Tive 2 disciplinas que me deram “água pela barba”:
- Electromagnetismo;
- Economia I.
A cadeira de Economia I foi a última disciplina que fiz antes da discussão do projecto final de curso.
Fiz exames atrás de exames e não conseguia ter um resultado positivo.
Quem diria que anos mais tarde haveria de fazer uma pós-graduação no ISCTE com 15 valores e ler apaixonadamente vários “best-sellers” de economia com o maior dos prazeres. Se calhar, outra idade...outra maturidade.
Lembro-me de um célebre dia me dirigir para o pavilhão central para ver o resultado de mais um exame de Economia I e encontrar a minha namorada (hoje minha esposa) sentada nas escadas a chorar.
Vários colegas que a conheciam de averem no Técnico, pensando que ela era aluna de lá, consolavam-na com uma palmada nas costas dizendo: “Deixa lá, fazes a cadeira para o ano que vem”
Quando vi a minha esposa a chorar, pensei: Outra vez! Não!!
Abeirei-me dela e disse-me: “Vai ver a nota”
Quando olhei para a pauta nem queria acreditar: 10 Valores! 10 Valores!! Passei!!!
Foi então que percebi, que o diploma estava próximo e o objectivo de ser Engenheiro, concretizado.
Sentei-me ao pé dela e lembro-me de termos chorado juntos.
Antes de entrar para o Técnico, olhava as escadas da Alameda e sonhava um dia poder subi-las. No fim do curso, só desejava descê-las e nunca mais regressar à Alameda.
Foi difícil! Muito difícil! Hoje com 19 anos de trabalho no lombo, aprecebo-me que valeu a pena.
Faço o que gosto!
Exercer Engenharia é de facto o meu grande hobby; independentemente da remuneração, que acaba por ser acessória.
quinta-feira, outubro 12, 2006
Tempos do Técnico
Voltar ao Instituto Superior Técnico, fez-me reviver velhas lembranças; umas boas, outras más.
Lembro-me que passados largos anos, ainda acordava de noite suado com o pesadelo que me faltava fazer uma disciplina, ou a secretaria tinha perdido uma nota e tinha que fazer a disciplina outra vez.
Foram tempos muito duros e difíceis. Só quem passou por isso, pode realmente entender o que digo.
Não é por acaso que havia a máxima que dizia:
“Se todos os filhos da p... voassem, nunca se veria o sol no Técnico”
Lembro-me que passados largos anos, ainda acordava de noite suado com o pesadelo que me faltava fazer uma disciplina, ou a secretaria tinha perdido uma nota e tinha que fazer a disciplina outra vez.
Foram tempos muito duros e difíceis. Só quem passou por isso, pode realmente entender o que digo.
Não é por acaso que havia a máxima que dizia:
“Se todos os filhos da p... voassem, nunca se veria o sol no Técnico”
terça-feira, outubro 10, 2006
EADS Pegasus Road Show
No seguimento à minha visita ao Instituto Superior Técnico no passado dia 28, algo ficou por dizer.
O que foi o evento EADS Pegasus Road Show?
Tratou-se da vinda de funcionários da EADS, para angariar Engenheiros Aeronáuticos em fase final de formação, para as suas instalações ao redor do Mundo. Este ano pretendem contratar 3.000 Engenheiros, pelo que a sua função é visitar os vários estabelecimentos de ensino que ministram tal formação, assistirem às discussões dos projectos finais dos alunos e avaliar da sua capacidade para integrarem os quadros da Airbus, Eurocopter, etc.
Estava a assistir à palestra inaugural e a perguntar a mim próprio:
- Porque é que eu hei-de descontar cerca de 300 contos/mês, para financiar cursos sem saída profissional em Portugal?
- Porque é que eu hei-de investir dinheiro, para beneficiar países terceiros, neste caso, muito mais ricos do que o nosso?
Isto é um ultrage! Um roubo!! Um desperdício de dinheiro!!!
Já percebi como é que os cursos são criados neste País.
Um conjunto de professores reune-se. Precisam de trabalho.
Então, lembram-se de criar um curso de......Engenharia Aeronáutica (porque não?)
E assim, passam a ter emprego. Os desgraçados que abraçam o curso é que não fazem ideia que no final de 5 anos de suor e lágrimas, se iram encontrar todos no desemprego.
Quantos há nestas condições licenciados, por exemplo, em Relações Internacionais? Resmas! Pargas deles! Que acabam depois a fazer de tudo, excepto relações internacionais.
Portugal deveria planear os cursos à medida das necessidades do País.
Ora bem.....Médicos de Clínica Geral....... dentro de 6 anos são necessários X. Normalmente desistem 20%. Então devem entrar para o curso este ano 1,2X.
Engenheiros Aeronáuticos......necessitamos dentro de 5 anos de 2.
10!?!?!?!?! Não vamos criar um curso para sacar 10 Engenheiros Aeronáuticos!!! Vamos procurá-los ou formá-los fora.
Porque é que a UBI (Universidade da Beira Interior) há-de ter um curso de Engenharia Aeronáutica? Precisam de fazer cálculos para atirar ovelhas ao ar? Que indústria deste tipo existe na região? Nenhuma! Então que relação existe entre a Universidade e a Indústria? 0 (Zero)!
Que país é este!! Estão todos a dormir!!!
As instituições privadas, desde que não subsidiadas, podem promover os cursos que quiserem: astrofísica, inteligência canina, o que quiserem. Só os frequente, quem quiser ser otário e/ou endinheirado. Problema deles!
Agora, instituições gerida com dinheiros públicos...ai isso não!
Quando os recursos são escassos, há que geri-los o mais criteriosamente possível, por for a rentábilizá-los ao máximo.
De facto somos um país pobre....diria mesmo miserável, até nas idéias!
Idiotas isso sim, há muitos!! E chicos espertos, também!!!
O que foi o evento EADS Pegasus Road Show?
Tratou-se da vinda de funcionários da EADS, para angariar Engenheiros Aeronáuticos em fase final de formação, para as suas instalações ao redor do Mundo. Este ano pretendem contratar 3.000 Engenheiros, pelo que a sua função é visitar os vários estabelecimentos de ensino que ministram tal formação, assistirem às discussões dos projectos finais dos alunos e avaliar da sua capacidade para integrarem os quadros da Airbus, Eurocopter, etc.
Estava a assistir à palestra inaugural e a perguntar a mim próprio:
- Porque é que eu hei-de descontar cerca de 300 contos/mês, para financiar cursos sem saída profissional em Portugal?
- Porque é que eu hei-de investir dinheiro, para beneficiar países terceiros, neste caso, muito mais ricos do que o nosso?
Isto é um ultrage! Um roubo!! Um desperdício de dinheiro!!!
Já percebi como é que os cursos são criados neste País.
Um conjunto de professores reune-se. Precisam de trabalho.
Então, lembram-se de criar um curso de......Engenharia Aeronáutica (porque não?)
E assim, passam a ter emprego. Os desgraçados que abraçam o curso é que não fazem ideia que no final de 5 anos de suor e lágrimas, se iram encontrar todos no desemprego.
Quantos há nestas condições licenciados, por exemplo, em Relações Internacionais? Resmas! Pargas deles! Que acabam depois a fazer de tudo, excepto relações internacionais.
Portugal deveria planear os cursos à medida das necessidades do País.
Ora bem.....Médicos de Clínica Geral....... dentro de 6 anos são necessários X. Normalmente desistem 20%. Então devem entrar para o curso este ano 1,2X.
Engenheiros Aeronáuticos......necessitamos dentro de 5 anos de 2.
10!?!?!?!?! Não vamos criar um curso para sacar 10 Engenheiros Aeronáuticos!!! Vamos procurá-los ou formá-los fora.
Porque é que a UBI (Universidade da Beira Interior) há-de ter um curso de Engenharia Aeronáutica? Precisam de fazer cálculos para atirar ovelhas ao ar? Que indústria deste tipo existe na região? Nenhuma! Então que relação existe entre a Universidade e a Indústria? 0 (Zero)!
Que país é este!! Estão todos a dormir!!!
As instituições privadas, desde que não subsidiadas, podem promover os cursos que quiserem: astrofísica, inteligência canina, o que quiserem. Só os frequente, quem quiser ser otário e/ou endinheirado. Problema deles!
Agora, instituições gerida com dinheiros públicos...ai isso não!
Quando os recursos são escassos, há que geri-los o mais criteriosamente possível, por for a rentábilizá-los ao máximo.
De facto somos um país pobre....diria mesmo miserável, até nas idéias!
Idiotas isso sim, há muitos!! E chicos espertos, também!!!
quarta-feira, outubro 04, 2006
Um dia vulgar
Ontem dia 3 de Outubro, como de costume saí do emprego às 18:30, após 8:46 minutos de trabalho.
Não me dirigi directamente para casa, porque tive que passar primeiro pela farmácia para comprar umas vitaminas, para ver se consigo passar o Inverno sem gripes.
Chego a casa por volta das 19:00 e como sempre encontro a minha mulher com um delicioso sorriso. A minha filha já está dento da banheira para iniciar o banho.
De repente a minha mulher grita dizendo que uma osga tinha entrado pela janela do quarto e fugido para trás do computador.
Para trás do computador!!!!!!!! Aquilo é só fios uns atrás dos outros!!!!! Como vamos desalojar a minúscula osga!!!!
Enquanto ela vai buscar um pano húmido, fico de sentinela ainda de mala na mão, não vá a dita cuja fugir para outro lado. Da casa de banho grita a filha porque ninguém lhe vai dar banho.
Começo a despir a farda de trabalho, sempre a olhar para a zona do computador. Chega a minha esposa com o pano e eu desloco-me para dar banho à filha, que está cada vez gritando mais.
Passado algum tempo, a minha esposa var ter comigo à casa de banho dizendo que a osga já tinha entregue a alma ao Criador.
Lavo a minha filha, tiro-a da banheira, enxugo-a e entrego-a à mãe para passar os cremes todos.
Chego ao quarto e lembro-me que nem sequer tinha guardado a roupa. Acção que passo de imediato a fazer.
Após a roupa arrumada, chamam-me para ir jantar.
Após o jantar, ajudo a levantar a loiça, guardo alguns produtos no frigorífico, sacudo e dobro a toalha.
Vou-me sentar um pouco na sala a ver televisão, lendo a revista Exame Informática que tinha chegado à caixa do correio. Isto já eram cerca das 21:00.
A minha esposa senta-se ao meu lado a assistir a um epissódio do Smalville.
22:00, cama, exausto.
O que tinha planeado fazer quando chegasse a casa:
à 30 minutos de bicicleta;
à Pôr o Totoloto via Internet;
à Estudar 30 minutos de Alemão ao deitar.
% de concretização do planeado: 0 (ZERO)
A verdade é que quando as duas estão em casa, não tenho tempo para fazer nada. Quando não estão, sou invadido por uma tal nostalgia, que não me apetece fazer nada.
Conclusão: apesar de não conseguir fazer nada do que planeio fazer, sou feliz. Feliz e agradecido por ter a família que tenho. Sou louco pelas duas.
Não me dirigi directamente para casa, porque tive que passar primeiro pela farmácia para comprar umas vitaminas, para ver se consigo passar o Inverno sem gripes.
Chego a casa por volta das 19:00 e como sempre encontro a minha mulher com um delicioso sorriso. A minha filha já está dento da banheira para iniciar o banho.
De repente a minha mulher grita dizendo que uma osga tinha entrado pela janela do quarto e fugido para trás do computador.
Para trás do computador!!!!!!!! Aquilo é só fios uns atrás dos outros!!!!! Como vamos desalojar a minúscula osga!!!!
Enquanto ela vai buscar um pano húmido, fico de sentinela ainda de mala na mão, não vá a dita cuja fugir para outro lado. Da casa de banho grita a filha porque ninguém lhe vai dar banho.
Começo a despir a farda de trabalho, sempre a olhar para a zona do computador. Chega a minha esposa com o pano e eu desloco-me para dar banho à filha, que está cada vez gritando mais.
Passado algum tempo, a minha esposa var ter comigo à casa de banho dizendo que a osga já tinha entregue a alma ao Criador.
Lavo a minha filha, tiro-a da banheira, enxugo-a e entrego-a à mãe para passar os cremes todos.
Chego ao quarto e lembro-me que nem sequer tinha guardado a roupa. Acção que passo de imediato a fazer.
Após a roupa arrumada, chamam-me para ir jantar.
Após o jantar, ajudo a levantar a loiça, guardo alguns produtos no frigorífico, sacudo e dobro a toalha.
Vou-me sentar um pouco na sala a ver televisão, lendo a revista Exame Informática que tinha chegado à caixa do correio. Isto já eram cerca das 21:00.
A minha esposa senta-se ao meu lado a assistir a um epissódio do Smalville.
22:00, cama, exausto.
O que tinha planeado fazer quando chegasse a casa:
à 30 minutos de bicicleta;
à Pôr o Totoloto via Internet;
à Estudar 30 minutos de Alemão ao deitar.
% de concretização do planeado: 0 (ZERO)
A verdade é que quando as duas estão em casa, não tenho tempo para fazer nada. Quando não estão, sou invadido por uma tal nostalgia, que não me apetece fazer nada.
Conclusão: apesar de não conseguir fazer nada do que planeio fazer, sou feliz. Feliz e agradecido por ter a família que tenho. Sou louco pelas duas.
sexta-feira, setembro 29, 2006
Instituto Superior Técnico
Ontem, dia 28 desloquei-me ao Técnico, para assistir a um evento no âmbito da 3ª semana aerospacial.
Há pelo menos 12 a 15 anos que não entrava lá.
Fiquei abismado! Mal reconheci a escola onde eu tanto ri, sofri, chorei.
O pavilhão de Mecânica está na mesma, agora com uma enorme torre onde era o jardim interior.
Os pré-fabricados (chamados A’s) onde tinha as minhas aulas de desenho e onde nos estiradores estavam registadas as chapas de matrículas das “meninas” que andavam ao ataque junto ao Instituto Nacional de Estatística, deram também lugar a um enorme edifício.
Existem cafés com esplanadas por tudo quanto é sítio. Até o BPI, tem agora uma dependência bancária. Não são apenas máqs. multibanco. São funcionários bancários, com gestores de conta. No meu tempo éramos pelintras, ferverosos utilizadores do Metropolitano e da CP, que lá tínhamos uns trocos para ir comer uma sandes ao bar do pavilhão principal. Um dia, até encontrámos um camarão num rissol. Um camarão num rissol!!! Ficou durante muito tempo exposto pendurado num cordel, visto que quem não visse não ía acreditar.
O novo pavilhão de Civil é um luxo. Grandes anfiteatros, confortáveis, com sistemas multimédia. No meu tempo, haviam apenas os do pavilhão central de “suma a pau”, que ao final de uma aula de 1:30, já não sabíamos como posicionar o traseiro.
A rapaziada, anda de automóvel, mota e portátil às costas. Agora até existem salas onde se pode ficar a estudar 24 horas por dia. No meu tempo, às 2 da manhã éramos postos na rua.
Ainda me lembrei do dia em que o meu programa de computador em centenas de cartões perfurados (na altura o computador era um IBM 360), me caíram ao chão. Havia cartões por todo o lado, com o vento a ajudar. Como as instruções (uma por cartão) eram praticamente ilegíveis, porque as fitas de impressão não prestavam, tive que correr o programa várias vezes, até conseguir pôr os cartões pela ordem certa. Outros tempos!
Só os bancos do jardim onde eu namorava com a minha esposa, são os mesmos.
Estão ali investidos uns milhões de contos.
Até me deu vontade de voltar às aulas.
Gostei!
Há pelo menos 12 a 15 anos que não entrava lá.
Fiquei abismado! Mal reconheci a escola onde eu tanto ri, sofri, chorei.
O pavilhão de Mecânica está na mesma, agora com uma enorme torre onde era o jardim interior.
Os pré-fabricados (chamados A’s) onde tinha as minhas aulas de desenho e onde nos estiradores estavam registadas as chapas de matrículas das “meninas” que andavam ao ataque junto ao Instituto Nacional de Estatística, deram também lugar a um enorme edifício.
Existem cafés com esplanadas por tudo quanto é sítio. Até o BPI, tem agora uma dependência bancária. Não são apenas máqs. multibanco. São funcionários bancários, com gestores de conta. No meu tempo éramos pelintras, ferverosos utilizadores do Metropolitano e da CP, que lá tínhamos uns trocos para ir comer uma sandes ao bar do pavilhão principal. Um dia, até encontrámos um camarão num rissol. Um camarão num rissol!!! Ficou durante muito tempo exposto pendurado num cordel, visto que quem não visse não ía acreditar.
O novo pavilhão de Civil é um luxo. Grandes anfiteatros, confortáveis, com sistemas multimédia. No meu tempo, haviam apenas os do pavilhão central de “suma a pau”, que ao final de uma aula de 1:30, já não sabíamos como posicionar o traseiro.
A rapaziada, anda de automóvel, mota e portátil às costas. Agora até existem salas onde se pode ficar a estudar 24 horas por dia. No meu tempo, às 2 da manhã éramos postos na rua.
Ainda me lembrei do dia em que o meu programa de computador em centenas de cartões perfurados (na altura o computador era um IBM 360), me caíram ao chão. Havia cartões por todo o lado, com o vento a ajudar. Como as instruções (uma por cartão) eram praticamente ilegíveis, porque as fitas de impressão não prestavam, tive que correr o programa várias vezes, até conseguir pôr os cartões pela ordem certa. Outros tempos!
Só os bancos do jardim onde eu namorava com a minha esposa, são os mesmos.
Estão ali investidos uns milhões de contos.
Até me deu vontade de voltar às aulas.
Gostei!
terça-feira, setembro 26, 2006
Situação presente
Não sei porquê, mas apesar dos indicadores demonstrarem uma ligeira evolução positiva da conjuntura económica, o “meu faro”, não acompanha tal optimismo.
Mesmo aqui na empresa, agora gerida por capital e tecnologia estrangeira, algo me diz, que o panorama a curto prazo não se avizinha brilhante.
A realidade não aponta neste sentido, mas o “meu faro”.......raramente se engana.
Esta ideia está na linha da quebra do investimento privado.
Só espero estar enganado.
Mesmo aqui na empresa, agora gerida por capital e tecnologia estrangeira, algo me diz, que o panorama a curto prazo não se avizinha brilhante.
A realidade não aponta neste sentido, mas o “meu faro”.......raramente se engana.
Esta ideia está na linha da quebra do investimento privado.
Só espero estar enganado.
segunda-feira, setembro 18, 2006
Meco
Estou triste! Profundamente triste!
Ontem Domingo, a minha esposa pôs a minha mala à porta da rua, para que eu a levasse para a garagem. Percebi o toque! Ela não quer mais passar fins de semana no Meco. Eu percebo que os dias começam a ficar curtos e frescos. Começa a ser mais agradável passá-los em casa. Eu por mim, vestia uma camisola ou duas e continuava a ir, mas para elas não é agradável. Mais, para passarmos os fins de semana no Meco, a minha esposa tem que prescindir das idas à Igreja. Tudo isto para mim é brutalmente castrador e triste.
Ir sózinho e deixar a família? Poderia ser uma solução, mas também não é a óptima.
Porque é que na vida nada pode ser perfeito?
Ontem Domingo, a minha esposa pôs a minha mala à porta da rua, para que eu a levasse para a garagem. Percebi o toque! Ela não quer mais passar fins de semana no Meco. Eu percebo que os dias começam a ficar curtos e frescos. Começa a ser mais agradável passá-los em casa. Eu por mim, vestia uma camisola ou duas e continuava a ir, mas para elas não é agradável. Mais, para passarmos os fins de semana no Meco, a minha esposa tem que prescindir das idas à Igreja. Tudo isto para mim é brutalmente castrador e triste.
Ir sózinho e deixar a família? Poderia ser uma solução, mas também não é a óptima.
Porque é que na vida nada pode ser perfeito?
Minha Filhota III
À tarde, mal abro a porta vejo aquela coisa linda a correr para mim de braços abertos e para me dar um beijo muito gostoso.
Não há palavras!
Dispensou-me todas as atenções e mais algumas. Fiquei derretido.
De manhã custou-me, mas tinha de lhe dar uma lição.
As crianças têm um sexto sentido extremamente apurado. Estudam-nos diariamente e conforme o temperamento de cada pessoa, assim reagem para tirar as maiores vantagens possíveis. Cabe-nos a nós direccionar este atributo, por forma a beneficiarem dele no futuro.
As crianças têm também que perceber, que nada neste mundo é de graça. Há um escritor, de que não me lembro do nome que diz: “Se o que adquiriste foi de graça, é porque utilizaste inadvertidamente um cartão de crédito que não era teu”.
Se lhe facilitarmos demais a vida, tornam-se homens e mulheres convencidos que pelo facto de estarem no Mundo, este tem que lhe presentear todos os seus desejos.
Puro engano!
Não há palavras!
Dispensou-me todas as atenções e mais algumas. Fiquei derretido.
De manhã custou-me, mas tinha de lhe dar uma lição.
As crianças têm um sexto sentido extremamente apurado. Estudam-nos diariamente e conforme o temperamento de cada pessoa, assim reagem para tirar as maiores vantagens possíveis. Cabe-nos a nós direccionar este atributo, por forma a beneficiarem dele no futuro.
As crianças têm também que perceber, que nada neste mundo é de graça. Há um escritor, de que não me lembro do nome que diz: “Se o que adquiriste foi de graça, é porque utilizaste inadvertidamente um cartão de crédito que não era teu”.
Se lhe facilitarmos demais a vida, tornam-se homens e mulheres convencidos que pelo facto de estarem no Mundo, este tem que lhe presentear todos os seus desejos.
Puro engano!
terça-feira, setembro 12, 2006
Minha Filhota II
A marota hoje entrou na casa de banho e nem sequer um beijo me deu. Passou por mim, como cão em vinha vindimada. Aí é? Hoje estás com a mania que és a Rainha do Sabá? Então está bem! Vou-te dar a mesma atenção que me dispensaste.
À hora do pequeno-almoço passou-se o seguinte diálogo:
- Pai, Estás zangado?
- Não. Só gostava de ter tido direito a um beijinho ou a um bom dia.
- Então está bem, toma lá um beijo.
- Não. Não preciso de favores. Gostaria do beijo se fosse espontâneo, agora assim, não.
Passou-se o pequeno almoço, fomo-nos arranjar e descemos para a garagem.
Como sempre sou eu que a ponho no carro da mãe, lhe aperto o cinto e lhe dou um grande beijão. Hoje fiz as operações do costume, mas fechei a porta sem lhe dar o beijo. Se ela não me o quis dar de manhã, concerteza que também não o queria receber agora.
Pela cara que fez, ficou muito sentida.
Estou para ver a reacção dela à tarde quando chegar a casa.
Gosto muito dela, mas não posso facilitar. É filha única e eu não quero criar ums prepotente em casa. Custa-me, mas não há outra solução.
À hora do pequeno-almoço passou-se o seguinte diálogo:
- Pai, Estás zangado?
- Não. Só gostava de ter tido direito a um beijinho ou a um bom dia.
- Então está bem, toma lá um beijo.
- Não. Não preciso de favores. Gostaria do beijo se fosse espontâneo, agora assim, não.
