteiro e vou reformular o meu guarda-fatos nas lojas do lado direito que sobe, na Avenida da Liberdade.
É porta sim, porta sim, lojas das melhores marcas do Mundo.
Das cidades que eu conheço, assim com tantas lojas de marca em tão poucos metros quadrados, só me lembro de uma: Paris, junto ao Palácio do Eliseu. Mesmo Knitsbridge em Londres, desconfio que não tem tantas lojas tão credenciadas.
A pastelaria ao cimo da Avenida é outra loja de comer e chorar por mais.
A Avenida da Liberdade é só lojas de marca e instituições de seguros e bancárias.
Está um luxo!
O Parque Eduardo VII também está muito arranjado. No cimo existe um café (acho que se chama espelho de água), com Wi-Fi, onde se vê muita gente na esplanada a apanhar o Sol, a ler, a dedilhar o computador. Sítio muito sossegado e acolhedor para se passar uma manhã.

Já na Expo cada vez se vê mais gente a fazer jogging, passear de patins em linha, a andar de bicicleta, a jogar à bola.
Verdade seja dita, que o dia estava excelente para a prática de desporto a céu aberto.
Na Baixa, encontram-se muitos turistas, enchendo as esplanadas.

No corredor áereo que passa junto ao Parque Eduardo VII, os aviões a aterrar são uns atrás dos outros. Quase parece o aeroporto Charles de Gaule em Paris ou o Franz Josef Strauss em Munique. É impressionante!
Na realidade, alguma coisa tem que ser feita quanto ao Aeroporto de Lisboa.
Uma deliciosa manhã passada na companhia da minha insubstituível bicicleta, do meu querido Sol, da minha maravilhosa Lisboa.

Passeio ao Jardim Zoológico

Fez no Sábado 15 dias que fui passar o dia com a minha família ao Jardim Zoológico.
Há anos que lá não ía. Depois de casado, acho que só lá tinha estado uma vez.


Gostei muito! Está muito diferente.
Dá-me a sensação que há menos bichos, mas que agora têm bem mais espaço.
Detestava ver por exemplo os tigres metidos numa grade de cimento.
Quando estavam com fome andavam junto às grades de um lado para o outro.
Era um pouco deprimente.
Agora não; têm espaço para se esticarem.
Os tigres albinos foi dos bichos que mais gostei de ver. São lindos!

Também gostei muito do passeio de teleférico. Tem-se uma panorâmica lindíssima sobre o Jardim e também sobre Lisboa.

A seguir ao almoço, fomos ver a actuação das focas e dos golfinhos. É um espectáculo muito bonito; muito bem preparado. Como prenda ainda tivémos todos direito a um beijinho de uma das focas.
A seguir assitimos à demonstração de voo de algumas aves. Algumas são tão grandes, que até faz confusão como podem voar. Bonito!
Enfim, um dia muito bem passado, com um tempo esplêndido.
A minha filha que nunca lá tinha ido, ficou encantada. Adorou especialmente as girafas e os ursos. Não gostou nada das aranhas. Se a conheço bem, o beijo da foca mexeu com ela. Tanto caminhou, que mal chegámos ao carro, adormeceu.
Todos gostámos muito do passeio.
O Sábado valeu.

quarta-feira, março 14, 2007

Costa da Caparica

Domingo de manhã é sinónimo de passeio de bicicleta.
Já há algum tempo que estava com vontade de ir à Costa da Caparica.
O tempo estava bom; dito e feito.
Pus a bicicleta no carro e aí fui eu.
De alguma forma também estava interessado em ver com os meus próprios olhos a terrível situação que o mar tinha criado junto ao parque de campismo.
Quando cheguei, deparei-me com montes de gente a passear no paredão. O tempo estava convidativo para isso.
Na zona norte para lá do restaurante “O Barbas” a praia sumiu por completo. antes os pescadores deslocavam-se para as pontas dos esporões para pescar. Agora não. Fazem-no mesmo a partir do paredão. O mar bate ali com muita força.


Junto à zona do parque de campismo, puseram um conjunto de pedregulhos ao acaso, para segurar as águas. Se assim não fosse à muito que o mar já tinha engolido aquela zona.
O que é estranho, é que quer a praia de S. João no extremo norte, quer as praias a sul dos esporões continuam a ter uma dimensão normal.

Só onde houve intervenção humana é que parece que a areia desapareceu. Haverá aqui uma situação de causa-efeito?
A zona do Ninho, onde eu em miúdo muito me diverti e joguei mini-golf, desapareceu. Grande parte da mata, desapareceu. Agora parece ir tornar-se numa zona habitável. Eu é que não comprava ali uma casa, abaixo do nível do mar.
Na falésia a vários quilómetros da costa existem conchas. Os pescadores dizem que mais tarde ou mais cedo o mar irá reclamar o que em tempos foi dele.
A pressão habitacional degradou a Costa da Caparica. O sítio onde eu durante mais de 30 anos passei as minhas férias, me diverti, namorei, joguei à bola, está irreconhecível.
Ainda fui de bicicleta ao centro, para ver se captava alguma daquela áurea de outros tempos. Mas, nem aí.
Tão cedo não volto a passear por aquelas bandas. O sítio já não me diz grande coisa.
Foi bom, tenho grandes e deliciosas recordações, foi a praia onde conheci a minha querida esposa,...., mas são isso mesmo: recordações.

Meco

No Sábado reiniciei as minhas idas ao Meco.
Fui ver o mar e passeei pelo parque.


Contrariamente ao que estava à espera, a praia tem as mesmas dimensões de anos anteriores. Ali o mar não galgou a areia.
Como o tempo estava bom, almoçámos no jardim.
Soube-me tão bem......
Depois do almoço, fomos ao café.
Sentámo-nos na esplanada ao Sol.
Depois de tomar o café, a minha filha subiu para o meu colo.
Comecei a fazer-lhe festas nas costas.
O calor do Sol e as festas começaram a entorpecê-la; pai e filha quase a dormirem.
Como soube bem aquele bocadinho......
Eram 15:30, quando tivémos que nos levantar. A minha filha tinha uma festinha de anos de um amigo em Queluz. Como ainda tínhamos uma hora de caminho, não havia solução: tivémos que nos fazer à estrada.
Infelizmente o percurso que dura cerca de uma hora, transformou-se em duas. Apanhei um trânsito terrível de pára-arranca. A minha esposa, dormia. A minha filha, também. Enfim, tive a companhia do rádio.
Fosse como fosse, valeu a pena.
Já tinha saudades de sol, mar, campo, silêncio.
Este refúgio que temos, para mim vale ouro.
Só eu sei, o quanto gosto de estar ali, em comunhão com a Natureza e longe das multidões.

sábado, março 10, 2007

Mau perder

Se há defeitos que tenho, um deles é ter mau perder.
A empresa está na eminência de perder centenas de milhares de euros, por incúria.
Apesar de não ter culpa, custa-me a aceitar tal facto.
Essa história que temos que ser esforçados, o que conta é a intenção, foi mais uma vitória moral,....., etc, etc, nem quero comentar!
A nossa obrigação é VENCER! Sermos os MELHORES!
Não há lugar para 2ºs ou 3ºs classificados.
Mais uma vez, perde a empresa, perde o país,....., os funcionários,....só têm o que merecem!
Perder para mim nunca é opção! NUNCA!!!!!!!!

terça-feira, fevereiro 27, 2007

A vida

A vida deve ser degustada sem pressas.
Devem-se saborear lentamente as pequenas vitórias do dia a dia e obviamente encaixar e perceber o porquê de algumas derrotas.
A vida é assim: altos e baixos.
Temos que modelá-la na medida do possível, para que os altos sejam mais frequentes que os baixos.
As estrondosas vitórias, normalmente ou são irrealistas ou baseadas em falsos alicerces. A realidade muitas vezes acaba por ser dura, com grandes derrotas.
Julgo ser preferível, um trabalho tipo formiguinha, com um objectivo, um fim, mas alcançável dia após dia através de pequenos passos.
No filme Titanic, durante o jantar, o protagonista pobre envolto num ambiente da maior sumptuosidade, faz um brinde, que eu acho brilhante: “que cada dia conte”
Há alguns anos atrás esta não era a minha forma de encarar a vida; era o sangue na guelra, a jovialidade. Hoje, o amadurecimento leva-me a pensar de outro modo, não menos performante, mas bem mais consistente.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Fim de semana caseiro

Este fim de semana foi passado em casa. Sábado ainda saímos para ir às compras, mas depois do almoço a pequenina começou a enroscar-se no sofá. A minha esposa foi-lhe tirar a temperatura, e zás,.....38ºC.
À parte da lida doméstica que tive que fazer, como agora passou a ser hábito, o fim de semana foi um “dolce fare niente”; nem de bicicleta andei.
Soube-me muito bem a pacatez e o sossego do lar, o convívio com a minha esposa e a minha filha e rodeado dos jornais, revistas e livros preferidos.
Adorei o fim de semana. Eu gosto tanto delas..........
O carro vai para 15 dias, que não lhe dou à chave. Não faz mal! É um Honda: veículo indestrutível, sólido, robusto, de uma fiabilidade sem par.

Mariza – Concerto de Lisboa

Ontem estive a ver e ouvir o Concerto de Lisboa, da Mariza.
O DVD foi-me oferecido pela minha mãe no Natal, mas por um motivo ou por outro, só ontem me sentei no sofá, liguei as colunas de som e saboriei o espectáculo.
De facto, merece ser visto! É um espetáculo de nível internacional.
A Mariza tem uma apresentação soberba, como é seu costume, acompanhada à guitarra portuguesa, por um artísta exímio. A forma como ele consegue fazer gemer a guitarra, deixou-me os cabelos todos eriçados. A forma como vive a música que toca é algo de fora do comum. Que grande artista!
A junção de um violoncelo com a voz da Mariza foi algo que nunca tinha pensado como possível. O cocktail é efectivamente muito bom.
Que belíssimo espectáculo! Só tive pena de não ter podido presenciar o espectáculo ao vivo.
É (também) em situações como esta, que muito me orgulho de ser português e lisboeta.
Beijinhos, Mãe, obrigado pela prenda.
Parabéns à Mariza pelo seu fenomenal desempenho.
Adorei.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Meu relacionamento com Deus

