terça-feira, dezembro 12, 2006

Fim de semana no Porto

Este fim de semana foi um dos melhores que tive nos últimos tempos.
Recebi grandes demonstrações de afecto e gigantescas lições de vida.
Para quem escreveu o que abaixo escrevi e que acabei por não publicar, não sei se por vergonha ou cobardia, foi uma grande lição:

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Estou farto da minha rotina de vida. Sempre a mesma coisa.
Não há trabalhos novos, desafios novos.
Não vejo vontade da Vilma de viajar, passear.
Os fins de semanas são gastos com compras de Natal.
Esta semana vamos ao Porto. Ok, mas para quê? Para nos enfiarmos em casa dos amigos dela? Três dias?
Eu preciso de sair, apanhar ar. Ver coisas novas. Encher os olhos com novidades.
Dá-me vontade de tirar um ou dois dias de férias e ir para o Meco, ir......não interessa para onde.
Pegar no carro e conduzir, viajar.
Quebrar a rotina.
Sinto-me desnorteado, sem rumo, sem objectivos.
Isto para mim é......veneno.
Depois não me sinto bem fisicamente. Verdadeiramente não consigo explicar o que sinto. Se calhar o problema não é físico, mas psíquico.
Sinto-me......perdido.
Parece que estou a fazer uma grande travessia num deserto, que nunca mais acaba.
Passam-se os dias e a paisagem é areia, areia e mais areia.
Um pequeno monte e a seguir, mais areia.
Eu bem tento impôr a mim próprio objectivos, mas o tempo consumido com o trabalho, a mulher e a filha, deixa-me muito pouco espaço para concretizar o que quer que seja.
Parece que estou metido num rolo compressor, sem hipótese de fuga.
Estou farto! Estou cansado! Estou desmotivado! Estou triste! Estou deprimido!
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Deus esbofeteou-me com luvas de pelica.
Eu mereci. Confesso!
Em primeiro lugar, porque humildemente reconheço, que os amigos não são apenas da minha mulher; são também meus amigos. Em 2º, porque os relacionamentos que por estupidez ou azelhíce não tenho cultivado, são uma das melhores coisas da vida.
Ou será que só justifica cultivar amigos no Porto? Também há-de haver interessantes criaturas para conhecer em Lisboa...
Com o decorrer da vida, a verdade é que tenho vindo a fechar o meu coração. Tenho vindo a canalizar todo o meu amor, a minha paixão para apenas uma meia dúzia de pessoas.
Para quê pensar nas viagens como forma de libertação, encontro comigo mesmo, quando posso fazer o mesmo, desde que rodeado de pessoas excepcionais, como todas aquelas com que me cruzei este fim de semana.
Foi esbofeteado, mas aprendi a lição.
Obrigado, Deus. Eu mereci!

quarta-feira, novembro 29, 2006

Alteração do regime alimentar

Largar a bicicleta estática às 3ª e 5ª feiras, leva também a menor consumo de energia.
Assim, também tenho de reduzir na alimentação. Se o “carburante” que entra é mais do que sai, acumula-se....e neste caso sob a forma de gordura (peso).
Já peso 78Kg, quando para 1,68Mt de altura, devia pesar não mais que 72Kg. Isto é: tenho pelo menos 6Kg a mais.
Vou passar a adoptar a regra: pequeno almoço de Rei, almoço de Príncipe, jantar de pobre.
Tenho que reforçar um pouco o lanche e reduzir mais no jantar. Se o corpo depois vai dormir, para que é que precisa de tanta caloria.
Abolir batatas fritas, enchidos, queijos (se conseguir) e doces.
A noite de Natal é a noite de Natal. Uma desbunda não mata.
O que mata são desbundas diárias.
Pela boca morre o peixe e eu queria andar por cá mais uns anitos.
Quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga.

Bomba para dormir

Ontem à noite tive que meter no bucho ½ comprimido para dormir.
Estava com muitas dificuldades para adormecer.
Desta vez, confirmei algo de que já suspeitava: eu fico mais eléctrico, quando faço bicicleta estática após chegar a casa. O exercíco não me tranquiliza; excita-me.
Ontem estava deitado e senti descargas de fluídos dentro do meu corpo.
E o mais interessante é que após cada descarga, o coração acelerava. Parecia adrenalina.
Vou deixar de fazer bicicleta estática durante uns tempos, para ver os resultados.....mas, nada me tira da cabeça, que é isso. Parecem princípios de afrontamentos.
O estranho é que se fizer 30 ou 40 Km de bicicleta ao Domingo, não sinto nada. Verdade é que ando sempre de manhã, não ao fim da tarde como de semana.

Há coisas que se perdem com o tempo e há que recuperá-las, porque se fazem com gosto.

Uma é andar de bicicleta ao Domingo de manhã. Se não chover, porque não? Tenho o equipamento todo para o frio. Este Domingo se calhar ponho a bicicleta no carro e vou passear de bicicleta no paredão da Costa da Caparica. Há tanto tempo que lá não vou!

A segunda, é de vez em quando, fazer uma pescaria. Tenho de comprar uns vadeadores novos. Os que tenho são curtos para os meus pés. De resto, tenho o material todo. Há tantos anos que não sinto o mar e o vento frio a entrar na minha alma.
É tão bom!
Apanhar peixe, é secundário.
A vida é tão curta que não podemos deixar passar em branco momentos que podem ser únicos.
Não podemos ficar agarrados ao sofá...ou ao computador.
Há muito mais vida para além disto!

terça-feira, novembro 28, 2006

Hoje não é o meu dia

Estou a chegar à conclusão que os homens também devem ter período hormonal como as mulheres.
Hoje acordei antes do despertador. Doeu-me a cabeça a manhã toda. De repente não tive outra alternativa: tomei 2 comprimidos analgésicos.
Para além disso, não estou com a energia do costume.
Normalmente costumo dizer:
- Tirando mulheres e crianças, quantos são? E como é? Querem ser despachados um de cada vez, ou todos ao mesmo tempo.
Só que hoje não é dia para me armar em valente.
Não tendo que pôr pensos higiénicos, definitivamente estou com o período.
Isto passa: incha, desincha e passa.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Toledo

A minha esposa apesar das insistências, anda com pouca vontade de viajar.
Tenho resmas de milhas para adquirir bilhetes de avião à borla ou estadias a baixíssimo preço, algumas delas que expiram dentro em breve, mas mesmo assim, não estou a conseguir convencê-la.
À uns anos atrás, também houve um episódio parecido.
Nessa altura, trabalhava para uma empresa espanhola e fazia viagens frequentes a Toledo.
Toledo é uma antiga praça forte espanhola, onde passa o rio Tejo.
Claro que quem o vê em Toledo, não faz a mínima ideia no quanto se modifica quando se espraia no estuário em Lisboa.
Em Toledo, o rio tem apenas algumas dezenas de metros de largura. Dá perfeitamente para, por exemplo, passar de uma margem para a outra por uma ponte e regressar por outra ponte, uns metros mais à frente.
O artesanato é fundamentalmente constituído por armaduras e espadas.
Também se encontram lindos tabuleiros de xadrez, que podem chegar a custar uma pequena fortuna.
A catedral de Toledo é muito bonita e fica situada dentro das muralhas do castelo.
O rio passa num vale que circunda toda a cidade. A vista é soberba em qualquer direcção.
Numa das primeiras vezes que me aventurei sozinho pelo castelo, obviamente que me perdi. Acabei por ir sair do lado exactamente contrário aquele por onde tinha entrado. Depois, tive de o circundar para regressar ao hotel. Não regressei por dentro, não fosse perder-me outra vez. Quando cheguei, estava todo moído.
Existem uns lindos caminhos pedestres circundantes e pode-se ficar com os pés à borda da água se assim se quiser.
Por ser tão bonita a zona, perguntei na altura à minha esposa se queria ir passear a Toledo. Respondeu-me com evasivas, dizendo que não sabia se iria gostar, se a época era ou não a melhor, etc, etc, .... coisas de mulheres!
Acabei por a convencer e depois adorou o passeio.
Agora está outra vez com evasivas.
O giro disto tudo, é que quando nos namorávamos, foi ela que me incutiu o bichinho de viajar. Eu não saía de Lisboa e ela passava a vida de um lado para o outro. Agora sou eu que passo o tempo a viajar e ela a encolher-se.
Já dizia Luís de Camões:
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Todo o Mundo é composto por mudanças.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Taxas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) português

De acordo com o livro Memórias de Economistas, o crescimento médio do PIB em Portugal (crescimento da riqueza gerada pelo país) foi a seguinte:
Anos 60 6,4%
Anos 70 4,7%
Anos 80 3,3%
Anos 90 2,9%
2001-2007 0,7%

Isto prova pelo menos três coisas:
1º Que quanto “mais ricos” estamos, mais difícil é fazer crescer a riqueza na mesma proporção;
2º Os “revolucionários” que me perdoem, mas já no tempo do Prof. Oliveira Salazar, se faziam sentir os ventos do crescimento (modernização);
3º Que pelo andar da carruagem, ou abrimos as pestanas, ou qualquer dia em vez de gerarmos riqueza, começamos a empobrecer.

Sempre pensei que não é necessário trabalhar mais, é preciso trabalhar diferente.
A culpa não está em quem executa. A culpa está em quem manda.
Quem é pago para pensar, só tem é que o fazer; por si, pelos que o rodeiam; pelo País.
Não sabe, ........., volta para a escola para aprender.
Temos que acabar com o nacional porreirismo.
Somos todos iguais, todos precisamos de comer, todos temos filhos para sustentar.
Já chega!
Temos que começar a tratar os bois pelos nomes.
Qual trabalho igual, salário igual.
Nada disso!
Trabalho igual, produtividade igual, salário igual.
Que história é essa, por exemplo, que todos os professores têm que chegar ao topo da carreira? São todos bons? A maior parte deles só foram para professores, porque o mercado de trabalho não os quer para nada.
No Técnico tínhamos uma máxima um pouco cruel, mas com algum fundamento, que dizia:
Quem sabe executa! Quem não sabe ensina!

Portugal não tem recursos naturais relevantes.
Portugal a única coisa que de facto tem, é recursos humanos, iguais a tantos outros países...e, claro, um ambiente climático excelente para a prática do turismo, bem como um mar e uma zona económica exclusiva ímpar.

É num ensino de qualidade, leccionado por professores de qualidade, quer para as camadas mais jovens, como para reciclar as camadas mais velhas, que temos que apostar.

A palavra de ordem para mudar as coisas só pode ser:
Ensino de Qualidade! Ensino de Qualidade! Ensino de Qualidade!

Depois:
Incentivo ao empreendorismo! Incentivo ao empreendorismo! Incentivo ao empreendorismo!

Acompanhado de:
Guerra ao subsídio! Guerra ao subsídio! Guerra ao subsídio!

quinta-feira, novembro 23, 2006

Playstation PS3

A Sony vendeu em poucas horas as 80.0000 playstations PS3 que pôs à venda no Japão. Nos Estados Unidos aconteceu o mesmo. Já para a Europa, só chegam em Março.
De acordo com as características técnicas:
* 200 mil milhões de cálculos por segundo;
* Processador a 3,2 GHz com 512 MB de memória (a PS2 tinha apenas 32Mb);
* Leitor de Blue-ray,
é a 1ª vez que sinto um bichinho irrequieto a fazer-me cócegas na carteira.
Jogar numa máq. assim e se for então com um televisor de alta-definição, deve ser o máximo!
Falta saber, que jogos a Sony vai disponibilizar.
Há muito tempo que não tinha um desejo consumista tão forte.

O meu querido televisor voltou

UPI!!! O meu querido televisor voltou!!! São como um pero!!!
Desgraçadamente 3 transistores não suportaram a linguagem reles do meu ordinário leitor de DVD chinês.
Serviu-me de lição: sapatos e chinelos só se misturam à-conversa, com prévia autorização dos sapatos!
Agora até parece que tenho uma grande televisão na sala; a da cozinha parecia um cagalhoto.
Bela imagem! Com o sinal que a TV Cabo consegue transmitir, não há televisão de LCD que lhe chegue aos pés em qualidade de imagem.
Eu sei que um dia terei que me desfazer dela, mas a Sony só vai ver a côr ao meu dinheiro, quando produzir uma televisão de:
* LCD de 32” de acordo com o standard 1080p;
* Resolução 1920x1080;
* Contraste maior ou igual a 8000:1;
* Tempo de resposta 2ms;
* 2 ou 3 tomadas de ligação HDMI.
Até lá, espero que o meu televisor aguente. Pelo menos vou tratá-lo da melhor forma possível. Não quero que se irrite e funda mais nenhum transistor.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Sol

Mais alguns maravilhosos números que nos são dados pela Astronomia, neste caso relativos ao nosso pequenino Sol:

Raio equatorial: 695.500 Km (109 vezes o da Terra)

Volume: 1.142.200.000.000.000.000 Km3 (1.300.000 vezes o da Terra)

Massa: 1.989.000.000.000.000.000.000.000.000.000 Kg (332.900 vezes a da Terra)

Aceleração da gravidade: 274,0 m/s2 (28 vezes a da Terra)
NOTA: Se residisse no Sol, eu pesava 77,6 Kg * 28 = 2.172,8 Kg

Comprimento dos jactos luminosos: chegam a atingir 800.000 Km

Massa consumida por dia: 360.000.000.000.000 Kg
NOTA: o enfraquecimento da sua massa leva a Terra a afastar-se do Sol cerca de 1 metro por ano no seu movimento de translação

Temperatura à superfície: +/- 5.500 ºC

Temperatura no núcleo: +/- 5.000.000 ºC
NOTA: uma cabeça de alfinete à temperatura do núcleo do Sol, irradia calor suficiente para matar um ser humano a 160 Km de distância

Vale a pena dizer mais alguma coisa?
Não valemos nada, pois não?
Vale apena andarmos às turras uns com os outros?
Vale a pena andarmos por aí armados em cagões conhecedores omniscientes?
Sejamos humildes, e respeitadores da Natureza e do Próximo.