Passou-se o pequeno almoço, fomo-nos arranjar e descemos para a garagem.
Como sempre sou eu que a ponho no carro da mãe, lhe aperto o cinto e lhe dou um grande beijão. Hoje fiz as operações do costume, mas fechei a porta sem lhe dar o beijo. Se ela não me o quis dar de manhã, concerteza que também não o queria receber agora.
Pela cara que fez, ficou muito sentida.
Estou para ver a reacção dela à tarde quando chegar a casa.
Gosto muito dela, mas não posso facilitar. É filha única e eu não quero criar ums prepotente em casa. Custa-me, mas não há outra solução.
Minha Filhota
Estive hoje a trocar as fotografias que tenho em cima da minha secretária.
Numa delas está a minha filha a sair da água com uma cara muito marota, toda sorridente.
Este ano, apanhou praia até cansar. Pelos vistos não se cansou, pois continua a fazer as maluquiches mais incríveis à beira-mar.
Agora, quero que ela tenha uma experiência nova: pô-la a caminhar na neve enterrando os pés até aos joelhos. Friozinho no pelo, luvas, gorro na cabeça e tudo branco.
Estou curioso, quanto à reacção que vai ter.
Na televisão já viu a Pipi das Meias Altas fazer bonecos de neve. Vamos lá a ver como se sai na realidade.
Para já, temos que aguardar mais uns meses e deixar que o tempo arrefeça. Na Alemanha, por exemplo, ainda está ceu limpo e cerca de 28ºC.
Claro, neve nem ve-la. É ainda muito cedo.
Numa delas está a minha filha a sair da água com uma cara muito marota, toda sorridente.
Este ano, apanhou praia até cansar. Pelos vistos não se cansou, pois continua a fazer as maluquiches mais incríveis à beira-mar.
Agora, quero que ela tenha uma experiência nova: pô-la a caminhar na neve enterrando os pés até aos joelhos. Friozinho no pelo, luvas, gorro na cabeça e tudo branco.
Estou curioso, quanto à reacção que vai ter.
Na televisão já viu a Pipi das Meias Altas fazer bonecos de neve. Vamos lá a ver como se sai na realidade.
Para já, temos que aguardar mais uns meses e deixar que o tempo arrefeça. Na Alemanha, por exemplo, ainda está ceu limpo e cerca de 28ºC.
Claro, neve nem ve-la. É ainda muito cedo.
segunda-feira, setembro 11, 2006
X
Este fim de semana no X foi divinal.
As barulhentas pessoas habituais do mês de Agosto já debandaram.
O tempo esteve excelente. O mar com uma temperatura excepcional (talvez a rondar os 20ºC). A ondulação a desfazer junto à praia com força mediana. Uma temperatura ambiente perfeita (nem muito calor, nem frio). Vento zero.
Tomei 2 banhos no Sábado e 2 no Domingo simplesmente magníficos. Em cada um tive mais de ¼ de hora dentro de água, nadando, mergulhando nas ondas, boiando.
No Sábado, almoçámos junto à praia, na esplanada. Ambiente acolhedor, sem barulho, disfrutando de uma paisagem sem fim. Peixinho grelhado, do melhor que se pode comer, um doce de amêndoa para terminar, absolutamente divinal.
Com um conjunto de factores assim, a praia X é a melhor praia do Mundo!
Duches para tirar o sal dos pés e do corpo. Biblioteca para quem quiser mergulhar em assuntos mais profundos ou mundanos. Cinzeiros para levar para a praia, para evitar beatas na areia.
O que se pode querer mais?
As barulhentas pessoas habituais do mês de Agosto já debandaram.
O tempo esteve excelente. O mar com uma temperatura excepcional (talvez a rondar os 20ºC). A ondulação a desfazer junto à praia com força mediana. Uma temperatura ambiente perfeita (nem muito calor, nem frio). Vento zero.
Tomei 2 banhos no Sábado e 2 no Domingo simplesmente magníficos. Em cada um tive mais de ¼ de hora dentro de água, nadando, mergulhando nas ondas, boiando.
No Sábado, almoçámos junto à praia, na esplanada. Ambiente acolhedor, sem barulho, disfrutando de uma paisagem sem fim. Peixinho grelhado, do melhor que se pode comer, um doce de amêndoa para terminar, absolutamente divinal.
Com um conjunto de factores assim, a praia X é a melhor praia do Mundo!
Duches para tirar o sal dos pés e do corpo. Biblioteca para quem quiser mergulhar em assuntos mais profundos ou mundanos. Cinzeiros para levar para a praia, para evitar beatas na areia.
O que se pode querer mais?
segunda-feira, setembro 04, 2006
Déficit Norte-americano
Li na revista World Business, que os Estados Unidos estão com uma taxa de poupança negativa
No ano passado as famílias norte-americanas gastaram mais cerca de 500 mil milhões de dólares do que ganharam. O País consumiu mais de 800 mil milhões de dólares do que produziu.
Quem gasta mais do que produz, tem que pedir emprestado. Assim, os norte-americanos pedem diariamente emprestado cerca de 3 mil milhões de dólares ao resto do mundo.
Quem os financia? Sobretudo Japão, a China e a Arábia Saudita.
Apesar desta situação estar a contribuir para a retoma mundial, não se pode manter por tempo indeterminado.
Assim, mais tarde ou mais cedo, o governo norte-americano, terá que desvalorizar o dólar e subir as taxas de juros.
Como historicamente, quando a economia americano apanha uma constipação, a economia europeia apanha uma pneumonia, as consequências, por exemplo, de uma subida frenética das taxas de juros, terão na economia Europeia e sobretudo Portuguesa consequências devastadoras.
Esperemos pelas cenas dos próximos episódios.
Agora que o panorama é muito negro, lá isso é.
No ano passado as famílias norte-americanas gastaram mais cerca de 500 mil milhões de dólares do que ganharam. O País consumiu mais de 800 mil milhões de dólares do que produziu.
Quem gasta mais do que produz, tem que pedir emprestado. Assim, os norte-americanos pedem diariamente emprestado cerca de 3 mil milhões de dólares ao resto do mundo.
Quem os financia? Sobretudo Japão, a China e a Arábia Saudita.
Apesar desta situação estar a contribuir para a retoma mundial, não se pode manter por tempo indeterminado.
Assim, mais tarde ou mais cedo, o governo norte-americano, terá que desvalorizar o dólar e subir as taxas de juros.
Como historicamente, quando a economia americano apanha uma constipação, a economia europeia apanha uma pneumonia, as consequências, por exemplo, de uma subida frenética das taxas de juros, terão na economia Europeia e sobretudo Portuguesa consequências devastadoras.
Esperemos pelas cenas dos próximos episódios.
Agora que o panorama é muito negro, lá isso é.
sexta-feira, setembro 01, 2006
Já ouço
UPI!!!!!!!!! Já ouço outra vez!!!!!!
Regressei ao mundo dos vivos.
Tinha porcaria nos ouvidos, que não acabava mais. Também pudera, com as enormidades que ouço todos os dias.....
Cotonetes nunca mais!
No entanto pus-me a reflectir: se não devemos tirar a cera dos ouvidos e deixar que seja o corpo a expulsar o excesso, também não nos deveríamos assoar. Deveríamos apenas apanhar os “macacos” que ficassem pendurados no nariz pelo lado de fora; tipo teia de aranha. Devia ser giro, circular pela rua e ver a malta toda com os “gajos” pendurados: uns secos, outros mais molhados; uns escuros, outros mais claros. Estou deveras confuso!
A verdade é que só damos importância à saúde quando a perdemos.
Deve ser tão triste a vida daqueles que por um motivo ou outro perderam um dos seus sentidos. Não poder sentir a vida em pleno......
Regressei ao mundo dos vivos.
Tinha porcaria nos ouvidos, que não acabava mais. Também pudera, com as enormidades que ouço todos os dias.....
Cotonetes nunca mais!
No entanto pus-me a reflectir: se não devemos tirar a cera dos ouvidos e deixar que seja o corpo a expulsar o excesso, também não nos deveríamos assoar. Deveríamos apenas apanhar os “macacos” que ficassem pendurados no nariz pelo lado de fora; tipo teia de aranha. Devia ser giro, circular pela rua e ver a malta toda com os “gajos” pendurados: uns secos, outros mais molhados; uns escuros, outros mais claros. Estou deveras confuso!
A verdade é que só damos importância à saúde quando a perdemos.
Deve ser tão triste a vida daqueles que por um motivo ou outro perderam um dos seus sentidos. Não poder sentir a vida em pleno......
quarta-feira, agosto 30, 2006
Não ouço quase nada
Puxa, não ouço quase nada!
Com os banhos de piscina no Algarve, fiquei com os ouvidos entupidos.
Fui às urgências do Hospital da CUF Descobertas e deram-me um líquido para desfazer a caca que tenho dentro dos ouvidos. Ainda levei uma descompustura da médica por limpar os ouvidos com cotonetes.
Pus o líquido. Só que a porcaria em vez de sair, instalou-se mais fundo nos ouvidos. Se calhar devia caminhar a fazer o pino. Para além de complicado, aqui na empresa internavam-me como maluco.
6ª feira já vou a uma consulta de Otorrino na CUF para fazer a lavagem aos ouvidos.
Vamos lá a ver se a lavagem não me vai puxar os (poucos) neurónios que tenho.
Por um lado, a surdez tem uma vantagem: não se ouvem certas barbaridades. Por outro, faz uma certa pressão na cabeça; tipo dor de cabeça.
Para quem tem um trabalho intelectual, é muito desagradável. Dá vontade de meter um gancho pelos buracos das orelhas e arrancar tudo; tímpano incluído.
Com os banhos de piscina no Algarve, fiquei com os ouvidos entupidos.
Fui às urgências do Hospital da CUF Descobertas e deram-me um líquido para desfazer a caca que tenho dentro dos ouvidos. Ainda levei uma descompustura da médica por limpar os ouvidos com cotonetes.
Pus o líquido. Só que a porcaria em vez de sair, instalou-se mais fundo nos ouvidos. Se calhar devia caminhar a fazer o pino. Para além de complicado, aqui na empresa internavam-me como maluco.
6ª feira já vou a uma consulta de Otorrino na CUF para fazer a lavagem aos ouvidos.
Vamos lá a ver se a lavagem não me vai puxar os (poucos) neurónios que tenho.
Por um lado, a surdez tem uma vantagem: não se ouvem certas barbaridades. Por outro, faz uma certa pressão na cabeça; tipo dor de cabeça.
Para quem tem um trabalho intelectual, é muito desagradável. Dá vontade de meter um gancho pelos buracos das orelhas e arrancar tudo; tímpano incluído.
terça-feira, agosto 29, 2006
24 anos de namoro
No passado dia 27 (Domingo) fez 24 anos que comecei a namorar a minha querida esposa. Estávamos de férias na Costa da Caparica e nessa tarde fomos jogar às cartas com uns amigos ao Ninho. Foi aí que tudo começou, com uns deliciosos beijos naquelas bochechas, que ainda hoje adoro beijar.
Olho para trás e lembro-me como se fosse hoje. Parece que foi há pouco tempo, e no entanto....
Tivémos durante este tempo excelentes momentos, uma vida repleta de sorrisos e contrariamente ao que é habitual sem grandes mau momentos.
Mulher inteligente, culta, doce; de um trato inigualável. Sem uma palavra de rancor, sempre com um sorriso para os amigos e até alguns inimigos, que ela desconhece ou finje desconhecer. Mãe estremosa, com uma paciência sem fim; até para mim. Mulher com um olho azul capaz de 24 anos passados, me deixar água na boca. Uma voz melodiosa que me tranquiliza. Um corpo.........!!!!!!!!!!!!!
No Domingo estávamos na piscina no Algarve e olhava de longe para a minha mulher. Como eu adoro aquela criatura, tanto por fora, como por dentro.
Por várias vezes já lhe disse que ela não consegue sequer imaginar o quanto eu gosto dela. Ela diz que sabe, mas na realidade não faz a mais pequena ideia.
Por vezes só da a ver, ainda sinto o coração a acelerar. É impressionante!
Tenho por hábito beijá-la muito; abraçá-la; fazer-lhe festas. Ela gosta, mas não faz ideia do que eu sinto por dentro quando o faço.
Ontem, 2ª feira, depois de chegarmos do Algarve, fomos ao supermercado mais a filha comprar pão e iogurtes, que já estavam a fazer falta. Quando vínhamos para casa, com a criança a correr uns metros à nossa frente, disse-lhe: eu gosto tanto de ti!!! Ela sorriu. Sorriu com uma cara de deliciada, como fica sempre que lhe dou um piropo.
O que ela não sabe é o quanto isso é verdade. Não me importo. Eu sei e isso basta-me.
Olho para trás e lembro-me como se fosse hoje. Parece que foi há pouco tempo, e no entanto....
Tivémos durante este tempo excelentes momentos, uma vida repleta de sorrisos e contrariamente ao que é habitual sem grandes mau momentos.
Mulher inteligente, culta, doce; de um trato inigualável. Sem uma palavra de rancor, sempre com um sorriso para os amigos e até alguns inimigos, que ela desconhece ou finje desconhecer. Mãe estremosa, com uma paciência sem fim; até para mim. Mulher com um olho azul capaz de 24 anos passados, me deixar água na boca. Uma voz melodiosa que me tranquiliza. Um corpo.........!!!!!!!!!!!!!
No Domingo estávamos na piscina no Algarve e olhava de longe para a minha mulher. Como eu adoro aquela criatura, tanto por fora, como por dentro.
Por várias vezes já lhe disse que ela não consegue sequer imaginar o quanto eu gosto dela. Ela diz que sabe, mas na realidade não faz a mais pequena ideia.
Por vezes só da a ver, ainda sinto o coração a acelerar. É impressionante!
Tenho por hábito beijá-la muito; abraçá-la; fazer-lhe festas. Ela gosta, mas não faz ideia do que eu sinto por dentro quando o faço.
Ontem, 2ª feira, depois de chegarmos do Algarve, fomos ao supermercado mais a filha comprar pão e iogurtes, que já estavam a fazer falta. Quando vínhamos para casa, com a criança a correr uns metros à nossa frente, disse-lhe: eu gosto tanto de ti!!! Ela sorriu. Sorriu com uma cara de deliciada, como fica sempre que lhe dou um piropo.
O que ela não sabe é o quanto isso é verdade. Não me importo. Eu sei e isso basta-me.
Retorno à normalidade
A casa voltou ontem à normalidade. Ainda bem!
Já se ouve a vozinha da minha filha pela casa toda. A presença da minha mulher também me é imprescindível.
Gosto muito das férias, mas sabe bem voltar a casa; à rotina diária!
Já se ouve a vozinha da minha filha pela casa toda. A presença da minha mulher também me é imprescindível.
Gosto muito das férias, mas sabe bem voltar a casa; à rotina diária!
terça-feira, agosto 22, 2006
Silêncio
No Domingo, a minha mulher e a minha filha foram de fériaspara o Algarve de comboio.
Apanharam o “Alfa” para Faro e os meus cunhados, foram buscá-las à estação.
Eu sou suspeito, mas o comboio é de longe o melhor transporte público que existe: confortável, insonorizado, espaçoso, e neste caso, com televisão, bar, ar condicionado, música, .....
Acontece que como se trata de um comboio pendular, este inclina para o lado de dentro das curvas, como forma de contrabalançar a inércia. A minha mulher acabou por chegar ao Algarve enjoada, mal disposta. Embarcaram a seguir ao almoço e talvez por este motivo, a digestão parou. Coisas que acontecem.
Em casa, o silêncio é sepulcral! Sem as duas, parece uma casa fantasma; só tenho a companhia dos pássaros. Tenho a televisão, o vídeo, o computador, a aparelhagem de som,....,só para mim; até posso ler!
É no mínimo impressionante o movimento que uma miúda de 3 anos consegue fazer em casa. É uma autêntica revolução!
A verdade, é que sinto a falta delas. Tenho mais liberdade para fazer o que quero, mas sinto muito a falta delas.
5ª feira já vou para baixo ter com elas. Vão ser 4 dias que me vão saber muito bem. Quero levantar-me muito cedo, para ir à praia passear à beira-mar. Depois por volta das 11:00/11:30, regressar a casa para tomar um banho na piscina. Almoço e soneca.
Vamos ver se os planos não saem furados.
Apanharam o “Alfa” para Faro e os meus cunhados, foram buscá-las à estação.
Eu sou suspeito, mas o comboio é de longe o melhor transporte público que existe: confortável, insonorizado, espaçoso, e neste caso, com televisão, bar, ar condicionado, música, .....
Acontece que como se trata de um comboio pendular, este inclina para o lado de dentro das curvas, como forma de contrabalançar a inércia. A minha mulher acabou por chegar ao Algarve enjoada, mal disposta. Embarcaram a seguir ao almoço e talvez por este motivo, a digestão parou. Coisas que acontecem.
Em casa, o silêncio é sepulcral! Sem as duas, parece uma casa fantasma; só tenho a companhia dos pássaros. Tenho a televisão, o vídeo, o computador, a aparelhagem de som,....,só para mim; até posso ler!
É no mínimo impressionante o movimento que uma miúda de 3 anos consegue fazer em casa. É uma autêntica revolução!
A verdade, é que sinto a falta delas. Tenho mais liberdade para fazer o que quero, mas sinto muito a falta delas.
5ª feira já vou para baixo ter com elas. Vão ser 4 dias que me vão saber muito bem. Quero levantar-me muito cedo, para ir à praia passear à beira-mar. Depois por volta das 11:00/11:30, regressar a casa para tomar um banho na piscina. Almoço e soneca.
Vamos ver se os planos não saem furados.
PDI
Hoje de manhã a minha esposa não estava “grande espingarda”.
É uma linda mulher, sempre bem disposta, alegre, optimista, mas como toda a gente tem “dias não”. Hoje é um deles.
Assim, levei para o almoço o meu tecladoe telemóvel e enquanto almoçava, através do “Messager” fui-me comunicando com ela.
A certa altura perguntou-me se estava a almoçar sozinho. De facto estava. Aliás, tem sido prática habitual desde que vim de férias. Enquanto almoço, ou vejo televisão no telefone (“Discovery Channel”), ou estou no “Messager” com a minha “cara metade”.
Cada vez tenho menos paciência para as conversas imbecis que se trocam à hora de almoço. Gostava muito de almoçar com gente intelectualmente superior, culta, mas isso é cada vez mais difícil devido à raridade....ou se calhar sou eu que estou cada vez mais exigente....ou então, será a idade. A porcaria do PDI.
A verdade é que nos últimos tempos, tenho sentido uma enorme transformação quer física, quer emocional e intelectual.
Perdi a pachorra para os filmes de tiros, com tipos esfaqueados, esventrados e companhia. Perdi a pachorra para os frente a frente na televisão (excepção feita ao Prof. Marcelo Rebelo de Sousa). Os noticiários são o que sabemos. Se as notícias em que profissionalmente estou por dentro são deturpadas, o que acontecerá com as outras. Os próprios jornais.......até o desgraçado do Expresso......
Ontem mais uma vez estive do site da Universidade Católica a ver o curso de MBA.
Sinto necessidade de me dar com gente intectualmente superior. Adoro conversar com o meu tio Zé, mas isso só acontece de vez em quando.
Ontem perdi um pouco do meu tempo de trabalho à conversa com o director comercial da área de fabricação. Indivíduo novo, mas inteligente e culto. Caso raro hoje em dia. Felizmente sobra-me a minha mulher. Pessoa inteligente, arguta, com um interesse intectual um pouco diferente do meu, mas que consegue estimular-me.
Será que me estou a tornar num elitista?
Para me satisfazer, meto cada vez mais a cara nos livros. Pena tenho de não ter mais tempo. Paciência!
Sinto uma grande mudança em mim. Será a andropausa a chegar? Ou apenas o PDI?
É uma linda mulher, sempre bem disposta, alegre, optimista, mas como toda a gente tem “dias não”. Hoje é um deles.
Assim, levei para o almoço o meu tecladoe telemóvel e enquanto almoçava, através do “Messager” fui-me comunicando com ela.
A certa altura perguntou-me se estava a almoçar sozinho. De facto estava. Aliás, tem sido prática habitual desde que vim de férias. Enquanto almoço, ou vejo televisão no telefone (“Discovery Channel”), ou estou no “Messager” com a minha “cara metade”.
Cada vez tenho menos paciência para as conversas imbecis que se trocam à hora de almoço. Gostava muito de almoçar com gente intelectualmente superior, culta, mas isso é cada vez mais difícil devido à raridade....ou se calhar sou eu que estou cada vez mais exigente....ou então, será a idade. A porcaria do PDI.
A verdade é que nos últimos tempos, tenho sentido uma enorme transformação quer física, quer emocional e intelectual.
Perdi a pachorra para os filmes de tiros, com tipos esfaqueados, esventrados e companhia. Perdi a pachorra para os frente a frente na televisão (excepção feita ao Prof. Marcelo Rebelo de Sousa). Os noticiários são o que sabemos. Se as notícias em que profissionalmente estou por dentro são deturpadas, o que acontecerá com as outras. Os próprios jornais.......até o desgraçado do Expresso......
Ontem mais uma vez estive do site da Universidade Católica a ver o curso de MBA.
Sinto necessidade de me dar com gente intectualmente superior. Adoro conversar com o meu tio Zé, mas isso só acontece de vez em quando.
Ontem perdi um pouco do meu tempo de trabalho à conversa com o director comercial da área de fabricação. Indivíduo novo, mas inteligente e culto. Caso raro hoje em dia. Felizmente sobra-me a minha mulher. Pessoa inteligente, arguta, com um interesse intectual um pouco diferente do meu, mas que consegue estimular-me.
Será que me estou a tornar num elitista?
Para me satisfazer, meto cada vez mais a cara nos livros. Pena tenho de não ter mais tempo. Paciência!
Sinto uma grande mudança em mim. Será a andropausa a chegar? Ou apenas o PDI?
quarta-feira, agosto 16, 2006
O Outono aproxima-se
Hoje começou a chver. As temperaturas já começaram a baixar dos 30ºC.
Para quem está de férias, acredito que seja aborrecido, mas como eu já usufruí das minhas....
Começa a regressar o tempo em que se pode passear de bicicleta. Comprei uns pneus novos e ainda não tive o prazer de os experimentar.
No mês passado, comecei a olhar para os pneus e achei-os estranhos. Debrucei-me e constatei que o que estava a ver já não era a borracha, mas sim a malha metálica de suporte destes. Epá! Está na hora de proceder à troca. Comprei uns bonitos pneus Michelin, que me custaram uma nota preta, mas ficaram lindos depois de montados. São “mais gordos” dos que tinha anteriormente; mais “grip”, mais esforço para pedalar, mas com uma estética de ir às lágrimas.
Também não podia exigir muito mais dos pneus velhos. Já tinham uns milhares largos de quilómetros no pelo.
A minha bicicleta de estimação, oferecida pela minha mulher quando fizémos 1 ano de casados (há cerca de 16 anos), está linda.