Ora aqui está um tema que nunca abordei no meu blogue.
Não é fácil para mim expressar o que sinto e não sei se irei ser bem sucedido.
Cada um tem a sua forma de se relacionar com Deus e eu não gosto nunca de melindrar ninguém, para além de uma dificuldade enorme em expressar os meus sentimentos sobre o assunto.
No passado fim de semana no Porto, confrontaram-me com a seguinte pergunta: se não és crente, como consentes que a tua filha frequente uma congregação? Já não falo na tua mulher, que a maior de idade, mas a tua filha? Não é normal!
A resposta que lhe dei, acho que foi entendível.
Respeito profundamente as convicções religiosas de cada um, e nada tenho a opôr a que um membro da minha família frequente uma congregação religiosa, desde que esta perfilhe a aproximação, o entendimento e o amor entre as pessoas.
Acho que ele entendeu.
Para mim, a religião é algo de secundário. O fundamental são os valores morais. Obviamente que estes poderão variar de congregação para congregação, de cultura para cultura. Variar, não; terem nuances.
Se analizarmos bem, os Dez Mandamentos que nos foram legados pelo Antigo Testamento são fenomenais. Se os seguíssemos à risca, muito melhor seria a nossa sociedade, e talvez, ......o filho de Deus, Jesus Cristo, nem necessitasse de ter vindo à Terra e ser crucificado para redenção dos nossos pecados.
Mas, segundo o meu amigo do Porto, os seres humanos são pecadores por natureza; pelo menos é o que os 2 últimos séculos de História nos demonstram.
É certo! Agora não podemos é acreditar nisso como um facto consumado; que não há nada a fazer a não ser reconhecê-lo e pedir a salvação de Deus através de Jesus Cristo.
Que raio, não somos animais pensantes? Não é essa característica que nos distingue dos outros animais? Não será o nosso dever primeiro para com a sociedade, esforçarmo-nos por sermos melhores cidadãos?
Sim, dizia o meu amigo, mas só se conseguirá a salvação eterna através de Jesus Cristo.
Reflectindo um pouco mais, os povos pigmeus da África Austral, os esquimós do Ártico, ou ainda os nativos Australianos, estarão condenados ao sacrifício, apesar de alguns deles poderem ter tido na Terra um comportamento digno, meritório, só porque ninguém se lembrou deles e lhes falou de Jesus?
Se Deus é magnânimo, nunca poderia fazer tal distinção. Seria uma injustiça. Se ele fosse injusto, não poderia ser Deus.
Uma coisa é de facto verdade. A Igreja e quando falo na Igreja, falo no sentido lato do termo, para além da pregação dos Evangelhos, tem tido um papel muito importante no relevo que põe nos valores universais que os seres humanos deve perseguir.
Apesar de não ser um homem conhecedor dos Evangelhos, na sua essência, no seu mais profundo conteúdo, não estão espelhados os valores morais pelos quais a sociedade se deveria reger?
Por isso, eu não me devo intrometer No caminho espiritual quer da minha mulher, quer da minha filha. A única coisa que desejo é que sejam maravilhosos seres humanos, gratos pela vida, conscientes do seu papel na sociedade, amantes do seu semelhante o do meio ambiente que as envolve.
Se assim for, estou convicto que Deus estará satisfeito, será seu aliado independentemente do credo que professem e eu o mais feliz dos Homens.
Aqui para nós que ninguém nos ouve, já sou. As duas mulheres que Deus me pôs no caminho, são duas verdadeiras referências do que acabei de dizer.
Ainda hoje de manhã disse à minha mulher: “Gosto tanto de ti....”
Ao que ela retorquiu; “Porquê?”
A verdade é que a conjugação dos factores que atrás mencionei, fazem parte do percurso da sua vida. Talvez por serem as criaturas que são, é que o meu amor por elas é incomensuravelmente maior do que as palavras são capazes de mencionar.
Sou um sortudo? Talvez! Se não fosse Deus gostar tanto de mim, não me teria presenteado com semelhante dádiva. Certamente!
Obrigado Deus, por tudo o que me tens dado. Não sei se te estarei a retribuir como merecias. Não sei se estarei no bom caminho, no caminho certo, mas estou certo que não me abandonarás.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Aspirar

De tarde fui ajudar a minha esposa nas lides domésticas: aspirei a casa toda.
Cheguei à conclusão que o pó é cobarde. Normalmente esconde-se nos rodapés da casa e nos cantos.
Ah,....., mas comigo, podes esconder-te à vontade que eu encontro-te....e elimino-te.
Percebi que os quartos ganham mais pó que as salas, concerteza devido à manipulação da roupa. O quarto da minha filha é que é pior. Os brinquedos, os bonecos, ....., a tralha, não possibilita que o trabalho seja feito nas melhores condições.
Grandes males, grandes remédios. Ordem de retirar tudo (ou quase tudo) para que o trabalho ficasse em condições. Compreendo que é chato, mas não há alternativa.
Depois de concluído, gostei do trabalho.
Faz doer um bocadinho as costas, mas serve também para ginasticar o corpo.

Passeio de bicicleta

Ontem iniciei os meios passeios dominicais de bicicleta.
Apetecia-me ter ido à Costa da Caparica passear no paredão e ver os estragos que o mar fez em S. João, mas como estamos em época carnavalesca, com corsos e tudo mais, não me quis fazer à estrada para evitar engarrafamentos.
Pensei ir dar uma volta a Vila franca de Xira, mas passear de bicicleta na Estrada Nacional 10, nesta época do ano.....
Como também não me apetecia inspirar tubos de escape, fui direito a sul, passear pelos Salgados

até à Póvoa.

Os caminhos estão todos enlameados. As terras já não suportam mais água. Esperemos que as culturas não apodreçam. Agora precisam é de sol; a água já chega.
Parei na Póvoa junto ao rio Tejo, para contemplar a paisagem

e rumei novamente a casa.
Ainda parei no Museu do Ar, para contemplar os aviões, mormente o T-38, o avião mais bonito que a nossa Força Aérea teve até hoje.



Como ainda era cedo, e já tinha lama até ao pescoço, decidi meter-me por uns atalhos até uma empresa desactivada logo após o 25 de Abril: Argibay.
Tratava-se de uma empresa de construção naval. O último arrastão de pesca ainda se encontra em doca seca. Acontece que fiquei surpreendido por ver ao final de tantos anos, que a empresa está a ser toda renovada. Os diversos pavilhões têm vidros novos, pintura nova, ...., até a portaria está toda arranjada. Quem será que vai para tomar conta daquelas instalações? Desconfio, mas nem me atrevo a pronunciar o nome.
Enfim, um delicioso passeio de bicicleta de 25Km, que deu para abraçar a Natureza e respirar ar puro. A bicicleta ficou um nojo e a roupa também......mas a cabeça ficou bem desanuviadinha. Tirei montes de fotografias.
A seguir, banho de chuveiro para cima do pelo. Fiquei como novo.
Após o banho, veio a já esperada fome de cão.
O almoço logo veio e soube-me muito bem.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Fim de semana passado


O fim de semana, foi passado no Porto. Mais uma vez, fomos ao Porto.
Tantos anos sem lá ir, desde que o último membro da minha família morreu, e agora passo lá a vida.
Muito eu gosto daquelas gentes, tão diferentes das do Sul.
O pessoal é como dizem os brasileiros “boa gente”, ou então, temos sorte nos amigos que temos.
No Domingo, fomos assistir a vários baptismos na igreja da Alumiara, entre os quais, o da minha muito querida Mimosa, mulher que eu tanto estimo e que me presenteou com mais um espectacular almoço. Pena não ter aproveitado mais, mas os meus intestinos não estavam na melhor forma.
Foi uma tarde muito, muito agradável. Apesar do meu ateiísmo (aparente) senti-me muito bem na congregação. Conseguem-me fazer sentir, como se fosse um deles.
Conversei com várias pessoas, troquei ideias, e por incrível que possa parecer ou não, os diálogos forem sempre profícuos e agradáveis.
Tive até um diálogo sobre religião muito agradável, tema que não gosto muito de versar ainda por cima com pessoas crentes, onde cada um serenamente colocou os seus pontos de vista e reflectiu sobre os alheios. Gostei!
Gente jovem, afável e inteligente. Calmos, serenos, alegres e doces.
Cada dia que passa fico mais “fanzaço” das gentes do Norte.
Pena alguns serem do Futebol Club do Porto.....mas ninguém é perfeito!
O caminho para Lisboa foi todo feito debaixo de nevoeiro e chuva. Custou-me um bocadinho....mas por uma tarde destas, todo o esforço vale a pena.

Dia pouco inspirado

Hoje não estou nos melhores dias.
Estou pouco inspirado: não sinto nem a minha mulher, nem a minha filha nos melhores dias. Andam as duas psicologicamente em baixo.
Depois tive que marcar as férias. Isso não seria mau, se não tivésse que meter 15 dias em Agosto. Mês horroroso para fazer férias!
Todo o mundo de férias: prais cheias, restaurantes cheios, centros comerciais cheios,....., tudo cheio.
Felizmente, escapa o meu refúgio no Meco, excepto aos fins de semana. Paciência!

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Novo arranque

Após uma paragem forçada de quase 2 meses, vamos ver se retomamos a escrita.
Primeiro foi o Natal, depois veio o Ano Novo e depois ainda a operação da minha esposa.
É chegado o tempo de me aquietar um pouco, acertar agulhas e definir rumos.
A operação da minha esposa, deu para reflectir muito:
- que eu gosto muito dela (mas isso eu já sabia praticamente desde o dia que a conheci);
- que ela faz muita falta no seio familiar e sobretudo a mim;
- que a devo ajudar mais, nalgumas tarefas das lides caseiras.
Sempre me esforcei para que ela tivésse tudo o que era maquineta disponível no mercado. O que uma máq. pode fazer, não deve ser feito à mão. No entanto, existem inúmeras outras actividades em que de facto eu posso ajudar:
- tratar do lixo e regar as plantas já há muito que fazem parte das minhas atribuições.
- normalmente levantamos juntos a mesa do jantar. Agora porque é que ponho a loiça suja no lava-loiça, se a posso pôr directamente na máq. de lavar? É estúpido! Perde-se menos tempo e evito dar trabalho desnecessário à minha esposa.
- as camas. Por que é que é ela que faz as camas todas as manhãs? Eu não sei fazer o trabalho? Claro que sei! Então porque é que não o faço? Preguiça? É claro que posso passar a fazê-lo.
- aspirar as semestes dos pássaros que caiem junto à gaiola. É complicado fazer este trabalho? Não! Então porque não o faço eu? Não custa nada e ajudo-a a ter menos esta tarefa.
Não quero dizer que me devo substituir à minha esposa, mas quando ambos trabalham fora, de facto tem que haver uma maior colaboração entre todos, para que a vida seja mais simples e agradável de viver.
Eu nunca me tinha apercebido de quão penoso é o trabalho caseiro, até ela ter sido hospitalizada e ter de ser eu a fazer, não tudo, mas uma parte importante.
Outra coisa é também verdade, é um trabalho altamente estupidificante e que eu não recomendo a ninguém.....mas que efectivamente tem que ser feito.
A realidade é que muitas vezes entramos numa rotina e não paramos para pensar se as coisas estão ou não a ser feitas da forma mais rentável. Por vezes é preciso parar para pensar. A organização e o método são a mãe de todas as Ciências.... e isso por vezes falha.
Porquê armar o aspirador grande, quando para apanhar umas migalhas basta usar o pequeno? Resposta: está lá para trás, perde-se tempo a ir buscá-lo. Isto não é resposta!
O que nos distingue dos outros animais é a enorme capacidade de pensar, de reflectir, de inovar. Eu sei, que a lide caseira é monótona, cansativa e pouco inspiradora para “re-engenharias”, mas tem que ser feito, a bem de todos.
Estou convencido que nesta área posso dar uma boa ajuda à minha esposa. Se tanto gosto dela, porque não também o demonstrar, ajudando-a.
Agora mais do que nunca tenho que agradecer à minha mãe, por ter passado ao lado de uma carreira profissional promissora, para me dedicar todo o tempo do mundo e me ter transformado no homem que hoje sou. Bem hajas minha mãe. Te estou profundamente agradecido por isso.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Educação cívica