Parece que levei com a moca dos pregos

Hoje estou com uma “pedra”, que mal me tenho de pé.
Esta noite às 3:00 da manhã o coração disparou, parecia que ía fazer uma corrida de 100 metros. Ainda por cima, parecia um motor de 4 cilindros a trabalhar a 3. Que porcaria de ralenti.
Solução: calmante para cima. Infelizmente os comprimidos de 0.25mg já acabaram. Agora só tenho os de 1mg. Levantei-me, parti o comprimido ao meio e meti-o pelas goelas abaixo.
Resto de uma noite santa. O problema depois é levantar às 6:45.
Grande problema. Grande moca. O corpo queria era continuar a dormir.
Só que para comer, é preciso ganhar dinheiro e para ganhar dinheiro é preciso trabalhar.
Estou que nem posso!
É o PDI (porra da idade). Não há nada a fazer.

Se o meu cunhado fosse vivo dava logo a solução:
Isso resolve-se é com gajas; resmas de gajas! Sexo com fartura! Esfarrapar enquanto houver força na verga!
Tenho muitas saudades dele.

Costumava dizer que se me saísse o jackpot do euromilhões, continuava a trabalhar como até aqui.
Não sei não.....

terça-feira, novembro 21, 2006

O astro mais longínquo alguma vez observado (Galáxia IOK-1)

Na revista Science&Vie deste mês vem uma notícia sobre a observação do astro (galáxia IOK-1) mais longínquo alguma vez observado.
Encontra-se a 13.000.000.000 anos-luz. Isto significa que hoje estamos a ver a luz emitida à 13 mil milhões de anos atrás. Estimando-se que a idade do Sol é de 4.600.000.000 (4,6 mil milhões de anos), este ainda não existia quando a luz que vemos hoje foi emitida pela galáxia IOK-1.
Se nos lembrarmos que a velocidade da luz é de 300.000Km/s, então o astro encontra-se a 122.990.400.000.000.000.000.000 Km da Terra.
Mais interessante ainda é que ela aparece no expectro visível com a côr vermelha, sintoma da expansão do Universo;i.e., está a afastar-se da Terra.

Sinto-me estupidamente insignificante e minúsculo perante semelhantes factos.

Nespresso (o Louis Vuitton do café)

Outro dia a minha esposa bebeu um café da Nespresso e ficou deliciada.
Perguntei-lhe se era melhor que feito na nossa máq. e ela respondeu que não tinha nada a ver.
Solução: no passado Sábado fomos ver as máqs. Provei um café e de facto é um espectáculo. Maravilha! Melhor que em muitas máqs. expresso que existe nos nossos estabelecimentos comerciais.
Comprámos de imediato uma máq.: pequenina, preta, muito bonita.
Trazia a acompanhar 12 tipos diferentes de café. De facto são mesmo diferentes. Cada pessoa consome o que mais gosta: cada gosto seu paladar.
Para além disso, não há cachimbos, nem borras para limpar. Pode-se perfeitamente ter uma máq. destas na sala de estar. Basta pôr a cápsula do café pretendido na máq. e esperar. Saí um café extremamente aromático e cremoso.
Valeu a pena. Bom investimento para quem gosta de um bom cafezinho.
O produto foi desenvolvido pela Nestlé, que criou uma empresa só para este novo negócio.
De acordo com a revista Wordl Business deste mês, os nºs são impressionantes:
* Sede: Paudex (Lausana), Suiça
* Nº de empregados: 1.400
* Presente em 35 países, com 42 boutiques em todo o Mundo
* Taxa de crescimento média nos últimos 5 anos: 30%
* Vendas em 2005: 566.000.000€
* Cápsulas vendidas em 2005: 1.700.000.000
* Máq. vendidas em 2005: 1.000.000
* Lucros estimados em 2006: 635.000.000€

É preciso ter olho para o negócio.
Claro que não podemos esquecer, que por detrás do resultado presente, há anos e anos de pesquisa, de investigação e investimento.

segunda-feira, novembro 20, 2006

Escrever

Se há coisas que me fazem bem, escrever é uma delas. Sabe-me muito bem falar comigo próprio.
Não pretendo ser um escritor. Não tenho nem engenho nem arte para tal.
Claro que nem tudo o que escrevo em Word pode ser publicado na Internet, mas estupidamente ou não, a escrita descongestiona-me o espírito.

Passeio Sintra-Cascais-Lisboa

No fim de semana em que aluguei o Renault Espace, fomos dar o famigerado passeio dos tristes.
Uma das filhas do casal nosso amigo do Porto, queria conhecer o Palácio da Pena. Porque não....era um passeio bem bonito.
Pusémo-nos a caminho os 7 e lá fomos.
A última vez que tinha ido ao Palácio ainda foi em solteiro, com a minha agora esposa. Nessa altura fomos de comboio até Sintra e depois subimos aquilo tudo a pé.
Loucuras da juventude! A verdade é que nunca mais nos esquecemos destas deliciosas loucuras.
Agora anos mais tarde, com mais uns quilitos, mais barriga, teve que ser de carro.
A verdade é que o Palácio e jardins circundantes estão muito bem cuidados. Está tudo muito bonito. Tirámos dezenas de fotografias. O próprio Palácio por dentro está muito arranjado. Vale a pena ver tão bonito monumento. Conheço muitos por essa Europa fora e este está perfeitamente ao nível dos melhores.
Para irmos até Cascais, claro que já não deu para passear muito tempo nos jardins. Verdadeiros oasis de vegetação verde, verde verde.
Após a visita, parámos na vila de Sintra e fomos tomar um cafezinho, comer umas queijadas e uns travesseiros à famosa pastelaria Piriquita.
Para meu gosto, um verdadeiro luxo!
Seguimos pelo Guincho direitos a Cascais, onde almoçámos. A seguir passeámos pela rua direita e fomos até à baía. Como sempre com uma vista muito bonita. Deslumbrante, deslumbrante é a vista da Cidadela, mas tínhamos de continuar viagem.
Regressámos a Lisboa pela marginal e parámos na Torre de Belém. Já estávamos no final do dia. A Torre fechava às 17:00 pelo que não deu para a visitar por dentro.
Deparei-me com um novo pormenor interessante: agora existe uma torre em miniatura, para que os invisuais possam através do tacto, aperceberem-se da fisionomia desta. Bonita ideia!
Ainda passámos pelo Pavilhão dos Descobrimentos e seguimos para casa, para jantar.
Já não houve tempo para ir dar uma espreitadela ao Mosteiro dos Jerónimos.
Os dias agora não são tão compridos como no Verão.
Excelente passeio. Extraordinária companhia. O dia passou-se de forma extremamente agradável.
Muitas vezes fechamo-nos em casa ao fim de semana, quando vivemos numa cidade com milhares de coisas para ver.
Aqui para nós que ninguém nos lê, mas:
LISBOA É A CIDADE MAIS LINDA DO MUNDO!!!!!!!

terça-feira, outubro 31, 2006

O povo português

“... o povo português, perfeitamente orientado, com uma estratégia clara, é um trabalhador tão válido como qualquer outro. Por isso, julgo que muitas vezes, os problemas da falta de competitividade não são da responsabilidade do trabalhador. São mais dos que têm de pensar e pensam erradamente.”
Manuel Aguiar
Director-Geral da Mondial Assistance

quarta-feira, outubro 25, 2006

Renault Espace

Há alguns meses atrás fiz ½ dúzia de quilómetros à pendura num monovolume Renault Espace, da anterior geração. Na altura ficou-me a saber a pouco, mas rapidamente percebi que era uma belíssima viatura.
Troquei impressões com a minha esposa sobre o assunto e ficámos de um fim de semana alugar um, para irmos dar uma volta ao Alentejo ou ao Algarve.
O tempo passou e por motivos vários (comodismo, entre eles) nunca satisfiz a minha curiosidade.
Na semana passada, um casal amigo que são do Porto mais as suas 2 filhas vieram a Lisboa para assistirem a um concerto. Uma das filhas queria também ir conhecer o Palácio da Pena em Sintra.
Pensei: eles são 4, nós somos 3, total 7. Aquí estava o pretexto ideal para não protelar mais o aluguer da viatura. Fomos à Europcar e após um choradinho da minha mulher, na 6ª à tarde lá estava um Renault Espace cinzento, 2.2DCI com cerca de 6.000 Km; i.e., quase novo à nossa espera.
Durante todo o fim de semana fiz cerca de 500 Km.
Silencioso, hiper-confortável, espaçoso, com uma visibilidade impressionante, uma capacidade de re-aceleração assinalável.
É impressionante a forma airosa como passa por cima dos buracos das ruas de Lisboa.
Outra particularidade que me fascinou é a capacidade de mudar a posição do veículo na estrada. Parece que estou a conduzir o Smart da minha esposa. Uma direcção leve e precisa.
Caixa de 6 velocidades, que permite manter uma velocidade de cruzeiro explêndida em auto-estrada.
Que maravilha de automóvel! Parecia que andava de TGV!
A impressão com que tinha ficado nos poucos quilómetros à meses atrás, confirmou-se.
Pena, pena é que seja Renault. Os plásticos do tablier não são “grande espingarda”. A funcionalidade da chapeleira, não está de acordo com as qualidades dinâmicas do veículo.
Quando cheguei a casa após entregar a viatura, tive que voltar a pôr a cadeirinha da minha filha no meu Honda CRV. Se em termos dinâmicos, não há qualquer comparação, em termos de acabamentos (plásticos) também não, mas aqui em favor do meu automóvel.
E quanto a fiabilidade? Teria sempre grande dificuldade em passar um cheque de 10.000 contos, para adquirir este automóvel.
Que pena não ser produzido pela Toyota!

terça-feira, outubro 24, 2006

Minha esposa

Eu adoro a minha mulher.
É para mim muito difícil de explicar o que sinto por ela.
Estar com ela, conversar com ela,...., olhar para ela, enche-me o peito por dentro. Parece que me metem uma palhinha no peito e começam a soprar, soprar. A sensação é tão deliciosamente boa, que infelizmente o vocabulário português ainda não inventou a palavra que possa descrever tal sensação.
Como eu adoro tal criatura!
Que Deus me dê o previlégio de viver mais uns anos para continuar a ser feliz, amando a minha esposa e sendo agraciado com a sua companhia.
É um previlégio ímpar!

quinta-feira, outubro 19, 2006

Tempos do Técnico V

Havia na altura no ramo de Engenharia Civil uma rapariga que toda a gente no Técnico chamava de Belinha. Francamente nunca soube se esse era seu nome.
A mulher era na realidade um espanto: 1,80mt, anca pronunciada, perna alta, bem feita, seios proeminentes. Parecia a namorada do Roger Rabit no filme "Quem tramou o Roger Rabit". Era capaz de levantar o pessoal na esplanada da pastelaria Suíça em pleno Rossio.
Uma vez subiu as escadas rolantes da estação de caminhos de ferro do Rossio à minha frente. Era interessante olhar para trás e analisar quem descia. Eram só pescoços torcidos, com caras incrédulas perante a imagem que se cruzava com eles.
Ela usava sempre enormes decotes, com os seios quase de foram e rachas nas saias quase até à cintura. Poderia ser um mamarracho, mas de facto não era.
Cada vez que nos cruzávamos com ela nos corredores do pavilhão central, sentávamo-nos logo nos bancos mais próximos, fazendo gestos e trejeitos pouco próprios, vindo depois à baila sempre a mesma conversa sobre questões de virilidade masculina:
Será que nós nos aguentávamos na cama com um mulherão daqueles?
Começávamos por onde?
Nunca mais soube nada dela.
Bons tempos de faculdade!

Tempos do Técnico IV

Havia um colega meu, hoje homem e profissional bem conceituado na praça, que fingia que ía cuspir e tinha a mania de dizer:
É pá! Abre a boca que eu quero escarrar!
Parece agora ao longe uma enorme barbaridade suína, mas na altura não passava da normal irreverência estudantil.