Estou desejoso por voltar a sentar o rabo no selim. Se há coisas que adoro fazer, passear de bicicleta é uma delas,.....,mas não com temperaturas acima dos 30ºC. Gosto de passear, mas não sou nem fanático, nem maluco. Mal por mal, prefiro passear à chuva com o meu impremeável.
Vamos lá a ver se é desta que vou conhecer Lisboa de bicicleta. Já tenho os mapas, o suporte,....,enfim todo o equipamento necessário.
Só falta começar a definir os itinerários e .......pedalar.
Tem que haver primeiro uma preparação física, porque senão fico a meio das colinas de Lisboa. Passeios de início em terreno plano e gradualmente ir aumentando o grau de dificuldade.
Dia 3 de Setembro se tudo correr bem, será a primeira saída.
Para quem está de férias, acredito que seja aborrecido, mas como eu já usufruí das minhas....
Começa a regressar o tempo em que se pode passear de bicicleta. Comprei uns pneus novos e ainda não tive o prazer de os experimentar.
No mês passado, comecei a olhar para os pneus e achei-os estranhos. Debrucei-me e constatei que o que estava a ver já não era a borracha, mas sim a malha metálica de suporte destes. Epá! Está na hora de proceder à troca. Comprei uns bonitos pneus Michelin, que me custaram uma nota preta, mas ficaram lindos depois de montados. São “mais gordos” dos que tinha anteriormente; mais “grip”, mais esforço para pedalar, mas com uma estética de ir às lágrimas.
Também não podia exigir muito mais dos pneus velhos. Já tinham uns milhares largos de quilómetros no pelo.
A minha bicicleta de estimação, oferecida pela minha mulher quando fizémos 1 ano de casados (há cerca de 16 anos), está linda.
Estou desejoso por voltar a sentar o rabo no selim. Se há coisas que adoro fazer, passear de bicicleta é uma delas,.....,mas não com temperaturas acima dos 30ºC. Gosto de passear, mas não sou nem fanático, nem maluco. Mal por mal, prefiro passear à chuva com o meu impremeável.
Vamos lá a ver se é desta que vou conhecer Lisboa de bicicleta. Já tenho os mapas, o suporte,....,enfim todo o equipamento necessário.
Só falta começar a definir os itinerários e .......pedalar.
Tem que haver primeiro uma preparação física, porque senão fico a meio das colinas de Lisboa. Passeios de início em terreno plano e gradualmente ir aumentando o grau de dificuldade.
Dia 3 de Setembro se tudo correr bem, será a primeira saída.
quarta-feira, agosto 09, 2006
Moradia
Outro dia estive a ver um programa no canal “Discovery”, sobre a habitação nos primórdios da civilização. Começaram a construir em altura, quando começou a haver falta de espaço.
Quer queiramos quer não, salvo honrosas excepções, morar num apartamento é uma forma de encaixotar pessoas. No Japão já há hotéis com quartos com 2m x 1m x 1m com ar condicionado, apenas para passar a noite. Que horror!
Um dia “quando for grande” ainda hei-de ter uma vivenda com um grande alpendre e um belo relvado à volta.....para ler, ouvir música, descansar.
Ah, claro,....e um sotão para montar o meu comboio eléctrico Märklin, ter a minha biblioteca, o meu computador e a minha aparelhagem sonora.
O cão Labrador ou Begal será a seguir.
A casa não precisa de ser muito grande; o jardim, sim!
Em tempos, ainda comecei a fazer projectos de moradias, só que o tempo livre começou a escassear e o “hobby” foi-se.
Quer queiramos quer não, salvo honrosas excepções, morar num apartamento é uma forma de encaixotar pessoas. No Japão já há hotéis com quartos com 2m x 1m x 1m com ar condicionado, apenas para passar a noite. Que horror!
Um dia “quando for grande” ainda hei-de ter uma vivenda com um grande alpendre e um belo relvado à volta.....para ler, ouvir música, descansar.
Ah, claro,....e um sotão para montar o meu comboio eléctrico Märklin, ter a minha biblioteca, o meu computador e a minha aparelhagem sonora.
O cão Labrador ou Begal será a seguir.
A casa não precisa de ser muito grande; o jardim, sim!
Em tempos, ainda comecei a fazer projectos de moradias, só que o tempo livre começou a escassear e o “hobby” foi-se.
Vontade de não fazer nada
Existem momentos na vida, em que não apetece fazer absolutamente nada.
Só pensar nisso, cansa.
Quando estas alturas aparecem, há que não perder a calma e esperar que a vontade de trabalhar volte.
Hoje está outra vez muito calor. Talvez seja essa a razão. Agora que não me apetece fazer “ponta del corno”, não apetece.
Há medida que a idade avança, começo a perder a paciência para o mês de Agosto. Felizmente este ano não tenho que estar de férias, no meio de milhões de pessoas. A trabalhar no meio de ninguém, é que se está bem. O problema não é esse: não tenho paciência para o calor; quando passa dos 30º é demais para mim. Felizmente no gabinete estão 24º.
Só pensar nisso, cansa.
Quando estas alturas aparecem, há que não perder a calma e esperar que a vontade de trabalhar volte.
Hoje está outra vez muito calor. Talvez seja essa a razão. Agora que não me apetece fazer “ponta del corno”, não apetece.
Há medida que a idade avança, começo a perder a paciência para o mês de Agosto. Felizmente este ano não tenho que estar de férias, no meio de milhões de pessoas. A trabalhar no meio de ninguém, é que se está bem. O problema não é esse: não tenho paciência para o calor; quando passa dos 30º é demais para mim. Felizmente no gabinete estão 24º.
segunda-feira, agosto 07, 2006
Frases
Existe uma elite de pensadores, que por vezes têm um conjunto de frases que permitem em poucas palavras dizer um mundo de verdades incríveis.
Sem tradução para não se perder o “sabor”:
“Trust yourself, then you will know how to live” (Goethe)
“A man without a purpose is like a ship without a rudder” (Thomas Carlyle)
“ Not by age but by capacity is wisdom acquired” (Plautus)
“Life shrinks or expands in proportion to one’s courage” (Anais Nin)
“Anyone who keeps learning stays young” (Henry Ford)
“Progress has little to do with speed, but much to do with direction” (Anon)
“From small beginnings come great things”
“The aim of life is to live, and to live means to be aware” (Henry Miller)
“If we can dream it, we can do it” (Anon)
“There is always room at the top” (Daniel Webster)
Sem tradução para não se perder o “sabor”:
“Trust yourself, then you will know how to live” (Goethe)
“A man without a purpose is like a ship without a rudder” (Thomas Carlyle)
“ Not by age but by capacity is wisdom acquired” (Plautus)
“Life shrinks or expands in proportion to one’s courage” (Anais Nin)
“Anyone who keeps learning stays young” (Henry Ford)
“Progress has little to do with speed, but much to do with direction” (Anon)
“From small beginnings come great things”
“The aim of life is to live, and to live means to be aware” (Henry Miller)
“If we can dream it, we can do it” (Anon)
“There is always room at the top” (Daniel Webster)
17 anos de casado
No passado Sábado fiz 17 anos de casado. Mais 7 anos de namoro, significa que já conheço a minha esposa há 24 anos!!!
24 anos é muito tempo; no entanto, parece que a conheci ontem. É uma sensação muito estranha!
Costuma-se dizer que com o tempo a paixão desaparece e o que fica é aquilo a que se chama de amor. De facto, a paixão não tem a mesma intensidade de há 24 anos, mas por incrível que pareça, continuo a senti-la.
Temos temperamentos bem diferentes, mas que se interligam quase na perfeição, conseguindo ser um todo único, bem agregado, sólido.
Gostamos de estar um com o outro.
Não somos as mesmas pessoas de há 24 anos. Não há dúvida que a vivência, a experiência, vai moldando as mentes e estas vão-se transformando. Por vezes tais mudanças podem levar a choques de personalidade e muitas vezes à ruptura da relação. Felizmente tal não é o nosso caso.
Até o aparecimento dos filhos, com o consumo de tempo que tal implica, por vezes reduz o espaço temporal de conversa entre o casal, levando a pouco e pouco a um relacionamento de silêncio, que passa a não ser coisa nenhuma. Mais uma vez, também não foi o nosso caso. Claro que o tempo mútuo se reduziu, mas não abalou o relacionamento.
Considero-me uma pessoa previligiada.
A seguir ao almoço, deixámos a criança com os meus pais e fomos ao Centro Comercial Colombo ver o filme “A casa do lago” e lanchar. Um programinha a 2, que soube muito bem.
O filme está bem feito; é um romance bem agradável de ver e depois o lanchinho, acompanhado por aqueles olhos azuis que eu sempre amei, rematou o dia de forma divinal.
Eu gosto muito da minha mulher!
24 anos é muito tempo; no entanto, parece que a conheci ontem. É uma sensação muito estranha!
Costuma-se dizer que com o tempo a paixão desaparece e o que fica é aquilo a que se chama de amor. De facto, a paixão não tem a mesma intensidade de há 24 anos, mas por incrível que pareça, continuo a senti-la.
Temos temperamentos bem diferentes, mas que se interligam quase na perfeição, conseguindo ser um todo único, bem agregado, sólido.
Gostamos de estar um com o outro.
Não somos as mesmas pessoas de há 24 anos. Não há dúvida que a vivência, a experiência, vai moldando as mentes e estas vão-se transformando. Por vezes tais mudanças podem levar a choques de personalidade e muitas vezes à ruptura da relação. Felizmente tal não é o nosso caso.
Até o aparecimento dos filhos, com o consumo de tempo que tal implica, por vezes reduz o espaço temporal de conversa entre o casal, levando a pouco e pouco a um relacionamento de silêncio, que passa a não ser coisa nenhuma. Mais uma vez, também não foi o nosso caso. Claro que o tempo mútuo se reduziu, mas não abalou o relacionamento.
Considero-me uma pessoa previligiada.
A seguir ao almoço, deixámos a criança com os meus pais e fomos ao Centro Comercial Colombo ver o filme “A casa do lago” e lanchar. Um programinha a 2, que soube muito bem.
O filme está bem feito; é um romance bem agradável de ver e depois o lanchinho, acompanhado por aqueles olhos azuis que eu sempre amei, rematou o dia de forma divinal.
Eu gosto muito da minha mulher!
segunda-feira, julho 31, 2006
Mundial de Futebol
Apesar de um pouco atrasado devido ao meu período de férias, gostaria de referir o nosso brilhante comportamento no Mundial de Futebol.
Estatisticamente quanto maior é o universo disponível, mais fácil é conseguir uma boa amostra; i.e., retirar 23 jogadores de um universo de 10.000.000 habitantes é mais difícil que retira-los de um universo de 150.000.000.
Basta ver o nº de vezes que cada país foi Campeão do Mundo:
BRASIL 5 vezes 141.000.000 habitantes
ITÁLIA 4 vezes 57.000.000 habitantes
ALEMANHA 3 vezes 79.000.000 habitantes
ARGENTINA 2 vezes 32.000.000 habitantes
GRÃ-BRETANHA 1 vez 56.000.000 habitantes
FRANÇA 1 vez 55.000.000 habitantes
ESPANHA ---- 39.000.000 habitantes
HOLANDA ---- 15.000.000 habitantes
PORTUGAL ---- 10.000.000 habitantes
É evidente que existem 2 casos singulares: a Itália que face ao nº de habitantes não deveria ter sido tantas vezes campeã do Mundo e o caso da Argentina que estoicamente também já o conseguiu ser por duas vezes. No entanto nestes 2 casos, temos que entrar em linha de conta que são países mais “doentes pelo futebol” do que o normal e daí a maior probabilidae estatística de encontrar um lote de 23 jogadores fora de série.
Quanto há possibilidade de Portugal ter sido Campeão do Mundo, é estatisticamente quase uma impossibilidade.
A sua posição (4º lugar) deve ser motivo dos mais rasgados elogios.
Repare-se que Portugal seria se o futebol fosse o padrão:
4º País mais industrializado do Mundo (faríamos parte do Grupo G8, que define o futuro do Mundo)
4º País do Mundo com maior nível de literacia
4º País do Mundo relativamente ao nível de desenvolvimento humano
4º País do Mundo com a banca mais poderosa (em activos, empréstimos,...
4º País do Mundo..........
Grande sonho! Temos de acordar! A realidade não é essa, nem nunca poderá ser, face à situação periférica do País, e ao seu tamanho geográfico e demográfico.
Assim se pode sentir melhor o feito que os nosso 23 rapazes e toda a equipa técnica conseguiram e pelo qual só temos que nos sentir honrados e felizes.
Viva a Selecção Portuguesa de Futebol!
Estatisticamente quanto maior é o universo disponível, mais fácil é conseguir uma boa amostra; i.e., retirar 23 jogadores de um universo de 10.000.000 habitantes é mais difícil que retira-los de um universo de 150.000.000.
Basta ver o nº de vezes que cada país foi Campeão do Mundo:
BRASIL 5 vezes 141.000.000 habitantes
ITÁLIA 4 vezes 57.000.000 habitantes
ALEMANHA 3 vezes 79.000.000 habitantes
ARGENTINA 2 vezes 32.000.000 habitantes
GRÃ-BRETANHA 1 vez 56.000.000 habitantes
FRANÇA 1 vez 55.000.000 habitantes
ESPANHA ---- 39.000.000 habitantes
HOLANDA ---- 15.000.000 habitantes
PORTUGAL ---- 10.000.000 habitantes
É evidente que existem 2 casos singulares: a Itália que face ao nº de habitantes não deveria ter sido tantas vezes campeã do Mundo e o caso da Argentina que estoicamente também já o conseguiu ser por duas vezes. No entanto nestes 2 casos, temos que entrar em linha de conta que são países mais “doentes pelo futebol” do que o normal e daí a maior probabilidae estatística de encontrar um lote de 23 jogadores fora de série.
Quanto há possibilidade de Portugal ter sido Campeão do Mundo, é estatisticamente quase uma impossibilidade.
A sua posição (4º lugar) deve ser motivo dos mais rasgados elogios.
Repare-se que Portugal seria se o futebol fosse o padrão:
4º País mais industrializado do Mundo (faríamos parte do Grupo G8, que define o futuro do Mundo)
4º País do Mundo com maior nível de literacia
4º País do Mundo relativamente ao nível de desenvolvimento humano
4º País do Mundo com a banca mais poderosa (em activos, empréstimos,...
4º País do Mundo..........
Grande sonho! Temos de acordar! A realidade não é essa, nem nunca poderá ser, face à situação periférica do País, e ao seu tamanho geográfico e demográfico.
Assim se pode sentir melhor o feito que os nosso 23 rapazes e toda a equipa técnica conseguiram e pelo qual só temos que nos sentir honrados e felizes.
Viva a Selecção Portuguesa de Futebol!
IRC (II)
Não é que nestas férias li um artigo sobre a China, em que neste país qualquer empresa que seja autorizada a abrir portas, está isente de pagamento de impostos sobre lucros durante 2 anos?
Toda a gente sabe que nos 1ºs anos as empresas têm que fazer grandes investimentos, pelo que a probabilidade de darem lucro é reduzida; i.e., quando começam a dar lucro já têm que pagar impostos (3º ano e seguintes).
No entanto esta é uma forma importante de atrair empresários para que invistam no país.
Não é preciso ser chinês para ser esperto.
A economia chinesa cresce em média cerca de 10% ao ano. A nossa em 2006 vai crescer 1,2% e o governo está muito satisfeito?!?!?!
Toda a gente sabe que nos 1ºs anos as empresas têm que fazer grandes investimentos, pelo que a probabilidade de darem lucro é reduzida; i.e., quando começam a dar lucro já têm que pagar impostos (3º ano e seguintes).
No entanto esta é uma forma importante de atrair empresários para que invistam no país.
Não é preciso ser chinês para ser esperto.
A economia chinesa cresce em média cerca de 10% ao ano. A nossa em 2006 vai crescer 1,2% e o governo está muito satisfeito?!?!?!
quarta-feira, julho 05, 2006
IRC
Se existem impostos que tenho dificuldade de aceitar nos tempos que correm é o IRC.
Estamos num processo vertiginoso de globalização da economia. Assistimos diariamente a deslocalizações de empresas para áreas do globo onde os custos de produção são mais baixos, visto os custos logísticos praticamente não pesarem no preço final ao consumidor.
Então pergunto-me: não são as empresas o motor da economia? Quanto mais empresas houver, mais emprego haverá, mais IRS a receber por parte do Estado, mais IVA derivado do aumento do consumo.
Não poderia ser um estímulo para o estabelecimento e fixação de empresas no país, a abolição ou redução drástica do imposto IRC? A Madeira tem uma zona franca. Porque é que não se torna o país mum país franco?
Ou vendo as coisas ao contrário, porque é que as entidades bancárias, que mais lucros auferem, pagam menos taxa de IRC, que por exemplo a “retrosaria do Manel”? Será que os bancos emprestam dinheiro ao estado a custo zero e assim uma mão lava a outra?
Não haverá aqui uma situação sórdida?
Evidentemente que não sou um fiscalista e muito menos economista. Devem haver variáveis que desconheço, que indiciem o contrário do que afirmo. Temos grandes inteligências no País que se calhar já pensaram no assunto e se não agiram foi por algum constrangimento que desconheço.
Será que é preferível a política subsidiária discricionária a algumas indústrias, de acordo com um plano de médio/longo prazo para Portugal? Isto existe, plano industrial de médio/longo prazo?
Tenho alguma dificuldade em perceber isto! Adorava que alguém me explicasse!
Estamos num processo vertiginoso de globalização da economia. Assistimos diariamente a deslocalizações de empresas para áreas do globo onde os custos de produção são mais baixos, visto os custos logísticos praticamente não pesarem no preço final ao consumidor.
Então pergunto-me: não são as empresas o motor da economia? Quanto mais empresas houver, mais emprego haverá, mais IRS a receber por parte do Estado, mais IVA derivado do aumento do consumo.
Não poderia ser um estímulo para o estabelecimento e fixação de empresas no país, a abolição ou redução drástica do imposto IRC? A Madeira tem uma zona franca. Porque é que não se torna o país mum país franco?
Ou vendo as coisas ao contrário, porque é que as entidades bancárias, que mais lucros auferem, pagam menos taxa de IRC, que por exemplo a “retrosaria do Manel”? Será que os bancos emprestam dinheiro ao estado a custo zero e assim uma mão lava a outra?
Não haverá aqui uma situação sórdida?
Evidentemente que não sou um fiscalista e muito menos economista. Devem haver variáveis que desconheço, que indiciem o contrário do que afirmo. Temos grandes inteligências no País que se calhar já pensaram no assunto e se não agiram foi por algum constrangimento que desconheço.
Será que é preferível a política subsidiária discricionária a algumas indústrias, de acordo com um plano de médio/longo prazo para Portugal? Isto existe, plano industrial de médio/longo prazo?
Tenho alguma dificuldade em perceber isto! Adorava que alguém me explicasse!
Comboios de alta velocidade
Faltam 3 desgraçados dias para ir de férias. Como já dizia Einstein a relatividade do tempo é terrível e neste caso, parece que a semana nunca mais acaba.
Vamos lá a ver se é nestas férias que eu mais a família apanhamos o Ave em Sevilha de manhã, para irmos almoçar a Madrid e voltar ao final do dia.
Já tenho saudades do tempo em que passava a vida em reuniões entre Sevilha e Toledo; andar de avião entre Lisboa e Munique é muito maçador.
Se há transportes públicos que adoro, é andar de comboio e se ainda por cima for de alta velocidade, melhor. Considero o melhor transporte público que existe. Confortável, silencioso, com espaço para esticar as pernas, comer, trabalhar com computador, falar ao telefone, ouvir música, ....,dormir.
Talvez seja ainda o meu sonho de criança de querer ser maquinista da CP a fazer efeito.
Vamos lá a ver se o tempo não aquece demasiado para impedir o passeio e se a minha cara metade está pelos ajustes. Estou convencido que ela ia gostar. Fizémos junto o passeio entre Londres e Bristol, mas o AVE anda muito mais depressa....e quando os comboios se cruzam, a deslocação do ar que provocam é no mínimo......orgásmica!
Vamos lá a ver se é nestas férias que eu mais a família apanhamos o Ave em Sevilha de manhã, para irmos almoçar a Madrid e voltar ao final do dia.
Já tenho saudades do tempo em que passava a vida em reuniões entre Sevilha e Toledo; andar de avião entre Lisboa e Munique é muito maçador.
Se há transportes públicos que adoro, é andar de comboio e se ainda por cima for de alta velocidade, melhor. Considero o melhor transporte público que existe. Confortável, silencioso, com espaço para esticar as pernas, comer, trabalhar com computador, falar ao telefone, ouvir música, ....,dormir.
Talvez seja ainda o meu sonho de criança de querer ser maquinista da CP a fazer efeito.
Vamos lá a ver se o tempo não aquece demasiado para impedir o passeio e se a minha cara metade está pelos ajustes. Estou convencido que ela ia gostar. Fizémos junto o passeio entre Londres e Bristol, mas o AVE anda muito mais depressa....e quando os comboios se cruzam, a deslocação do ar que provocam é no mínimo......orgásmica!
quinta-feira, junho 29, 2006
Londres e Bristol III
A viagem para Bristol foi feita de comboio.
Estes não são muito modernos, mas andam sempre a horas e a uma velocidade de cerca de 170Km/h o que já é razoável.
A paisagem que se vai abrindo diante dos nossos olhos é que é deslumbrante. Tudo muito verde, cheio de flores de todas as cores (estávamos na Primavera). Passámos por inúmeros rios. É interessante verificar, que nas margens destes se encontram ancorados inúmeros barcos de recreio.
A passagem por “Bath” é magnífica, devido à sua vegetação e paisagens. Assemelha-se um pouco a Sintra.
O hotel em Bristol foi marcado por uma simpática secretária da empresa britânica que visitei. Tratava-se de um hotel centenário que à pouco tempo tinha sido objecto de uma profunda restauração (cerca de 2 milhões de contos!!!!). Nunca na minha vida me lembro de ter estado num hotel tão sumptuoso. Os quartos são enormes e cada um decorado de forma diferente.
Só o acto de espreitar a sala de jantar dá a sensação que ficámos com os cartões de crédito a 0. Verdadeiramente espectacular!
Durante a reunião de trabalho a secretária do responsável, perguntou-me se estávamos bem instalados. Bem instalados???? Perguntei-lhe se alguma vez tinha visitado o hotel. Ela disse-me que não, pois era recente. Então, convidei-a logo que tivesse oportunidade a fazê-lo, pois era digno de ser visto.
Relativamente à empresa, nunca tinha visto nenhuma tão grande, com carreiras internas de autocarros com horários, como se de uma cidade se tratasse. Fiquei boquiaberto.
Aliás, durante a viagem de comboio, é que nos apercebemos da capacidade industrial deste país, motor da 2ª revolução industrial. As instalações fabris populam por todo o lado.
Um dia gostava de voltar à Grã-Bretanha, mas com mais calma. Bristol mal a vi, devido aos afazeres profissionais. Quem se deleitou foi a minha esposa. Ela quando criança passeou pela Escócia, que diz ser muito bonita. Tenho que pensar no assunto.
Estes não são muito modernos, mas andam sempre a horas e a uma velocidade de cerca de 170Km/h o que já é razoável.