Já se reparou, que 90% das pessoas, não sabem o que dizer quando entram numa sala de espera ou num elevador e nomeadamente quando saem? Tanto novos como mais velhos!
Já se reparou que muitas pessoas não sabem como utilizar um simples guardanapo à mesa?
E que em alguns casos, nem devidamente usam uma faca ou um garfo?
Quantas pessoas sabem socorrer feridos numa emergência?
Quantas pessoas julgam que se pode engravidar ou apanhar SIDA através de um beijo?
Quais são as funções da Procuradoria Geral da República? E as do Provedor de Justiça?
Ora bem, na sequência do meu escrito anterior, vivemos em sociedade e felizmente num Estado de Direito (quantas pessoas não sabem o que é um Estado de Direito?).
Daí que independentemente de crenças religiosas ou outras, temos que aprender as regras mínimas de comportamento em sociedade. Temos que perceber os problemas e desafios que se nos colocam diariamente e como os ultrapassar. Temos que conhecer as nossas instituições (nacionais e internacionais). Perceber para que servem, porque foram criadas.
Assim, entendo que a escola para além de ser uma instituição com o objectivo de promover a instrução, deveria também promover a educação.
Desde a mais tenra idade deveria haver uma disciplina de educação cívica que seria tanto mais aprofundada, quando mais maduros fossem os instruendos, versando assuntos como seja:
Etiqueta e boas maneiras
Anatomia Humana
Educação sexual
Hegiene
Regras de trânsito
Hábitos alimentares saudáveis
Diversidade cultural e religiosa
Instituições nacionais e internacionais (seu funcionamento e interligações)
Preservação do meio ambiente
Psicologia comportamental
Problemática do alcool e da droga
......

Enfim, temas que regulam ou estão relacionados com a intercomunicabilidade e vivência humana.
Ferramentas que nos permitam uma melhor integração na sociedade e um melhor entrosamento para atingir fins comuns.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Proibido proibir III

Interrupção voluntária da gravidez.
Ora aqui está outro caso caricato.
Quem ganha com a penalização?
As mulheres grávidas? Não. Para abortarem têm que ter largos recursos financeiros para o fazerem no estrangeiro em condições dignas ou têm que sujeitar-se a fazê-lo com a ajuda de “parteiras” muitas vezes não diplomadas e em lugares sem qualquer assistência médica. Como terceira opção, recorrendo a medicamentos que induzam espontâneamente tal situação, para que sejam acompanhadas no nosso sistema de saude de forma legal.
Os filhos que por vezes sobrevivem ao aborto mas que são muitas vezes criados sem o carinho dos pais? Não. Muitas vezes são alvo de sevícias e crueldades, realizados por estes e respectivos familiares durante anos, perturbando o que deveria ser o normal desenvolvimento da criança, tornando-os muitas vezes adultos altamente revoltados. Outras vezes, até acabam assassinados.
O Estado? Não. Fica desacreditado pela falta de autoridade policial que evidencia. Em termos económicos, não sei fazer as contas. Por um lado perde os impostos das Clínicas privadas que poderiam abrir para fazer face a tal necessidade. Por outro, os serviços de saúde seriam sobrecarregados com mais este tipo de operações. No entanto, será necessário falarmos de dinheiro, num assunto desta natureza?
Então, o que se está à espera?
Porque é que certas franjas da sociedade não querem a despenalização do aborto?
As convicções religiosas não o permitem? Ninguém vai obrigar ninguém a abortar. As consciências de cada um, ditarão a decisão a tomar.
Qual é então o problema?
Se eu não o posso fazer por convicção, não quero deixar que outros o façam?
Não estarei a querer decidir por terceiros?
Não estarei a querer restringir a liberdade de cada um, impondo a minha vontade?
É mais humano vermos crianças entregues a instituições de caridade ou maltratadas pelas famílias?
No caso limite, olhe-se para a miséria que graça nas ruas das cidades do 3º Mundo, com as crianças ao abandono, comendo dos caixotes do lixo e outras morrendo à fome. É isto que gostaríamos que nos acontecesse? Julgo que não!

Nota final:
Obviamente que deveremos implementar um aconselhamento psicológico prévio às mães que demonstrem dúvidas sobre a natalidade.
Obviamente que deveremos reforçar o ensino da educação sexual nas escolas. Aliás a meu ver, deveria haver mesmo desde a mais tenra idade uma disciplina de educação cívica, que acompanhasse as crianças até pelo menos o final do ensino secundário.

Agora querer decidir por terceiros, retirando-lhes tal perrogativa, tal liberdade, quando tal situação, em nada afecta a nossa liberdade, NÃO!!!!

Proibido proibir II

A prostituição é outro caso gritante. Trata-se se uma profissão que foi proibida por lei.
O que aconteceu? Deixou de haver prostituição? Não!
Os homens deixaram de frequentar as prostitutas? Não!
Agora a profissão é exercida clandestinamente nos bares, discotecas, a cada esquina, nas beiras das estradas e caminhos das nossas povoações.
Quem ganha com tal situação?
As prostitutas? Não. Não têm acompanhamento médico, não têm protecção pessoal e têm que trabalhar à intempérie.
Os frequentadores? Não. Arriscam-se a contrair doenças venérias, estão a ter relações sexuais com profissionais sem qualquer tipo de higiene,...
As famílias? Não. Passeiam no espaço público com crianças e são obrigados a depararem-se com um panorama difilmente explicável a crianças pequenas.
O Estado? Não. Fica desacreditado pela falta de autoridade policial que evidencia, e perde receitas de impostos.
Tudo isto em bom nome de uma hipocrisia que graça na sociedade portuguesa.


A droga é outro exemplo semelhante.
Porque é que se proíbe a comercialização e o consumo da droga? Para que o preço suba e quem se encontra a trabalhar no ramo aufira rendimentos muitíssimo superiores aos que seria normal num mercado aberto.
Pergunto-me:
Quem se quer drogar, deixa de o fazer por ser ilegal? Não.
É difícil encontrar produto no mercado? Não.
Sou obrigado a viciar-me? Bem, neste momento face aos rendimento do tráfico, sou aliciado a fazê-lo. Se despenalizarmos o seu consumo, deixam de me importunar. Não justifica.
Quem ganha com a liberalização?
Os consumidores? Sim. Passam a ter o produto mais barato, deixam de arruinar as famílias ou a roubar terceiros para arranjar dinheiro para o vício.
As famílias? Sim. Pelo motivo atrás referido e porque deixam de ter nas escolas e outros locais públicos profissionais a aliciarem os seus filhos.
O estado? Sim. Aumenta a receita de impostos e elimina os custos com a luta contra o narco-tráfico.
Os traficantes? Não. Esses que me desculpem, mas arranjem outro ofício. O mercado emagrece, os lucros também, logo para que o bolo chegue para saciar a fome, têm que ser menos a comer. Para serem os mesmos, têm que diminuir a ração.
Então, porque é que esta hipócrita sociedade em que vivemos continua a ter pudor na liberalização. Algumas pessoas, porque não passam de intelectualoides de 3ª categoria, outros porque ganham dinheiro com o narco-tráfico.

Nota final:
Claro que tal tomada de posição, teria que ser tomada de uma forma global pelos países e não apenas por Portugal individualmente, pois cairíamos na possibilidade de nos tornar-mos no cano de esgoto da Europa; basta ver o caso de (parte) Amesterdão.
Além disso, dever-se-iam reforçar as campanhas públicas contra tal prática, demonstrando as graves consequências que daí advêm.

Muitos mais exemplos existem.

Proibido Proibir

Sempre entendi, que dentro de determinados limites, proibir o que quer que seja só tem efeitos contraproducentes.
Entendo que se a permissão não põe em causa as liberdades individuais de cada um, não deve ser posta em causa. Não podemos passar a vida a ser pápás uns dos outros.


Lembro-me que logo após o 25 de Abril de 1974, foram proibidas as engraxadorias em Portugal.
Escovar os sapatos seja a quem for, era na altura considerado um acto de servilismo e como tal à luz do socialismo, altamente condenável.
Fecharam todos os estabelecimentos na época. Claro que, os trabalhadores que durante toda uma vida, fizeram deste “metier” a sua profissão, viram-se de um momento para o outro no desemprego. Como foi sempre a profissão da sua vida e porque na maioria deles, as habilitações académicas não davam para mais, não tiveram outra alternativa que não fosse, pôr a caixinha das pomadas às costas e estebelecerem-se por conta própria na via pública.
Quem ganhou com o assunto? Ninguém! Nem o próprio Estado, que acabou por perder uma evidentemente micro pequeníssima fatia dos seus impostos.


Outro caso histórico gritante: a lei seca nos Estados Unidos.
A proibição de comércio e consumo de bebidas alcoólicas, apenas favoreceu o aparecimento de alambiques em caves escondidas. Al Capone não teria sido ninguém, sem a lei seca. Criaram-se bandos organizados, com profundas raízes ainda nos tempos presentes, morrendo milhares de pessoas nas rixas com a polícia e entre gangs rivais.
E para quê?
Para se liberalizar mais tarde a venda destas mesmas bebidas alcoólicas.


No relacionamento entre estados, acontece a mesma coisa.
Para que serve um embargo económico ao país A? Normalmente existe sempre um país B que por laços de amizade ou interesses economico-estratégicos comuns não acata tal decisão.
Então o que acontece?
A maioria dos países que concordaram com o embargo ao país A, vendem os produtos ao país B, que por sua vez os revende ao país A.
Na realidade, o país A acaba por adquirir os produtos na mesma. Tem é que os comprar a uma 3ª entidade, por um preço evidentemente muito superior.
Quando esse país é rico, como é o caso da África du Sul, não se passa quase nada. Quando o país é pobre como Cuba, acabam por ter de se impor restrições internas, não aos líderes dos países, mas às populações, que acabam por ser as mais afectadas.