Tempos do Técnico III

No Técnico, como toda a gente na faculdade, arranja um grupos de colegas mais chegado, com quem se partilha os bons e maus momentos académicos.
O meu grupo de pés desclaços viajava normalmente de transportes públicos.
Um dos mais utilizados era o Metropolitano.
Sempre que estavamos a chegar à estação do Intendente, fazíamos uma enorme algazarra:
Finalmente! Já chegámos ao Intendente!
Claro que com a fama da prostituição na zona, todos os passageiros pensavam que "íamos às meninas".
Quando o metropolitano parava na estação dizíamos:
Foi aqui que tíramos a carta de condução!
Na altura, agora não sei, a Direcção Geral de Viação era no Intendente.
Éramos uns putos provocadores, mas ......... foram tempos felizes, apesar de tudo.

Bons serões

Bons serões tenho passado ao som da Rádio RFM (preferida da minha esposa) ou da Rádio Europa-Lisboa (minha preferida).
Um livrinho na mão, boa música numa aparelhagem de alta fidelidade e nem se dá pela falta da televisão.
Só é pena que a leitura já seja feita numa fase do dia em que as forças já não são muitas.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Quem nasceu chinelo raramente chega a sapato

Ontem emparelhei o gravador de DVD chinês, com a televisão da cozinha, também chinesa, de uma marca que nem me lembro do nome.
Deram-se às mil maravilhas. Até parece que foram feitos um para o outro; beijinhos e abraços, amamo-nos profundamente.
Até na electrónica o sistema das classes sociais (quero dizer padrões de comportamento) funciona!
O termo poderá hoje em dia parecer um pouco em desuso, mas a realidade é que a imiscibilidade entre classes sociais distintas, mantém-se inalterada ao longo dos tempos.
Outro dia li numa revista (Sábado, penso), que é normal as famílias que vivem na Quinta da Marinha, terem grupos de relacionamento mais ou menos fechados, tirando as festas promovidas ou insentivadas pelos “mass media” e que servem para marketing pessoal.
Eu percebo e entendo.
Outro dia fui à “pré-inauguração” de uma pousada que uma tia da minha mulher pretende abrir no coração do Alentejo.
Apenas 6 quartos e uma sala de estar e jantar de grande requinte. Senti-me bem, muito bem. Livros à descrição para ler, grande parte deles em castelhano, porque não?! Bons sofás para manter uma agradável conversa, ou uma prolongada entrega por exemplo à leitura da vida de Estaline (do qual ainda tive a oportunidade de ler umas quantas páginas). Televisão, nem vê-la. Se quiserem, desloquem-se para os quartos, onde em cada um existe tal aparelho.
Estava sentado num dos confortáveis sofás e comecei a pensar para com os meus botões:
Este doce é de tal modo raro, que não é para qualquer boca. A grande maioria dos portugueses não conseguirá disfrutar de tamanha dádiva. Não estão habituados, não fazem parte do seu padrão de vida. Não se identificam com tal “modus vivendis”.
A questão não tem a ver com dinheiro. A questão tem a ver com berço e percurso de vida.
Daí que muitas vezes misturar conversas entre indivíduos de vários níveis sociais, pode revelar-se um verdadeiro tédio para um dos interlocutores. Solução: fechar-se sobre si próprio, preservando o direito à diferença.
Foi isso que faltou à linguagem do meu DVD e que aborreceu de tédio o meu televisor.

terça-feira, outubro 17, 2006

A televisão pifou

Após vários ameaços, a televisão finalmente entregou a alma ao criador.
Dá-se ao botão, mas nem geme, nem nada. Finou-se!
Depois de uma luta titânica, com um gravador de DVD chinês, comprado na loja dos 300, o meu televisor Sony, já cansado de 18 anos de bons e leais serviços, cedeu.
Nunca gostaram um do outro. Passavam a vida com quesílias e incompatibilidades. Acabou por ganhar o mais novo.
O televisor nunca se queixou do primo leitor de DVD também Sony. Agora, chinesisses sem marca, ele não admite. Sempre reproduziu sob protesto, imagens fornecidas pelo parceiro chinês.Chegou o momento de pôr um ponto final no assunto.
Culpados? Apenas eu, que optei por comprar “uma carcassa” por 30 contos, em vez de investir 200 em produto de qualidade. Em casa desde sempre tudo é Sony: alta-fidelidade, Mini-discs, DVD portátil, colunas transportáveis, eu sei lá.
Desta vez, meti os pés pelas mãos e......falhei.
Não me resta outra alternativa que não seja carregar o muribundo televisor às costas, para o levar à marca e saber se ainda é possível pôr o seu coração a funcionar de novo.
Passei boas e longas horas na sua companhia. Custa-me se tiver que me desfazer dele. Os primos mais novos (LCD) são uma possível alternativa, apesar de para já, a imagem não ter nem de perto nem de longe a qualidade do agora defunto.
Enquanto há vida, há esperança!

quinta-feira, outubro 12, 2006

Tempos do Técnico II

Tive 2 disciplinas que me deram “água pela barba”:
- Electromagnetismo;
- Economia I.
A cadeira de Economia I foi a última disciplina que fiz antes da discussão do projecto final de curso.
Fiz exames atrás de exames e não conseguia ter um resultado positivo.
Quem diria que anos mais tarde haveria de fazer uma pós-graduação no ISCTE com 15 valores e ler apaixonadamente vários “best-sellers” de economia com o maior dos prazeres. Se calhar, outra idade...outra maturidade.
Lembro-me de um célebre dia me dirigir para o pavilhão central para ver o resultado de mais um exame de Economia I e encontrar a minha namorada (hoje minha esposa) sentada nas escadas a chorar.
Vários colegas que a conheciam de averem no Técnico, pensando que ela era aluna de lá, consolavam-na com uma palmada nas costas dizendo: “Deixa lá, fazes a cadeira para o ano que vem”
Quando vi a minha esposa a chorar, pensei: Outra vez! Não!!
Abeirei-me dela e disse-me: “Vai ver a nota”
Quando olhei para a pauta nem queria acreditar: 10 Valores! 10 Valores!! Passei!!!
Foi então que percebi, que o diploma estava próximo e o objectivo de ser Engenheiro, concretizado.
Sentei-me ao pé dela e lembro-me de termos chorado juntos.
Antes de entrar para o Técnico, olhava as escadas da Alameda e sonhava um dia poder subi-las. No fim do curso, só desejava descê-las e nunca mais regressar à Alameda.
Foi difícil! Muito difícil! Hoje com 19 anos de trabalho no lombo, aprecebo-me que valeu a pena.
Faço o que gosto!
Exercer Engenharia é de facto o meu grande hobby; independentemente da remuneração, que acaba por ser acessória.

Tempos do Técnico

Voltar ao Instituto Superior Técnico, fez-me reviver velhas lembranças; umas boas, outras más.
Lembro-me que passados largos anos, ainda acordava de noite suado com o pesadelo que me faltava fazer uma disciplina, ou a secretaria tinha perdido uma nota e tinha que fazer a disciplina outra vez.
Foram tempos muito duros e difíceis. Só quem passou por isso, pode realmente entender o que digo.
Não é por acaso que havia a máxima que dizia:
“Se todos os filhos da p... voassem, nunca se veria o sol no Técnico”

terça-feira, outubro 10, 2006

EADS Pegasus Road Show

No seguimento à minha visita ao Instituto Superior Técnico no passado dia 28, algo ficou por dizer.
O que foi o evento EADS Pegasus Road Show?
Tratou-se da vinda de funcionários da EADS, para angariar Engenheiros Aeronáuticos em fase final de formação, para as suas instalações ao redor do Mundo. Este ano pretendem contratar 3.000 Engenheiros, pelo que a sua função é visitar os vários estabelecimentos de ensino que ministram tal formação, assistirem às discussões dos projectos finais dos alunos e avaliar da sua capacidade para integrarem os quadros da Airbus, Eurocopter, etc.
Estava a assistir à palestra inaugural e a perguntar a mim próprio:
- Porque é que eu hei-de descontar cerca de 300 contos/mês, para financiar cursos sem saída profissional em Portugal?
- Porque é que eu hei-de investir dinheiro, para beneficiar países terceiros, neste caso, muito mais ricos do que o nosso?
Isto é um ultrage! Um roubo!! Um desperdício de dinheiro!!!

Já percebi como é que os cursos são criados neste País.
Um conjunto de professores reune-se. Precisam de trabalho.
Então, lembram-se de criar um curso de......Engenharia Aeronáutica (porque não?)
E assim, passam a ter emprego. Os desgraçados que abraçam o curso é que não fazem ideia que no final de 5 anos de suor e lágrimas, se iram encontrar todos no desemprego.
Quantos há nestas condições licenciados, por exemplo, em Relações Internacionais? Resmas! Pargas deles! Que acabam depois a fazer de tudo, excepto relações internacionais.

Portugal deveria planear os cursos à medida das necessidades do País.
Ora bem.....Médicos de Clínica Geral....... dentro de 6 anos são necessários X. Normalmente desistem 20%. Então devem entrar para o curso este ano 1,2X.
Engenheiros Aeronáuticos......necessitamos dentro de 5 anos de 2.
10!?!?!?!?! Não vamos criar um curso para sacar 10 Engenheiros Aeronáuticos!!! Vamos procurá-los ou formá-los fora.
Porque é que a UBI (Universidade da Beira Interior) há-de ter um curso de Engenharia Aeronáutica? Precisam de fazer cálculos para atirar ovelhas ao ar? Que indústria deste tipo existe na região? Nenhuma! Então que relação existe entre a Universidade e a Indústria? 0 (Zero)!
Que país é este!! Estão todos a dormir!!!

As instituições privadas, desde que não subsidiadas, podem promover os cursos que quiserem: astrofísica, inteligência canina, o que quiserem. Só os frequente, quem quiser ser otário e/ou endinheirado. Problema deles!

Agora, instituições gerida com dinheiros públicos...ai isso não!
Quando os recursos são escassos, há que geri-los o mais criteriosamente possível, por for a rentábilizá-los ao máximo.

De facto somos um país pobre....diria mesmo miserável, até nas idéias!
Idiotas isso sim, há muitos!! E chicos espertos, também!!!

quarta-feira, outubro 04, 2006

Um dia vulgar

Ontem dia 3 de Outubro, como de costume saí do emprego às 18:30, após 8:46 minutos de trabalho.
Não me dirigi directamente para casa, porque tive que passar primeiro pela farmácia para comprar umas vitaminas, para ver se consigo passar o Inverno sem gripes.
Chego a casa por volta das 19:00 e como sempre encontro a minha mulher com um delicioso sorriso. A minha filha já está dento da banheira para iniciar o banho.
De repente a minha mulher grita dizendo que uma osga tinha entrado pela janela do quarto e fugido para trás do computador.
Para trás do computador!!!!!!!! Aquilo é só fios uns atrás dos outros!!!!! Como vamos desalojar a minúscula osga!!!!
Enquanto ela vai buscar um pano húmido, fico de sentinela ainda de mala na mão, não vá a dita cuja fugir para outro lado. Da casa de banho grita a filha porque ninguém lhe vai dar banho.
Começo a despir a farda de trabalho, sempre a olhar para a zona do computador. Chega a minha esposa com o pano e eu desloco-me para dar banho à filha, que está cada vez gritando mais.
Passado algum tempo, a minha esposa var ter comigo à casa de banho dizendo que a osga já tinha entregue a alma ao Criador.
Lavo a minha filha, tiro-a da banheira, enxugo-a e entrego-a à mãe para passar os cremes todos.
Chego ao quarto e lembro-me que nem sequer tinha guardado a roupa. Acção que passo de imediato a fazer.
Após a roupa arrumada, chamam-me para ir jantar.
Após o jantar, ajudo a levantar a loiça, guardo alguns produtos no frigorífico, sacudo e dobro a toalha.
Vou-me sentar um pouco na sala a ver televisão, lendo a revista Exame Informática que tinha chegado à caixa do correio. Isto já eram cerca das 21:00.
A minha esposa senta-se ao meu lado a assistir a um epissódio do Smalville.
22:00, cama, exausto.
O que tinha planeado fazer quando chegasse a casa:
à 30 minutos de bicicleta;
à Pôr o Totoloto via Internet;
à Estudar 30 minutos de Alemão ao deitar.
% de concretização do planeado: 0 (ZERO)

A verdade é que quando as duas estão em casa, não tenho tempo para fazer nada. Quando não estão, sou invadido por uma tal nostalgia, que não me apetece fazer nada.