A paisagem que se vai abrindo diante dos nossos olhos é que é deslumbrante. Tudo muito verde, cheio de flores de todas as cores (estávamos na Primavera). Passámos por inúmeros rios. É interessante verificar, que nas margens destes se encontram ancorados inúmeros barcos de recreio.
A passagem por “Bath” é magnífica, devido à sua vegetação e paisagens. Assemelha-se um pouco a Sintra.
O hotel em Bristol foi marcado por uma simpática secretária da empresa britânica que visitei. Tratava-se de um hotel centenário que à pouco tempo tinha sido objecto de uma profunda restauração (cerca de 2 milhões de contos!!!!). Nunca na minha vida me lembro de ter estado num hotel tão sumptuoso. Os quartos são enormes e cada um decorado de forma diferente.
Só o acto de espreitar a sala de jantar dá a sensação que ficámos com os cartões de crédito a 0. Verdadeiramente espectacular!
Durante a reunião de trabalho a secretária do responsável, perguntou-me se estávamos bem instalados. Bem instalados???? Perguntei-lhe se alguma vez tinha visitado o hotel. Ela disse-me que não, pois era recente. Então, convidei-a logo que tivesse oportunidade a fazê-lo, pois era digno de ser visto.
Relativamente à empresa, nunca tinha visto nenhuma tão grande, com carreiras internas de autocarros com horários, como se de uma cidade se tratasse. Fiquei boquiaberto.
Aliás, durante a viagem de comboio, é que nos apercebemos da capacidade industrial deste país, motor da 2ª revolução industrial. As instalações fabris populam por todo o lado.
Um dia gostava de voltar à Grã-Bretanha, mas com mais calma. Bristol mal a vi, devido aos afazeres profissionais. Quem se deleitou foi a minha esposa. Ela quando criança passeou pela Escócia, que diz ser muito bonita. Tenho que pensar no assunto.
Londres e Bristol II
O museu de cera da Madame Tusseau, também me surpreendeu pela positiva. É espectacular a semelhança das figuras expostas com a realidade.
A certa altura, sentei-me num banco ao lado de um indivíduo que se encontrava a dormitar. Estranhei ver uma pessoa num museu a dormir. Só depois de olhar com atenção é que verifiquei ser um boneco. Fui enganado. Espantoso! Espectacular!
Como não podia deixar de ser, existe uma sala com toda a família real britânica (nobless oblige!). Noutras salas poder-se-ão ver destacadas figuras da política, desporto, cultura... Um museu a não perder. Existe um parecido (muito mais pequeno) na Grécia em Ioannina, mas sem o esplendor e qualidade deste. Penso que abriu agora um também em Lisboa, mas que ainda não tive a oportunidade de o visitar.
Como estavam uns dias excepcionais, Hyde Park encontrava-se repleto de gente, muita dela sentada em cadeirinhas com os homens em tronco nu, aproveitando o sol. Era interessante observar, que os muçulmanos se dividiam em 2 grupos (homens e mulheres). Nunca se misturam e sempre vestidos. Culturas.....
A relva apresenta uma limpeza exemplar. Não há resíduos mal-cheirosos de canídeos, como aqui em Portugal. Os donos são obrigados a apanhá-los e pô-los no lixo. Tive o prazer de observar vários casos.
Por todo o lado se vêm simpáticos esquilos, que vêm ter connosco pedindo comida.
A “Tower Bridge” que parece nos postais uma ponte taciturna e antiga, é na verdade com os seus arcos metálicos pintados em côr azul clara e quando banhada pelo sol, uma estrutura leve e esteticamente muito bonita. O mesmo se passa com a maioria dos monumentos por que passámos.
No regresso de Bristol encontrámos Londres debaixo de chuva. De facto a diferença é da noite para o dia. Parece mais fechada, mais claustrofóbica, triste se assim se pode dizer; mas com sol aberto, é linda.
Não se pode é comer de faca e garfo. Para além de se verem poucos restaurantes, estes são absurdamente caros. Temos que nos ficar pelas sandes e “fast food”, que também alimentam e muito mais de acordo com a nossa carteira.
Seja como for: uma cidade a não perder.
A certa altura, sentei-me num banco ao lado de um indivíduo que se encontrava a dormitar. Estranhei ver uma pessoa num museu a dormir. Só depois de olhar com atenção é que verifiquei ser um boneco. Fui enganado. Espantoso! Espectacular!
Como não podia deixar de ser, existe uma sala com toda a família real britânica (nobless oblige!). Noutras salas poder-se-ão ver destacadas figuras da política, desporto, cultura... Um museu a não perder. Existe um parecido (muito mais pequeno) na Grécia em Ioannina, mas sem o esplendor e qualidade deste. Penso que abriu agora um também em Lisboa, mas que ainda não tive a oportunidade de o visitar.
Como estavam uns dias excepcionais, Hyde Park encontrava-se repleto de gente, muita dela sentada em cadeirinhas com os homens em tronco nu, aproveitando o sol. Era interessante observar, que os muçulmanos se dividiam em 2 grupos (homens e mulheres). Nunca se misturam e sempre vestidos. Culturas.....
A relva apresenta uma limpeza exemplar. Não há resíduos mal-cheirosos de canídeos, como aqui em Portugal. Os donos são obrigados a apanhá-los e pô-los no lixo. Tive o prazer de observar vários casos.
Por todo o lado se vêm simpáticos esquilos, que vêm ter connosco pedindo comida.
A “Tower Bridge” que parece nos postais uma ponte taciturna e antiga, é na verdade com os seus arcos metálicos pintados em côr azul clara e quando banhada pelo sol, uma estrutura leve e esteticamente muito bonita. O mesmo se passa com a maioria dos monumentos por que passámos.
No regresso de Bristol encontrámos Londres debaixo de chuva. De facto a diferença é da noite para o dia. Parece mais fechada, mais claustrofóbica, triste se assim se pode dizer; mas com sol aberto, é linda.
Não se pode é comer de faca e garfo. Para além de se verem poucos restaurantes, estes são absurdamente caros. Temos que nos ficar pelas sandes e “fast food”, que também alimentam e muito mais de acordo com a nossa carteira.
Seja como for: uma cidade a não perder.
quarta-feira, junho 28, 2006
Londres e Bristol I
A propósito de Oxford Street, há algum tempo atrás tive que me deslocar a Bristol para uma reunião de trabalho.
Como era mais barata a viagem, caso esta apanhasse um fim de semana, fomos acho que numa 6ª feira ou Sábado para Londres e depois 2ª ou 3ª feira, apanhámos o comboio para Bristol. Digo apanhámos, porque aproveitei e levei a minha esposa comigo.
Durante os 2 ou 3 dias que estivémos em Londres, apanhámos um tempo excepcional, sempre com sol aberto, o que é raro por aquelas bandas.
Londres com sol é uma cidade linda. Ficámos num hotel nas imediações de Oxford Street, bem no coração da baixa londrina.
Demos um passeio de autocarro de 2 andares pela cidade e fomos conhecer lugares típicos como sejam o museu de cera da Madame Tusseau e Hyde Park.
Como já referi, passear em Oxford Street é o máximo. Dezenas de milhares de pessoas, caminhando nos largos passeios que ladeiam a estrada, de todas as etnias, raças, indumentárias, cor dos cabelos (alguns azuis, vermelhos,....). É algo de verdadeiramente indescritível. Nunca tinha visto uma cidade tão cosmopolita como aquela.
Como era mais barata a viagem, caso esta apanhasse um fim de semana, fomos acho que numa 6ª feira ou Sábado para Londres e depois 2ª ou 3ª feira, apanhámos o comboio para Bristol. Digo apanhámos, porque aproveitei e levei a minha esposa comigo.
Durante os 2 ou 3 dias que estivémos em Londres, apanhámos um tempo excepcional, sempre com sol aberto, o que é raro por aquelas bandas.
Londres com sol é uma cidade linda. Ficámos num hotel nas imediações de Oxford Street, bem no coração da baixa londrina.
Demos um passeio de autocarro de 2 andares pela cidade e fomos conhecer lugares típicos como sejam o museu de cera da Madame Tusseau e Hyde Park.
Como já referi, passear em Oxford Street é o máximo. Dezenas de milhares de pessoas, caminhando nos largos passeios que ladeiam a estrada, de todas as etnias, raças, indumentárias, cor dos cabelos (alguns azuis, vermelhos,....). É algo de verdadeiramente indescritível. Nunca tinha visto uma cidade tão cosmopolita como aquela.
domingo, junho 25, 2006
Comportamentos tipicamente portugueses III
Ontem após mais uma jornada de trabalho, dirigi-me a casa.
Ía pela rua fora, quando de frente, vêm 2 exemplares do sexo feminino, ambas conversando empunhando sacos nas duas mãos.
Como o passeio não é muito largo, ocupavam-no na totalidade.
Com prédios de um lado e carros estacionados do outro, para passar por elas ou voava, ou eclipsava-me.
Obviamente que o choque era inevitável, apesar de me ter tentado encostar aos carros parados. Após o encontrão diz uma assim: “o homem parece que é parvo!”
Claro que este tipo de comportamento não tem resposta. Se se tratassem de Senhoras, 1º alguma delas tinha abrandado o passo para que quem vem de frente pudesse passar, visto que do meu lado nada havia a fazer.
Este tipo de comportamento também é característico dos rapazes e raparigas das escolas secundárias. Mesmo que os passeios sejam largos fazem um muro com 6, 7,... pessoas, que varrem literalmente as ruas. Quem quiser passar, que desapareça.
É interessante fazer uma comparação, com por exemplo Oxford Street em Londres. Aqui passeiam-se diariamente dezenas de milhar de pessoas de todas as partes do Mundo e sempre que alguém roça em alguém, ouve-se a palavra “Sorry!”. Claro que aqui mais uma vez, estamos a falar de outros mundos.
Este problema por aborrecido que seja, ainda se suporta. O problema é que estes agora transeuntes, são os mesmos que amanhã pegam num automóvel, dão à chave e comportam-se da mesma maneira. Os americanos, normalmente comparam o acelerador de um carro ao gatilho de uma pistola, e o resultado é bem visível nas estatísticas.
No meu tempo de escola, havia uma disciplina que se chamava Moral e Religião. Não sei se ainda hoje existe, mas deveria haver uma disciplina comportamental ao longo de todo o ciclo instrutivo, que falasse de assuntos como: educação cívica, código da estrada, sexualidade, drogas, etiqueta,...., como forma de melhor integrar as pessoas no convívio da sociedade.
Muitas vezes no elevador do meu prédio, as pessoas entram e seam e não cumprimentam, não dizem nada, limitando-se a baixar a cabeça. Penso que tirando algumas má criações, existem pessoas, que desconhecem o que dizer nessas alturas.
O acto por exemplo, de cuspir para o chão tão cultural encarado como de “muito macho-men” entre nós não existe na maioria dos países europeus, sendo mesmo repudiado em muitos deles.
Também nesta área, há toda uma revolução que é da maior importância fazer, para bem de todos e do País.
Ía pela rua fora, quando de frente, vêm 2 exemplares do sexo feminino, ambas conversando empunhando sacos nas duas mãos.
Como o passeio não é muito largo, ocupavam-no na totalidade.
Com prédios de um lado e carros estacionados do outro, para passar por elas ou voava, ou eclipsava-me.
Obviamente que o choque era inevitável, apesar de me ter tentado encostar aos carros parados. Após o encontrão diz uma assim: “o homem parece que é parvo!”
Claro que este tipo de comportamento não tem resposta. Se se tratassem de Senhoras, 1º alguma delas tinha abrandado o passo para que quem vem de frente pudesse passar, visto que do meu lado nada havia a fazer.
Este tipo de comportamento também é característico dos rapazes e raparigas das escolas secundárias. Mesmo que os passeios sejam largos fazem um muro com 6, 7,... pessoas, que varrem literalmente as ruas. Quem quiser passar, que desapareça.
É interessante fazer uma comparação, com por exemplo Oxford Street em Londres. Aqui passeiam-se diariamente dezenas de milhar de pessoas de todas as partes do Mundo e sempre que alguém roça em alguém, ouve-se a palavra “Sorry!”. Claro que aqui mais uma vez, estamos a falar de outros mundos.
Este problema por aborrecido que seja, ainda se suporta. O problema é que estes agora transeuntes, são os mesmos que amanhã pegam num automóvel, dão à chave e comportam-se da mesma maneira. Os americanos, normalmente comparam o acelerador de um carro ao gatilho de uma pistola, e o resultado é bem visível nas estatísticas.
No meu tempo de escola, havia uma disciplina que se chamava Moral e Religião. Não sei se ainda hoje existe, mas deveria haver uma disciplina comportamental ao longo de todo o ciclo instrutivo, que falasse de assuntos como: educação cívica, código da estrada, sexualidade, drogas, etiqueta,...., como forma de melhor integrar as pessoas no convívio da sociedade.
Muitas vezes no elevador do meu prédio, as pessoas entram e seam e não cumprimentam, não dizem nada, limitando-se a baixar a cabeça. Penso que tirando algumas má criações, existem pessoas, que desconhecem o que dizer nessas alturas.
O acto por exemplo, de cuspir para o chão tão cultural encarado como de “muito macho-men” entre nós não existe na maioria dos países europeus, sendo mesmo repudiado em muitos deles.
Também nesta área, há toda uma revolução que é da maior importância fazer, para bem de todos e do País.
quarta-feira, junho 21, 2006
Reformas
Se pensarmos um pouco, verificamos que nos últimos tempos de fizeram reformas Fiscais, reformas Monetárias, reformas na Justiça, mas não se fizeram reformas na Educação e Saúde, por exemplo.
Porquê? Porque não foram impostas pela União Europeia. Cabe a cada país definir os rumos a tomar.
Será que só somos capazes de reformar matérias quando obrigados? Seremos de tal forma indulgentes, que se não formos obrigados a pensar e trabalhar, não o faremos?
Por princípio não gostaria de pensar assim, mas os factos.....
A reforma do sistema educativo, como ferramenta de médio e longo prazo, é determinante.
Como diz o nosso Presidente da República, Prof. Cavaco Silva, a venda de mão-de-obra barata tem os dias contados: 1º porque já não é tão barata quanto isso, e por outro, porque somos um país periférico, que compete por exemplo, com países como a Polónia e a República Checa, que geograficamente se encontram no “Coração da Europa”. Isto para não falar de países emergentes como a China e a Índia.
Mas, para inovar é preciso ter conhecimentos e estes só podem advir de um processo educativo capaz. Para colher é preciso semear e a semente é a educação.
Agora, para se saber que educação (instrução) implementar é preciso primeiro definir, em que palcos mundiais o país quer estar (ou pode estar) representado a médio e longo prazo. Só a partir daí se pode definir que instrução implementar. Por exemplo, não vale a pena plantar bananeiras em Portugal Continental; não é economicamente viável.
Por isso, tem que haver um uma convergência de opiniões e esforços dos partidos mais representados na Assembleia da República.
Martin Luther King teve aquela célebre frase: “I have a dream!”
É este tipo de visão que temos todos que interiorizar como absolutamente necessária para alavancar o País.
Porquê? Porque não foram impostas pela União Europeia. Cabe a cada país definir os rumos a tomar.
Será que só somos capazes de reformar matérias quando obrigados? Seremos de tal forma indulgentes, que se não formos obrigados a pensar e trabalhar, não o faremos?
Por princípio não gostaria de pensar assim, mas os factos.....
A reforma do sistema educativo, como ferramenta de médio e longo prazo, é determinante.
Como diz o nosso Presidente da República, Prof. Cavaco Silva, a venda de mão-de-obra barata tem os dias contados: 1º porque já não é tão barata quanto isso, e por outro, porque somos um país periférico, que compete por exemplo, com países como a Polónia e a República Checa, que geograficamente se encontram no “Coração da Europa”. Isto para não falar de países emergentes como a China e a Índia.
Mas, para inovar é preciso ter conhecimentos e estes só podem advir de um processo educativo capaz. Para colher é preciso semear e a semente é a educação.
Agora, para se saber que educação (instrução) implementar é preciso primeiro definir, em que palcos mundiais o país quer estar (ou pode estar) representado a médio e longo prazo. Só a partir daí se pode definir que instrução implementar. Por exemplo, não vale a pena plantar bananeiras em Portugal Continental; não é economicamente viável.
Por isso, tem que haver um uma convergência de opiniões e esforços dos partidos mais representados na Assembleia da República.
Martin Luther King teve aquela célebre frase: “I have a dream!”
É este tipo de visão que temos todos que interiorizar como absolutamente necessária para alavancar o País.
Governantes portugueses
“ORDINARIAMENTE todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?”
(Eça de Queiroz, 1867 in “O distrito de Évora”)
Este artigo tem quase 140 anos e está mais actual do que nunca.
Na realidade, o importante não é tanto o que o governo de Portugal pode fazer por nós, mas bem mais, o que cada um de nós pode fazer por Portugal.
Apesar disso, é sempre importante que do topo da hierarquia venha o exemplo a seguir, bem como políticas concertadas com a oposição, que possam ser postas em prática a médio e longo prazo. Se formos a ver, com a globalização, e as presentes orientações económicas internacionais, que diferenças podem existir de facto entre os programas de governo do PS e do PSD?
Não será mais do que altura, em nome do desígnio nacional, definir-se uma plataforma de entendido entre os partidos que representam mais de 2/3 do eleitorado?
Os países como as empresas, as pessoas, aliás tudo na vida, nascem, crescem, vivem e morrem. Multiplos países florescentes no passado, desapareceram do mapa, enquanto tais. No entanto, como português, não gostaria que tal acontecesse a Portugal.
(Eça de Queiroz, 1867 in “O distrito de Évora”)
Este artigo tem quase 140 anos e está mais actual do que nunca.
Na realidade, o importante não é tanto o que o governo de Portugal pode fazer por nós, mas bem mais, o que cada um de nós pode fazer por Portugal.
Apesar disso, é sempre importante que do topo da hierarquia venha o exemplo a seguir, bem como políticas concertadas com a oposição, que possam ser postas em prática a médio e longo prazo. Se formos a ver, com a globalização, e as presentes orientações económicas internacionais, que diferenças podem existir de facto entre os programas de governo do PS e do PSD?
Não será mais do que altura, em nome do desígnio nacional, definir-se uma plataforma de entendido entre os partidos que representam mais de 2/3 do eleitorado?
Os países como as empresas, as pessoas, aliás tudo na vida, nascem, crescem, vivem e morrem. Multiplos países florescentes no passado, desapareceram do mapa, enquanto tais. No entanto, como português, não gostaria que tal acontecesse a Portugal.
terça-feira, junho 20, 2006
Comportamentos tipicamente portugueses II
Há algumas semanas, circulava eu de automóvel na auto-estrada entre Augsburg e Donauworth, quando constato no espelho retrovisor um motociclista montado numa grande máquina. À portuguesa pensei: “deixa passar a mota para ver que modelo é este”.
Passaram-se alguns minutos e a mota permanecia à mesma distância do meu carro. Estranhei. O que se passa? Alguns segundos depois é que me apercebi: circulava a 120 Km/hora, velocidade limite naquela via. Assim, a mota nunca me poderia ultrapassar.
Abrandei, mas infelizmente a mota abandonou a auto-estrada na 1ª saída, não me dando o previlégio de a apreciar.
Como são diferentes os comportamentos na Alemanha. Até para mim, me parecem esquisitos. Assim de facto, os indíces de sinistralidade nas estradas têm que ser manifestamente mais reduzidos.
Passaram-se alguns minutos e a mota permanecia à mesma distância do meu carro. Estranhei. O que se passa? Alguns segundos depois é que me apercebi: circulava a 120 Km/hora, velocidade limite naquela via. Assim, a mota nunca me poderia ultrapassar.
Abrandei, mas infelizmente a mota abandonou a auto-estrada na 1ª saída, não me dando o previlégio de a apreciar.
Como são diferentes os comportamentos na Alemanha. Até para mim, me parecem esquisitos. Assim de facto, os indíces de sinistralidade nas estradas têm que ser manifestamente mais reduzidos.
Comportamentos tipicamente portugueses
Outro dia chegava ao aeroporto de Lisboa, quando o avião teve de se imobilizar na pista de acesso às mangas de desembarque, por falta de indicação da manga a utilizar.
O símbolo de apertar os cintos continuava ligado, mas já os portugueses estavam todos de pé a tirar freneticamente as bagagens dos compartimentos.
Uma hospedeira tentava infrutiferamente manter os passageiros sentados. Uma outra respondeu-lhe: “Deixa! São portugueses, não há nada a fazer!”
Sentado, olhava para um bando de portugas, todos apertados no corredor com as malas na mão. Passado um bocado, já fartos daqueles apertos, só olhavam para mim....ainda sentado, com alguma inveja do meu conforto.
Infelizmente este é o comportamento que hoje graça entre nós. É uma pena, mas é o que temos!
O símbolo de apertar os cintos continuava ligado, mas já os portugueses estavam todos de pé a tirar freneticamente as bagagens dos compartimentos.
Uma hospedeira tentava infrutiferamente manter os passageiros sentados. Uma outra respondeu-lhe: “Deixa! São portugueses, não há nada a fazer!”
Sentado, olhava para um bando de portugas, todos apertados no corredor com as malas na mão. Passado um bocado, já fartos daqueles apertos, só olhavam para mim....ainda sentado, com alguma inveja do meu conforto.
Infelizmente este é o comportamento que hoje graça entre nós. É uma pena, mas é o que temos!
Mundial de Futebol
A empresa onde trabalho vai disponibilizar no self-service televisões, para que os funcionários possam assistir aos jogos de futebol onde participa Portugal.
Tem que se informar previamente a chefia, “picar” o cartão como se fosse uma saída e compensar o tempo inactivo, até à próxima 6ª feira.
É de louvar. Nota-se um contentamento entre os trabalhadores. Mais estranho é o facto da administração até ser brasileira.
É com actos como este, que se conquistam as pessoas, para o desafio da competitividade, que se tem que incrementar cada vez mais.
Parabéns à administração, apesar de pessoalmente não ser um fanático pelo futebol.
Tem que se informar previamente a chefia, “picar” o cartão como se fosse uma saída e compensar o tempo inactivo, até à próxima 6ª feira.
É de louvar. Nota-se um contentamento entre os trabalhadores. Mais estranho é o facto da administração até ser brasileira.
É com actos como este, que se conquistam as pessoas, para o desafio da competitividade, que se tem que incrementar cada vez mais.
Parabéns à administração, apesar de pessoalmente não ser um fanático pelo futebol.
segunda-feira, junho 19, 2006
Velocidade de viver
Tive um Professor na disciplina de motores térmicos, que afirmava o seguinte:
“ Se queremos que um motor de explosão seja durável, este deve rodar em contínuo no segundo terço do conta-rotações”
Em termos simples, se um motor a gasolina debita a potência máxima às 6.000 rpm, este deverá trabalhar em contínuo entre as 2.000 rpm e as 4.000 rpm, se queremos que este funcione de forma duradoura.
Claro que passados quase vinte anos (até me parece impossível que já tenha terminado o curso de Engenharia à quase 20 anos), os processos de fresagem e torneamento evoluíram drasticamente, reduzindo-se as necessárias folgas entre peças móveis. As próprias ligas de materiais aplicáveis, evoluíram de uma forma impressionante, pelo que a regra empírica, hoje, parece ser um pouco conservadora, mas no entanto aplicável.