Muitos mais exemplos existem.

terça-feira, janeiro 16, 2007

Amigos II

Ainda no Porto, mas desta vez no Domingo, fomos presenteados com mais um almoço 5 estrelas.
Desde o requinte posto na mesa, às entradas de rissóis de todos os tipos e feitios, ao convívio que existiu, é difícil não ficar rendido ao pessoal do Norte.
A dona da casa é daquelas pessoas em que dá para acreditar que a química entre os seres humanos de facto existe. Logo quando a conheci pela 1ª vez, fiquei fã dela. Pessoa deliciosamente simpática e simples, franca e leal. Debaixo de uma capa de mulher forte e decidida, está uma senhora muito sensível, mas que não gosta que os outros se apercebam da sua sensibilidade.
Foi uma manhã e um almoço inesquecíveis.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Amigos

Outra grande lição que recebi no Porto, passou-se no Sábado.
Tanto eu como a minha esposa, não sabíamos como reagir à doença grave de um amigo nosso.
Às vezes somos mal entendidos pelo que dizemos e às vezes pelo que não dizemos.
Gostávamos muito de o ver; se possível de almoçar com ele.
Não por pena, piedade ou outra coisa qualquer, mas simplesmente por ele ser o que é.
A filha dele estava connosco e telefonou-lhe. Para nosso grande contentamento acedeu a almoçar no Sábado connosco.
Ía ser internado na 2ª feira para ser operado. No entanto, não deixou de ir almoçar demonstrando uma força anímica surpreendente...bem melhor do que a nossa.
Não sei se seria capaz de demonstrar tamanha garra!
Agora passados uns dias, soube que já foi operado, foi para casa, já conduz e até almoça com os amigos. Como eu fico feliz de saber disso.

A vida de facto só faz sentido se a soubermos viver, cada hora, cada minuto.
Não devemos deixar para amanhã, o que podemos fazer hoje.
A vida sem objectivos é como batatas fritas sem sal.

Outra coisa que aprendi, é que a partir dos 45-50 anos, é preciso fazer um check-up anual. A vida não está nas nossas mãos, pelo que quanto mais cedo dermos pelos problemas e os tentemos resolver, maiores são as probabilidades de termos sucesso.
Enfiar a cabeça na areia, não está com nada!

Grande homem, não te esqueças que temos um passeio pedestre combinado para o Gerês. Agora mais do que nunca, faço questão de estar presente.
Tenho é de melhorar a minha forma física. Não quero passar vergonhas.

Um grande abraço.

Ano Novo

E pronto! Cá estamos no Ano Novo.
Bem passado em terras alentejanas conversando com pessoal 5 estrelas à beira de mesas excelentes e fartas.
A conjuntura Nacional e Internacional não me algura nada de bom para este ano que se inicia, no entanto não sei porquê, algo me diz que vai ser um ano excelente.
Trata-se de uma contradição terrível, mas o meu 6º sentido raramente me engana.
Para mim, se 2007 fosse como 2006 já me dava por satisfeito,......, mas estou desconfiado que vai ser um excelente 2007.

As 1ªs medidas objectivo para este início de ano são:

1º Reiniciar as minhas lides na pesca. A licença de pesca para mares exteriores, já cá canta; tirei-a ontem no Multibanco; a de mares interiores já a pedi a um colega.

2º Retomar os meus passeios matinais de bicicleta ao Domingo. É desta vez que quero ir conhecer a minha Lisboa, de uma forma mais profunda, como se fosse um turista. Quero também dar umas voltas pela Costa da Caparica, pelo Meco,....., ver o mar, encher os pulmões de ar puro, aumentar o meu contacto com a Natureza.

3º Retomar a bicicleta estática às 3ª e 5ª feiras:
2,5 minutos a menos de 100 pulsações/minuto
2,5 minutos entre as 100 e as 115 pulsações/minuto
20 minutos entre as 130 e as 140 pulsações/minuto
2,5 minutos entre as 100 e as 115 pulsações/minuto
2,5 minutos a menos de 100 pulsações/minuto
Total = 30 minutos

4º Perder 6Kg de peso para tentar atingir a fasquia dos 72Kg.

5º Continuar a estudar Alemão.

Sobretudo menos sofá, menos televisão, mais leitura, menos madracice física e intelectual.
Quanto ao resto, vamos dar tempo ao tempo.

terça-feira, dezembro 12, 2006

Obrigado Mãe

Mãe, este fim de semana apercebi-me, que nunca te agradeci a dádiva que me deste ao longo de todos estes anos: abnegação, incentivo, ombro amigo, minha âncora.
Tu foste a pessoa que abdicaste dos teus sonhos pessoais, para que eu pudesse viver os meus.
Sempre estiveste ao meu lado, nos bons e maus momentos.
Lembras-te de teres largado o almoço para me ensinares para que lado o “g” voltava à perna? Estava eu na 1ª classe e nesse dia desesperado, porque não o conseguia desenhar.
Levaste-me várias vezes ao enfermeiro para cozer a minha cabeça, quando caía de bicicleta ou levava uma pedrada.
Ensinaste-me a ler. Ajudaste-me a ganhar o gosto pela leitura e por saber sempre mais.
Estiveste sempre presente quando estava doente.
Orientaste-me e apoiaste-me sempre que chorava por ter fracassado num exame no Técnico.....e quantas vezes isso sucedeu.
Nessa altura acredistaste muito mais do que eu, nas minhas capacidades.....e tinhas razão. Quando chumbei o ano, não saiu uma única crítica da tua boca. Apenas palavras de incentivo: “Deixa lá! Tu consegues! Tu és um homem de fibra!”
Pelo tempo fora, a tua presença foi constante. Seguiste-me sempre como uma sombra.
Com os namoricos, aconselhaste-me sempre, num suave tom de voz: “Olha que aquela rapariga não é boa companhia para ti....” e provava-se que tinhas razão.
Incestivaste-me para que me rodeasse de amigos, apesar de te deixarem a casa numa revolução, que tinhas depois de arrumar. Fez-me bem, preencheu-me o espaço do irmão que não tive. Fez-me ver outras formas de ver as coisas. Desse tempo ainda tenho muitos verdadeiros amigos.
Soubeste aguentar firme sempre que caía, mas nunca me deixaste desanimar.
Nos tempos financeiramente menos bons, foste uma mulher com um crer, uma garra, uma vontade de vencer, um acreditar que as coisas iriam melhorar, que mais nada me sobra, senão ajoelhar-me perante tal demonstração de força e de carácter. A verdade, é que até nesses tempos, pouco ou nada me faltou.
Passaste-me pacientemente, todos os ensinamentos que sobretudo teu avô sabiamente te legou.
Fizeste de mim aquilo que ambicionavas: um homem.
Foste sempre o meu porto seguro, fosse qual fosse a situação.
Apesar dos carinhos que sempre te faço, dos beijos e abraços que te dou, acho que nunca te agradeci o suficiente.
Por tudo: pelo amor, pela dedicação, pela profissão que não tiveste, pelos teus sonhos pessoais que não tiveste tempo de concretizar.
Não sei por quanto tempo estaremos vivos os dois, mas não posso deixar passar mais tempo sem que humildemente te agradeça por tudo o que fizeste desinteressadamente por mim.
Eu sei que estas coisas não são para se agradecer, são para serem legadas a terceiros: à minha filha. Tentarei fazê-lo, apesar de duvidar se alguma vez serei capaz de o fazer da mesma forma brilhante como o fizeste comigo.
Se ao longo destes anos todos nunca te expressei o que escrevi agora, não foi por mal, não foi por que te desse menos importância. Foi porque, como para mim estás muito acima de tudo o que é mundano, porque sempre te encarei quase como sobre-humana (a minha rocha, a minha âncora), por vezes me esqueci que também és de carne e osso como eu; com fragilidades idênticas à minha e que heroicamente nunca as demonstraste.
Aqui fica para que conste a minha mais profunda gratidão e orgulho por ter a mãe que és.
Teu filho, hoje e sempre.

Primogénito

Este fim de semana, entre tantas coisas que aprendi, fui subitamente presenteado com um primogénito.
Aqui está uma prova de amizade, que eu não estava à espera.
Uma mãe ou um pai, oferecerem-me o seu primogénito para cuidar, foi coisa que eu nunca pensei que me pudesse vir a acontecer na vida.
Acho que isso só poderia ser possível num acto de desespero perante a vida. Como prova de amizade, nunca achei que tal pudesse ser possível.
Acho que espantado, não agradeci suficientemente a oferta, mas prometi cuidar muito bem dele. Agradeci a oferta, não; agradeci o empréstimo.
Um primogénito pelo valor sentimental inestimável que tal representa, nunca poderá ser ofertado. Quanto muito, poderá ser cedido para que terceiros cuidem dele, usufruam da sua companhia, até que estejam estabelecidas as condições para o seu retorno a casa.
Gostaria muitíssimo de o guardar para mim, mas serei o mais feliz dos homens no dia em que o puder devolver.
Entregá-lo-ei de peito aberto, agradecendo o voto de confiança e mostrando a minha maior satisfação por saber que o seu lar está em paz, que tudo se encontra esclarecido de vez, que as águas do rio finalmente serenaram e encontraram o caminho da foz.
Um enorme beijo de profundo agradecimento. Estou esperando.

Fim de semana no Porto

Este fim de semana foi um dos melhores que tive nos últimos tempos.
Recebi grandes demonstrações de afecto e gigantescas lições de vida.
Para quem escreveu o que abaixo escrevi e que acabei por não publicar, não sei se por vergonha ou cobardia, foi uma grande lição:

---------------------------------------------------------------------------------------------
Estou farto da minha rotina de vida. Sempre a mesma coisa.
Não há trabalhos novos, desafios novos.
Não vejo vontade da Vilma de viajar, passear.
Os fins de semanas são gastos com compras de Natal.
Esta semana vamos ao Porto. Ok, mas para quê? Para nos enfiarmos em casa dos amigos dela? Três dias?
Eu preciso de sair, apanhar ar. Ver coisas novas. Encher os olhos com novidades.
Dá-me vontade de tirar um ou dois dias de férias e ir para o Meco, ir......não interessa para onde.
Pegar no carro e conduzir, viajar.
Quebrar a rotina.
Sinto-me desnorteado, sem rumo, sem objectivos.
Isto para mim é......veneno.
Depois não me sinto bem fisicamente. Verdadeiramente não consigo explicar o que sinto. Se calhar o problema não é físico, mas psíquico.
Sinto-me......perdido.
Parece que estou a fazer uma grande travessia num deserto, que nunca mais acaba.
Passam-se os dias e a paisagem é areia, areia e mais areia.
Um pequeno monte e a seguir, mais areia.
Eu bem tento impôr a mim próprio objectivos, mas o tempo consumido com o trabalho, a mulher e a filha, deixa-me muito pouco espaço para concretizar o que quer que seja.
Parece que estou metido num rolo compressor, sem hipótese de fuga.
Estou farto! Estou cansado! Estou desmotivado! Estou triste! Estou deprimido!
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Deus esbofeteou-me com luvas de pelica.
Eu mereci. Confesso!
Em primeiro lugar, porque humildemente reconheço, que os amigos não são apenas da minha mulher; são também meus amigos. Em 2º, porque os relacionamentos que por estupidez ou azelhíce não tenho cultivado, são uma das melhores coisas da vida.
Ou será que só justifica cultivar amigos no Porto? Também há-de haver interessantes criaturas para conhecer em Lisboa...
Com o decorrer da vida, a verdade é que tenho vindo a fechar o meu coração. Tenho vindo a canalizar todo o meu amor, a minha paixão para apenas uma meia dúzia de pessoas.
Para quê pensar nas viagens como forma de libertação, encontro comigo mesmo, quando posso fazer o mesmo, desde que rodeado de pessoas excepcionais, como todas aquelas com que me cruzei este fim de semana.
Foi esbofeteado, mas aprendi a lição.
Obrigado, Deus. Eu mereci!

quarta-feira, novembro 29, 2006

Alteração do regime alimentar

Largar a bicicleta estática às 3ª e 5ª feiras, leva também a menor consumo de energia.
Assim, também tenho de reduzir na alimentação. Se o “carburante” que entra é mais do que sai, acumula-se....e neste caso sob a forma de gordura (peso).
Já peso 78Kg, quando para 1,68Mt de altura, devia pesar não mais que 72Kg. Isto é: tenho pelo menos 6Kg a mais.
Vou passar a adoptar a regra: pequeno almoço de Rei, almoço de Príncipe, jantar de pobre.
Tenho que reforçar um pouco o lanche e reduzir mais no jantar. Se o corpo depois vai dormir, para que é que precisa de tanta caloria.
Abolir batatas fritas, enchidos, queijos (se conseguir) e doces.
A noite de Natal é a noite de Natal. Uma desbunda não mata.
O que mata são desbundas diárias.
Pela boca morre o peixe e eu queria andar por cá mais uns anitos.
Quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga.