Conclusão: apesar de não conseguir fazer nada do que planeio fazer, sou feliz. Feliz e agradecido por ter a família que tenho. Sou louco pelas duas.

sexta-feira, setembro 29, 2006

Instituto Superior Técnico

Ontem, dia 28 desloquei-me ao Técnico, para assistir a um evento no âmbito da 3ª semana aerospacial.
Há pelo menos 12 a 15 anos que não entrava lá.
Fiquei abismado! Mal reconheci a escola onde eu tanto ri, sofri, chorei.
O pavilhão de Mecânica está na mesma, agora com uma enorme torre onde era o jardim interior.
Os pré-fabricados (chamados A’s) onde tinha as minhas aulas de desenho e onde nos estiradores estavam registadas as chapas de matrículas das “meninas” que andavam ao ataque junto ao Instituto Nacional de Estatística, deram também lugar a um enorme edifício.
Existem cafés com esplanadas por tudo quanto é sítio. Até o BPI, tem agora uma dependência bancária. Não são apenas máqs. multibanco. São funcionários bancários, com gestores de conta. No meu tempo éramos pelintras, ferverosos utilizadores do Metropolitano e da CP, que lá tínhamos uns trocos para ir comer uma sandes ao bar do pavilhão principal. Um dia, até encontrámos um camarão num rissol. Um camarão num rissol!!! Ficou durante muito tempo exposto pendurado num cordel, visto que quem não visse não ía acreditar.
O novo pavilhão de Civil é um luxo. Grandes anfiteatros, confortáveis, com sistemas multimédia. No meu tempo, haviam apenas os do pavilhão central de “suma a pau”, que ao final de uma aula de 1:30, já não sabíamos como posicionar o traseiro.
A rapaziada, anda de automóvel, mota e portátil às costas. Agora até existem salas onde se pode ficar a estudar 24 horas por dia. No meu tempo, às 2 da manhã éramos postos na rua.
Ainda me lembrei do dia em que o meu programa de computador em centenas de cartões perfurados (na altura o computador era um IBM 360), me caíram ao chão. Havia cartões por todo o lado, com o vento a ajudar. Como as instruções (uma por cartão) eram praticamente ilegíveis, porque as fitas de impressão não prestavam, tive que correr o programa várias vezes, até conseguir pôr os cartões pela ordem certa. Outros tempos!
Só os bancos do jardim onde eu namorava com a minha esposa, são os mesmos.
Estão ali investidos uns milhões de contos.
Até me deu vontade de voltar às aulas.
Gostei!

terça-feira, setembro 26, 2006

Situação presente

Não sei porquê, mas apesar dos indicadores demonstrarem uma ligeira evolução positiva da conjuntura económica, o “meu faro”, não acompanha tal optimismo.
Mesmo aqui na empresa, agora gerida por capital e tecnologia estrangeira, algo me diz, que o panorama a curto prazo não se avizinha brilhante.
A realidade não aponta neste sentido, mas o “meu faro”.......raramente se engana.
Esta ideia está na linha da quebra do investimento privado.
Só espero estar enganado.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Meco

Estou triste! Profundamente triste!
Ontem Domingo, a minha esposa pôs a minha mala à porta da rua, para que eu a levasse para a garagem. Percebi o toque! Ela não quer mais passar fins de semana no Meco. Eu percebo que os dias começam a ficar curtos e frescos. Começa a ser mais agradável passá-los em casa. Eu por mim, vestia uma camisola ou duas e continuava a ir, mas para elas não é agradável. Mais, para passarmos os fins de semana no Meco, a minha esposa tem que prescindir das idas à Igreja. Tudo isto para mim é brutalmente castrador e triste.
Ir sózinho e deixar a família? Poderia ser uma solução, mas também não é a óptima.
Porque é que na vida nada pode ser perfeito?

Minha Filhota III

À tarde, mal abro a porta vejo aquela coisa linda a correr para mim de braços abertos e para me dar um beijo muito gostoso.
Não há palavras!
Dispensou-me todas as atenções e mais algumas. Fiquei derretido.
De manhã custou-me, mas tinha de lhe dar uma lição.
As crianças têm um sexto sentido extremamente apurado. Estudam-nos diariamente e conforme o temperamento de cada pessoa, assim reagem para tirar as maiores vantagens possíveis. Cabe-nos a nós direccionar este atributo, por forma a beneficiarem dele no futuro.
As crianças têm também que perceber, que nada neste mundo é de graça. Há um escritor, de que não me lembro do nome que diz: “Se o que adquiriste foi de graça, é porque utilizaste inadvertidamente um cartão de crédito que não era teu”.
Se lhe facilitarmos demais a vida, tornam-se homens e mulheres convencidos que pelo facto de estarem no Mundo, este tem que lhe presentear todos os seus desejos.
Puro engano!

terça-feira, setembro 12, 2006

Minha Filhota II

A marota hoje entrou na casa de banho e nem sequer um beijo me deu. Passou por mim, como cão em vinha vindimada. Aí é? Hoje estás com a mania que és a Rainha do Sabá? Então está bem! Vou-te dar a mesma atenção que me dispensaste.
À hora do pequeno-almoço passou-se o seguinte diálogo:
- Pai, Estás zangado?
- Não. Só gostava de ter tido direito a um beijinho ou a um bom dia.
- Então está bem, toma lá um beijo.
- Não. Não preciso de favores. Gostaria do beijo se fosse espontâneo, agora assim, não.
Passou-se o pequeno almoço, fomo-nos arranjar e descemos para a garagem.
Como sempre sou eu que a ponho no carro da mãe, lhe aperto o cinto e lhe dou um grande beijão. Hoje fiz as operações do costume, mas fechei a porta sem lhe dar o beijo. Se ela não me o quis dar de manhã, concerteza que também não o queria receber agora.
Pela cara que fez, ficou muito sentida.
Estou para ver a reacção dela à tarde quando chegar a casa.
Gosto muito dela, mas não posso facilitar. É filha única e eu não quero criar ums prepotente em casa. Custa-me, mas não há outra solução.

Minha Filhota

Estive hoje a trocar as fotografias que tenho em cima da minha secretária.
Numa delas está a minha filha a sair da água com uma cara muito marota, toda sorridente.
Este ano, apanhou praia até cansar. Pelos vistos não se cansou, pois continua a fazer as maluquiches mais incríveis à beira-mar.
Agora, quero que ela tenha uma experiência nova: pô-la a caminhar na neve enterrando os pés até aos joelhos. Friozinho no pelo, luvas, gorro na cabeça e tudo branco.
Estou curioso, quanto à reacção que vai ter.
Na televisão já viu a Pipi das Meias Altas fazer bonecos de neve. Vamos lá a ver como se sai na realidade.
Para já, temos que aguardar mais uns meses e deixar que o tempo arrefeça. Na Alemanha, por exemplo, ainda está ceu limpo e cerca de 28ºC.
Claro, neve nem ve-la. É ainda muito cedo.

segunda-feira, setembro 11, 2006

X

Este fim de semana no X foi divinal.
As barulhentas pessoas habituais do mês de Agosto já debandaram.
O tempo esteve excelente. O mar com uma temperatura excepcional (talvez a rondar os 20ºC). A ondulação a desfazer junto à praia com força mediana. Uma temperatura ambiente perfeita (nem muito calor, nem frio). Vento zero.
Tomei 2 banhos no Sábado e 2 no Domingo simplesmente magníficos. Em cada um tive mais de ¼ de hora dentro de água, nadando, mergulhando nas ondas, boiando.
No Sábado, almoçámos junto à praia, na esplanada. Ambiente acolhedor, sem barulho, disfrutando de uma paisagem sem fim. Peixinho grelhado, do melhor que se pode comer, um doce de amêndoa para terminar, absolutamente divinal.
Com um conjunto de factores assim, a praia X é a melhor praia do Mundo!
Duches para tirar o sal dos pés e do corpo. Biblioteca para quem quiser mergulhar em assuntos mais profundos ou mundanos. Cinzeiros para levar para a praia, para evitar beatas na areia.
O que se pode querer mais?

segunda-feira, setembro 04, 2006

Déficit Norte-americano

Li na revista World Business, que os Estados Unidos estão com uma taxa de poupança negativa
No ano passado as famílias norte-americanas gastaram mais cerca de 500 mil milhões de dólares do que ganharam. O País consumiu mais de 800 mil milhões de dólares do que produziu.
Quem gasta mais do que produz, tem que pedir emprestado. Assim, os norte-americanos pedem diariamente emprestado cerca de 3 mil milhões de dólares ao resto do mundo.
Quem os financia? Sobretudo Japão, a China e a Arábia Saudita.
Apesar desta situação estar a contribuir para a retoma mundial, não se pode manter por tempo indeterminado.
Assim, mais tarde ou mais cedo, o governo norte-americano, terá que desvalorizar o dólar e subir as taxas de juros.
Como historicamente, quando a economia americano apanha uma constipação, a economia europeia apanha uma pneumonia, as consequências, por exemplo, de uma subida frenética das taxas de juros, terão na economia Europeia e sobretudo Portuguesa consequências devastadoras.
Esperemos pelas cenas dos próximos episódios.
Agora que o panorama é muito negro, lá isso é.

sexta-feira, setembro 01, 2006

Já ouço

UPI!!!!!!!!! Já ouço outra vez!!!!!!
Regressei ao mundo dos vivos.
Tinha porcaria nos ouvidos, que não acabava mais. Também pudera, com as enormidades que ouço todos os dias.....
Cotonetes nunca mais!
No entanto pus-me a reflectir: se não devemos tirar a cera dos ouvidos e deixar que seja o corpo a expulsar o excesso, também não nos deveríamos assoar. Deveríamos apenas apanhar os “macacos” que ficassem pendurados no nariz pelo lado de fora; tipo teia de aranha. Devia ser giro, circular pela rua e ver a malta toda com os “gajos” pendurados: uns secos, outros mais molhados; uns escuros, outros mais claros. Estou deveras confuso!
A verdade é que só damos importância à saúde quando a perdemos.
Deve ser tão triste a vida daqueles que por um motivo ou outro perderam um dos seus sentidos. Não poder sentir a vida em pleno......

quarta-feira, agosto 30, 2006

Não ouço quase nada

Puxa, não ouço quase nada!
Com os banhos de piscina no Algarve, fiquei com os ouvidos entupidos.
Fui às urgências do Hospital da CUF Descobertas e deram-me um líquido para desfazer a caca que tenho dentro dos ouvidos. Ainda levei uma descompustura da médica por limpar os ouvidos com cotonetes.
Pus o líquido. Só que a porcaria em vez de sair, instalou-se mais fundo nos ouvidos. Se calhar devia caminhar a fazer o pino. Para além de complicado, aqui na empresa internavam-me como maluco.
6ª feira já vou a uma consulta de Otorrino na CUF para fazer a lavagem aos ouvidos.
Vamos lá a ver se a lavagem não me vai puxar os (poucos) neurónios que tenho.
Por um lado, a surdez tem uma vantagem: não se ouvem certas barbaridades. Por outro, faz uma certa pressão na cabeça; tipo dor de cabeça.
Para quem tem um trabalho intelectual, é muito desagradável. Dá vontade de meter um gancho pelos buracos das orelhas e arrancar tudo; tímpano incluído.

terça-feira, agosto 29, 2006

24 anos de namoro

No passado dia 27 (Domingo) fez 24 anos que comecei a namorar a minha querida esposa. Estávamos de férias na Costa da Caparica e nessa tarde fomos jogar às cartas com uns amigos ao Ninho. Foi aí que tudo começou, com uns deliciosos beijos naquelas bochechas, que ainda hoje adoro beijar.
Olho para trás e lembro-me como se fosse hoje. Parece que foi há pouco tempo, e no entanto....
Tivémos durante este tempo excelentes momentos, uma vida repleta de sorrisos e contrariamente ao que é habitual sem grandes mau momentos.
Mulher inteligente, culta, doce; de um trato inigualável. Sem uma palavra de rancor, sempre com um sorriso para os amigos e até alguns inimigos, que ela desconhece ou finje desconhecer. Mãe estremosa, com uma paciência sem fim; até para mim. Mulher com um olho azul capaz de 24 anos passados, me deixar água na boca. Uma voz melodiosa que me tranquiliza. Um corpo.........!!!!!!!!!!!!!
No Domingo estávamos na piscina no Algarve e olhava de longe para a minha mulher. Como eu adoro aquela criatura, tanto por fora, como por dentro.
Por várias vezes já lhe disse que ela não consegue sequer imaginar o quanto eu gosto dela. Ela diz que sabe, mas na realidade não faz a mais pequena ideia.
Por vezes só da a ver, ainda sinto o coração a acelerar. É impressionante!
Tenho por hábito beijá-la muito; abraçá-la; fazer-lhe festas. Ela gosta, mas não faz ideia do que eu sinto por dentro quando o faço.
Ontem, 2ª feira, depois de chegarmos do Algarve, fomos ao supermercado mais a filha comprar pão e iogurtes, que já estavam a fazer falta. Quando vínhamos para casa, com a criança a correr uns metros à nossa frente, disse-lhe: eu gosto tanto de ti!!! Ela sorriu. Sorriu com uma cara de deliciada, como fica sempre que lhe dou um piropo.
O que ela não sabe é o quanto isso é verdade. Não me importo. Eu sei e isso basta-me.