Passando esta regra geral da mecânica para a vida quotidiana, o mesmo se passa. Se queremos viver a vida desabridamente, esta tem tendência a “pregar-nos uma partida mais cedo do que esperávamos”. No entanto, viver a vida sem pimenta, é também um completo absurdo. Não temos conta-rotações no corpo, pelo que a medição do parâmetro não é fácil.
Se queremos ter uma vida que faça sentido, mas que não arrisque o futuro, convém que apliquemos a regra que o meu Professor me ensinou.
“ Se queremos que um motor de explosão seja durável, este deve rodar em contínuo no segundo terço do conta-rotações”
Em termos simples, se um motor a gasolina debita a potência máxima às 6.000 rpm, este deverá trabalhar em contínuo entre as 2.000 rpm e as 4.000 rpm, se queremos que este funcione de forma duradoura.
Claro que passados quase vinte anos (até me parece impossível que já tenha terminado o curso de Engenharia à quase 20 anos), os processos de fresagem e torneamento evoluíram drasticamente, reduzindo-se as necessárias folgas entre peças móveis. As próprias ligas de materiais aplicáveis, evoluíram de uma forma impressionante, pelo que a regra empírica, hoje, parece ser um pouco conservadora, mas no entanto aplicável.
Passando esta regra geral da mecânica para a vida quotidiana, o mesmo se passa. Se queremos viver a vida desabridamente, esta tem tendência a “pregar-nos uma partida mais cedo do que esperávamos”. No entanto, viver a vida sem pimenta, é também um completo absurdo. Não temos conta-rotações no corpo, pelo que a medição do parâmetro não é fácil.
Se queremos ter uma vida que faça sentido, mas que não arrisque o futuro, convém que apliquemos a regra que o meu Professor me ensinou.
sábado, junho 03, 2006
Partidas da vida
A vida prega-nos por vezes partidas para as quais não estamos preparados. Costumo dizer que: “o que não nos mata, fortalece-nos”. Poderá ser verdade, mas algumas situações na vida são difíceis de suportar, entender, aceitar e ultrapassar.
A verdade é que o tempo é um grande mestre e tudo apaga, ou pelo menos ameniza.
Sinto-me exageradamente cansado, abatido, sem forças. A ressaca dos excessos de adrenalina é terrível.
A dificuldade em dormir só potencia o problema.
Dava tudo na vida para voltar com o relógio para trás............................................
A verdade é que o tempo é um grande mestre e tudo apaga, ou pelo menos ameniza.
Sinto-me exageradamente cansado, abatido, sem forças. A ressaca dos excessos de adrenalina é terrível.
A dificuldade em dormir só potencia o problema.
Dava tudo na vida para voltar com o relógio para trás............................................
sexta-feira, junho 02, 2006
Eficiência?
Todos os dias, a formiga chegava cedinho à oficina e desatava a trabalhar. Produzia e era feliz.
O gerente, o leão, estranhou que a formiga trabalhasse sem supervisão.
Se ela produzia tanto sem supervisão, melhor seria supervisionada...
E contratou uma barata, que tinha muita experiência como supervisora e fazia belíssimos relatórios.
A primeira preocupação da barata foi a de estabelecer um horário para entrada e saída da formiga.
De seguida, a barata precisou de uma secretária para a ajudar a preparar os relatórios e contratou uma aranha que além do mais, organizava os arquivos e controlava as ligações telefónicas.
O leão ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com índices de produção e análise de tendências, que eram mostrados em reuniões específicas para o efeito.
Foi então que a barata comprou um computador e uma impressora laser e admitiu a mosca para gerir o departamento de informática.
A formiga de produtiva e feliz, passou a lamentar-se com todo aquele universo de papéis e reuniões que lhe consumiam o tempo!
O leão concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga operária, trabalhava.
O cargo foi dado a uma cigarra, cuja primeira medida foi comprar uma carpete e uma cadeira ortopédica para o seu gabinete.
A nova gestora, a cigarra, precisou ainda de computador e de uma assistente (que trouxe do seu anterior emprego) para ajudá-la na preparação de um plano estratégico de optimização do trabalho e no controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se mostrava mais enfadada.
Foi nessa altura que a cigarra, convenceu o gerente, o leão, da necessidade de fazer um estudo climático do ambiente.
Ao considerar as disponibilidades, o leão deu-se conta de que a unidade em que a formiga trabalhava já não rendia como antes; e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico e sugerisse soluções.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e fez um extenso relatório, em vários volumes que concluía : "há muita gente nesta empresa".
Adivinhem quem o leão começou por despedir?
A formiga, claro, porque "andava muito desmotivada e aborrecida".
Tenho certeza que está pensando comigo:
'já vi este filme algures!'
(Autor desconhecido)
O gerente, o leão, estranhou que a formiga trabalhasse sem supervisão.
Se ela produzia tanto sem supervisão, melhor seria supervisionada...
E contratou uma barata, que tinha muita experiência como supervisora e fazia belíssimos relatórios.
A primeira preocupação da barata foi a de estabelecer um horário para entrada e saída da formiga.
De seguida, a barata precisou de uma secretária para a ajudar a preparar os relatórios e contratou uma aranha que além do mais, organizava os arquivos e controlava as ligações telefónicas.
O leão ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com índices de produção e análise de tendências, que eram mostrados em reuniões específicas para o efeito.
Foi então que a barata comprou um computador e uma impressora laser e admitiu a mosca para gerir o departamento de informática.
A formiga de produtiva e feliz, passou a lamentar-se com todo aquele universo de papéis e reuniões que lhe consumiam o tempo!
O leão concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga operária, trabalhava.
O cargo foi dado a uma cigarra, cuja primeira medida foi comprar uma carpete e uma cadeira ortopédica para o seu gabinete.
A nova gestora, a cigarra, precisou ainda de computador e de uma assistente (que trouxe do seu anterior emprego) para ajudá-la na preparação de um plano estratégico de optimização do trabalho e no controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se mostrava mais enfadada.
Foi nessa altura que a cigarra, convenceu o gerente, o leão, da necessidade de fazer um estudo climático do ambiente.
Ao considerar as disponibilidades, o leão deu-se conta de que a unidade em que a formiga trabalhava já não rendia como antes; e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico e sugerisse soluções.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e fez um extenso relatório, em vários volumes que concluía : "há muita gente nesta empresa".
Adivinhem quem o leão começou por despedir?
A formiga, claro, porque "andava muito desmotivada e aborrecida".
Tenho certeza que está pensando comigo:
'já vi este filme algures!'
(Autor desconhecido)
quinta-feira, junho 01, 2006
Família
Estava a ver agora como ficaram as fotografias e abri umas quantas onde aparece o meu pai, minha mãe, minha esposa e minha filha. Deu-me vontade de chorar. Deu para perceber que só consigo entender a beleza que me circunda, porque tenho uma família que adoro e que me adora. Sem isso......tudo o resto não teria a mesma beleza. Eu gosto muito deles. Eles são a minha razão de existir. Aqui o vocabulário português é imperfeito, porque não é suficientemente rico para que se possa expressar o que vai na alma, o que sinto verdadeiramente por eles. Um grande beijinho para os 4. Eu vos amo muito. Se Deus quiser, amanhã estou aí, nesse mundo imperfeito, mas onde tenho guardado todos os meus tesouros. Durmam bem.
quarta-feira, maio 31, 2006
Passeio a pé em Donauwoerth
Hoje dia 16 de Maio choveu e trovejou todo o dia. Como o meu gabinete é num pré-fabricado metálico, por vezes o barulho chegava a ser ensurdecedor. Fez-me lembrar as estadias no Meco quando está mau tempo. Para a tarde o tempo melhorou um pouco. Fui jantar ao McDonalds, como de costume quando estou só. Estacionei o carro no parque do hotel e deu-me uma enorme vontade de passear. Meu dito, meu feito. Tirei o guarda-chuva do porta-bagagens, não fosse chover e pus-me a caminho. Não é que pelo meio do bosque se chega com toda a facilidade a Donauwoerth? De carro são cerca de 4 Km, mas a pé é rápido; é sempre a descer. A volta é que é um pouco mais complicada, mas como pretendo fazer exercício dia sim dia não, já não custou muito. O corpo vai-se habituando.
Bonito e verdejante bosque, belas fachadas de edifícios, todos excelentemente conservados. Um rio Danúbio majestoso e agora tranquilo após o degelo. Tirei inúmeras fotos com o telefone. Todas bem bonitas. Não me importava de viver aqui se pudesse ter a família por perto. Cá estou eu outra vez a defender a Alemanha. Maldito vício. Mas, conhecendo meio Mundo, isto é de facto diferente.
Um passeio que tenho na cabeça é ir no Inverno a Interlaken na Suíça e subir o monte Juengfrau de comboio. Deve ser algo de inarrável. Vamos a ver......
Bonito e verdejante bosque, belas fachadas de edifícios, todos excelentemente conservados. Um rio Danúbio majestoso e agora tranquilo após o degelo. Tirei inúmeras fotos com o telefone. Todas bem bonitas. Não me importava de viver aqui se pudesse ter a família por perto. Cá estou eu outra vez a defender a Alemanha. Maldito vício. Mas, conhecendo meio Mundo, isto é de facto diferente.
Um passeio que tenho na cabeça é ir no Inverno a Interlaken na Suíça e subir o monte Juengfrau de comboio. Deve ser algo de inarrável. Vamos a ver......
segunda-feira, maio 29, 2006
Mistérios
Há por vezes situações na vida verdadeiramente inexplicáveis. Acabei de perder um cunhado que adorava. No entanto na dor, fui encontrar uma cunhada com quem falava, mas que na realidade desconhecia.
A vida tem mistérios difíceis de entender.
A vida tem mistérios difíceis de entender.
Para ti
Cunhado, à cerca de uma hora fui levantar as tuas cinzas. Doeu, doeu muito. Eu gostava muito de ti. Fico com a sensação que podia ter disfrutado mais da tua companhia. É a tristeza de não te voltar a ver.
Fica bem querido Cunhado. Descansa em paz.
PS: Não chateies o S. Pedro com motas, carros e gajas. Cuidado com as anedotas!
Fica bem querido Cunhado. Descansa em paz.
PS: Não chateies o S. Pedro com motas, carros e gajas. Cuidado com as anedotas!
Para ti
Querido Cunhado, com esta é que me apanhaste desprevenido. Hoje é o dia do teu funeral. Sabia que adoravas guiar depressa, de andar de mota sentindo o ar a atravessar-te a cara. Eras feliz na tua liberdade. Tantas vezes te disse para fazeres uma condução defensiva; tem cuidado com os outros; à velocidade a que guias, um erro alheio dá-te pouca margem de manobra. Agora estou à espera das 17:30 para me despedir de ti. Malandro, roubaste-me uma preciosa peça do puzle do meu coração. Não se faz.
Ontem tive que ir a Beja reconhecer o teu corpo; que grande pancada que deste. Felizmente já lá não estavas. Pelo caminho encontrámos o sítio do acidente. O Pedro encontrou parte dos teus óculos. Num parque de sucata mais à frente encontrámos a tua mota e o carro que se atravessou na tua frente. Mal tiveste tempo para travar. As tuas calças ensanguentadas deixámo-las dentro do carro. Já não te vão servir para nada.
Ontem obrigaste-me a ter o pior dia da minha vida. Aqui em casa uns choram, outros contam passagens da tua vida. O teu harém está em peso. Conseguiste o impossível: juntar o mulherio todo.
Já não consigo chorar mais.
Sinto tantas saudades tuas.
Como me costumavas dizer, fica bem, onde quer que estejas.
Ontem tive que ir a Beja reconhecer o teu corpo; que grande pancada que deste. Felizmente já lá não estavas. Pelo caminho encontrámos o sítio do acidente. O Pedro encontrou parte dos teus óculos. Num parque de sucata mais à frente encontrámos a tua mota e o carro que se atravessou na tua frente. Mal tiveste tempo para travar. As tuas calças ensanguentadas deixámo-las dentro do carro. Já não te vão servir para nada.
Ontem obrigaste-me a ter o pior dia da minha vida. Aqui em casa uns choram, outros contam passagens da tua vida. O teu harém está em peso. Conseguiste o impossível: juntar o mulherio todo.
Já não consigo chorar mais.
Sinto tantas saudades tuas.
Como me costumavas dizer, fica bem, onde quer que estejas.
sábado, maio 20, 2006
XU
XU não fiques zangada, porque não me esqueci de ti. Só que tu já fazes parte da prata da casa. Mulher decidida, impetuosa, desconfiada, excelente conversadora, amiga do seu amigo. Adorei a tua companhia durante aqueles memoráveis dias.
Também adorei o jantar com os teus pais. Simpáticos, extrovertidos, puros de alma. Qualidades pouco comuns nos dias que correm.
Não te esqueças de dizer ao teu pai que já comprei um bastão para ir fazer com ele uma caminhada ao Gerês. Ele que não se esqueça de mim.
Também adorei o jantar com os teus pais. Simpáticos, extrovertidos, puros de alma. Qualidades pouco comuns nos dias que correm.
Não te esqueças de dizer ao teu pai que já comprei um bastão para ir fazer com ele uma caminhada ao Gerês. Ele que não se esqueça de mim.
Porto (Mi e Carlos)
Vamos parar de falar na Alemanha, porque parece facciosismo. Na verdade ainda há pouco tempo tive o previlégio de ir ao Porto com a minha mulher e a minha filha.
Lá encontrei um estar bem diferente do das gentes de Lisboa. Conheci pessoas de uma singeleza e simpatia, que eu pensava já terem desaparecido do planeta Terra, coordenadas Portugal.
De repente, senti-me como que transportado aqui à Alemanha. A Mi e o Carlos são daquelas pessoas com as quais nem sequer é preciso conversar. Estar apenas na presença delas é o bastante para aquietarmos os nossos corações e sentirmo-nos invadidos por aquela sensação de bem estar, que só se consegue sentir junto de meia dúzia de pessoas muito especiais. É como abrir aquela garrafa de vinho com mais de cem anos. Não há pressa na sua deglutição. Primeiro tira-se a rolha e deixa-se o vinho respirar; sentir a sua hora de libertação. Cheira-se a rolha, conversa-se um pouco, saboreia-se o ambiente que nos rodeia. Só por fim se verte no copo o precioso líquido. De início apenas um pequeno gole como se fosse o último e por fim então bebe-se o delicioso néctar.
Fiquei fã de tais gentes do Norte. A família do meu pai é do Porto. Lembro-me dos tempos passados em casa da minha madrinha. Era pequeno na altura, mas o paladar é o mesmo.
A minha esposa quer lá voltar pelo S. João. Não há como dizer não. Absolutamente!
Lá encontrei um estar bem diferente do das gentes de Lisboa. Conheci pessoas de uma singeleza e simpatia, que eu pensava já terem desaparecido do planeta Terra, coordenadas Portugal.
De repente, senti-me como que transportado aqui à Alemanha. A Mi e o Carlos são daquelas pessoas com as quais nem sequer é preciso conversar. Estar apenas na presença delas é o bastante para aquietarmos os nossos corações e sentirmo-nos invadidos por aquela sensação de bem estar, que só se consegue sentir junto de meia dúzia de pessoas muito especiais. É como abrir aquela garrafa de vinho com mais de cem anos. Não há pressa na sua deglutição. Primeiro tira-se a rolha e deixa-se o vinho respirar; sentir a sua hora de libertação. Cheira-se a rolha, conversa-se um pouco, saboreia-se o ambiente que nos rodeia. Só por fim se verte no copo o precioso líquido. De início apenas um pequeno gole como se fosse o último e por fim então bebe-se o delicioso néctar.
Fiquei fã de tais gentes do Norte. A família do meu pai é do Porto. Lembro-me dos tempos passados em casa da minha madrinha. Era pequeno na altura, mas o paladar é o mesmo.
A minha esposa quer lá voltar pelo S. João. Não há como dizer não. Absolutamente!
quinta-feira, maio 18, 2006
Alemanha II
Não fosse amanhã ter de me levantar às 6 horas da manhã, e eu hoje ainda ía dar um valente passeio pelo meio do arvoredo, contemplando a Natureza. Gosto demais desta zona da Alemanha. As pesoas são simples e educadas.
A vida aqui parece simples; é simples. Quando se compara qualquer noticiário em Portugal, com a notícia do pai a estrangular a mãe ou os filhos à faca, as filas de trânsito, ou o stress diário, com a vida aqui vivida, parece que estamos a falar de outro Continente. Aqui as pessoas são alegres, bem dispostas, como se fossem feitas à imagem da Natureza. Para quê enervarmo-nos?
A produtividade é extremamente elevada, o nível de vida também. Materialmente nada falta e a Natureza faz o resto.
Às vezes até para mim é difícil de entender.
A vida aqui parece simples; é simples. Quando se compara qualquer noticiário em Portugal, com a notícia do pai a estrangular a mãe ou os filhos à faca, as filas de trânsito, ou o stress diário, com a vida aqui vivida, parece que estamos a falar de outro Continente. Aqui as pessoas são alegres, bem dispostas, como se fossem feitas à imagem da Natureza. Para quê enervarmo-nos?
A produtividade é extremamente elevada, o nível de vida também. Materialmente nada falta e a Natureza faz o resto.
Às vezes até para mim é difícil de entender.
Alemanha
Hoje é dia 15 de Maio. Aqui estou no quarto do hotel do costume em Donauwoerth, contemplando da janela o magnífico jardim verdejante pintado com árvores multicolores que se espraia diante dos meus olhos. Não fossem as saudades das minhas meninas e o ambiente era perfeito. O contacto com a Natureza aqui faz mais sentido. Nós sentimos que fazemos parte Dela. Os campos a perder de vista estão vestidos de amarelo e verde, como as cores da bandeira brasileira. Nem só a neve é bonita. A Primavera é linda nesta zona da Alemanha. Da janela do avião avistam-se os lagos circundados pela planície onde pupulam florestas que descontinuam os campos pintados. Ao fundo, os Alpes imóveis, como que me tentam roubar a vez para ver a vista, ainda pintados de branco nos seus picos, como que nos lembrando a sua profícua idade. Dá quase vontade de chorar. É lindo! Lindo!
quinta-feira, abril 20, 2006
Passeio ao Porto
A minha esposa está em pulgas com a ida este fim de semana ao Porto.
Tempos houve em que ficava em pulgas quando íamos a Paris, Londres,....
É interessante como uma filha pequena revoluciona a rotina familiar. Se calhar quando crescer, a situação mantém-se.
Seja como for, a nossa filha foi uma das maiores alegrias que tivémos depois de casarmos.
É da maneira que o passeio ao Porto vai ter de ser saboreado minuto a minuto, segundo a segundo, por forma a degustarmos o máximo da dádiva com que nos presenteámos para este fim de semana. Claro, na companhia da nossa querida e inseparável filha, que ambos amamos perdidamente.
Tempos houve em que ficava em pulgas quando íamos a Paris, Londres,....
É interessante como uma filha pequena revoluciona a rotina familiar. Se calhar quando crescer, a situação mantém-se.
Seja como for, a nossa filha foi uma das maiores alegrias que tivémos depois de casarmos.
É da maneira que o passeio ao Porto vai ter de ser saboreado minuto a minuto, segundo a segundo, por forma a degustarmos o máximo da dádiva com que nos presenteámos para este fim de semana. Claro, na companhia da nossa querida e inseparável filha, que ambos amamos perdidamente.
terça-feira, abril 18, 2006
A indústria em Portugal
Ontem no meu telemóvel, encontrei uma passagem que escrevi durante uma das minhas deslocações à Alemanha e que a determinada altura, reza assim:
“....no entanto, nestas agora deslocações semanais à Alemanha, pelo menos deu-me para confirmar aquilo que já sabia há muito: modéstia à parte, profissionalmente não chegam aos meus calcanhares. Aliás, outros colegas meus tiveram já o mesmo sentimento. Nesse caso, porque não singra a nossa indústria? Se singularmente somos melhores que eles, o que na realidade falta? Espírito de corpo, de grupo, excesso de individualismo?”
A semana passada li um artigo escrito por um jornalista inglês que dissertava sobre o enorme volume de investimentos que neste momento estão a ser realizados em Portugal em várias áreas. Com a globalização, a abertura dos mercados de leste, o incremento do poderio económico-financeiro da China e da India, tais investimentos em Portugal parecem um paradoxo; nunca se deveriam realizar.
Andarão os investidores a dormir, ou há de facto condições preferenciais para optarem por realizar tais investimentos em Portugal?
A resposta que ele deu, faz algum sentido.
Vantagens de Portugal:
Bons meios de comunicação/transporte;
Sociedade informática desenvolvida;
Baixos custos de mão-de-obra, apesar de tudo;
Relacionamento preferencial com os países de língua oficial portuguesa.
Desvantagens:
Deficiente “Management” (Gestão);
Deficiente qualificação profissional, ou mal adaptada às necessidades.
Para empresas multinacionais, o problema da má gestão não se põe, visto tais modelos e profissionais serem importados dos países de origem. A formação profissional, também a podem providenciar com cursos de formação quer em Portugal, quer no estrangeiro.
Assim, para as multinacionais, Portugal continua a ser um mercado atractivo ao investimento.
Agora, o que fazer com a multiplicidade de pequenas e médias empresas nacionais, que representam mais de 2/3 do nosso tecido empresarial? O que fazer com os donos/ gestores destas empresas que maioritariamente possuem como habilitações literárias a 4ª classe? Que significado têm para eles, conceitos de gestão como sejam:
· Valor acrescentado líquido
· Taxas internas de rentabilidade
· Custos vs investimentos
· Passivos, activos, etc.
Este é que julgo ser o grande problema do nosso país, agudizado com a nossa cultura obsoleta do “orgulhosamente sós” que ainda impera em muitos de nós.
Se somarmos isto à deficiente instrução, fruto também da revolução de Abril e não só, que futuro nos espera, pelo menos nos tempos mais próximos?
Sem ser socialista, entendo que o nosso governo, está a “meter a mão na massa” abolindo antigos tabus e reformando serena mais firmemente os vários sectores da economia. Parte das medidas lançadas, só terão repercussões a médio prazo. Temos que ser pacientes. No entanto, a grande reforma deverá ser feita ao nível do ensino, tanto superior, onde os cursos deverão se aproximar mais das necessidades do mercado, como na estimulação dos cursos profissionalizantes.
Na Alemanha a grande maioria dos quadros com que contacto, não são Engenheiros (termo que eu não gosto muito de pronunciar). Um Engenheiro não é nada. Quanto muito serão técnicos especializados de... No Reino Unido, a palavra “Engineer” não tem grande relevância. Um técnico de Pneumática, pode não perceber nada de Desenho Assistido por Computador ou Cálculo Automático....
“....no entanto, nestas agora deslocações semanais à Alemanha, pelo menos deu-me para confirmar aquilo que já sabia há muito: modéstia à parte, profissionalmente não chegam aos meus calcanhares. Aliás, outros colegas meus tiveram já o mesmo sentimento. Nesse caso, porque não singra a nossa indústria? Se singularmente somos melhores que eles, o que na realidade falta? Espírito de corpo, de grupo, excesso de individualismo?”