Bomba para dormir

Ontem à noite tive que meter no bucho ½ comprimido para dormir.
Estava com muitas dificuldades para adormecer.
Desta vez, confirmei algo de que já suspeitava: eu fico mais eléctrico, quando faço bicicleta estática após chegar a casa. O exercíco não me tranquiliza; excita-me.
Ontem estava deitado e senti descargas de fluídos dentro do meu corpo.
E o mais interessante é que após cada descarga, o coração acelerava. Parecia adrenalina.
Vou deixar de fazer bicicleta estática durante uns tempos, para ver os resultados.....mas, nada me tira da cabeça, que é isso. Parecem princípios de afrontamentos.
O estranho é que se fizer 30 ou 40 Km de bicicleta ao Domingo, não sinto nada. Verdade é que ando sempre de manhã, não ao fim da tarde como de semana.

Há coisas que se perdem com o tempo e há que recuperá-las, porque se fazem com gosto.

Uma é andar de bicicleta ao Domingo de manhã. Se não chover, porque não? Tenho o equipamento todo para o frio. Este Domingo se calhar ponho a bicicleta no carro e vou passear de bicicleta no paredão da Costa da Caparica. Há tanto tempo que lá não vou!

A segunda, é de vez em quando, fazer uma pescaria. Tenho de comprar uns vadeadores novos. Os que tenho são curtos para os meus pés. De resto, tenho o material todo. Há tantos anos que não sinto o mar e o vento frio a entrar na minha alma.
É tão bom!
Apanhar peixe, é secundário.
A vida é tão curta que não podemos deixar passar em branco momentos que podem ser únicos.
Não podemos ficar agarrados ao sofá...ou ao computador.
Há muito mais vida para além disto!

terça-feira, novembro 28, 2006

Hoje não é o meu dia

Estou a chegar à conclusão que os homens também devem ter período hormonal como as mulheres.
Hoje acordei antes do despertador. Doeu-me a cabeça a manhã toda. De repente não tive outra alternativa: tomei 2 comprimidos analgésicos.
Para além disso, não estou com a energia do costume.
Normalmente costumo dizer:
- Tirando mulheres e crianças, quantos são? E como é? Querem ser despachados um de cada vez, ou todos ao mesmo tempo.
Só que hoje não é dia para me armar em valente.
Não tendo que pôr pensos higiénicos, definitivamente estou com o período.
Isto passa: incha, desincha e passa.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Toledo

A minha esposa apesar das insistências, anda com pouca vontade de viajar.
Tenho resmas de milhas para adquirir bilhetes de avião à borla ou estadias a baixíssimo preço, algumas delas que expiram dentro em breve, mas mesmo assim, não estou a conseguir convencê-la.
À uns anos atrás, também houve um episódio parecido.
Nessa altura, trabalhava para uma empresa espanhola e fazia viagens frequentes a Toledo.
Toledo é uma antiga praça forte espanhola, onde passa o rio Tejo.
Claro que quem o vê em Toledo, não faz a mínima ideia no quanto se modifica quando se espraia no estuário em Lisboa.
Em Toledo, o rio tem apenas algumas dezenas de metros de largura. Dá perfeitamente para, por exemplo, passar de uma margem para a outra por uma ponte e regressar por outra ponte, uns metros mais à frente.
O artesanato é fundamentalmente constituído por armaduras e espadas.
Também se encontram lindos tabuleiros de xadrez, que podem chegar a custar uma pequena fortuna.
A catedral de Toledo é muito bonita e fica situada dentro das muralhas do castelo.
O rio passa num vale que circunda toda a cidade. A vista é soberba em qualquer direcção.
Numa das primeiras vezes que me aventurei sozinho pelo castelo, obviamente que me perdi. Acabei por ir sair do lado exactamente contrário aquele por onde tinha entrado. Depois, tive de o circundar para regressar ao hotel. Não regressei por dentro, não fosse perder-me outra vez. Quando cheguei, estava todo moído.
Existem uns lindos caminhos pedestres circundantes e pode-se ficar com os pés à borda da água se assim se quiser.
Por ser tão bonita a zona, perguntei na altura à minha esposa se queria ir passear a Toledo. Respondeu-me com evasivas, dizendo que não sabia se iria gostar, se a época era ou não a melhor, etc, etc, .... coisas de mulheres!
Acabei por a convencer e depois adorou o passeio.
Agora está outra vez com evasivas.
O giro disto tudo, é que quando nos namorávamos, foi ela que me incutiu o bichinho de viajar. Eu não saía de Lisboa e ela passava a vida de um lado para o outro. Agora sou eu que passo o tempo a viajar e ela a encolher-se.
Já dizia Luís de Camões:
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Todo o Mundo é composto por mudanças.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Taxas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) português

De acordo com o livro Memórias de Economistas, o crescimento médio do PIB em Portugal (crescimento da riqueza gerada pelo país) foi a seguinte:
Anos 60 6,4%
Anos 70 4,7%
Anos 80 3,3%
Anos 90 2,9%
2001-2007 0,7%

Isto prova pelo menos três coisas:
1º Que quanto “mais ricos” estamos, mais difícil é fazer crescer a riqueza na mesma proporção;
2º Os “revolucionários” que me perdoem, mas já no tempo do Prof. Oliveira Salazar, se faziam sentir os ventos do crescimento (modernização);
3º Que pelo andar da carruagem, ou abrimos as pestanas, ou qualquer dia em vez de gerarmos riqueza, começamos a empobrecer.

Sempre pensei que não é necessário trabalhar mais, é preciso trabalhar diferente.
A culpa não está em quem executa. A culpa está em quem manda.
Quem é pago para pensar, só tem é que o fazer; por si, pelos que o rodeiam; pelo País.
Não sabe, ........., volta para a escola para aprender.
Temos que acabar com o nacional porreirismo.
Somos todos iguais, todos precisamos de comer, todos temos filhos para sustentar.
Já chega!
Temos que começar a tratar os bois pelos nomes.
Qual trabalho igual, salário igual.
Nada disso!
Trabalho igual, produtividade igual, salário igual.
Que história é essa, por exemplo, que todos os professores têm que chegar ao topo da carreira? São todos bons? A maior parte deles só foram para professores, porque o mercado de trabalho não os quer para nada.
No Técnico tínhamos uma máxima um pouco cruel, mas com algum fundamento, que dizia:
Quem sabe executa! Quem não sabe ensina!

Portugal não tem recursos naturais relevantes.
Portugal a única coisa que de facto tem, é recursos humanos, iguais a tantos outros países...e, claro, um ambiente climático excelente para a prática do turismo, bem como um mar e uma zona económica exclusiva ímpar.

É num ensino de qualidade, leccionado por professores de qualidade, quer para as camadas mais jovens, como para reciclar as camadas mais velhas, que temos que apostar.

A palavra de ordem para mudar as coisas só pode ser:
Ensino de Qualidade! Ensino de Qualidade! Ensino de Qualidade!

Depois:
Incentivo ao empreendorismo! Incentivo ao empreendorismo! Incentivo ao empreendorismo!

Acompanhado de:
Guerra ao subsídio! Guerra ao subsídio! Guerra ao subsídio!

quinta-feira, novembro 23, 2006

Playstation PS3

A Sony vendeu em poucas horas as 80.0000 playstations PS3 que pôs à venda no Japão. Nos Estados Unidos aconteceu o mesmo. Já para a Europa, só chegam em Março.
De acordo com as características técnicas:
* 200 mil milhões de cálculos por segundo;
* Processador a 3,2 GHz com 512 MB de memória (a PS2 tinha apenas 32Mb);
* Leitor de Blue-ray,
é a 1ª vez que sinto um bichinho irrequieto a fazer-me cócegas na carteira.
Jogar numa máq. assim e se for então com um televisor de alta-definição, deve ser o máximo!
Falta saber, que jogos a Sony vai disponibilizar.
Há muito tempo que não tinha um desejo consumista tão forte.

O meu querido televisor voltou

UPI!!! O meu querido televisor voltou!!! São como um pero!!!
Desgraçadamente 3 transistores não suportaram a linguagem reles do meu ordinário leitor de DVD chinês.
Serviu-me de lição: sapatos e chinelos só se misturam à-conversa, com prévia autorização dos sapatos!
Agora até parece que tenho uma grande televisão na sala; a da cozinha parecia um cagalhoto.
Bela imagem! Com o sinal que a TV Cabo consegue transmitir, não há televisão de LCD que lhe chegue aos pés em qualidade de imagem.
Eu sei que um dia terei que me desfazer dela, mas a Sony só vai ver a côr ao meu dinheiro, quando produzir uma televisão de:
* LCD de 32” de acordo com o standard 1080p;
* Resolução 1920x1080;
* Contraste maior ou igual a 8000:1;
* Tempo de resposta 2ms;
* 2 ou 3 tomadas de ligação HDMI.
Até lá, espero que o meu televisor aguente. Pelo menos vou tratá-lo da melhor forma possível. Não quero que se irrite e funda mais nenhum transistor.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Sol

Mais alguns maravilhosos números que nos são dados pela Astronomia, neste caso relativos ao nosso pequenino Sol:

Raio equatorial: 695.500 Km (109 vezes o da Terra)

Volume: 1.142.200.000.000.000.000 Km3 (1.300.000 vezes o da Terra)

Massa: 1.989.000.000.000.000.000.000.000.000.000 Kg (332.900 vezes a da Terra)

Aceleração da gravidade: 274,0 m/s2 (28 vezes a da Terra)
NOTA: Se residisse no Sol, eu pesava 77,6 Kg * 28 = 2.172,8 Kg

Comprimento dos jactos luminosos: chegam a atingir 800.000 Km

Massa consumida por dia: 360.000.000.000.000 Kg
NOTA: o enfraquecimento da sua massa leva a Terra a afastar-se do Sol cerca de 1 metro por ano no seu movimento de translação

Temperatura à superfície: +/- 5.500 ºC

Temperatura no núcleo: +/- 5.000.000 ºC
NOTA: uma cabeça de alfinete à temperatura do núcleo do Sol, irradia calor suficiente para matar um ser humano a 160 Km de distância

Vale a pena dizer mais alguma coisa?
Não valemos nada, pois não?
Vale apena andarmos às turras uns com os outros?
Vale a pena andarmos por aí armados em cagões conhecedores omniscientes?
Sejamos humildes, e respeitadores da Natureza e do Próximo.