Retorno à normalidade

A casa voltou ontem à normalidade. Ainda bem!
Já se ouve a vozinha da minha filha pela casa toda. A presença da minha mulher também me é imprescindível.
Gosto muito das férias, mas sabe bem voltar a casa; à rotina diária!

terça-feira, agosto 22, 2006

Silêncio

No Domingo, a minha mulher e a minha filha foram de fériaspara o Algarve de comboio.
Apanharam o “Alfa” para Faro e os meus cunhados, foram buscá-las à estação.
Eu sou suspeito, mas o comboio é de longe o melhor transporte público que existe: confortável, insonorizado, espaçoso, e neste caso, com televisão, bar, ar condicionado, música, .....
Acontece que como se trata de um comboio pendular, este inclina para o lado de dentro das curvas, como forma de contrabalançar a inércia. A minha mulher acabou por chegar ao Algarve enjoada, mal disposta. Embarcaram a seguir ao almoço e talvez por este motivo, a digestão parou. Coisas que acontecem.
Em casa, o silêncio é sepulcral! Sem as duas, parece uma casa fantasma; só tenho a companhia dos pássaros. Tenho a televisão, o vídeo, o computador, a aparelhagem de som,....,só para mim; até posso ler!
É no mínimo impressionante o movimento que uma miúda de 3 anos consegue fazer em casa. É uma autêntica revolução!
A verdade, é que sinto a falta delas. Tenho mais liberdade para fazer o que quero, mas sinto muito a falta delas.
5ª feira já vou para baixo ter com elas. Vão ser 4 dias que me vão saber muito bem. Quero levantar-me muito cedo, para ir à praia passear à beira-mar. Depois por volta das 11:00/11:30, regressar a casa para tomar um banho na piscina. Almoço e soneca.
Vamos ver se os planos não saem furados.

PDI

Hoje de manhã a minha esposa não estava “grande espingarda”.
É uma linda mulher, sempre bem disposta, alegre, optimista, mas como toda a gente tem “dias não”. Hoje é um deles.
Assim, levei para o almoço o meu tecladoe telemóvel e enquanto almoçava, através do “Messager” fui-me comunicando com ela.
A certa altura perguntou-me se estava a almoçar sozinho. De facto estava. Aliás, tem sido prática habitual desde que vim de férias. Enquanto almoço, ou vejo televisão no telefone (“Discovery Channel”), ou estou no “Messager” com a minha “cara metade”.
Cada vez tenho menos paciência para as conversas imbecis que se trocam à hora de almoço. Gostava muito de almoçar com gente intelectualmente superior, culta, mas isso é cada vez mais difícil devido à raridade....ou se calhar sou eu que estou cada vez mais exigente....ou então, será a idade. A porcaria do PDI.
A verdade é que nos últimos tempos, tenho sentido uma enorme transformação quer física, quer emocional e intelectual.
Perdi a pachorra para os filmes de tiros, com tipos esfaqueados, esventrados e companhia. Perdi a pachorra para os frente a frente na televisão (excepção feita ao Prof. Marcelo Rebelo de Sousa). Os noticiários são o que sabemos. Se as notícias em que profissionalmente estou por dentro são deturpadas, o que acontecerá com as outras. Os próprios jornais.......até o desgraçado do Expresso......
Ontem mais uma vez estive do site da Universidade Católica a ver o curso de MBA.
Sinto necessidade de me dar com gente intectualmente superior. Adoro conversar com o meu tio Zé, mas isso só acontece de vez em quando.
Ontem perdi um pouco do meu tempo de trabalho à conversa com o director comercial da área de fabricação. Indivíduo novo, mas inteligente e culto. Caso raro hoje em dia. Felizmente sobra-me a minha mulher. Pessoa inteligente, arguta, com um interesse intectual um pouco diferente do meu, mas que consegue estimular-me.
Será que me estou a tornar num elitista?
Para me satisfazer, meto cada vez mais a cara nos livros. Pena tenho de não ter mais tempo. Paciência!
Sinto uma grande mudança em mim. Será a andropausa a chegar? Ou apenas o PDI?

quarta-feira, agosto 16, 2006

O Outono aproxima-se

Hoje começou a chver. As temperaturas já começaram a baixar dos 30ºC.
Para quem está de férias, acredito que seja aborrecido, mas como eu já usufruí das minhas....
Começa a regressar o tempo em que se pode passear de bicicleta. Comprei uns pneus novos e ainda não tive o prazer de os experimentar.
No mês passado, comecei a olhar para os pneus e achei-os estranhos. Debrucei-me e constatei que o que estava a ver já não era a borracha, mas sim a malha metálica de suporte destes. Epá! Está na hora de proceder à troca. Comprei uns bonitos pneus Michelin, que me custaram uma nota preta, mas ficaram lindos depois de montados. São “mais gordos” dos que tinha anteriormente; mais “grip”, mais esforço para pedalar, mas com uma estética de ir às lágrimas.
Também não podia exigir muito mais dos pneus velhos. Já tinham uns milhares largos de quilómetros no pelo.
A minha bicicleta de estimação, oferecida pela minha mulher quando fizémos 1 ano de casados (há cerca de 16 anos), está linda.
Estou desejoso por voltar a sentar o rabo no selim. Se há coisas que adoro fazer, passear de bicicleta é uma delas,.....,mas não com temperaturas acima dos 30ºC. Gosto de passear, mas não sou nem fanático, nem maluco. Mal por mal, prefiro passear à chuva com o meu impremeável.
Vamos lá a ver se é desta que vou conhecer Lisboa de bicicleta. Já tenho os mapas, o suporte,....,enfim todo o equipamento necessário.
Só falta começar a definir os itinerários e .......pedalar.
Tem que haver primeiro uma preparação física, porque senão fico a meio das colinas de Lisboa. Passeios de início em terreno plano e gradualmente ir aumentando o grau de dificuldade.
Dia 3 de Setembro se tudo correr bem, será a primeira saída.

quarta-feira, agosto 09, 2006

Moradia

Outro dia estive a ver um programa no canal “Discovery”, sobre a habitação nos primórdios da civilização. Começaram a construir em altura, quando começou a haver falta de espaço.
Quer queiramos quer não, salvo honrosas excepções, morar num apartamento é uma forma de encaixotar pessoas. No Japão já há hotéis com quartos com 2m x 1m x 1m com ar condicionado, apenas para passar a noite. Que horror!
Um dia “quando for grande” ainda hei-de ter uma vivenda com um grande alpendre e um belo relvado à volta.....para ler, ouvir música, descansar.
Ah, claro,....e um sotão para montar o meu comboio eléctrico Märklin, ter a minha biblioteca, o meu computador e a minha aparelhagem sonora.
O cão Labrador ou Begal será a seguir.
A casa não precisa de ser muito grande; o jardim, sim!
Em tempos, ainda comecei a fazer projectos de moradias, só que o tempo livre começou a escassear e o “hobby” foi-se.

Vontade de não fazer nada

Existem momentos na vida, em que não apetece fazer absolutamente nada.
Só pensar nisso, cansa.
Quando estas alturas aparecem, há que não perder a calma e esperar que a vontade de trabalhar volte.
Hoje está outra vez muito calor. Talvez seja essa a razão. Agora que não me apetece fazer “ponta del corno”, não apetece.
Há medida que a idade avança, começo a perder a paciência para o mês de Agosto. Felizmente este ano não tenho que estar de férias, no meio de milhões de pessoas. A trabalhar no meio de ninguém, é que se está bem. O problema não é esse: não tenho paciência para o calor; quando passa dos 30º é demais para mim. Felizmente no gabinete estão 24º.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Frases

Existe uma elite de pensadores, que por vezes têm um conjunto de frases que permitem em poucas palavras dizer um mundo de verdades incríveis.
Sem tradução para não se perder o “sabor”:

“Trust yourself, then you will know how to live” (Goethe)
“A man without a purpose is like a ship without a rudder” (Thomas Carlyle)
“ Not by age but by capacity is wisdom acquired” (Plautus)
“Life shrinks or expands in proportion to one’s courage” (Anais Nin)
“Anyone who keeps learning stays young” (Henry Ford)
“Progress has little to do with speed, but much to do with direction” (Anon)
“From small beginnings come great things”
“The aim of life is to live, and to live means to be aware” (Henry Miller)
“If we can dream it, we can do it” (Anon)
“There is always room at the top” (Daniel Webster)

17 anos de casado

No passado Sábado fiz 17 anos de casado. Mais 7 anos de namoro, significa que já conheço a minha esposa há 24 anos!!!
24 anos é muito tempo; no entanto, parece que a conheci ontem. É uma sensação muito estranha!
Costuma-se dizer que com o tempo a paixão desaparece e o que fica é aquilo a que se chama de amor. De facto, a paixão não tem a mesma intensidade de há 24 anos, mas por incrível que pareça, continuo a senti-la.
Temos temperamentos bem diferentes, mas que se interligam quase na perfeição, conseguindo ser um todo único, bem agregado, sólido.
Gostamos de estar um com o outro.
Não somos as mesmas pessoas de há 24 anos. Não há dúvida que a vivência, a experiência, vai moldando as mentes e estas vão-se transformando. Por vezes tais mudanças podem levar a choques de personalidade e muitas vezes à ruptura da relação. Felizmente tal não é o nosso caso.
Até o aparecimento dos filhos, com o consumo de tempo que tal implica, por vezes reduz o espaço temporal de conversa entre o casal, levando a pouco e pouco a um relacionamento de silêncio, que passa a não ser coisa nenhuma. Mais uma vez, também não foi o nosso caso. Claro que o tempo mútuo se reduziu, mas não abalou o relacionamento.
Considero-me uma pessoa previligiada.
A seguir ao almoço, deixámos a criança com os meus pais e fomos ao Centro Comercial Colombo ver o filme “A casa do lago” e lanchar. Um programinha a 2, que soube muito bem.
O filme está bem feito; é um romance bem agradável de ver e depois o lanchinho, acompanhado por aqueles olhos azuis que eu sempre amei, rematou o dia de forma divinal.
Eu gosto muito da minha mulher!

segunda-feira, julho 31, 2006

Mundial de Futebol

Apesar de um pouco atrasado devido ao meu período de férias, gostaria de referir o nosso brilhante comportamento no Mundial de Futebol.
Estatisticamente quanto maior é o universo disponível, mais fácil é conseguir uma boa amostra; i.e., retirar 23 jogadores de um universo de 10.000.000 habitantes é mais difícil que retira-los de um universo de 150.000.000.
Basta ver o nº de vezes que cada país foi Campeão do Mundo:

BRASIL 5 vezes 141.000.000 habitantes
ITÁLIA 4 vezes 57.000.000 habitantes
ALEMANHA 3 vezes 79.000.000 habitantes
ARGENTINA 2 vezes 32.000.000 habitantes
GRÃ-BRETANHA 1 vez 56.000.000 habitantes
FRANÇA 1 vez 55.000.000 habitantes
ESPANHA ---- 39.000.000 habitantes
HOLANDA ---- 15.000.000 habitantes
PORTUGAL ---- 10.000.000 habitantes

É evidente que existem 2 casos singulares: a Itália que face ao nº de habitantes não deveria ter sido tantas vezes campeã do Mundo e o caso da Argentina que estoicamente também já o conseguiu ser por duas vezes. No entanto nestes 2 casos, temos que entrar em linha de conta que são países mais “doentes pelo futebol” do que o normal e daí a maior probabilidae estatística de encontrar um lote de 23 jogadores fora de série.

Quanto há possibilidade de Portugal ter sido Campeão do Mundo, é estatisticamente quase uma impossibilidade.

A sua posição (4º lugar) deve ser motivo dos mais rasgados elogios.

Repare-se que Portugal seria se o futebol fosse o padrão:
4º País mais industrializado do Mundo (faríamos parte do Grupo G8, que define o futuro do Mundo)
4º País do Mundo com maior nível de literacia
4º País do Mundo relativamente ao nível de desenvolvimento humano
4º País do Mundo com a banca mais poderosa (em activos, empréstimos,...
4º País do Mundo..........

Grande sonho! Temos de acordar! A realidade não é essa, nem nunca poderá ser, face à situação periférica do País, e ao seu tamanho geográfico e demográfico.

Assim se pode sentir melhor o feito que os nosso 23 rapazes e toda a equipa técnica conseguiram e pelo qual só temos que nos sentir honrados e felizes.

Viva a Selecção Portuguesa de Futebol!

IRC (II)

Não é que nestas férias li um artigo sobre a China, em que neste país qualquer empresa que seja autorizada a abrir portas, está isente de pagamento de impostos sobre lucros durante 2 anos?

Toda a gente sabe que nos 1ºs anos as empresas têm que fazer grandes investimentos, pelo que a probabilidade de darem lucro é reduzida; i.e., quando começam a dar lucro já têm que pagar impostos (3º ano e seguintes).

No entanto esta é uma forma importante de atrair empresários para que invistam no país.

Não é preciso ser chinês para ser esperto.

A economia chinesa cresce em média cerca de 10% ao ano. A nossa em 2006 vai crescer 1,2% e o governo está muito satisfeito?!?!?!

quarta-feira, julho 05, 2006

IRC

Se existem impostos que tenho dificuldade de aceitar nos tempos que correm é o IRC.
Estamos num processo vertiginoso de globalização da economia. Assistimos diariamente a deslocalizações de empresas para áreas do globo onde os custos de produção são mais baixos, visto os custos logísticos praticamente não pesarem no preço final ao consumidor.
Então pergunto-me: não são as empresas o motor da economia? Quanto mais empresas houver, mais emprego haverá, mais IRS a receber por parte do Estado, mais IVA derivado do aumento do consumo.
Não poderia ser um estímulo para o estabelecimento e fixação de empresas no país, a abolição ou redução drástica do imposto IRC? A Madeira tem uma zona franca. Porque é que não se torna o país mum país franco?
Ou vendo as coisas ao contrário, porque é que as entidades bancárias, que mais lucros auferem, pagam menos taxa de IRC, que por exemplo a “retrosaria do Manel”? Será que os bancos emprestam dinheiro ao estado a custo zero e assim uma mão lava a outra?
Não haverá aqui uma situação sórdida?
Evidentemente que não sou um fiscalista e muito menos economista. Devem haver variáveis que desconheço, que indiciem o contrário do que afirmo. Temos grandes inteligências no País que se calhar já pensaram no assunto e se não agiram foi por algum constrangimento que desconheço.
Será que é preferível a política subsidiária discricionária a algumas indústrias, de acordo com um plano de médio/longo prazo para Portugal? Isto existe, plano industrial de médio/longo prazo?
Tenho alguma dificuldade em perceber isto! Adorava que alguém me explicasse!