A semana passada li um artigo escrito por um jornalista inglês que dissertava sobre o enorme volume de investimentos que neste momento estão a ser realizados em Portugal em várias áreas. Com a globalização, a abertura dos mercados de leste, o incremento do poderio económico-financeiro da China e da India, tais investimentos em Portugal parecem um paradoxo; nunca se deveriam realizar.
Andarão os investidores a dormir, ou há de facto condições preferenciais para optarem por realizar tais investimentos em Portugal?
A resposta que ele deu, faz algum sentido.
Vantagens de Portugal:
Bons meios de comunicação/transporte;
Sociedade informática desenvolvida;
Baixos custos de mão-de-obra, apesar de tudo;
Relacionamento preferencial com os países de língua oficial portuguesa.
Desvantagens:
Deficiente “Management” (Gestão);
Deficiente qualificação profissional, ou mal adaptada às necessidades.
Para empresas multinacionais, o problema da má gestão não se põe, visto tais modelos e profissionais serem importados dos países de origem. A formação profissional, também a podem providenciar com cursos de formação quer em Portugal, quer no estrangeiro.
Assim, para as multinacionais, Portugal continua a ser um mercado atractivo ao investimento.
Agora, o que fazer com a multiplicidade de pequenas e médias empresas nacionais, que representam mais de 2/3 do nosso tecido empresarial? O que fazer com os donos/ gestores destas empresas que maioritariamente possuem como habilitações literárias a 4ª classe? Que significado têm para eles, conceitos de gestão como sejam:
· Valor acrescentado líquido
· Taxas internas de rentabilidade
· Custos vs investimentos
· Passivos, activos, etc.
Este é que julgo ser o grande problema do nosso país, agudizado com a nossa cultura obsoleta do “orgulhosamente sós” que ainda impera em muitos de nós.
Se somarmos isto à deficiente instrução, fruto também da revolução de Abril e não só, que futuro nos espera, pelo menos nos tempos mais próximos?
Sem ser socialista, entendo que o nosso governo, está a “meter a mão na massa” abolindo antigos tabus e reformando serena mais firmemente os vários sectores da economia. Parte das medidas lançadas, só terão repercussões a médio prazo. Temos que ser pacientes. No entanto, a grande reforma deverá ser feita ao nível do ensino, tanto superior, onde os cursos deverão se aproximar mais das necessidades do mercado, como na estimulação dos cursos profissionalizantes.
Na Alemanha a grande maioria dos quadros com que contacto, não são Engenheiros (termo que eu não gosto muito de pronunciar). Um Engenheiro não é nada. Quanto muito serão técnicos especializados de... No Reino Unido, a palavra “Engineer” não tem grande relevância. Um técnico de Pneumática, pode não perceber nada de Desenho Assistido por Computador ou Cálculo Automático....
segunda-feira, abril 17, 2006
Paragem de 3 meses
Após uma paragem de 3 meses, está na altura de reatar as minhas reflexões.
Durante este tempo tive que manter 2 gabinetes de trabalho: o que já possuía em Portugal, trabalhando apenas 2 dias por semana, e um na Alemanha trabalhando os restantes 3 dias.
Esta situação não é nada fácil de manter. Levantar às 2ª feiras às 04:00 para apanhar o voo das 06:20 para Munique e regressar às 19:20 de 4ª feira, chegando a casa por volta das 22:30, para depois trabalhar em Portugal 5ª e 6ª feira, não é fácil.
Foi um grande transtorno profissional e familiar. Agora as coisas estão mais calmas e este ritmo passará a ser apenas quinzenal (espero).
Tanto a minha mulher como a minha filha, desconfio que sofreram bem mais do que eu.
Tive um colega inglês que fazia 2 dias em Southampton e 3 dias em Nova Iorque. Também andava de rastos. Eu agora percebo porquê. Nunca mais falei com ele, mas agora com a abolição do Concorde, já não deve andar nessa vida.
A minha filha com 3 anos, voltou a fazer chichi na cama durante a soneca da tarde. Parece que tal só acontece, quando eu estou fora.
Compreendo o problema dela, mas as responsabilidades profissionais têm que falar mais alto. Não há outra alternativa, por muito que queiramos que assim não seja.
Durante este tempo tive que manter 2 gabinetes de trabalho: o que já possuía em Portugal, trabalhando apenas 2 dias por semana, e um na Alemanha trabalhando os restantes 3 dias.
Esta situação não é nada fácil de manter. Levantar às 2ª feiras às 04:00 para apanhar o voo das 06:20 para Munique e regressar às 19:20 de 4ª feira, chegando a casa por volta das 22:30, para depois trabalhar em Portugal 5ª e 6ª feira, não é fácil.
Foi um grande transtorno profissional e familiar. Agora as coisas estão mais calmas e este ritmo passará a ser apenas quinzenal (espero).
Tanto a minha mulher como a minha filha, desconfio que sofreram bem mais do que eu.
Tive um colega inglês que fazia 2 dias em Southampton e 3 dias em Nova Iorque. Também andava de rastos. Eu agora percebo porquê. Nunca mais falei com ele, mas agora com a abolição do Concorde, já não deve andar nessa vida.
A minha filha com 3 anos, voltou a fazer chichi na cama durante a soneca da tarde. Parece que tal só acontece, quando eu estou fora.
Compreendo o problema dela, mas as responsabilidades profissionais têm que falar mais alto. Não há outra alternativa, por muito que queiramos que assim não seja.
quinta-feira, janeiro 12, 2006
Jogos de azar
Acho uma certa graça, quando vejo a azáfama de alguns colegas meus juntando-se para jogarem no Euromilhões com múltiplas, quando há Jackpots.
Se percebesse um pouco de estatística desistiriam desta idéia, que é apenas um sorvedor de dinheiro.
Se não vejamos:
EUROMILHÕES
Escolher 5 dígitos em 50 possíveis + 2 estrelas em 9 possíveis.
- nº de combinações possíveis: 76.275.360
TOTOLOTO
Escolher 6 dígitos em 49 possíveis.
- nº de combinações possíveis: 13.983.816
JOKER
Escolher um nº com 7 algarismos
- nº de hipóteses: 9.999.999
Pergunto, o que é que eu ganho em jogar no Euromilhões com 756 apostas ou com duas?
Passo a probabilidade de ganhar o 1º prémio de 0,0000026 % para 0,00099%. Brilhante! Em termos relativos multipliquei a minha probabilidade de ganhar 378 vezes, mas na verdade, em termos absolutos a minha probabilidade é praticamente a mesma!
Uma coisa é verdade: se não se jogar, tem-se uma probabilidade de 100% (certeza) de não sair.
Trata-se tudo de uma pura questão de sorte, caso as máquinas não estejam viciadas, o que assumo que não estão.
Claro que nunca nos podemos esquecer do lado humano. A Santa Casa da Misericórdia ajuda uma vasta população desfavorecida pela vida, a ultrapassar as suas insuficiências diárias. Isto é algo meritório que merece sempre a ajuda de todos nós.
Se percebesse um pouco de estatística desistiriam desta idéia, que é apenas um sorvedor de dinheiro.
Se não vejamos:
EUROMILHÕES
Escolher 5 dígitos em 50 possíveis + 2 estrelas em 9 possíveis.
- nº de combinações possíveis: 76.275.360
TOTOLOTO
Escolher 6 dígitos em 49 possíveis.
- nº de combinações possíveis: 13.983.816
JOKER
Escolher um nº com 7 algarismos
- nº de hipóteses: 9.999.999
Pergunto, o que é que eu ganho em jogar no Euromilhões com 756 apostas ou com duas?
Passo a probabilidade de ganhar o 1º prémio de 0,0000026 % para 0,00099%. Brilhante! Em termos relativos multipliquei a minha probabilidade de ganhar 378 vezes, mas na verdade, em termos absolutos a minha probabilidade é praticamente a mesma!
Uma coisa é verdade: se não se jogar, tem-se uma probabilidade de 100% (certeza) de não sair.
Trata-se tudo de uma pura questão de sorte, caso as máquinas não estejam viciadas, o que assumo que não estão.
Claro que nunca nos podemos esquecer do lado humano. A Santa Casa da Misericórdia ajuda uma vasta população desfavorecida pela vida, a ultrapassar as suas insuficiências diárias. Isto é algo meritório que merece sempre a ajuda de todos nós.
A vida é uma monotonia
Hoje estava a fazer a barba ao espelho e estava a pensar como a vida não passa na sua maior parte de uma sucessão de actos monotonos: Levantar, arranjar, vestir, tomar o pequeno almoço, ir para o trabalho, lidar sempre com os mesmos problemas, interromper para almoçar, lidar sempre com os mesmos problemas, sair do emprego, ir para casa, dar banho à filha, jantar, deitar e assim sucessivamente.
Quando olho para um carreiro de formigas, penso na vida monótona que estas têm ao arranjar alimentos todos os Verões para não morrerem de fome no Inverno e assim sucessivamente. Temos pena delas, mas a nossa vida não é assim não diferente da delas.
No início de um novo ano, ou a seguir às férias, proponho-me sempre fazer algumas alterações à rotina diária, mas a verdade é que ao fim de alguns dias, me rendo à evidência da impossibilidade. Impossibilidade porquê? Porque a quebra de algumas rotinas, acaba por colidir com as rotinas de terceiros....e por isso o carácter de inviabilidade.
Adorava fazer um mestrado em gestão, mas onde vou arranjar tempo? Gostava de aperfeiçoar os meus conhecimentos de alemão, mas onde vou arranjar tempo? Gostava de comprar uma mota, mas para quê, se não tenho tempo para andar nela. Isto é, para se poderem alterar rotinas é necessário que se tenha uma folga horária. Ora se esta não existe, que rotina pode ser alterada? Nenhuma!
Então vamos a mais uma semana de trabalho.....rotineira!
Quando olho para um carreiro de formigas, penso na vida monótona que estas têm ao arranjar alimentos todos os Verões para não morrerem de fome no Inverno e assim sucessivamente. Temos pena delas, mas a nossa vida não é assim não diferente da delas.
No início de um novo ano, ou a seguir às férias, proponho-me sempre fazer algumas alterações à rotina diária, mas a verdade é que ao fim de alguns dias, me rendo à evidência da impossibilidade. Impossibilidade porquê? Porque a quebra de algumas rotinas, acaba por colidir com as rotinas de terceiros....e por isso o carácter de inviabilidade.
Adorava fazer um mestrado em gestão, mas onde vou arranjar tempo? Gostava de aperfeiçoar os meus conhecimentos de alemão, mas onde vou arranjar tempo? Gostava de comprar uma mota, mas para quê, se não tenho tempo para andar nela. Isto é, para se poderem alterar rotinas é necessário que se tenha uma folga horária. Ora se esta não existe, que rotina pode ser alterada? Nenhuma!
Então vamos a mais uma semana de trabalho.....rotineira!
domingo, janeiro 08, 2006
Agadir (II)
Já no centro da cidade, fomos visitar uma fabrica de tapetes e peças metálicas de artesanato, única indústria com alguma expressão na região.
Em seguida dirigimo-nos para o mercado típico de Agadir. O guia pediu-nos para que não nos afastássemos do grupo, não tirássemos fotografias ou fizéssemos filmagens. Eu assentei a máq. de filmar nos braços, como se estivésse desligada,...,mas não estava, o que me permitiu fazer excelentes filmagens.
O mercado marcou-me muito com 2 particularidades:
As especiarias estão à vista de todos em sacos (tipo de batatas de 50 Kg). Havia especiarias de todos os tipos e as mais diversas cores. A mistura de cheiros que pairava no ar, era algo de inebriante; algo que não estamos habituados a sentir, com todas as regulamentações que hoje em dia nos são impostas pela União Europeia. Foi uma experiência diferente de tudo o que tinha sentido até aquele dia.
A 2ª, teve a ver com o lixo que havia nos corredores do mercado. Na zona das hortaliças, por exemplo, o chão encontrava-se de tal forma coberto por detritos, que quando caminhávamos, sentíamos que estavamos a caminhar em cima de um colchão, tal era a forma como o lixo amortecia o pousar do pé no chão. Parecia que estávamos a caminhar com aqueles ténis novos que agora se comercializam, com almofadas de ar. Havia na comitiva pessoas horrorizadas. A minha própria esposa, afirmou que viver em Portugal era viver no paraíso. Não sou tão drástico, mas que é de facto estranho para nós, é. Temos no entanto que ter em consideração que aquele mercado não é para turistas, mas apenas para gente local, e que eles vivem assim à milhares de anos.
Em seguida dirigimo-nos para o mercado típico de Agadir. O guia pediu-nos para que não nos afastássemos do grupo, não tirássemos fotografias ou fizéssemos filmagens. Eu assentei a máq. de filmar nos braços, como se estivésse desligada,...,mas não estava, o que me permitiu fazer excelentes filmagens.
O mercado marcou-me muito com 2 particularidades:
As especiarias estão à vista de todos em sacos (tipo de batatas de 50 Kg). Havia especiarias de todos os tipos e as mais diversas cores. A mistura de cheiros que pairava no ar, era algo de inebriante; algo que não estamos habituados a sentir, com todas as regulamentações que hoje em dia nos são impostas pela União Europeia. Foi uma experiência diferente de tudo o que tinha sentido até aquele dia.
A 2ª, teve a ver com o lixo que havia nos corredores do mercado. Na zona das hortaliças, por exemplo, o chão encontrava-se de tal forma coberto por detritos, que quando caminhávamos, sentíamos que estavamos a caminhar em cima de um colchão, tal era a forma como o lixo amortecia o pousar do pé no chão. Parecia que estávamos a caminhar com aqueles ténis novos que agora se comercializam, com almofadas de ar. Havia na comitiva pessoas horrorizadas. A minha própria esposa, afirmou que viver em Portugal era viver no paraíso. Não sou tão drástico, mas que é de facto estranho para nós, é. Temos no entanto que ter em consideração que aquele mercado não é para turistas, mas apenas para gente local, e que eles vivem assim à milhares de anos.
Agadir (I)
Aqui já estamos numa terra tipicamente norte-africana.
Foi uma terra devastada por um violento terramoto à alguns anos atrás.
Tem uma baía magnífica ladeada por uma praia com cerca de 8 quilómetros; mais ou menos a distância da Costa da Caparica à Lagoa de Albufeira.
A alguns quilómetros da cidade, existe um promontório, de onde se consegue vislumbrar toda a cidade.
Nesse mesmo promontório passou-se um episódio interessante:
Como é conhecido, se um estranho tira uma fotografia a um árabe, tem que lhe dar uma compensação financeira pelo facto; isto quer ele se tenha perfilado para a fotografia ou tenha sido apanhado desprevenido. Também é do conhecimento geral, a apetência que os árabes têm pelas mulheres loiras. Nesse promontório, estava um árabe com cerca de 2 metros de altura, com uma enorme cobra ao pescoço; tinha para aí 3 a 3,5m de comprimento. Prestava-se a tirar fotografias com os turistas a troco de algum dinheiro. Quando viu a minha esposa (que é loira), queria à viva força tirar uma fotografia com ela. Para a minha esposa existem várias coisas pelas quais não partilha grande simpatia, entre elas: árabes e cobras. Então era giro de ver o árabe atrás dela e ela a fugir. A partir de determinada altura, começou a ficar estérica com a perseguição. Tive que a acalmar com um tom de voz mais firme, chamando-a à razão. A verdade é que ela estava muito assustada.
Na realidade toda a comitiva de visitantes portuguesas, não se sentia muito à-vontade. Entrámos no autocarro e já na descida para a cidade, o condutor parou o autocarro um pouco mais abaixo, para que saíssemos para admirar a paisagem. O primeiro a sair fui eu, e se não tivésse incitado os restantes, mais ninguém tinha saído, para ver a paisagem, bem diferente do que estamos acostumados a ver quotidianamente.
Foi uma terra devastada por um violento terramoto à alguns anos atrás.
Tem uma baía magnífica ladeada por uma praia com cerca de 8 quilómetros; mais ou menos a distância da Costa da Caparica à Lagoa de Albufeira.
A alguns quilómetros da cidade, existe um promontório, de onde se consegue vislumbrar toda a cidade.
Nesse mesmo promontório passou-se um episódio interessante:
Como é conhecido, se um estranho tira uma fotografia a um árabe, tem que lhe dar uma compensação financeira pelo facto; isto quer ele se tenha perfilado para a fotografia ou tenha sido apanhado desprevenido. Também é do conhecimento geral, a apetência que os árabes têm pelas mulheres loiras. Nesse promontório, estava um árabe com cerca de 2 metros de altura, com uma enorme cobra ao pescoço; tinha para aí 3 a 3,5m de comprimento. Prestava-se a tirar fotografias com os turistas a troco de algum dinheiro. Quando viu a minha esposa (que é loira), queria à viva força tirar uma fotografia com ela. Para a minha esposa existem várias coisas pelas quais não partilha grande simpatia, entre elas: árabes e cobras. Então era giro de ver o árabe atrás dela e ela a fugir. A partir de determinada altura, começou a ficar estérica com a perseguição. Tive que a acalmar com um tom de voz mais firme, chamando-a à razão. A verdade é que ela estava muito assustada.
Na realidade toda a comitiva de visitantes portuguesas, não se sentia muito à-vontade. Entrámos no autocarro e já na descida para a cidade, o condutor parou o autocarro um pouco mais abaixo, para que saíssemos para admirar a paisagem. O primeiro a sair fui eu, e se não tivésse incitado os restantes, mais ninguém tinha saído, para ver a paisagem, bem diferente do que estamos acostumados a ver quotidianamente.
2º Cruzeiro
Voltando às minhas viagens e neste caso ao 2º cruzeiro que fiz com a minha esposa, não posso deixar de dizer, que “Las Palmas” não passa de uma grande cidade, idêntica a muitas que encontramos por toda a Espanha.
Já a ilha de Lanzarote, tem particularidades muito interessantes:
- É uma ilha de origem vulcânica. Toda a sua superfície está coberta de cinza negra;
- Não tem água potável. Toda a água é dessalinizada;
- A agricultura é toda feita manualmente: uma camada de terra, coberta por uma camada de estrume e por fim por uma camada de cinza. A camada de cinza tem como objectivo reter a humidade produzia durante a noite, para que sirva de rega. Dedicam-se essencialmente à cultura vinícola;
- Os pontos mais altos da ilha não ultrapassam os 700 metros;
- O clima é sempre muito constante devido à proximidade do Continente Africano (cerca de 100Km). As pessoas não vestem roupa de Inverno.
A cidade mais importante da Ilha (Arrecife, onde atracámos) é composta por casario de apenas 1 ou 2 pisos. Nada comparável com o que se passa em Las Palmas.
No entanto, o que mais me impressionou nesta ilha, foi o passeio que fizémos pelo interior do vulcão. O tubo que liga o vulcão ao mar tem cerca de 8 a 9 quilómetros, dos quais apenas cerca de 3 ou 4, estão abertos ao público. Podem-se apreciar os rios de lava, bem como os túneis que esta abriu na montanha. Só assim, nos conseguimos aperceber da incomensurável força da natureza, e como somos frágeis e indefesos perante tais demonstrações de força. Outra coisa estranha, é a ausência total de eco nas grandes galerias subterrâneas. Havia vários grupos de turistas, o que provoca sempre algum ruído, mas que no entanto não é amplificado pelas galerias, devido à ausência total de eco.
À parte deste pormenor, sentir que estamos a percorrer corredores, onde por cima de nós se encontram milhares de toneladas de pedra e terra, é algo que causa um certo arrepio na espinha. Faz-me um pouco lembrar a experiência que vivi na Lisnave, quando pela 1ª vez passei por debaixo de um petroleiro que se encontrava em reparação na doca seca nº13 da Margueira (chamava-se ESSO COBE). São daquelas sensações em que o vocabulário português parece escasso para dar uma imagem da sensação vivida. Tem que se passar pela experiência para se perceber a sensação causada.
Já a ilha de Lanzarote, tem particularidades muito interessantes:
- É uma ilha de origem vulcânica. Toda a sua superfície está coberta de cinza negra;
- Não tem água potável. Toda a água é dessalinizada;
- A agricultura é toda feita manualmente: uma camada de terra, coberta por uma camada de estrume e por fim por uma camada de cinza. A camada de cinza tem como objectivo reter a humidade produzia durante a noite, para que sirva de rega. Dedicam-se essencialmente à cultura vinícola;
- Os pontos mais altos da ilha não ultrapassam os 700 metros;
- O clima é sempre muito constante devido à proximidade do Continente Africano (cerca de 100Km). As pessoas não vestem roupa de Inverno.
A cidade mais importante da Ilha (Arrecife, onde atracámos) é composta por casario de apenas 1 ou 2 pisos. Nada comparável com o que se passa em Las Palmas.
No entanto, o que mais me impressionou nesta ilha, foi o passeio que fizémos pelo interior do vulcão. O tubo que liga o vulcão ao mar tem cerca de 8 a 9 quilómetros, dos quais apenas cerca de 3 ou 4, estão abertos ao público. Podem-se apreciar os rios de lava, bem como os túneis que esta abriu na montanha. Só assim, nos conseguimos aperceber da incomensurável força da natureza, e como somos frágeis e indefesos perante tais demonstrações de força. Outra coisa estranha, é a ausência total de eco nas grandes galerias subterrâneas. Havia vários grupos de turistas, o que provoca sempre algum ruído, mas que no entanto não é amplificado pelas galerias, devido à ausência total de eco.
À parte deste pormenor, sentir que estamos a percorrer corredores, onde por cima de nós se encontram milhares de toneladas de pedra e terra, é algo que causa um certo arrepio na espinha. Faz-me um pouco lembrar a experiência que vivi na Lisnave, quando pela 1ª vez passei por debaixo de um petroleiro que se encontrava em reparação na doca seca nº13 da Margueira (chamava-se ESSO COBE). São daquelas sensações em que o vocabulário português parece escasso para dar uma imagem da sensação vivida. Tem que se passar pela experiência para se perceber a sensação causada.
terça-feira, janeiro 03, 2006
Ano Novo
Eu normalmente não dou muita importância à passagem de ano. Para mim, um novo ano começa quando terminam as férias grandes (normalmente entre Julho e Agosto).
No entanto, e face ao panorama negro macro-económico que se advinha para o país, para mim e para a minha família só gostaria que fosse um ano com saúde e trabalho. Cajo hajam estes dois ingredientes, tudo o resto virá por acréscimo.
Para este novo ano que agora se inicia, não tenho projectos extraordinários. Vou ver se consigo organizar um pouco melhor o meu tempo para me cultivar um pouco mais, ver se consigo fazer de uma forma sistemática o meu exercício físico tri-semanal, e retomar a minha paixão pela pesca.
Este ano a Empresa decidiu fazer todas as “pontes”, incluindo a de 5ª feira de espiga que é feriado municipal, compensando o tempo perdido com mais 1:00 hora todas as 2ªs feiras, a partir de hoje. É uma excelente medida para eu poder reatar o meu “diálogo” com os peixes, o mar, o vento e comigo mesmo. Com os peixes, a conversa é quase um monólogo, porque eles não querem nada comigo.....mas isso não me causa transtorno. Para mim ir à pesca é apenas uma forma de estar envolvido com a Natureza.