Parece que levei com a moca dos pregos

Hoje estou com uma “pedra”, que mal me tenho de pé.
Esta noite às 3:00 da manhã o coração disparou, parecia que ía fazer uma corrida de 100 metros. Ainda por cima, parecia um motor de 4 cilindros a trabalhar a 3. Que porcaria de ralenti.
Solução: calmante para cima. Infelizmente os comprimidos de 0.25mg já acabaram. Agora só tenho os de 1mg. Levantei-me, parti o comprimido ao meio e meti-o pelas goelas abaixo.
Resto de uma noite santa. O problema depois é levantar às 6:45.
Grande problema. Grande moca. O corpo queria era continuar a dormir.
Só que para comer, é preciso ganhar dinheiro e para ganhar dinheiro é preciso trabalhar.
Estou que nem posso!
É o PDI (porra da idade). Não há nada a fazer.

Se o meu cunhado fosse vivo dava logo a solução:
Isso resolve-se é com gajas; resmas de gajas! Sexo com fartura! Esfarrapar enquanto houver força na verga!
Tenho muitas saudades dele.

Costumava dizer que se me saísse o jackpot do euromilhões, continuava a trabalhar como até aqui.
Não sei não.....

terça-feira, novembro 21, 2006

O astro mais longínquo alguma vez observado (Galáxia IOK-1)

Na revista Science&Vie deste mês vem uma notícia sobre a observação do astro (galáxia IOK-1) mais longínquo alguma vez observado.
Encontra-se a 13.000.000.000 anos-luz. Isto significa que hoje estamos a ver a luz emitida à 13 mil milhões de anos atrás. Estimando-se que a idade do Sol é de 4.600.000.000 (4,6 mil milhões de anos), este ainda não existia quando a luz que vemos hoje foi emitida pela galáxia IOK-1.
Se nos lembrarmos que a velocidade da luz é de 300.000Km/s, então o astro encontra-se a 122.990.400.000.000.000.000.000 Km da Terra.
Mais interessante ainda é que ela aparece no expectro visível com a côr vermelha, sintoma da expansão do Universo;i.e., está a afastar-se da Terra.

Sinto-me estupidamente insignificante e minúsculo perante semelhantes factos.

Nespresso (o Louis Vuitton do café)

Outro dia a minha esposa bebeu um café da Nespresso e ficou deliciada.
Perguntei-lhe se era melhor que feito na nossa máq. e ela respondeu que não tinha nada a ver.
Solução: no passado Sábado fomos ver as máqs. Provei um café e de facto é um espectáculo. Maravilha! Melhor que em muitas máqs. expresso que existe nos nossos estabelecimentos comerciais.
Comprámos de imediato uma máq.: pequenina, preta, muito bonita.
Trazia a acompanhar 12 tipos diferentes de café. De facto são mesmo diferentes. Cada pessoa consome o que mais gosta: cada gosto seu paladar.
Para além disso, não há cachimbos, nem borras para limpar. Pode-se perfeitamente ter uma máq. destas na sala de estar. Basta pôr a cápsula do café pretendido na máq. e esperar. Saí um café extremamente aromático e cremoso.
Valeu a pena. Bom investimento para quem gosta de um bom cafezinho.
O produto foi desenvolvido pela Nestlé, que criou uma empresa só para este novo negócio.
De acordo com a revista Wordl Business deste mês, os nºs são impressionantes:
* Sede: Paudex (Lausana), Suiça
* Nº de empregados: 1.400
* Presente em 35 países, com 42 boutiques em todo o Mundo
* Taxa de crescimento média nos últimos 5 anos: 30%
* Vendas em 2005: 566.000.000€
* Cápsulas vendidas em 2005: 1.700.000.000
* Máq. vendidas em 2005: 1.000.000
* Lucros estimados em 2006: 635.000.000€

É preciso ter olho para o negócio.
Claro que não podemos esquecer, que por detrás do resultado presente, há anos e anos de pesquisa, de investigação e investimento.

segunda-feira, novembro 20, 2006

Escrever

Se há coisas que me fazem bem, escrever é uma delas. Sabe-me muito bem falar comigo próprio.
Não pretendo ser um escritor. Não tenho nem engenho nem arte para tal.
Claro que nem tudo o que escrevo em Word pode ser publicado na Internet, mas estupidamente ou não, a escrita descongestiona-me o espírito.

Passeio Sintra-Cascais-Lisboa

No fim de semana em que aluguei o Renault Espace, fomos dar o famigerado passeio dos tristes.
Uma das filhas do casal nosso amigo do Porto, queria conhecer o Palácio da Pena. Porque não....era um passeio bem bonito.
Pusémo-nos a caminho os 7 e lá fomos.
A última vez que tinha ido ao Palácio ainda foi em solteiro, com a minha agora esposa. Nessa altura fomos de comboio até Sintra e depois subimos aquilo tudo a pé.
Loucuras da juventude! A verdade é que nunca mais nos esquecemos destas deliciosas loucuras.
Agora anos mais tarde, com mais uns quilitos, mais barriga, teve que ser de carro.
A verdade é que o Palácio e jardins circundantes estão muito bem cuidados. Está tudo muito bonito. Tirámos dezenas de fotografias. O próprio Palácio por dentro está muito arranjado. Vale a pena ver tão bonito monumento. Conheço muitos por essa Europa fora e este está perfeitamente ao nível dos melhores.
Para irmos até Cascais, claro que já não deu para passear muito tempo nos jardins. Verdadeiros oasis de vegetação verde, verde verde.
Após a visita, parámos na vila de Sintra e fomos tomar um cafezinho, comer umas queijadas e uns travesseiros à famosa pastelaria Piriquita.
Para meu gosto, um verdadeiro luxo!
Seguimos pelo Guincho direitos a Cascais, onde almoçámos. A seguir passeámos pela rua direita e fomos até à baía. Como sempre com uma vista muito bonita. Deslumbrante, deslumbrante é a vista da Cidadela, mas tínhamos de continuar viagem.
Regressámos a Lisboa pela marginal e parámos na Torre de Belém. Já estávamos no final do dia. A Torre fechava às 17:00 pelo que não deu para a visitar por dentro.
Deparei-me com um novo pormenor interessante: agora existe uma torre em miniatura, para que os invisuais possam através do tacto, aperceberem-se da fisionomia desta. Bonita ideia!
Ainda passámos pelo Pavilhão dos Descobrimentos e seguimos para casa, para jantar.
Já não houve tempo para ir dar uma espreitadela ao Mosteiro dos Jerónimos.
Os dias agora não são tão compridos como no Verão.
Excelente passeio. Extraordinária companhia. O dia passou-se de forma extremamente agradável.
Muitas vezes fechamo-nos em casa ao fim de semana, quando vivemos numa cidade com milhares de coisas para ver.
Aqui para nós que ninguém nos lê, mas:
LISBOA É A CIDADE MAIS LINDA DO MUNDO!!!!!!!

terça-feira, outubro 31, 2006

O povo português

“... o povo português, perfeitamente orientado, com uma estratégia clara, é um trabalhador tão válido como qualquer outro. Por isso, julgo que muitas vezes, os problemas da falta de competitividade não são da responsabilidade do trabalhador. São mais dos que têm de pensar e pensam erradamente.”
Manuel Aguiar
Director-Geral da Mondial Assistance

quarta-feira, outubro 25, 2006

Renault Espace

Há alguns meses atrás fiz ½ dúzia de quilómetros à pendura num monovolume Renault Espace, da anterior geração. Na altura ficou-me a saber a pouco, mas rapidamente percebi que era uma belíssima viatura.
Troquei impressões com a minha esposa sobre o assunto e ficámos de um fim de semana alugar um, para irmos dar uma volta ao Alentejo ou ao Algarve.
O tempo passou e por motivos vários (comodismo, entre eles) nunca satisfiz a minha curiosidade.
Na semana passada, um casal amigo que são do Porto mais as suas 2 filhas vieram a Lisboa para assistirem a um concerto. Uma das filhas queria também ir conhecer o Palácio da Pena em Sintra.
Pensei: eles são 4, nós somos 3, total 7. Aquí estava o pretexto ideal para não protelar mais o aluguer da viatura. Fomos à Europcar e após um choradinho da minha mulher, na 6ª à tarde lá estava um Renault Espace cinzento, 2.2DCI com cerca de 6.000 Km; i.e., quase novo à nossa espera.
Durante todo o fim de semana fiz cerca de 500 Km.
Silencioso, hiper-confortável, espaçoso, com uma visibilidade impressionante, uma capacidade de re-aceleração assinalável.
É impressionante a forma airosa como passa por cima dos buracos das ruas de Lisboa.
Outra particularidade que me fascinou é a capacidade de mudar a posição do veículo na estrada. Parece que estou a conduzir o Smart da minha esposa. Uma direcção leve e precisa.
Caixa de 6 velocidades, que permite manter uma velocidade de cruzeiro explêndida em auto-estrada.
Que maravilha de automóvel! Parecia que andava de TGV!
A impressão com que tinha ficado nos poucos quilómetros à meses atrás, confirmou-se.
Pena, pena é que seja Renault. Os plásticos do tablier não são “grande espingarda”. A funcionalidade da chapeleira, não está de acordo com as qualidades dinâmicas do veículo.
Quando cheguei a casa após entregar a viatura, tive que voltar a pôr a cadeirinha da minha filha no meu Honda CRV. Se em termos dinâmicos, não há qualquer comparação, em termos de acabamentos (plásticos) também não, mas aqui em favor do meu automóvel.
E quanto a fiabilidade? Teria sempre grande dificuldade em passar um cheque de 10.000 contos, para adquirir este automóvel.
Que pena não ser produzido pela Toyota!

terça-feira, outubro 24, 2006

Minha esposa

Eu adoro a minha mulher.
É para mim muito difícil de explicar o que sinto por ela.
Estar com ela, conversar com ela,...., olhar para ela, enche-me o peito por dentro. Parece que me metem uma palhinha no peito e começam a soprar, soprar. A sensação é tão deliciosamente boa, que infelizmente o vocabulário português ainda não inventou a palavra que possa descrever tal sensação.
Como eu adoro tal criatura!
Que Deus me dê o previlégio de viver mais uns anos para continuar a ser feliz, amando a minha esposa e sendo agraciado com a sua companhia.
É um previlégio ímpar!

quinta-feira, outubro 19, 2006

Tempos do Técnico V

Havia na altura no ramo de Engenharia Civil uma rapariga que toda a gente no Técnico chamava de Belinha. Francamente nunca soube se esse era seu nome.
A mulher era na realidade um espanto: 1,80mt, anca pronunciada, perna alta, bem feita, seios proeminentes. Parecia a namorada do Roger Rabit no filme "Quem tramou o Roger Rabit". Era capaz de levantar o pessoal na esplanada da pastelaria Suíça em pleno Rossio.
Uma vez subiu as escadas rolantes da estação de caminhos de ferro do Rossio à minha frente. Era interessante olhar para trás e analisar quem descia. Eram só pescoços torcidos, com caras incrédulas perante a imagem que se cruzava com eles.
Ela usava sempre enormes decotes, com os seios quase de foram e rachas nas saias quase até à cintura. Poderia ser um mamarracho, mas de facto não era.
Cada vez que nos cruzávamos com ela nos corredores do pavilhão central, sentávamo-nos logo nos bancos mais próximos, fazendo gestos e trejeitos pouco próprios, vindo depois à baila sempre a mesma conversa sobre questões de virilidade masculina:
Será que nós nos aguentávamos na cama com um mulherão daqueles?
Começávamos por onde?
Nunca mais soube nada dela.
Bons tempos de faculdade!