Comboios de alta velocidade

Faltam 3 desgraçados dias para ir de férias. Como já dizia Einstein a relatividade do tempo é terrível e neste caso, parece que a semana nunca mais acaba.
Vamos lá a ver se é nestas férias que eu mais a família apanhamos o Ave em Sevilha de manhã, para irmos almoçar a Madrid e voltar ao final do dia.
Já tenho saudades do tempo em que passava a vida em reuniões entre Sevilha e Toledo; andar de avião entre Lisboa e Munique é muito maçador.
Se há transportes públicos que adoro, é andar de comboio e se ainda por cima for de alta velocidade, melhor. Considero o melhor transporte público que existe. Confortável, silencioso, com espaço para esticar as pernas, comer, trabalhar com computador, falar ao telefone, ouvir música, ....,dormir.
Talvez seja ainda o meu sonho de criança de querer ser maquinista da CP a fazer efeito.
Vamos lá a ver se o tempo não aquece demasiado para impedir o passeio e se a minha cara metade está pelos ajustes. Estou convencido que ela ia gostar. Fizémos junto o passeio entre Londres e Bristol, mas o AVE anda muito mais depressa....e quando os comboios se cruzam, a deslocação do ar que provocam é no mínimo......orgásmica!

quinta-feira, junho 29, 2006

Londres e Bristol III

A viagem para Bristol foi feita de comboio.
Estes não são muito modernos, mas andam sempre a horas e a uma velocidade de cerca de 170Km/h o que já é razoável.
A paisagem que se vai abrindo diante dos nossos olhos é que é deslumbrante. Tudo muito verde, cheio de flores de todas as cores (estávamos na Primavera). Passámos por inúmeros rios. É interessante verificar, que nas margens destes se encontram ancorados inúmeros barcos de recreio.
A passagem por “Bath” é magnífica, devido à sua vegetação e paisagens. Assemelha-se um pouco a Sintra.
O hotel em Bristol foi marcado por uma simpática secretária da empresa britânica que visitei. Tratava-se de um hotel centenário que à pouco tempo tinha sido objecto de uma profunda restauração (cerca de 2 milhões de contos!!!!). Nunca na minha vida me lembro de ter estado num hotel tão sumptuoso. Os quartos são enormes e cada um decorado de forma diferente.
Só o acto de espreitar a sala de jantar dá a sensação que ficámos com os cartões de crédito a 0. Verdadeiramente espectacular!
Durante a reunião de trabalho a secretária do responsável, perguntou-me se estávamos bem instalados. Bem instalados???? Perguntei-lhe se alguma vez tinha visitado o hotel. Ela disse-me que não, pois era recente. Então, convidei-a logo que tivesse oportunidade a fazê-lo, pois era digno de ser visto.
Relativamente à empresa, nunca tinha visto nenhuma tão grande, com carreiras internas de autocarros com horários, como se de uma cidade se tratasse. Fiquei boquiaberto.
Aliás, durante a viagem de comboio, é que nos apercebemos da capacidade industrial deste país, motor da 2ª revolução industrial. As instalações fabris populam por todo o lado.
Um dia gostava de voltar à Grã-Bretanha, mas com mais calma. Bristol mal a vi, devido aos afazeres profissionais. Quem se deleitou foi a minha esposa. Ela quando criança passeou pela Escócia, que diz ser muito bonita. Tenho que pensar no assunto.

Londres e Bristol II

O museu de cera da Madame Tusseau, também me surpreendeu pela positiva. É espectacular a semelhança das figuras expostas com a realidade.
A certa altura, sentei-me num banco ao lado de um indivíduo que se encontrava a dormitar. Estranhei ver uma pessoa num museu a dormir. Só depois de olhar com atenção é que verifiquei ser um boneco. Fui enganado. Espantoso! Espectacular!
Como não podia deixar de ser, existe uma sala com toda a família real britânica (nobless oblige!). Noutras salas poder-se-ão ver destacadas figuras da política, desporto, cultura... Um museu a não perder. Existe um parecido (muito mais pequeno) na Grécia em Ioannina, mas sem o esplendor e qualidade deste. Penso que abriu agora um também em Lisboa, mas que ainda não tive a oportunidade de o visitar.

Como estavam uns dias excepcionais, Hyde Park encontrava-se repleto de gente, muita dela sentada em cadeirinhas com os homens em tronco nu, aproveitando o sol. Era interessante observar, que os muçulmanos se dividiam em 2 grupos (homens e mulheres). Nunca se misturam e sempre vestidos. Culturas.....
A relva apresenta uma limpeza exemplar. Não há resíduos mal-cheirosos de canídeos, como aqui em Portugal. Os donos são obrigados a apanhá-los e pô-los no lixo. Tive o prazer de observar vários casos.
Por todo o lado se vêm simpáticos esquilos, que vêm ter connosco pedindo comida.

A “Tower Bridge” que parece nos postais uma ponte taciturna e antiga, é na verdade com os seus arcos metálicos pintados em côr azul clara e quando banhada pelo sol, uma estrutura leve e esteticamente muito bonita. O mesmo se passa com a maioria dos monumentos por que passámos.

No regresso de Bristol encontrámos Londres debaixo de chuva. De facto a diferença é da noite para o dia. Parece mais fechada, mais claustrofóbica, triste se assim se pode dizer; mas com sol aberto, é linda.

Não se pode é comer de faca e garfo. Para além de se verem poucos restaurantes, estes são absurdamente caros. Temos que nos ficar pelas sandes e “fast food”, que também alimentam e muito mais de acordo com a nossa carteira.

Seja como for: uma cidade a não perder.

quarta-feira, junho 28, 2006

Londres e Bristol I

A propósito de Oxford Street, há algum tempo atrás tive que me deslocar a Bristol para uma reunião de trabalho.
Como era mais barata a viagem, caso esta apanhasse um fim de semana, fomos acho que numa 6ª feira ou Sábado para Londres e depois 2ª ou 3ª feira, apanhámos o comboio para Bristol. Digo apanhámos, porque aproveitei e levei a minha esposa comigo.
Durante os 2 ou 3 dias que estivémos em Londres, apanhámos um tempo excepcional, sempre com sol aberto, o que é raro por aquelas bandas.
Londres com sol é uma cidade linda. Ficámos num hotel nas imediações de Oxford Street, bem no coração da baixa londrina.
Demos um passeio de autocarro de 2 andares pela cidade e fomos conhecer lugares típicos como sejam o museu de cera da Madame Tusseau e Hyde Park.
Como já referi, passear em Oxford Street é o máximo. Dezenas de milhares de pessoas, caminhando nos largos passeios que ladeiam a estrada, de todas as etnias, raças, indumentárias, cor dos cabelos (alguns azuis, vermelhos,....). É algo de verdadeiramente indescritível. Nunca tinha visto uma cidade tão cosmopolita como aquela.

domingo, junho 25, 2006

Comportamentos tipicamente portugueses III

Ontem após mais uma jornada de trabalho, dirigi-me a casa.
Ía pela rua fora, quando de frente, vêm 2 exemplares do sexo feminino, ambas conversando empunhando sacos nas duas mãos.
Como o passeio não é muito largo, ocupavam-no na totalidade.
Com prédios de um lado e carros estacionados do outro, para passar por elas ou voava, ou eclipsava-me.
Obviamente que o choque era inevitável, apesar de me ter tentado encostar aos carros parados. Após o encontrão diz uma assim: “o homem parece que é parvo!”
Claro que este tipo de comportamento não tem resposta. Se se tratassem de Senhoras, 1º alguma delas tinha abrandado o passo para que quem vem de frente pudesse passar, visto que do meu lado nada havia a fazer.
Este tipo de comportamento também é característico dos rapazes e raparigas das escolas secundárias. Mesmo que os passeios sejam largos fazem um muro com 6, 7,... pessoas, que varrem literalmente as ruas. Quem quiser passar, que desapareça.
É interessante fazer uma comparação, com por exemplo Oxford Street em Londres. Aqui passeiam-se diariamente dezenas de milhar de pessoas de todas as partes do Mundo e sempre que alguém roça em alguém, ouve-se a palavra “Sorry!”. Claro que aqui mais uma vez, estamos a falar de outros mundos.
Este problema por aborrecido que seja, ainda se suporta. O problema é que estes agora transeuntes, são os mesmos que amanhã pegam num automóvel, dão à chave e comportam-se da mesma maneira. Os americanos, normalmente comparam o acelerador de um carro ao gatilho de uma pistola, e o resultado é bem visível nas estatísticas.
No meu tempo de escola, havia uma disciplina que se chamava Moral e Religião. Não sei se ainda hoje existe, mas deveria haver uma disciplina comportamental ao longo de todo o ciclo instrutivo, que falasse de assuntos como: educação cívica, código da estrada, sexualidade, drogas, etiqueta,...., como forma de melhor integrar as pessoas no convívio da sociedade.
Muitas vezes no elevador do meu prédio, as pessoas entram e seam e não cumprimentam, não dizem nada, limitando-se a baixar a cabeça. Penso que tirando algumas má criações, existem pessoas, que desconhecem o que dizer nessas alturas.
O acto por exemplo, de cuspir para o chão tão cultural encarado como de “muito macho-men” entre nós não existe na maioria dos países europeus, sendo mesmo repudiado em muitos deles.
Também nesta área, há toda uma revolução que é da maior importância fazer, para bem de todos e do País.

quarta-feira, junho 21, 2006

Reformas

Se pensarmos um pouco, verificamos que nos últimos tempos de fizeram reformas Fiscais, reformas Monetárias, reformas na Justiça, mas não se fizeram reformas na Educação e Saúde, por exemplo.
Porquê? Porque não foram impostas pela União Europeia. Cabe a cada país definir os rumos a tomar.
Será que só somos capazes de reformar matérias quando obrigados? Seremos de tal forma indulgentes, que se não formos obrigados a pensar e trabalhar, não o faremos?
Por princípio não gostaria de pensar assim, mas os factos.....
A reforma do sistema educativo, como ferramenta de médio e longo prazo, é determinante.
Como diz o nosso Presidente da República, Prof. Cavaco Silva, a venda de mão-de-obra barata tem os dias contados: 1º porque já não é tão barata quanto isso, e por outro, porque somos um país periférico, que compete por exemplo, com países como a Polónia e a República Checa, que geograficamente se encontram no “Coração da Europa”. Isto para não falar de países emergentes como a China e a Índia.
Mas, para inovar é preciso ter conhecimentos e estes só podem advir de um processo educativo capaz. Para colher é preciso semear e a semente é a educação.
Agora, para se saber que educação (instrução) implementar é preciso primeiro definir, em que palcos mundiais o país quer estar (ou pode estar) representado a médio e longo prazo. Só a partir daí se pode definir que instrução implementar. Por exemplo, não vale a pena plantar bananeiras em Portugal Continental; não é economicamente viável.
Por isso, tem que haver um uma convergência de opiniões e esforços dos partidos mais representados na Assembleia da República.
Martin Luther King teve aquela célebre frase: “I have a dream!”
É este tipo de visão que temos todos que interiorizar como absolutamente necessária para alavancar o País.

Governantes portugueses

“ORDINARIAMENTE todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?”
(Eça de Queiroz, 1867 in “O distrito de Évora”)

Este artigo tem quase 140 anos e está mais actual do que nunca.
Na realidade, o importante não é tanto o que o governo de Portugal pode fazer por nós, mas bem mais, o que cada um de nós pode fazer por Portugal.
Apesar disso, é sempre importante que do topo da hierarquia venha o exemplo a seguir, bem como políticas concertadas com a oposição, que possam ser postas em prática a médio e longo prazo. Se formos a ver, com a globalização, e as presentes orientações económicas internacionais, que diferenças podem existir de facto entre os programas de governo do PS e do PSD?
Não será mais do que altura, em nome do desígnio nacional, definir-se uma plataforma de entendido entre os partidos que representam mais de 2/3 do eleitorado?
Os países como as empresas, as pessoas, aliás tudo na vida, nascem, crescem, vivem e morrem. Multiplos países florescentes no passado, desapareceram do mapa, enquanto tais. No entanto, como português, não gostaria que tal acontecesse a Portugal.

terça-feira, junho 20, 2006

Comportamentos tipicamente portugueses II

Há algumas semanas, circulava eu de automóvel na auto-estrada entre Augsburg e Donauworth, quando constato no espelho retrovisor um motociclista montado numa grande máquina. À portuguesa pensei: “deixa passar a mota para ver que modelo é este”.
Passaram-se alguns minutos e a mota permanecia à mesma distância do meu carro. Estranhei. O que se passa? Alguns segundos depois é que me apercebi: circulava a 120 Km/hora, velocidade limite naquela via. Assim, a mota nunca me poderia ultrapassar.
Abrandei, mas infelizmente a mota abandonou a auto-estrada na 1ª saída, não me dando o previlégio de a apreciar.
Como são diferentes os comportamentos na Alemanha. Até para mim, me parecem esquisitos. Assim de facto, os indíces de sinistralidade nas estradas têm que ser manifestamente mais reduzidos.