Hoje já pedi a um colega para me tratar da licença de pesca, como é da praxe, e nos próximos fins de semana, tenho de avaliar o ponto de situação de todo o meu material. Não sei como estou de anzóis, desempatadores, linha,......, como estão os carretos, as canas..... Já lá vão mais de 2 anos desde que deixei as lides, devido à minha querida filha, que apareceu na minha vida.
Além disso, devo ter que comprar umas botas para a pesca. As minhas são medida 40, mas como comecei a comprar sapatos mais largos por uma questão de conforto, já estou a comprar sapatos 42. Duvido que os meus pés caibam agora dentro das botas que tenho....mas isso é o menos.
O importante mesmo é saúde e trabalho! Sobretudo saúde!
No entanto, e face ao panorama negro macro-económico que se advinha para o país, para mim e para a minha família só gostaria que fosse um ano com saúde e trabalho. Cajo hajam estes dois ingredientes, tudo o resto virá por acréscimo.
Para este novo ano que agora se inicia, não tenho projectos extraordinários. Vou ver se consigo organizar um pouco melhor o meu tempo para me cultivar um pouco mais, ver se consigo fazer de uma forma sistemática o meu exercício físico tri-semanal, e retomar a minha paixão pela pesca.
Este ano a Empresa decidiu fazer todas as “pontes”, incluindo a de 5ª feira de espiga que é feriado municipal, compensando o tempo perdido com mais 1:00 hora todas as 2ªs feiras, a partir de hoje. É uma excelente medida para eu poder reatar o meu “diálogo” com os peixes, o mar, o vento e comigo mesmo. Com os peixes, a conversa é quase um monólogo, porque eles não querem nada comigo.....mas isso não me causa transtorno. Para mim ir à pesca é apenas uma forma de estar envolvido com a Natureza.
Hoje já pedi a um colega para me tratar da licença de pesca, como é da praxe, e nos próximos fins de semana, tenho de avaliar o ponto de situação de todo o meu material. Não sei como estou de anzóis, desempatadores, linha,......, como estão os carretos, as canas..... Já lá vão mais de 2 anos desde que deixei as lides, devido à minha querida filha, que apareceu na minha vida.
Além disso, devo ter que comprar umas botas para a pesca. As minhas são medida 40, mas como comecei a comprar sapatos mais largos por uma questão de conforto, já estou a comprar sapatos 42. Duvido que os meus pés caibam agora dentro das botas que tenho....mas isso é o menos.
O importante mesmo é saúde e trabalho! Sobretudo saúde!
domingo, dezembro 11, 2005
2º Cruzeiro (Mau tempo)
O 2º Cruzeiro “Ao Sol do Atlântico” teve particularidades muito diferentes.
Os sítios por que passámos (Agadir -> Las Palmas -> Lanzarote), não são comparáveis a Veneza, Ravena...e o mar também não.
Não há comparação possível entre o Mediterrâneo e o Atlântico. Não sei se tem a ver com a profundidade das águas, mas o período da ondulação é muito maior no Atlântico.
Enquanto no Meditterâneo 2 ou 3 ondas consecutivas passam debaixo do casco do navio, levando-o a ter um movimento apenas levemente oscilatório, a distância entre ondas consecutivas no Atlântico é muito maior. Por esse motivo, e apesar do seu tamanho (comprimento), o navio tem tendência a enfiar a proa na cava da onda, que depois o levanta, obrigando-o a um movimento oscilatório pronunciado.
Neste cruzeiro no regresso, deparámo-nos com ondas de 6-7 metros. Na altura havia tempestade no golfo da Biscaia com ondas de 13 a 14 metros, que se repercutiram nas tais 6-7 metros na costa africana.
Foi uma experiência única. A enorme dificuldade em subir um vulgar degrau de uma escada, quando a proa do navio se eleva no ar, ou o cuidado que se tem que se ter na sua descida quando baixa é inacreditável. No primeiro caso, tem-se a sensação de falta de músculos nas pernas. Parece que estamos meio paralizados. A mente informa a perna que tem que se levantar e esta responde que não é capaz.
A minha esposa quis sistematicamente (e erradamente, como viu mais tarde) permanecer deitada na cabine assistindo aos balanços do navio, profundamente enjoada. Tão enjoada, que certa vez a filmá-la, ela levanta-se e diz-me: vou vomitar. Foi tão rápido que não teve tempo de chegar à sanita. Vomitou no lavatório. Tive depois de ser eu com uma pá improvisada com uma revista dobrada a transferir toda aquela amálgama orgânica nauseabunda do lavatório para a sanita....e ainda por cima com o barco aos saltos. Hoje não sei se seria capaz.
O meu sítio preferido era estar no exterior, no passadiço por cima da cabine de comando:
- 1º sentia menos as oscilações no navio;
- 2º sentia o vento na cara o que me ajudava ao mal estar;
- 3º porque a paisagem era deslumbrante.
Saía do camarote, respirava fundo 2 ou 3 vezes, e caminhava a passo acelerado pelos corredores fora, subindo os diversos lances de escadas até atingir o tal passadiço.
É impressionante a forma como o mar consegue castigar um navio daquela envergadura. Parece uma pena de passáro soprada por nós.
As ondas formam-se à distância, o navio começa a baixar a proa e quando vem a nova onda, a proa está ainda em fase descendente. A onda bate no casco, varre literalmente o convés, e ainda me salpica a mim, que estou a mais de 15 metros de altura. Já só depois da onda passar é que o navio começa a levantar lentamente a proa, novamente. O efeito da inércia é impressionante! Belas filmagens que eu fiz!
A minha esposa, de tanto eu insistir e de já não saber que fazer, passou-me a acompanhar nesta aventura. Também gostou imenso...e deixou de enjoar.
A sensação que deverá ser, se o mar tiver ondas de 12 ou 14 metros.....
NOTA:
Existe também outro efeito interessante, quando se anda embarcado. Quando em navegação e percorremos os longos corredores do navio, temos a tendência para no início andar-mos aos SSS, devido aos movimentos oscilatórios transversais do navio. Ao final de alguns dias, o cérebro passa automaticamente a compensar tais movimentos e nós passamos a andar em linha recta. Quando o barco atraca e pisamos terra firme, voltamos a andar aos SSS. O cérebro continua a agir compensando um fenómeno que já não existe. Então, durante alguns minutos, parece que estamos bêbados.
É interessante as alterações que o nosso corpo produz, para compensar fenómenos estranhos.
Os sítios por que passámos (Agadir -> Las Palmas -> Lanzarote), não são comparáveis a Veneza, Ravena...e o mar também não.
Não há comparação possível entre o Mediterrâneo e o Atlântico. Não sei se tem a ver com a profundidade das águas, mas o período da ondulação é muito maior no Atlântico.
Enquanto no Meditterâneo 2 ou 3 ondas consecutivas passam debaixo do casco do navio, levando-o a ter um movimento apenas levemente oscilatório, a distância entre ondas consecutivas no Atlântico é muito maior. Por esse motivo, e apesar do seu tamanho (comprimento), o navio tem tendência a enfiar a proa na cava da onda, que depois o levanta, obrigando-o a um movimento oscilatório pronunciado.
Neste cruzeiro no regresso, deparámo-nos com ondas de 6-7 metros. Na altura havia tempestade no golfo da Biscaia com ondas de 13 a 14 metros, que se repercutiram nas tais 6-7 metros na costa africana.
Foi uma experiência única. A enorme dificuldade em subir um vulgar degrau de uma escada, quando a proa do navio se eleva no ar, ou o cuidado que se tem que se ter na sua descida quando baixa é inacreditável. No primeiro caso, tem-se a sensação de falta de músculos nas pernas. Parece que estamos meio paralizados. A mente informa a perna que tem que se levantar e esta responde que não é capaz.
A minha esposa quis sistematicamente (e erradamente, como viu mais tarde) permanecer deitada na cabine assistindo aos balanços do navio, profundamente enjoada. Tão enjoada, que certa vez a filmá-la, ela levanta-se e diz-me: vou vomitar. Foi tão rápido que não teve tempo de chegar à sanita. Vomitou no lavatório. Tive depois de ser eu com uma pá improvisada com uma revista dobrada a transferir toda aquela amálgama orgânica nauseabunda do lavatório para a sanita....e ainda por cima com o barco aos saltos. Hoje não sei se seria capaz.
O meu sítio preferido era estar no exterior, no passadiço por cima da cabine de comando:
- 1º sentia menos as oscilações no navio;
- 2º sentia o vento na cara o que me ajudava ao mal estar;
- 3º porque a paisagem era deslumbrante.
Saía do camarote, respirava fundo 2 ou 3 vezes, e caminhava a passo acelerado pelos corredores fora, subindo os diversos lances de escadas até atingir o tal passadiço.
É impressionante a forma como o mar consegue castigar um navio daquela envergadura. Parece uma pena de passáro soprada por nós.
As ondas formam-se à distância, o navio começa a baixar a proa e quando vem a nova onda, a proa está ainda em fase descendente. A onda bate no casco, varre literalmente o convés, e ainda me salpica a mim, que estou a mais de 15 metros de altura. Já só depois da onda passar é que o navio começa a levantar lentamente a proa, novamente. O efeito da inércia é impressionante! Belas filmagens que eu fiz!
A minha esposa, de tanto eu insistir e de já não saber que fazer, passou-me a acompanhar nesta aventura. Também gostou imenso...e deixou de enjoar.
A sensação que deverá ser, se o mar tiver ondas de 12 ou 14 metros.....
NOTA:
Existe também outro efeito interessante, quando se anda embarcado. Quando em navegação e percorremos os longos corredores do navio, temos a tendência para no início andar-mos aos SSS, devido aos movimentos oscilatórios transversais do navio. Ao final de alguns dias, o cérebro passa automaticamente a compensar tais movimentos e nós passamos a andar em linha recta. Quando o barco atraca e pisamos terra firme, voltamos a andar aos SSS. O cérebro continua a agir compensando um fenómeno que já não existe. Então, durante alguns minutos, parece que estamos bêbados.
É interessante as alterações que o nosso corpo produz, para compensar fenómenos estranhos.
Chegada a Lisboa
Não é por ser alfacinha, mas a vista da entrada da barra do Bugio e depois toda a vista da margem de Lisboa, é algo incomparável, com qualquer outro porto de conheço, à excepção de Veneza.
A vista da ponte 25 de Abril, a Torre de Belém, Pavilhão dos Descobrimentos, Monumento dos Jerónimos,......., as habitações que sobem as diversas colinas.......é algo francamente bonito de se apreciar.
Estávamos quase a entrar a barra (a dobrar o Bugio), quando decidimos fazer o resto das malas. Só que (há sempre um só que...) as oscilações do navio são acentuadas junto ao Bugio e quando queremos baixar a cabeça para retirar o que está por debaixo das camas, com os balanços, é algo complicado.
Disse à minha mulher que tínhamos tempo para fazer isso mais tarde. Desde que o barco entra no Tejo, até atracar, temos muito tempo.....e assim foi! Foi já no Tejo que acabámos de fazer as malas. O tempo é mais do que suficiente.
Foi um belíssimo tempo que passámos a bordo.
Para quem gosta de viajar, não conheço melhor forma de o fazer.
A vista da ponte 25 de Abril, a Torre de Belém, Pavilhão dos Descobrimentos, Monumento dos Jerónimos,......., as habitações que sobem as diversas colinas.......é algo francamente bonito de se apreciar.
Estávamos quase a entrar a barra (a dobrar o Bugio), quando decidimos fazer o resto das malas. Só que (há sempre um só que...) as oscilações do navio são acentuadas junto ao Bugio e quando queremos baixar a cabeça para retirar o que está por debaixo das camas, com os balanços, é algo complicado.
Disse à minha mulher que tínhamos tempo para fazer isso mais tarde. Desde que o barco entra no Tejo, até atracar, temos muito tempo.....e assim foi! Foi já no Tejo que acabámos de fazer as malas. O tempo é mais do que suficiente.
Foi um belíssimo tempo que passámos a bordo.
Para quem gosta de viajar, não conheço melhor forma de o fazer.
Sul da Itália (Não me lembro do nome) e Ceuta
A penúltima paragem do cruzeiro foi no sul da Itália, numa terra de que não me lembro o nome.
É interessante ver a enorme diferença que existe entre o norte e o sul daquele país.
No norte, os carros param nas passagens de piões, nota-se uma grande azáfama humana e evidentemente um clima mais frio. No sul, guiam como os portugueses (apesar de aos poucos e poucos estarmos nitidamente a fazer progressos). Têm um comportamento erróneo nas ruas, como se não tivéssem objectivos bem definidos, nem nada para fazer. Talvez a diferença esteja de no norte ter estado apenas em grandes cidades, onde o reboliço é sempre maior.
Passou-se no entanto um episódio curioso.
Íamos a passear numa rua (eu e a minha esposa), onde estavam de um lado e de outro muitos homens escostados às paredes das casas sem fazerem nada. Numa destas estava escrito “muerte à la Mafia”. Peguei na máq. de filmar e comecei a filmar a cena e posteriormente a frase. A minha mulher começou a ficar com medo e puxou-me pelo braço: “anda, vamo-nos embora, antes que arranjes para aqui algum sarilho!”.
A verdade é que nada aconteceu, e ainda hoje guardo essas filmagens.
Na volta do autocarro até ao barco, e depois de ter os ouvidos cheios de música grega da paragem anterior e já 16 dias de mar, o motorista pôs a tocar uma música do Rod Stwart.
Não me lembro do título da canção, mas quando a ouvimos, reconhecemo-la logo. Sentíamos que estávamos de novo de volta à “civilização” como a conhecemos, depois do susto na Grécia e deste sul da Itália desmoralizante.
16 dias, para um 1º cruzeiro é tempo a mais! Começamo-nos a sentir um pouco claustrofóbicos!
Ainda parámos em Ceuta para as tradicionais compras. Terra sem interesse nenhum....nem mesmo para fazer compras!
É interessante ver a enorme diferença que existe entre o norte e o sul daquele país.
No norte, os carros param nas passagens de piões, nota-se uma grande azáfama humana e evidentemente um clima mais frio. No sul, guiam como os portugueses (apesar de aos poucos e poucos estarmos nitidamente a fazer progressos). Têm um comportamento erróneo nas ruas, como se não tivéssem objectivos bem definidos, nem nada para fazer. Talvez a diferença esteja de no norte ter estado apenas em grandes cidades, onde o reboliço é sempre maior.
Passou-se no entanto um episódio curioso.
Íamos a passear numa rua (eu e a minha esposa), onde estavam de um lado e de outro muitos homens escostados às paredes das casas sem fazerem nada. Numa destas estava escrito “muerte à la Mafia”. Peguei na máq. de filmar e comecei a filmar a cena e posteriormente a frase. A minha mulher começou a ficar com medo e puxou-me pelo braço: “anda, vamo-nos embora, antes que arranjes para aqui algum sarilho!”.
A verdade é que nada aconteceu, e ainda hoje guardo essas filmagens.
Na volta do autocarro até ao barco, e depois de ter os ouvidos cheios de música grega da paragem anterior e já 16 dias de mar, o motorista pôs a tocar uma música do Rod Stwart.
Não me lembro do título da canção, mas quando a ouvimos, reconhecemo-la logo. Sentíamos que estávamos de novo de volta à “civilização” como a conhecemos, depois do susto na Grécia e deste sul da Itália desmoralizante.
16 dias, para um 1º cruzeiro é tempo a mais! Começamo-nos a sentir um pouco claustrofóbicos!
Ainda parámos em Ceuta para as tradicionais compras. Terra sem interesse nenhum....nem mesmo para fazer compras!
quinta-feira, dezembro 01, 2005
Grécia
Esta paragem na Grécia teve também outro episódio deveras interessante.
A zona é extremamente montanhosa, com estradas estreitas que serpenteiam indefinidamente os acidente geográficos.
O condutor do autocarro, como qualquer grego que se preza, era completamente louco a conduzir. Guiava a velocidades completamente proibitivas para o tipo de estrada, bem como para o enorme tamanho do autocarro.
A certa altura um passageiro perguntou à guia turística, porque é que se viam tantas capelinhas ao longo da estrada, decoradas com flores. De facto de 500 em 500 metros lá aparecia uma. A guia informou-nos, que era usual naquela zona da Grécia, sempre que havia um acidente com mortos, os familiares eregirem uma pequena capela.
O pessoal já aflito com a velocidade do autocarro, a geometria do terreno e da estrada e ouvir um comentário daqueles, foi o fim. Numa determinada curva para a direita a roda de trás resvalou para um enorme precipício, criando-se imediatamente o pânico a bordo.
Só se ouviam gritos, os da minha esposa incluídos. Quando na volta do passeio se avistou Igoumenitsa e o paquete, quase toda a gente inrrompeu numa enorme salva de palamas. Estávamos salvos...e cheios de fome, porque com os atrasos, já eram cerca das 16:00.
Foi um episódio muito divertido!
O norte da Grécia, junto à Albânia é uma zona extremamente pobre. Com lojas de ferragens, mercearias, que fazem lembrar filmes do século XIX. Não conheço o sul, mas o norte é paupérrimo!
A zona é extremamente montanhosa, com estradas estreitas que serpenteiam indefinidamente os acidente geográficos.
O condutor do autocarro, como qualquer grego que se preza, era completamente louco a conduzir. Guiava a velocidades completamente proibitivas para o tipo de estrada, bem como para o enorme tamanho do autocarro.
A certa altura um passageiro perguntou à guia turística, porque é que se viam tantas capelinhas ao longo da estrada, decoradas com flores. De facto de 500 em 500 metros lá aparecia uma. A guia informou-nos, que era usual naquela zona da Grécia, sempre que havia um acidente com mortos, os familiares eregirem uma pequena capela.
O pessoal já aflito com a velocidade do autocarro, a geometria do terreno e da estrada e ouvir um comentário daqueles, foi o fim. Numa determinada curva para a direita a roda de trás resvalou para um enorme precipício, criando-se imediatamente o pânico a bordo.
Só se ouviam gritos, os da minha esposa incluídos. Quando na volta do passeio se avistou Igoumenitsa e o paquete, quase toda a gente inrrompeu numa enorme salva de palamas. Estávamos salvos...e cheios de fome, porque com os atrasos, já eram cerca das 16:00.
Foi um episódio muito divertido!
O norte da Grécia, junto à Albânia é uma zona extremamente pobre. Com lojas de ferragens, mercearias, que fazem lembrar filmes do século XIX. Não conheço o sul, mas o norte é paupérrimo!
Grécia (Dodona)
A 2ª paragem foi em Dodona para visitar um museu de máscaras de cera, à imagem por exemplo do da Madamme Tousseau (em Londres), salvo as devidas proporções, é claro.
O museu tinha apenas um tema: as atrocidades que os turcos tinham infligido aos gregos ao longo da História.
Massacres, massacres e mais massacres. As figuras até estavam bem feitas. Mas salas consecutivas a exemplificar sempre o mesmo, é monótono e cansativo. Ainda por cima sobre o tema massacres, quando uma pessoa está de férias.....
Seja como for, o museu está bem concebido e as figuras bem feitas....no entanto, quem quiser ver um museu de máscaras de cera a sério....vai a Londres.
O museu tinha apenas um tema: as atrocidades que os turcos tinham infligido aos gregos ao longo da História.
Massacres, massacres e mais massacres. As figuras até estavam bem feitas. Mas salas consecutivas a exemplificar sempre o mesmo, é monótono e cansativo. Ainda por cima sobre o tema massacres, quando uma pessoa está de férias.....
Seja como for, o museu está bem concebido e as figuras bem feitas....no entanto, quem quiser ver um museu de máscaras de cera a sério....vai a Londres.
Grécia (Ioánnina)
A paragem seguinte foi em Igoumenitsa, no norte da Grécia.
Aí assisti a mais um exercício 3º mundista.
Estávamos em plena efervescência na zona dos Balcãs, que daria lugar semanas mais tarde à terrível e cruel guerra civil na Jugoslávia.
Quando o barco aportou, fomos recebidos por um esquadrão militar armado até aos dentes; até metrelhadoras tinham trazido. Aquilo parecia um teatro de guerra. Dava a impressão que estava a viajar num cruzador em vez de um paquete de recreio.
As autoridades subiram a bordo e quiseram verificar os passaportes um por um de todos os passageiros, antes de se proceder ao desembarque.
É fácil advinhar o pandemónio que tal situação ocasionou. Esta situação atrasou o desembarque em cerca de 2 horas.
Após as autoridades terem acedido ao desembarque, dirigimo-nos para os autocarros, para realizar a excursão. Lembro-me que haviam 3 destinos traçados, mas que devido ao atraso do programa, só poderíamos visitar 2.
Como bons portugueses que somos, deu logo direito a discussão. Havia um indíviduo do Porto, casmurro, que armado em intelectual, queria porque queria ir a Ioánnina ver um teatro grego. Tanto forçou, que lá conseguiu convencer o resto do pessoal a ir ver o teatro. Houve direito a um enorme sarrabulho por isso, no autocarro.
Chegados a Ioánnina, saltou imediatamente do autocarro e a passo acelerado foi ver o monumento. Ainda o resto do grupo se dirigia para o local, já o indivíduo se vinha embora, dizendo que não valia a pena perder tempo, porque era apenas um amontoado de calhaus. Mais valia ir a outro sítio.
Mas o que é que aquela inteligência estava à espera de encontrar passados 2.000 e tal anos?
O grupo retorqui-lhe que não! Tínhamos decidido ir ali, e agora íamos todos visitar o local histórico. Quando regressámos ao autocarro, estava ele já lá dentro com cara de poucos amigos.
Acabou por ser um episódio divertido, à conta de um tipo burro e iletrado. Quando se viaja em grupo, estamos sempre sujeitos a estas coisas.
Aí assisti a mais um exercício 3º mundista.
Estávamos em plena efervescência na zona dos Balcãs, que daria lugar semanas mais tarde à terrível e cruel guerra civil na Jugoslávia.
Quando o barco aportou, fomos recebidos por um esquadrão militar armado até aos dentes; até metrelhadoras tinham trazido. Aquilo parecia um teatro de guerra. Dava a impressão que estava a viajar num cruzador em vez de um paquete de recreio.
As autoridades subiram a bordo e quiseram verificar os passaportes um por um de todos os passageiros, antes de se proceder ao desembarque.
É fácil advinhar o pandemónio que tal situação ocasionou. Esta situação atrasou o desembarque em cerca de 2 horas.
Após as autoridades terem acedido ao desembarque, dirigimo-nos para os autocarros, para realizar a excursão. Lembro-me que haviam 3 destinos traçados, mas que devido ao atraso do programa, só poderíamos visitar 2.
Como bons portugueses que somos, deu logo direito a discussão. Havia um indíviduo do Porto, casmurro, que armado em intelectual, queria porque queria ir a Ioánnina ver um teatro grego. Tanto forçou, que lá conseguiu convencer o resto do pessoal a ir ver o teatro. Houve direito a um enorme sarrabulho por isso, no autocarro.