Tempos do Técnico IV

Havia um colega meu, hoje homem e profissional bem conceituado na praça, que fingia que ía cuspir e tinha a mania de dizer:
É pá! Abre a boca que eu quero escarrar!
Parece agora ao longe uma enorme barbaridade suína, mas na altura não passava da normal irreverência estudantil.

Tempos do Técnico III

No Técnico, como toda a gente na faculdade, arranja um grupos de colegas mais chegado, com quem se partilha os bons e maus momentos académicos.
O meu grupo de pés desclaços viajava normalmente de transportes públicos.
Um dos mais utilizados era o Metropolitano.
Sempre que estavamos a chegar à estação do Intendente, fazíamos uma enorme algazarra:
Finalmente! Já chegámos ao Intendente!
Claro que com a fama da prostituição na zona, todos os passageiros pensavam que "íamos às meninas".
Quando o metropolitano parava na estação dizíamos:
Foi aqui que tíramos a carta de condução!
Na altura, agora não sei, a Direcção Geral de Viação era no Intendente.
Éramos uns putos provocadores, mas ......... foram tempos felizes, apesar de tudo.

Bons serões

Bons serões tenho passado ao som da Rádio RFM (preferida da minha esposa) ou da Rádio Europa-Lisboa (minha preferida).
Um livrinho na mão, boa música numa aparelhagem de alta fidelidade e nem se dá pela falta da televisão.
Só é pena que a leitura já seja feita numa fase do dia em que as forças já não são muitas.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Quem nasceu chinelo raramente chega a sapato

Ontem emparelhei o gravador de DVD chinês, com a televisão da cozinha, também chinesa, de uma marca que nem me lembro do nome.
Deram-se às mil maravilhas. Até parece que foram feitos um para o outro; beijinhos e abraços, amamo-nos profundamente.
Até na electrónica o sistema das classes sociais (quero dizer padrões de comportamento) funciona!
O termo poderá hoje em dia parecer um pouco em desuso, mas a realidade é que a imiscibilidade entre classes sociais distintas, mantém-se inalterada ao longo dos tempos.
Outro dia li numa revista (Sábado, penso), que é normal as famílias que vivem na Quinta da Marinha, terem grupos de relacionamento mais ou menos fechados, tirando as festas promovidas ou insentivadas pelos “mass media” e que servem para marketing pessoal.
Eu percebo e entendo.
Outro dia fui à “pré-inauguração” de uma pousada que uma tia da minha mulher pretende abrir no coração do Alentejo.
Apenas 6 quartos e uma sala de estar e jantar de grande requinte. Senti-me bem, muito bem. Livros à descrição para ler, grande parte deles em castelhano, porque não?! Bons sofás para manter uma agradável conversa, ou uma prolongada entrega por exemplo à leitura da vida de Estaline (do qual ainda tive a oportunidade de ler umas quantas páginas). Televisão, nem vê-la. Se quiserem, desloquem-se para os quartos, onde em cada um existe tal aparelho.
Estava sentado num dos confortáveis sofás e comecei a pensar para com os meus botões:
Este doce é de tal modo raro, que não é para qualquer boca. A grande maioria dos portugueses não conseguirá disfrutar de tamanha dádiva. Não estão habituados, não fazem parte do seu padrão de vida. Não se identificam com tal “modus vivendis”.
A questão não tem a ver com dinheiro. A questão tem a ver com berço e percurso de vida.
Daí que muitas vezes misturar conversas entre indivíduos de vários níveis sociais, pode revelar-se um verdadeiro tédio para um dos interlocutores. Solução: fechar-se sobre si próprio, preservando o direito à diferença.
Foi isso que faltou à linguagem do meu DVD e que aborreceu de tédio o meu televisor.

terça-feira, outubro 17, 2006

A televisão pifou

Após vários ameaços, a televisão finalmente entregou a alma ao criador.
Dá-se ao botão, mas nem geme, nem nada. Finou-se!
Depois de uma luta titânica, com um gravador de DVD chinês, comprado na loja dos 300, o meu televisor Sony, já cansado de 18 anos de bons e leais serviços, cedeu.
Nunca gostaram um do outro. Passavam a vida com quesílias e incompatibilidades. Acabou por ganhar o mais novo.
O televisor nunca se queixou do primo leitor de DVD também Sony. Agora, chinesisses sem marca, ele não admite. Sempre reproduziu sob protesto, imagens fornecidas pelo parceiro chinês.Chegou o momento de pôr um ponto final no assunto.
Culpados? Apenas eu, que optei por comprar “uma carcassa” por 30 contos, em vez de investir 200 em produto de qualidade. Em casa desde sempre tudo é Sony: alta-fidelidade, Mini-discs, DVD portátil, colunas transportáveis, eu sei lá.
Desta vez, meti os pés pelas mãos e......falhei.
Não me resta outra alternativa que não seja carregar o muribundo televisor às costas, para o levar à marca e saber se ainda é possível pôr o seu coração a funcionar de novo.
Passei boas e longas horas na sua companhia. Custa-me se tiver que me desfazer dele. Os primos mais novos (LCD) são uma possível alternativa, apesar de para já, a imagem não ter nem de perto nem de longe a qualidade do agora defunto.
Enquanto há vida, há esperança!

quinta-feira, outubro 12, 2006

Tempos do Técnico II

Tive 2 disciplinas que me deram “água pela barba”:
- Electromagnetismo;
- Economia I.
A cadeira de Economia I foi a última disciplina que fiz antes da discussão do projecto final de curso.
Fiz exames atrás de exames e não conseguia ter um resultado positivo.
Quem diria que anos mais tarde haveria de fazer uma pós-graduação no ISCTE com 15 valores e ler apaixonadamente vários “best-sellers” de economia com o maior dos prazeres. Se calhar, outra idade...outra maturidade.
Lembro-me de um célebre dia me dirigir para o pavilhão central para ver o resultado de mais um exame de Economia I e encontrar a minha namorada (hoje minha esposa) sentada nas escadas a chorar.
Vários colegas que a conheciam de averem no Técnico, pensando que ela era aluna de lá, consolavam-na com uma palmada nas costas dizendo: “Deixa lá, fazes a cadeira para o ano que vem”
Quando vi a minha esposa a chorar, pensei: Outra vez! Não!!
Abeirei-me dela e disse-me: “Vai ver a nota”
Quando olhei para a pauta nem queria acreditar: 10 Valores! 10 Valores!! Passei!!!
Foi então que percebi, que o diploma estava próximo e o objectivo de ser Engenheiro, concretizado.
Sentei-me ao pé dela e lembro-me de termos chorado juntos.
Antes de entrar para o Técnico, olhava as escadas da Alameda e sonhava um dia poder subi-las. No fim do curso, só desejava descê-las e nunca mais regressar à Alameda.
Foi difícil! Muito difícil! Hoje com 19 anos de trabalho no lombo, aprecebo-me que valeu a pena.
Faço o que gosto!
Exercer Engenharia é de facto o meu grande hobby; independentemente da remuneração, que acaba por ser acessória.

Tempos do Técnico

Voltar ao Instituto Superior Técnico, fez-me reviver velhas lembranças; umas boas, outras más.
Lembro-me que passados largos anos, ainda acordava de noite suado com o pesadelo que me faltava fazer uma disciplina, ou a secretaria tinha perdido uma nota e tinha que fazer a disciplina outra vez.
Foram tempos muito duros e difíceis. Só quem passou por isso, pode realmente entender o que digo.
Não é por acaso que havia a máxima que dizia:
“Se todos os filhos da p... voassem, nunca se veria o sol no Técnico”

terça-feira, outubro 10, 2006

EADS Pegasus Road Show

No seguimento à minha visita ao Instituto Superior Técnico no passado dia 28, algo ficou por dizer.
O que foi o evento EADS Pegasus Road Show?
Tratou-se da vinda de funcionários da EADS, para angariar Engenheiros Aeronáuticos em fase final de formação, para as suas instalações ao redor do Mundo. Este ano pretendem contratar 3.000 Engenheiros, pelo que a sua função é visitar os vários estabelecimentos de ensino que ministram tal formação, assistirem às discussões dos projectos finais dos alunos e avaliar da sua capacidade para integrarem os quadros da Airbus, Eurocopter, etc.
Estava a assistir à palestra inaugural e a perguntar a mim próprio:
- Porque é que eu hei-de descontar cerca de 300 contos/mês, para financiar cursos sem saída profissional em Portugal?
- Porque é que eu hei-de investir dinheiro, para beneficiar países terceiros, neste caso, muito mais ricos do que o nosso?
Isto é um ultrage! Um roubo!! Um desperdício de dinheiro!!!

Já percebi como é que os cursos são criados neste País.
Um conjunto de professores reune-se. Precisam de trabalho.
Então, lembram-se de criar um curso de......Engenharia Aeronáutica (porque não?)
E assim, passam a ter emprego. Os desgraçados que abraçam o curso é que não fazem ideia que no final de 5 anos de suor e lágrimas, se iram encontrar todos no desemprego.
Quantos há nestas condições licenciados, por exemplo, em Relações Internacionais? Resmas! Pargas deles! Que acabam depois a fazer de tudo, excepto relações internacionais.

Portugal deveria planear os cursos à medida das necessidades do País.
Ora bem.....Médicos de Clínica Geral....... dentro de 6 anos são necessários X. Normalmente desistem 20%. Então devem entrar para o curso este ano 1,2X.
Engenheiros Aeronáuticos......necessitamos dentro de 5 anos de 2.
10!?!?!?!?! Não vamos criar um curso para sacar 10 Engenheiros Aeronáuticos!!! Vamos procurá-los ou formá-los fora.
Porque é que a UBI (Universidade da Beira Interior) há-de ter um curso de Engenharia Aeronáutica? Precisam de fazer cálculos para atirar ovelhas ao ar? Que indústria deste tipo existe na região? Nenhuma! Então que relação existe entre a Universidade e a Indústria? 0 (Zero)!
Que país é este!! Estão todos a dormir!!!