Comportamentos tipicamente portugueses

Outro dia chegava ao aeroporto de Lisboa, quando o avião teve de se imobilizar na pista de acesso às mangas de desembarque, por falta de indicação da manga a utilizar.
O símbolo de apertar os cintos continuava ligado, mas já os portugueses estavam todos de pé a tirar freneticamente as bagagens dos compartimentos.
Uma hospedeira tentava infrutiferamente manter os passageiros sentados. Uma outra respondeu-lhe: “Deixa! São portugueses, não há nada a fazer!”
Sentado, olhava para um bando de portugas, todos apertados no corredor com as malas na mão. Passado um bocado, já fartos daqueles apertos, só olhavam para mim....ainda sentado, com alguma inveja do meu conforto.
Infelizmente este é o comportamento que hoje graça entre nós. É uma pena, mas é o que temos!

Mundial de Futebol

A empresa onde trabalho vai disponibilizar no self-service televisões, para que os funcionários possam assistir aos jogos de futebol onde participa Portugal.
Tem que se informar previamente a chefia, “picar” o cartão como se fosse uma saída e compensar o tempo inactivo, até à próxima 6ª feira.
É de louvar. Nota-se um contentamento entre os trabalhadores. Mais estranho é o facto da administração até ser brasileira.
É com actos como este, que se conquistam as pessoas, para o desafio da competitividade, que se tem que incrementar cada vez mais.
Parabéns à administração, apesar de pessoalmente não ser um fanático pelo futebol.

segunda-feira, junho 19, 2006

Velocidade de viver

Tive um Professor na disciplina de motores térmicos, que afirmava o seguinte:
“ Se queremos que um motor de explosão seja durável, este deve rodar em contínuo no segundo terço do conta-rotações”
Em termos simples, se um motor a gasolina debita a potência máxima às 6.000 rpm, este deverá trabalhar em contínuo entre as 2.000 rpm e as 4.000 rpm, se queremos que este funcione de forma duradoura.
Claro que passados quase vinte anos (até me parece impossível que já tenha terminado o curso de Engenharia à quase 20 anos), os processos de fresagem e torneamento evoluíram drasticamente, reduzindo-se as necessárias folgas entre peças móveis. As próprias ligas de materiais aplicáveis, evoluíram de uma forma impressionante, pelo que a regra empírica, hoje, parece ser um pouco conservadora, mas no entanto aplicável.
Passando esta regra geral da mecânica para a vida quotidiana, o mesmo se passa. Se queremos viver a vida desabridamente, esta tem tendência a “pregar-nos uma partida mais cedo do que esperávamos”. No entanto, viver a vida sem pimenta, é também um completo absurdo. Não temos conta-rotações no corpo, pelo que a medição do parâmetro não é fácil.
Se queremos ter uma vida que faça sentido, mas que não arrisque o futuro, convém que apliquemos a regra que o meu Professor me ensinou.

sábado, junho 03, 2006

Partidas da vida

A vida prega-nos por vezes partidas para as quais não estamos preparados. Costumo dizer que: “o que não nos mata, fortalece-nos”. Poderá ser verdade, mas algumas situações na vida são difíceis de suportar, entender, aceitar e ultrapassar.
A verdade é que o tempo é um grande mestre e tudo apaga, ou pelo menos ameniza.
Sinto-me exageradamente cansado, abatido, sem forças. A ressaca dos excessos de adrenalina é terrível.
A dificuldade em dormir só potencia o problema.
Dava tudo na vida para voltar com o relógio para trás............................................

sexta-feira, junho 02, 2006

Eficiência?

Todos os dias, a formiga chegava cedinho à oficina e desatava a trabalhar. Produzia e era feliz.

O gerente, o leão, estranhou que a formiga trabalhasse sem supervisão.

Se ela produzia tanto sem supervisão, melhor seria supervisionada...

E contratou uma barata, que tinha muita experiência como supervisora e fazia belíssimos relatórios.

A primeira preocupação da barata foi a de estabelecer um horário para entrada e saída da formiga.

De seguida, a barata precisou de uma secretária para a ajudar a preparar os relatórios e contratou uma aranha que além do mais, organizava os arquivos e controlava as ligações telefónicas.

O leão ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com índices de produção e análise de tendências, que eram mostrados em reuniões específicas para o efeito.

Foi então que a barata comprou um computador e uma impressora laser e admitiu a mosca para gerir o departamento de informática.

A formiga de produtiva e feliz, passou a lamentar-se com todo aquele universo de papéis e reuniões que lhe consumiam o tempo!

O leão concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga operária, trabalhava.

O cargo foi dado a uma cigarra, cuja primeira medida foi comprar uma carpete e uma cadeira ortopédica para o seu gabinete.

A nova gestora, a cigarra, precisou ainda de computador e de uma assistente (que trouxe do seu anterior emprego) para ajudá-la na preparação de um plano estratégico de optimização do trabalho e no controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se mostrava mais enfadada.

Foi nessa altura que a cigarra, convenceu o gerente, o leão, da necessidade de fazer um estudo climático do ambiente.

Ao considerar as disponibilidades, o leão deu-se conta de que a unidade em que a formiga trabalhava já não rendia como antes; e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico e sugerisse soluções.

A coruja permaneceu três meses nos escritórios e fez um extenso relatório, em vários volumes que concluía : "há muita gente nesta empresa".

Adivinhem quem o leão começou por despedir?

A formiga, claro, porque "andava muito desmotivada e aborrecida".

Tenho certeza que está pensando comigo:

'já vi este filme algures!'

(Autor desconhecido)

quinta-feira, junho 01, 2006

Família

Estava a ver agora como ficaram as fotografias e abri umas quantas onde aparece o meu pai, minha mãe, minha esposa e minha filha. Deu-me vontade de chorar. Deu para perceber que só consigo entender a beleza que me circunda, porque tenho uma família que adoro e que me adora. Sem isso......tudo o resto não teria a mesma beleza. Eu gosto muito deles. Eles são a minha razão de existir. Aqui o vocabulário português é imperfeito, porque não é suficientemente rico para que se possa expressar o que vai na alma, o que sinto verdadeiramente por eles. Um grande beijinho para os 4. Eu vos amo muito. Se Deus quiser, amanhã estou aí, nesse mundo imperfeito, mas onde tenho guardado todos os meus tesouros. Durmam bem.

quarta-feira, maio 31, 2006

Passeio a pé em Donauwoerth

Hoje dia 16 de Maio choveu e trovejou todo o dia. Como o meu gabinete é num pré-fabricado metálico, por vezes o barulho chegava a ser ensurdecedor. Fez-me lembrar as estadias no Meco quando está mau tempo. Para a tarde o tempo melhorou um pouco. Fui jantar ao McDonalds, como de costume quando estou só. Estacionei o carro no parque do hotel e deu-me uma enorme vontade de passear. Meu dito, meu feito. Tirei o guarda-chuva do porta-bagagens, não fosse chover e pus-me a caminho. Não é que pelo meio do bosque se chega com toda a facilidade a Donauwoerth? De carro são cerca de 4 Km, mas a pé é rápido; é sempre a descer. A volta é que é um pouco mais complicada, mas como pretendo fazer exercício dia sim dia não, já não custou muito. O corpo vai-se habituando.
Bonito e verdejante bosque, belas fachadas de edifícios, todos excelentemente conservados. Um rio Danúbio majestoso e agora tranquilo após o degelo. Tirei inúmeras fotos com o telefone. Todas bem bonitas. Não me importava de viver aqui se pudesse ter a família por perto. Cá estou eu outra vez a defender a Alemanha. Maldito vício. Mas, conhecendo meio Mundo, isto é de facto diferente.
Um passeio que tenho na cabeça é ir no Inverno a Interlaken na Suíça e subir o monte Juengfrau de comboio. Deve ser algo de inarrável. Vamos a ver......

segunda-feira, maio 29, 2006

Mistérios

Há por vezes situações na vida verdadeiramente inexplicáveis. Acabei de perder um cunhado que adorava. No entanto na dor, fui encontrar uma cunhada com quem falava, mas que na realidade desconhecia.
A vida tem mistérios difíceis de entender.

Para ti

Cunhado, à cerca de uma hora fui levantar as tuas cinzas. Doeu, doeu muito. Eu gostava muito de ti. Fico com a sensação que podia ter disfrutado mais da tua companhia. É a tristeza de não te voltar a ver.
Fica bem querido Cunhado. Descansa em paz.

PS: Não chateies o S. Pedro com motas, carros e gajas. Cuidado com as anedotas!

Para ti

Querido Cunhado, com esta é que me apanhaste desprevenido. Hoje é o dia do teu funeral. Sabia que adoravas guiar depressa, de andar de mota sentindo o ar a atravessar-te a cara. Eras feliz na tua liberdade. Tantas vezes te disse para fazeres uma condução defensiva; tem cuidado com os outros; à velocidade a que guias, um erro alheio dá-te pouca margem de manobra. Agora estou à espera das 17:30 para me despedir de ti. Malandro, roubaste-me uma preciosa peça do puzle do meu coração. Não se faz.
Ontem tive que ir a Beja reconhecer o teu corpo; que grande pancada que deste. Felizmente já lá não estavas. Pelo caminho encontrámos o sítio do acidente. O Pedro encontrou parte dos teus óculos. Num parque de sucata mais à frente encontrámos a tua mota e o carro que se atravessou na tua frente. Mal tiveste tempo para travar. As tuas calças ensanguentadas deixámo-las dentro do carro. Já não te vão servir para nada.
Ontem obrigaste-me a ter o pior dia da minha vida. Aqui em casa uns choram, outros contam passagens da tua vida. O teu harém está em peso. Conseguiste o impossível: juntar o mulherio todo.
Já não consigo chorar mais.
Sinto tantas saudades tuas.
Como me costumavas dizer, fica bem, onde quer que estejas.

sábado, maio 20, 2006

XU

XU não fiques zangada, porque não me esqueci de ti. Só que tu já fazes parte da prata da casa. Mulher decidida, impetuosa, desconfiada, excelente conversadora, amiga do seu amigo. Adorei a tua companhia durante aqueles memoráveis dias.
Também adorei o jantar com os teus pais. Simpáticos, extrovertidos, puros de alma. Qualidades pouco comuns nos dias que correm.
Não te esqueças de dizer ao teu pai que já comprei um bastão para ir fazer com ele uma caminhada ao Gerês. Ele que não se esqueça de mim.

Porto (Mi e Carlos)

Vamos parar de falar na Alemanha, porque parece facciosismo. Na verdade ainda há pouco tempo tive o previlégio de ir ao Porto com a minha mulher e a minha filha.
Lá encontrei um estar bem diferente do das gentes de Lisboa. Conheci pessoas de uma singeleza e simpatia, que eu pensava já terem desaparecido do planeta Terra, coordenadas Portugal.
De repente, senti-me como que transportado aqui à Alemanha. A Mi e o Carlos são daquelas pessoas com as quais nem sequer é preciso conversar. Estar apenas na presença delas é o bastante para aquietarmos os nossos corações e sentirmo-nos invadidos por aquela sensação de bem estar, que só se consegue sentir junto de meia dúzia de pessoas muito especiais. É como abrir aquela garrafa de vinho com mais de cem anos. Não há pressa na sua deglutição. Primeiro tira-se a rolha e deixa-se o vinho respirar; sentir a sua hora de libertação. Cheira-se a rolha, conversa-se um pouco, saboreia-se o ambiente que nos rodeia. Só por fim se verte no copo o precioso líquido. De início apenas um pequeno gole como se fosse o último e por fim então bebe-se o delicioso néctar.
Fiquei fã de tais gentes do Norte. A família do meu pai é do Porto. Lembro-me dos tempos passados em casa da minha madrinha. Era pequeno na altura, mas o paladar é o mesmo.
A minha esposa quer lá voltar pelo S. João. Não há como dizer não. Absolutamente!

quinta-feira, maio 18, 2006

Alemanha II

Não fosse amanhã ter de me levantar às 6 horas da manhã, e eu hoje ainda ía dar um valente passeio pelo meio do arvoredo, contemplando a Natureza. Gosto demais desta zona da Alemanha. As pesoas são simples e educadas.
A vida aqui parece simples; é simples. Quando se compara qualquer noticiário em Portugal, com a notícia do pai a estrangular a mãe ou os filhos à faca, as filas de trânsito, ou o stress diário, com a vida aqui vivida, parece que estamos a falar de outro Continente. Aqui as pessoas são alegres, bem dispostas, como se fossem feitas à imagem da Natureza. Para quê enervarmo-nos?
A produtividade é extremamente elevada, o nível de vida também. Materialmente nada falta e a Natureza faz o resto.
Às vezes até para mim é difícil de entender.