As instituições privadas, desde que não subsidiadas, podem promover os cursos que quiserem: astrofísica, inteligência canina, o que quiserem. Só os frequente, quem quiser ser otário e/ou endinheirado. Problema deles!

Agora, instituições gerida com dinheiros públicos...ai isso não!
Quando os recursos são escassos, há que geri-los o mais criteriosamente possível, por for a rentábilizá-los ao máximo.

De facto somos um país pobre....diria mesmo miserável, até nas idéias!
Idiotas isso sim, há muitos!! E chicos espertos, também!!!

quarta-feira, outubro 04, 2006

Um dia vulgar

Ontem dia 3 de Outubro, como de costume saí do emprego às 18:30, após 8:46 minutos de trabalho.
Não me dirigi directamente para casa, porque tive que passar primeiro pela farmácia para comprar umas vitaminas, para ver se consigo passar o Inverno sem gripes.
Chego a casa por volta das 19:00 e como sempre encontro a minha mulher com um delicioso sorriso. A minha filha já está dento da banheira para iniciar o banho.
De repente a minha mulher grita dizendo que uma osga tinha entrado pela janela do quarto e fugido para trás do computador.
Para trás do computador!!!!!!!! Aquilo é só fios uns atrás dos outros!!!!! Como vamos desalojar a minúscula osga!!!!
Enquanto ela vai buscar um pano húmido, fico de sentinela ainda de mala na mão, não vá a dita cuja fugir para outro lado. Da casa de banho grita a filha porque ninguém lhe vai dar banho.
Começo a despir a farda de trabalho, sempre a olhar para a zona do computador. Chega a minha esposa com o pano e eu desloco-me para dar banho à filha, que está cada vez gritando mais.
Passado algum tempo, a minha esposa var ter comigo à casa de banho dizendo que a osga já tinha entregue a alma ao Criador.
Lavo a minha filha, tiro-a da banheira, enxugo-a e entrego-a à mãe para passar os cremes todos.
Chego ao quarto e lembro-me que nem sequer tinha guardado a roupa. Acção que passo de imediato a fazer.
Após a roupa arrumada, chamam-me para ir jantar.
Após o jantar, ajudo a levantar a loiça, guardo alguns produtos no frigorífico, sacudo e dobro a toalha.
Vou-me sentar um pouco na sala a ver televisão, lendo a revista Exame Informática que tinha chegado à caixa do correio. Isto já eram cerca das 21:00.
A minha esposa senta-se ao meu lado a assistir a um epissódio do Smalville.
22:00, cama, exausto.
O que tinha planeado fazer quando chegasse a casa:
à 30 minutos de bicicleta;
à Pôr o Totoloto via Internet;
à Estudar 30 minutos de Alemão ao deitar.
% de concretização do planeado: 0 (ZERO)

A verdade é que quando as duas estão em casa, não tenho tempo para fazer nada. Quando não estão, sou invadido por uma tal nostalgia, que não me apetece fazer nada.

Conclusão: apesar de não conseguir fazer nada do que planeio fazer, sou feliz. Feliz e agradecido por ter a família que tenho. Sou louco pelas duas.

sexta-feira, setembro 29, 2006

Instituto Superior Técnico

Ontem, dia 28 desloquei-me ao Técnico, para assistir a um evento no âmbito da 3ª semana aerospacial.
Há pelo menos 12 a 15 anos que não entrava lá.
Fiquei abismado! Mal reconheci a escola onde eu tanto ri, sofri, chorei.
O pavilhão de Mecânica está na mesma, agora com uma enorme torre onde era o jardim interior.
Os pré-fabricados (chamados A’s) onde tinha as minhas aulas de desenho e onde nos estiradores estavam registadas as chapas de matrículas das “meninas” que andavam ao ataque junto ao Instituto Nacional de Estatística, deram também lugar a um enorme edifício.
Existem cafés com esplanadas por tudo quanto é sítio. Até o BPI, tem agora uma dependência bancária. Não são apenas máqs. multibanco. São funcionários bancários, com gestores de conta. No meu tempo éramos pelintras, ferverosos utilizadores do Metropolitano e da CP, que lá tínhamos uns trocos para ir comer uma sandes ao bar do pavilhão principal. Um dia, até encontrámos um camarão num rissol. Um camarão num rissol!!! Ficou durante muito tempo exposto pendurado num cordel, visto que quem não visse não ía acreditar.
O novo pavilhão de Civil é um luxo. Grandes anfiteatros, confortáveis, com sistemas multimédia. No meu tempo, haviam apenas os do pavilhão central de “suma a pau”, que ao final de uma aula de 1:30, já não sabíamos como posicionar o traseiro.
A rapaziada, anda de automóvel, mota e portátil às costas. Agora até existem salas onde se pode ficar a estudar 24 horas por dia. No meu tempo, às 2 da manhã éramos postos na rua.
Ainda me lembrei do dia em que o meu programa de computador em centenas de cartões perfurados (na altura o computador era um IBM 360), me caíram ao chão. Havia cartões por todo o lado, com o vento a ajudar. Como as instruções (uma por cartão) eram praticamente ilegíveis, porque as fitas de impressão não prestavam, tive que correr o programa várias vezes, até conseguir pôr os cartões pela ordem certa. Outros tempos!
Só os bancos do jardim onde eu namorava com a minha esposa, são os mesmos.
Estão ali investidos uns milhões de contos.
Até me deu vontade de voltar às aulas.
Gostei!

terça-feira, setembro 26, 2006

Situação presente

Não sei porquê, mas apesar dos indicadores demonstrarem uma ligeira evolução positiva da conjuntura económica, o “meu faro”, não acompanha tal optimismo.
Mesmo aqui na empresa, agora gerida por capital e tecnologia estrangeira, algo me diz, que o panorama a curto prazo não se avizinha brilhante.
A realidade não aponta neste sentido, mas o “meu faro”.......raramente se engana.
Esta ideia está na linha da quebra do investimento privado.
Só espero estar enganado.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Meco

Estou triste! Profundamente triste!
Ontem Domingo, a minha esposa pôs a minha mala à porta da rua, para que eu a levasse para a garagem. Percebi o toque! Ela não quer mais passar fins de semana no Meco. Eu percebo que os dias começam a ficar curtos e frescos. Começa a ser mais agradável passá-los em casa. Eu por mim, vestia uma camisola ou duas e continuava a ir, mas para elas não é agradável. Mais, para passarmos os fins de semana no Meco, a minha esposa tem que prescindir das idas à Igreja. Tudo isto para mim é brutalmente castrador e triste.
Ir sózinho e deixar a família? Poderia ser uma solução, mas também não é a óptima.
Porque é que na vida nada pode ser perfeito?

Minha Filhota III

À tarde, mal abro a porta vejo aquela coisa linda a correr para mim de braços abertos e para me dar um beijo muito gostoso.
Não há palavras!
Dispensou-me todas as atenções e mais algumas. Fiquei derretido.
De manhã custou-me, mas tinha de lhe dar uma lição.
As crianças têm um sexto sentido extremamente apurado. Estudam-nos diariamente e conforme o temperamento de cada pessoa, assim reagem para tirar as maiores vantagens possíveis. Cabe-nos a nós direccionar este atributo, por forma a beneficiarem dele no futuro.
As crianças têm também que perceber, que nada neste mundo é de graça. Há um escritor, de que não me lembro do nome que diz: “Se o que adquiriste foi de graça, é porque utilizaste inadvertidamente um cartão de crédito que não era teu”.
Se lhe facilitarmos demais a vida, tornam-se homens e mulheres convencidos que pelo facto de estarem no Mundo, este tem que lhe presentear todos os seus desejos.
Puro engano!

terça-feira, setembro 12, 2006

Minha Filhota II

A marota hoje entrou na casa de banho e nem sequer um beijo me deu. Passou por mim, como cão em vinha vindimada. Aí é? Hoje estás com a mania que és a Rainha do Sabá? Então está bem! Vou-te dar a mesma atenção que me dispensaste.
À hora do pequeno-almoço passou-se o seguinte diálogo:
- Pai, Estás zangado?
- Não. Só gostava de ter tido direito a um beijinho ou a um bom dia.
- Então está bem, toma lá um beijo.
- Não. Não preciso de favores. Gostaria do beijo se fosse espontâneo, agora assim, não.
Passou-se o pequeno almoço, fomo-nos arranjar e descemos para a garagem.
Como sempre sou eu que a ponho no carro da mãe, lhe aperto o cinto e lhe dou um grande beijão. Hoje fiz as operações do costume, mas fechei a porta sem lhe dar o beijo. Se ela não me o quis dar de manhã, concerteza que também não o queria receber agora.
Pela cara que fez, ficou muito sentida.
Estou para ver a reacção dela à tarde quando chegar a casa.
Gosto muito dela, mas não posso facilitar. É filha única e eu não quero criar ums prepotente em casa. Custa-me, mas não há outra solução.

Minha Filhota

Estive hoje a trocar as fotografias que tenho em cima da minha secretária.
Numa delas está a minha filha a sair da água com uma cara muito marota, toda sorridente.
Este ano, apanhou praia até cansar. Pelos vistos não se cansou, pois continua a fazer as maluquiches mais incríveis à beira-mar.
Agora, quero que ela tenha uma experiência nova: pô-la a caminhar na neve enterrando os pés até aos joelhos. Friozinho no pelo, luvas, gorro na cabeça e tudo branco.
Estou curioso, quanto à reacção que vai ter.
Na televisão já viu a Pipi das Meias Altas fazer bonecos de neve. Vamos lá a ver como se sai na realidade.
Para já, temos que aguardar mais uns meses e deixar que o tempo arrefeça. Na Alemanha, por exemplo, ainda está ceu limpo e cerca de 28ºC.
Claro, neve nem ve-la. É ainda muito cedo.

segunda-feira, setembro 11, 2006

X

Este fim de semana no X foi divinal.
As barulhentas pessoas habituais do mês de Agosto já debandaram.
O tempo esteve excelente. O mar com uma temperatura excepcional (talvez a rondar os 20ºC). A ondulação a desfazer junto à praia com força mediana. Uma temperatura ambiente perfeita (nem muito calor, nem frio). Vento zero.
Tomei 2 banhos no Sábado e 2 no Domingo simplesmente magníficos. Em cada um tive mais de ¼ de hora dentro de água, nadando, mergulhando nas ondas, boiando.
No Sábado, almoçámos junto à praia, na esplanada. Ambiente acolhedor, sem barulho, disfrutando de uma paisagem sem fim. Peixinho grelhado, do melhor que se pode comer, um doce de amêndoa para terminar, absolutamente divinal.
Com um conjunto de factores assim, a praia X é a melhor praia do Mundo!
Duches para tirar o sal dos pés e do corpo. Biblioteca para quem quiser mergulhar em assuntos mais profundos ou mundanos. Cinzeiros para levar para a praia, para evitar beatas na areia.
O que se pode querer mais?