Alemanha

Hoje é dia 15 de Maio. Aqui estou no quarto do hotel do costume em Donauwoerth, contemplando da janela o magnífico jardim verdejante pintado com árvores multicolores que se espraia diante dos meus olhos. Não fossem as saudades das minhas meninas e o ambiente era perfeito. O contacto com a Natureza aqui faz mais sentido. Nós sentimos que fazemos parte Dela. Os campos a perder de vista estão vestidos de amarelo e verde, como as cores da bandeira brasileira. Nem só a neve é bonita. A Primavera é linda nesta zona da Alemanha. Da janela do avião avistam-se os lagos circundados pela planície onde pupulam florestas que descontinuam os campos pintados. Ao fundo, os Alpes imóveis, como que me tentam roubar a vez para ver a vista, ainda pintados de branco nos seus picos, como que nos lembrando a sua profícua idade. Dá quase vontade de chorar. É lindo! Lindo!

quinta-feira, abril 20, 2006

Passeio ao Porto

A minha esposa está em pulgas com a ida este fim de semana ao Porto.
Tempos houve em que ficava em pulgas quando íamos a Paris, Londres,....
É interessante como uma filha pequena revoluciona a rotina familiar. Se calhar quando crescer, a situação mantém-se.
Seja como for, a nossa filha foi uma das maiores alegrias que tivémos depois de casarmos.
É da maneira que o passeio ao Porto vai ter de ser saboreado minuto a minuto, segundo a segundo, por forma a degustarmos o máximo da dádiva com que nos presenteámos para este fim de semana. Claro, na companhia da nossa querida e inseparável filha, que ambos amamos perdidamente.

terça-feira, abril 18, 2006

A indústria em Portugal

Ontem no meu telemóvel, encontrei uma passagem que escrevi durante uma das minhas deslocações à Alemanha e que a determinada altura, reza assim:

“....no entanto, nestas agora deslocações semanais à Alemanha, pelo menos deu-me para confirmar aquilo que já sabia há muito: modéstia à parte, profissionalmente não chegam aos meus calcanhares. Aliás, outros colegas meus tiveram já o mesmo sentimento. Nesse caso, porque não singra a nossa indústria? Se singularmente somos melhores que eles, o que na realidade falta? Espírito de corpo, de grupo, excesso de individualismo?”

A semana passada li um artigo escrito por um jornalista inglês que dissertava sobre o enorme volume de investimentos que neste momento estão a ser realizados em Portugal em várias áreas. Com a globalização, a abertura dos mercados de leste, o incremento do poderio económico-financeiro da China e da India, tais investimentos em Portugal parecem um paradoxo; nunca se deveriam realizar.
Andarão os investidores a dormir, ou há de facto condições preferenciais para optarem por realizar tais investimentos em Portugal?
A resposta que ele deu, faz algum sentido.

Vantagens de Portugal:
Bons meios de comunicação/transporte;
Sociedade informática desenvolvida;
Baixos custos de mão-de-obra, apesar de tudo;
Relacionamento preferencial com os países de língua oficial portuguesa.

Desvantagens:
Deficiente “Management” (Gestão);
Deficiente qualificação profissional, ou mal adaptada às necessidades.

Para empresas multinacionais, o problema da má gestão não se põe, visto tais modelos e profissionais serem importados dos países de origem. A formação profissional, também a podem providenciar com cursos de formação quer em Portugal, quer no estrangeiro.

Assim, para as multinacionais, Portugal continua a ser um mercado atractivo ao investimento.

Agora, o que fazer com a multiplicidade de pequenas e médias empresas nacionais, que representam mais de 2/3 do nosso tecido empresarial? O que fazer com os donos/ gestores destas empresas que maioritariamente possuem como habilitações literárias a 4ª classe? Que significado têm para eles, conceitos de gestão como sejam:

· Valor acrescentado líquido
· Taxas internas de rentabilidade
· Custos vs investimentos
· Passivos, activos, etc.

Este é que julgo ser o grande problema do nosso país, agudizado com a nossa cultura obsoleta do “orgulhosamente sós” que ainda impera em muitos de nós.
Se somarmos isto à deficiente instrução, fruto também da revolução de Abril e não só, que futuro nos espera, pelo menos nos tempos mais próximos?

Sem ser socialista, entendo que o nosso governo, está a “meter a mão na massa” abolindo antigos tabus e reformando serena mais firmemente os vários sectores da economia. Parte das medidas lançadas, só terão repercussões a médio prazo. Temos que ser pacientes. No entanto, a grande reforma deverá ser feita ao nível do ensino, tanto superior, onde os cursos deverão se aproximar mais das necessidades do mercado, como na estimulação dos cursos profissionalizantes.
Na Alemanha a grande maioria dos quadros com que contacto, não são Engenheiros (termo que eu não gosto muito de pronunciar). Um Engenheiro não é nada. Quanto muito serão técnicos especializados de... No Reino Unido, a palavra “Engineer” não tem grande relevância. Um técnico de Pneumática, pode não perceber nada de Desenho Assistido por Computador ou Cálculo Automático....

segunda-feira, abril 17, 2006

Paragem de 3 meses

Após uma paragem de 3 meses, está na altura de reatar as minhas reflexões.
Durante este tempo tive que manter 2 gabinetes de trabalho: o que já possuía em Portugal, trabalhando apenas 2 dias por semana, e um na Alemanha trabalhando os restantes 3 dias.
Esta situação não é nada fácil de manter. Levantar às 2ª feiras às 04:00 para apanhar o voo das 06:20 para Munique e regressar às 19:20 de 4ª feira, chegando a casa por volta das 22:30, para depois trabalhar em Portugal 5ª e 6ª feira, não é fácil.
Foi um grande transtorno profissional e familiar. Agora as coisas estão mais calmas e este ritmo passará a ser apenas quinzenal (espero).
Tanto a minha mulher como a minha filha, desconfio que sofreram bem mais do que eu.
Tive um colega inglês que fazia 2 dias em Southampton e 3 dias em Nova Iorque. Também andava de rastos. Eu agora percebo porquê. Nunca mais falei com ele, mas agora com a abolição do Concorde, já não deve andar nessa vida.
A minha filha com 3 anos, voltou a fazer chichi na cama durante a soneca da tarde. Parece que tal só acontece, quando eu estou fora.
Compreendo o problema dela, mas as responsabilidades profissionais têm que falar mais alto. Não há outra alternativa, por muito que queiramos que assim não seja.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Jogos de azar

Acho uma certa graça, quando vejo a azáfama de alguns colegas meus juntando-se para jogarem no Euromilhões com múltiplas, quando há Jackpots.
Se percebesse um pouco de estatística desistiriam desta idéia, que é apenas um sorvedor de dinheiro.
Se não vejamos:

EUROMILHÕES
Escolher 5 dígitos em 50 possíveis + 2 estrelas em 9 possíveis.
- nº de combinações possíveis: 76.275.360

TOTOLOTO
Escolher 6 dígitos em 49 possíveis.
- nº de combinações possíveis: 13.983.816

JOKER
Escolher um nº com 7 algarismos
- nº de hipóteses: 9.999.999

Pergunto, o que é que eu ganho em jogar no Euromilhões com 756 apostas ou com duas?
Passo a probabilidade de ganhar o 1º prémio de 0,0000026 % para 0,00099%. Brilhante! Em termos relativos multipliquei a minha probabilidade de ganhar 378 vezes, mas na verdade, em termos absolutos a minha probabilidade é praticamente a mesma!

Uma coisa é verdade: se não se jogar, tem-se uma probabilidade de 100% (certeza) de não sair.

Trata-se tudo de uma pura questão de sorte, caso as máquinas não estejam viciadas, o que assumo que não estão.

Claro que nunca nos podemos esquecer do lado humano. A Santa Casa da Misericórdia ajuda uma vasta população desfavorecida pela vida, a ultrapassar as suas insuficiências diárias. Isto é algo meritório que merece sempre a ajuda de todos nós.

A vida é uma monotonia

Hoje estava a fazer a barba ao espelho e estava a pensar como a vida não passa na sua maior parte de uma sucessão de actos monotonos: Levantar, arranjar, vestir, tomar o pequeno almoço, ir para o trabalho, lidar sempre com os mesmos problemas, interromper para almoçar, lidar sempre com os mesmos problemas, sair do emprego, ir para casa, dar banho à filha, jantar, deitar e assim sucessivamente.
Quando olho para um carreiro de formigas, penso na vida monótona que estas têm ao arranjar alimentos todos os Verões para não morrerem de fome no Inverno e assim sucessivamente. Temos pena delas, mas a nossa vida não é assim não diferente da delas.
No início de um novo ano, ou a seguir às férias, proponho-me sempre fazer algumas alterações à rotina diária, mas a verdade é que ao fim de alguns dias, me rendo à evidência da impossibilidade. Impossibilidade porquê? Porque a quebra de algumas rotinas, acaba por colidir com as rotinas de terceiros....e por isso o carácter de inviabilidade.
Adorava fazer um mestrado em gestão, mas onde vou arranjar tempo? Gostava de aperfeiçoar os meus conhecimentos de alemão, mas onde vou arranjar tempo? Gostava de comprar uma mota, mas para quê, se não tenho tempo para andar nela. Isto é, para se poderem alterar rotinas é necessário que se tenha uma folga horária. Ora se esta não existe, que rotina pode ser alterada? Nenhuma!
Então vamos a mais uma semana de trabalho.....rotineira!

domingo, janeiro 08, 2006

Agadir (II)

Já no centro da cidade, fomos visitar uma fabrica de tapetes e peças metálicas de artesanato, única indústria com alguma expressão na região.
Em seguida dirigimo-nos para o mercado típico de Agadir. O guia pediu-nos para que não nos afastássemos do grupo, não tirássemos fotografias ou fizéssemos filmagens. Eu assentei a máq. de filmar nos braços, como se estivésse desligada,...,mas não estava, o que me permitiu fazer excelentes filmagens.

O mercado marcou-me muito com 2 particularidades:

As especiarias estão à vista de todos em sacos (tipo de batatas de 50 Kg). Havia especiarias de todos os tipos e as mais diversas cores. A mistura de cheiros que pairava no ar, era algo de inebriante; algo que não estamos habituados a sentir, com todas as regulamentações que hoje em dia nos são impostas pela União Europeia. Foi uma experiência diferente de tudo o que tinha sentido até aquele dia.

A 2ª, teve a ver com o lixo que havia nos corredores do mercado. Na zona das hortaliças, por exemplo, o chão encontrava-se de tal forma coberto por detritos, que quando caminhávamos, sentíamos que estavamos a caminhar em cima de um colchão, tal era a forma como o lixo amortecia o pousar do pé no chão. Parecia que estávamos a caminhar com aqueles ténis novos que agora se comercializam, com almofadas de ar. Havia na comitiva pessoas horrorizadas. A minha própria esposa, afirmou que viver em Portugal era viver no paraíso. Não sou tão drástico, mas que é de facto estranho para nós, é. Temos no entanto que ter em consideração que aquele mercado não é para turistas, mas apenas para gente local, e que eles vivem assim à milhares de anos.

Agadir (I)

Aqui já estamos numa terra tipicamente norte-africana.
Foi uma terra devastada por um violento terramoto à alguns anos atrás.
Tem uma baía magnífica ladeada por uma praia com cerca de 8 quilómetros; mais ou menos a distância da Costa da Caparica à Lagoa de Albufeira.
A alguns quilómetros da cidade, existe um promontório, de onde se consegue vislumbrar toda a cidade.
Nesse mesmo promontório passou-se um episódio interessante:
Como é conhecido, se um estranho tira uma fotografia a um árabe, tem que lhe dar uma compensação financeira pelo facto; isto quer ele se tenha perfilado para a fotografia ou tenha sido apanhado desprevenido. Também é do conhecimento geral, a apetência que os árabes têm pelas mulheres loiras. Nesse promontório, estava um árabe com cerca de 2 metros de altura, com uma enorme cobra ao pescoço; tinha para aí 3 a 3,5m de comprimento. Prestava-se a tirar fotografias com os turistas a troco de algum dinheiro. Quando viu a minha esposa (que é loira), queria à viva força tirar uma fotografia com ela. Para a minha esposa existem várias coisas pelas quais não partilha grande simpatia, entre elas: árabes e cobras. Então era giro de ver o árabe atrás dela e ela a fugir. A partir de determinada altura, começou a ficar estérica com a perseguição. Tive que a acalmar com um tom de voz mais firme, chamando-a à razão. A verdade é que ela estava muito assustada.
Na realidade toda a comitiva de visitantes portuguesas, não se sentia muito à-vontade. Entrámos no autocarro e já na descida para a cidade, o condutor parou o autocarro um pouco mais abaixo, para que saíssemos para admirar a paisagem. O primeiro a sair fui eu, e se não tivésse incitado os restantes, mais ninguém tinha saído, para ver a paisagem, bem diferente do que estamos acostumados a ver quotidianamente.