Chegados a Ioánnina, saltou imediatamente do autocarro e a passo acelerado foi ver o monumento. Ainda o resto do grupo se dirigia para o local, já o indivíduo se vinha embora, dizendo que não valia a pena perder tempo, porque era apenas um amontoado de calhaus. Mais valia ir a outro sítio.
Mas o que é que aquela inteligência estava à espera de encontrar passados 2.000 e tal anos?
O grupo retorqui-lhe que não! Tínhamos decidido ir ali, e agora íamos todos visitar o local histórico. Quando regressámos ao autocarro, estava ele já lá dentro com cara de poucos amigos.
Acabou por ser um episódio divertido, à conta de um tipo burro e iletrado. Quando se viaja em grupo, estamos sempre sujeitos a estas coisas.
Kotor
Após a saída de Dubrovnik e antes da próxima paragem em Igoumenitsa na Grécia, fizémos uma pequena incursão na baía de Kotorska, na Albânia.
Trata-se de uma baía enorme, rodeada por uma cadeia montanhosa verdejante.
Junto ao lago existe uma povoação que dá o nome à baía e se chama Kotor.
Não desembarcámos, visto tal paragem não estar nos planos da viagem. Apenas fizémos uma incursão para apreciarmos a paisagem circundante, que é de facto muito bonita.
Claro que mal entrámos na baía, abeirou-se imediatamente um barco albanês com 5 ou 6 representantes que vieram a bordo, só para confirmar se não seríamos um grupo de espiões da CIA. Abandonaram o navio cerca de 45 minutos a uma hora depois, carregados de lembranças oferecidas pelo comandante do navio.......que no fundo era aquilo que queriam: lembranças, e se calhar uma comidinha melhorada.
Pormenores de países comunistas pobres do 3º mundo.
Só Deus sabe como vivem as populações, mas como não desembarcámos, não deu para fazer uma idéia.
Trata-se de uma baía enorme, rodeada por uma cadeia montanhosa verdejante.
Junto ao lago existe uma povoação que dá o nome à baía e se chama Kotor.
Não desembarcámos, visto tal paragem não estar nos planos da viagem. Apenas fizémos uma incursão para apreciarmos a paisagem circundante, que é de facto muito bonita.
Claro que mal entrámos na baía, abeirou-se imediatamente um barco albanês com 5 ou 6 representantes que vieram a bordo, só para confirmar se não seríamos um grupo de espiões da CIA. Abandonaram o navio cerca de 45 minutos a uma hora depois, carregados de lembranças oferecidas pelo comandante do navio.......que no fundo era aquilo que queriam: lembranças, e se calhar uma comidinha melhorada.
Pormenores de países comunistas pobres do 3º mundo.
Só Deus sabe como vivem as populações, mas como não desembarcámos, não deu para fazer uma idéia.
Dubrovnik
Se existe terra para onde eu ía morar sem pestanejar, Dubrovnik na ex-Jugoslávia, agora Croácia, era uma delas.
A entrada pelo mar Adriático é feita por um largo braço de mar, como se de um fiorde se tratasse.
Ao fundo do lado direito, fica uma enorme marina cheia de barcos à vela e também a zona nova da cidade, que eu não tive tempo de visitar. Do lado esquerdo, fica a zona velha.
Todo o conjunto é ladeado por uma grande cadeia montanhosa.
É (era, visto a minha visita ter ocorrido semanas antes do início da guerra civil) uma cidade calma, sem grande movimento de viaturas e com dezenas de milhares de pombos. Nunca tinha visto tantos pombos juntos, que aliás vim a saber mais tarde, serviram de alimento à população durante a guerra.
Os monumentos são muito bonitos sobretudo pela sua cingeleza. Grande parte das edificações da zona velha, são caiadas de branco, como qualquer vila alentejana.
Notava-se nas pessoas, uma certa aspereza no contacto, um certo espírito de raiva contida. Hoje, não faço idéia como será.
O custo de vida era caro. Um gelado normal de 2 bolas posto num cone de baunilha, custava na altura cerca de 400$00. Para os ordenados deles, deveria ser muito elevado.
Como todas as cidades tem uma praça principal, com um monumento central muito bonito e que eu sei, foi encaixotado durante a guerra, tendo sido preservado até hoje.
Virar-nos para o mar e ver ao fundo a saída para o mediterrâneo de águas calmas e todo aquele mundo de barcos à vela ancorados (parece a marina de Marselha, salvo as devidas proporções), dá uma sensação de indescritível tranquilidade.
É uma terra que reluz exactamente pela sua simplicidade e preservação da natureza no seu estado mais puro.
Não me importava de morar num sítio assim.
A entrada pelo mar Adriático é feita por um largo braço de mar, como se de um fiorde se tratasse.
Ao fundo do lado direito, fica uma enorme marina cheia de barcos à vela e também a zona nova da cidade, que eu não tive tempo de visitar. Do lado esquerdo, fica a zona velha.
Todo o conjunto é ladeado por uma grande cadeia montanhosa.
É (era, visto a minha visita ter ocorrido semanas antes do início da guerra civil) uma cidade calma, sem grande movimento de viaturas e com dezenas de milhares de pombos. Nunca tinha visto tantos pombos juntos, que aliás vim a saber mais tarde, serviram de alimento à população durante a guerra.
Os monumentos são muito bonitos sobretudo pela sua cingeleza. Grande parte das edificações da zona velha, são caiadas de branco, como qualquer vila alentejana.
Notava-se nas pessoas, uma certa aspereza no contacto, um certo espírito de raiva contida. Hoje, não faço idéia como será.
O custo de vida era caro. Um gelado normal de 2 bolas posto num cone de baunilha, custava na altura cerca de 400$00. Para os ordenados deles, deveria ser muito elevado.
Como todas as cidades tem uma praça principal, com um monumento central muito bonito e que eu sei, foi encaixotado durante a guerra, tendo sido preservado até hoje.
Virar-nos para o mar e ver ao fundo a saída para o mediterrâneo de águas calmas e todo aquele mundo de barcos à vela ancorados (parece a marina de Marselha, salvo as devidas proporções), dá uma sensação de indescritível tranquilidade.
É uma terra que reluz exactamente pela sua simplicidade e preservação da natureza no seu estado mais puro.
Não me importava de morar num sítio assim.
domingo, novembro 20, 2005
Felizmente é 6ª feira
Recebo com frequência apresentações em Power Point esfusiantes, porque tinha chegado a 6ª feira. Sempre achei isso um disparate, mas concretamente hoje estou muito feliz por ser 6ª feira. Preciso mesmo de parar. Esta semana foi fora do comum.
Só tenho pena de amanhã ter um casamento. Gostava de ficar no sossego a recuperar desta loucura. Pode ser que o casamento seja divertido. Casamentos e baptizados nunca foram o meu forte, mas também não me posso transformar num “bicho do mato”.
A minha esposa adora confraternizar e eu não quero estragar-lhe esse prazer.
Começou a nevar na Alemanha. Dá-me vontade de entrar num avião e ir até aos Alpes contemplar a paisagem.
Regressei aos treinos de bicicleta; 3vezes por semana, ½ hora (3ªs , 5ªs e Domingos). Cheguei à conclusão que a minha forma não está assim tão má como pensava.
Chega de conversa....tenho de ir ganhar o meu salário!
Felizmente amanhã é Sábado.
Só tenho pena de amanhã ter um casamento. Gostava de ficar no sossego a recuperar desta loucura. Pode ser que o casamento seja divertido. Casamentos e baptizados nunca foram o meu forte, mas também não me posso transformar num “bicho do mato”.
A minha esposa adora confraternizar e eu não quero estragar-lhe esse prazer.
Começou a nevar na Alemanha. Dá-me vontade de entrar num avião e ir até aos Alpes contemplar a paisagem.
Regressei aos treinos de bicicleta; 3vezes por semana, ½ hora (3ªs , 5ªs e Domingos). Cheguei à conclusão que a minha forma não está assim tão má como pensava.
Chega de conversa....tenho de ir ganhar o meu salário!
Felizmente amanhã é Sábado.
Há dias na vida em que não apetece fazer absolutamente nada
No passado Domingo, por volta da meia-noite, voltei a ter uma crise de nervos daquelas que me deixa apavorado. Só me deixei adormecer já passava das 4 da manhã.
Na 2ª feira, após falar com vários colegas, fui consultado por um neurologista.
Conclusão do encontro de futebol: nervos 10 ; problemas cardíacos 0.
Receitou-me mais umas quantas pílulas e de facto, talvez me sinta um pouco melhor.
É preciso alterara a filosofia de estar na vida, não exagerar no nível de emotividade no empenho profissional, fazer mais exercício físico,.........., a lenga-lenga que o cardiologista e o médico de clínica geral já me tinham cantado. Muito bonito na teoria....na prática é que são elas.
Falta-me agora ir fazer umas análises à tiróide.
Ontem estive em reunião com um Cliente das 09:00 às 22:00. Só parámos 1:00 para almoçar. Quando cheguei a casa estava de rastos. A mesa era só dossiers, papéis, desenhos, computadores,.....eu sei lá! Muito esforço para tão parcos acordos. Dentro de 15 dias nova sessão.
Hoje, sinto-me com muita vontade de fazer.....coisa nenhuma!
Estou para aqui a escrever, apenas para me entreter na minha hora de almoço.
Na 2ª feira, após falar com vários colegas, fui consultado por um neurologista.
Conclusão do encontro de futebol: nervos 10 ; problemas cardíacos 0.
Receitou-me mais umas quantas pílulas e de facto, talvez me sinta um pouco melhor.
É preciso alterara a filosofia de estar na vida, não exagerar no nível de emotividade no empenho profissional, fazer mais exercício físico,.........., a lenga-lenga que o cardiologista e o médico de clínica geral já me tinham cantado. Muito bonito na teoria....na prática é que são elas.
Falta-me agora ir fazer umas análises à tiróide.
Ontem estive em reunião com um Cliente das 09:00 às 22:00. Só parámos 1:00 para almoçar. Quando cheguei a casa estava de rastos. A mesa era só dossiers, papéis, desenhos, computadores,.....eu sei lá! Muito esforço para tão parcos acordos. Dentro de 15 dias nova sessão.
Hoje, sinto-me com muita vontade de fazer.....coisa nenhuma!
Estou para aqui a escrever, apenas para me entreter na minha hora de almoço.
quinta-feira, novembro 10, 2005
Anos da minha filha
Hoje dia 10-11-2005 a minha filha faz 3 anos.
Não posso deixar passar esta data sem referir que confesso ser um pai babado; babadíssimo.
É uma criança encantadora! Carinhosa, prestável, amiga do seu amigo e sobretudo feliz. Tem um temperamento muito vincado, personalidade forte, mulher decidida, características que eu muito admiro numa mulher, sem no entanto abdicar da docilidade e espírito de colaboração.
Tem demonstrado ser uma criança muito inteligente (bem acima da média), e com um “sexto sentido” deveras apurado. Saúde de ferro e “energia para dar e vender”.
Sinto-me muito orgulhoso de ser pai de uma criança assim. Só espero ter a capacidade para lhe potenciar as faculdades e lhe fazer ver as arestas que tem que limar, para ser um ser humano bem integrado na sociedade, sem traumas nem medos, e com capacidade de lutar contra as adversidades que inevitavelmente vai ter que enfrentar no seu dia a dia.
Profissionalmente será o que quiser ser. Tentarei demonstrar-lhe sempre as vantagens e inconvenientes das decisões que tomar.
Só espero conseguir estar a altura do estatuto da criança que Deus me deu a benção de cuidar.
Como todos os diamantes, este está ainda “em bruto”. As faces no entanto já lá estão bem definidas. É preciso paciência e tempo, para ir lapidando vagarosa mas decididamente a pedra. Não vou criar nada; isso já Deus fez! Tenho é que ter cuidado para compreender quais as faces a realçar e qual o material que não faz falta, que está a mais.
Tenho a certeza, que Deus me deu um diamante deveras grandioso de muitos quilates.
Tenho que me esforçar para ser um excelente lapidador.
Como eu gosto da minha filha.........
Não posso deixar passar esta data sem referir que confesso ser um pai babado; babadíssimo.
É uma criança encantadora! Carinhosa, prestável, amiga do seu amigo e sobretudo feliz. Tem um temperamento muito vincado, personalidade forte, mulher decidida, características que eu muito admiro numa mulher, sem no entanto abdicar da docilidade e espírito de colaboração.
Tem demonstrado ser uma criança muito inteligente (bem acima da média), e com um “sexto sentido” deveras apurado. Saúde de ferro e “energia para dar e vender”.
Sinto-me muito orgulhoso de ser pai de uma criança assim. Só espero ter a capacidade para lhe potenciar as faculdades e lhe fazer ver as arestas que tem que limar, para ser um ser humano bem integrado na sociedade, sem traumas nem medos, e com capacidade de lutar contra as adversidades que inevitavelmente vai ter que enfrentar no seu dia a dia.
Profissionalmente será o que quiser ser. Tentarei demonstrar-lhe sempre as vantagens e inconvenientes das decisões que tomar.
Só espero conseguir estar a altura do estatuto da criança que Deus me deu a benção de cuidar.
Como todos os diamantes, este está ainda “em bruto”. As faces no entanto já lá estão bem definidas. É preciso paciência e tempo, para ir lapidando vagarosa mas decididamente a pedra. Não vou criar nada; isso já Deus fez! Tenho é que ter cuidado para compreender quais as faces a realçar e qual o material que não faz falta, que está a mais.
Tenho a certeza, que Deus me deu um diamante deveras grandioso de muitos quilates.
Tenho que me esforçar para ser um excelente lapidador.
Como eu gosto da minha filha.........
RAVENA
Ravena foi a a paragem seguinte. É uma cidade que não me deixou marcas, talvez por ter vindo logo de Veneza.
Fizémos uma excursão de autocarro a Vicenza, Verona e Pádua.
Foi esta última última paragem a que realmente me marcou.
Na Igreja de S. António que nós dizemos que é de Lisboa e eles de Pádua, estão expostos alguns artefactos que ele utilizava quotidianamente, nomeadamente o seu manto. Até aqui tudo bem! Agora também está exposta na Igreja uma língua humana que dizem ser a dele. Nunca tinha visto nada mais tétrico na minha vida! A língua de um homem exposta em público?
Não entendo esta displicência, este despudor da Igreja Católica. Eu já tenho dificuldade em digerir imagens religiosas, ...., mas isto é demais!
Para mim a religião é tão mais pura quanto mais “abstrata” for; quanto menos imagens permitir. Qualquer imagem, estátua, pintura, por muito bem feita que seja, não poderá retratar toda a essência que se encontra por detrás da religião ou crença.
Para retratar a morte de Cristo, como modelo de salvação da Humanidade, não é necessário que na cruz esteja alguém representado. A cruz basta. Sinto que o espírito do sacrifício de Cristo em nosso benefício, a sua mensagem, está lá mais presente se a cruz estiver vazia.
Compreendo que a compreensão humana necessita muitas vezes de imagens, conceitos pré-definidos. Fazer leituras a partir do “abstraccionismo”, é previlégio de uma elite socio-intelecto-cultural acima da média, quando a religião deverá ser sempre o mais abrangente possível.
Também é inegável que a Igreja Católica com este procedimento contribuiu em muito durante muitos séculos para o desenvolvimento das artes no Mundo, mas..... uma língua exposta, para mim é demais! Quanto mais não seja, porque a língua é apenas um instrumento de comunicação do cérebro (um periférico em linguagem computacional). A estar exposto, que fosse o brilhante cérebro, que os relatos dizem que S. António possuía. Mesmo assim, continuo a entender que seria demasiado forte, demasiado despropositado.
Fizémos uma excursão de autocarro a Vicenza, Verona e Pádua.
Foi esta última última paragem a que realmente me marcou.
Na Igreja de S. António que nós dizemos que é de Lisboa e eles de Pádua, estão expostos alguns artefactos que ele utilizava quotidianamente, nomeadamente o seu manto. Até aqui tudo bem! Agora também está exposta na Igreja uma língua humana que dizem ser a dele. Nunca tinha visto nada mais tétrico na minha vida! A língua de um homem exposta em público?
Não entendo esta displicência, este despudor da Igreja Católica. Eu já tenho dificuldade em digerir imagens religiosas, ...., mas isto é demais!
Para mim a religião é tão mais pura quanto mais “abstrata” for; quanto menos imagens permitir. Qualquer imagem, estátua, pintura, por muito bem feita que seja, não poderá retratar toda a essência que se encontra por detrás da religião ou crença.
Para retratar a morte de Cristo, como modelo de salvação da Humanidade, não é necessário que na cruz esteja alguém representado. A cruz basta. Sinto que o espírito do sacrifício de Cristo em nosso benefício, a sua mensagem, está lá mais presente se a cruz estiver vazia.
Compreendo que a compreensão humana necessita muitas vezes de imagens, conceitos pré-definidos. Fazer leituras a partir do “abstraccionismo”, é previlégio de uma elite socio-intelecto-cultural acima da média, quando a religião deverá ser sempre o mais abrangente possível.
Também é inegável que a Igreja Católica com este procedimento contribuiu em muito durante muitos séculos para o desenvolvimento das artes no Mundo, mas..... uma língua exposta, para mim é demais! Quanto mais não seja, porque a língua é apenas um instrumento de comunicação do cérebro (um periférico em linguagem computacional). A estar exposto, que fosse o brilhante cérebro, que os relatos dizem que S. António possuía. Mesmo assim, continuo a entender que seria demasiado forte, demasiado despropositado.
Veneza
A 2ª paragem que fizémos foi em Veneza, onde ficámos 2 dias.
Nesse dia o almoço a bordo atrasou-se. Já deveria ter terminado, quando o navio entrasse no Grande Canal de Veneza.
Assim, fomos todos almoçar já com máquinas de filmar e fotografar à tiracolo.
O almoço ainda estava a meio quando pela janela verificámos que estávamos a chegar. Comecámos a olhar uns para os outros. Todos queríamos levantarmo-nos da mesa a meio da refeição e ir ver a paisagem. No entanto, o decoro não o permitia. O barco ia-se aproximando da costa e......não dava mais. Um dos passageiros, levantou-se e claro, muitos outros seguiram-lhe o exemplo, entre os quais, eu.
Subi até à plataforma que fica ao nível da cabine de comando; i.e., +/- 6 andares de altura. A vista era soberba!
O grande canal, tem um movimento desusado de pequenas embarcações que pupulam de um lado para o outro. Esta imagem, associada aos imponentes edifícios que ladeiam as suas margens, é algo de inesquecível. Passámos pela praça de S. Marcos e fomos atracar um pouco mais à frente.
Quais são de facto as diferenças entre esta e qualquer outra cidade? Todas!
1º Não existem automóveis. As deslocações são feitas de barco ou a pé.
2º Não existem autocarros. Existem sim barcos, que atracam em diversas paragens programadas para recolher e libertar passageiros. A atracagem é apenas um homem que segura o barco com uma corda enquanto hover movimento de passageiros. Quando termina, larga a corda e o barco segue viagem.
3º Existem táxis,....., mas que são barcos. Um dia ao fim da tarde apanhámos um. Chamam-se como se chamam os táxis em Lisboa. Levanta-se o braço para chamar a atenção. Só que aqui existe uma pequena diferença: como os barcos circulam afastados da costa, é preciso dar também um grito ou uma assobiadela, para chamar-mos a atenção.
4º Existem prédios, que só têm saída para um diminuto cais, onde os barcos particulares se encontram atracados. Estes são normalmente estreitos e compridos, para facilitar a passagem de uns pelos outros, nomeadamente nos canais mais estreitos.
5º Existem também prédios degradados, tal como em muitas cidades. Aliás as ruas (vielas) à noite são mal iluminadas e a partir das 23:00, não se vê ninguém na rua. O centro de Veneza, não tem qualquer vida nocturna. A fraca iluminação, conjugada com as intrincadas vielas, favorecem os larápios. Talvez também por isso, o movimento cessa a partir desta hora.
6º A Praça de S. Marcos faz um pouco lembrar a Praço do Comércio em Lisboa. Circundada por edifícios com arcadas nos pisos térreos, onde sobretudo existem cafés com esplanas e restaurantes, alguns com música ao vivo (na sua grande maioria, música mais clássicista, como manda o figurino). Pombos são às centenas, bem como existem retratistas fotógrafos e caricaturistas para todos os gostos, como aliás hoje é corriqueiro nas maiores cidades europeias.
Visitámos o Palácio dos Médicis, que tem um interior de grande opulência, de acordo com o poder comercial que a família detinha em épocas passadas. As paredes estão ornamentadas com grandes quadros, alguns do tamanho da própria parede, assinados por pintores consagrados. Não sendo conhecedor de pintura, devo confessar, que a grande maioria das telas, quase todas descrevendo paisagens ou cenas da vida quotidiana, apresentam uma qualidade de execução acima de qualquer suspeita.
Um dia à noite, como não podia deixar de ser, lá fomos passear de gondula nos canais ouvindo uma serenata. Os barcos por serem estreitos, não têm grande estabilidade transversal, mas o passeio romântico é algo digno de ser repetido. Como se tratava de uma excursão, num barco iam os músicos e cantores e nos restantes, nós os turistas. Tal com se vê nos filmes, os barcos são a remos, indo o piloto de pé na retaguarda do barco. O barco avança através de movimentos transversais do único remo que utilizam. Os barcos têm pequeníssimas lanternas. A luminosidade da cidade também não ajuda, pelo que no seu todo passeamos com apenas uma pequena penumbra, o que torna as coisas ainda mais românticas.
É de facto uma cidade diferente, imponente, mas na qual não gostaria de morar.
Nesse dia o almoço a bordo atrasou-se. Já deveria ter terminado, quando o navio entrasse no Grande Canal de Veneza.
Assim, fomos todos almoçar já com máquinas de filmar e fotografar à tiracolo.
O almoço ainda estava a meio quando pela janela verificámos que estávamos a chegar. Comecámos a olhar uns para os outros. Todos queríamos levantarmo-nos da mesa a meio da refeição e ir ver a paisagem. No entanto, o decoro não o permitia. O barco ia-se aproximando da costa e......não dava mais. Um dos passageiros, levantou-se e claro, muitos outros seguiram-lhe o exemplo, entre os quais, eu.
Subi até à plataforma que fica ao nível da cabine de comando; i.e., +/- 6 andares de altura. A vista era soberba!
O grande canal, tem um movimento desusado de pequenas embarcações que pupulam de um lado para o outro. Esta imagem, associada aos imponentes edifícios que ladeiam as suas margens, é algo de inesquecível. Passámos pela praça de S. Marcos e fomos atracar um pouco mais à frente.
Quais são de facto as diferenças entre esta e qualquer outra cidade? Todas!
1º Não existem automóveis. As deslocações são feitas de barco ou a pé.
2º Não existem autocarros. Existem sim barcos, que atracam em diversas paragens programadas para recolher e libertar passageiros. A atracagem é apenas um homem que segura o barco com uma corda enquanto hover movimento de passageiros. Quando termina, larga a corda e o barco segue viagem.
3º Existem táxis,....., mas que são barcos. Um dia ao fim da tarde apanhámos um. Chamam-se como se chamam os táxis em Lisboa. Levanta-se o braço para chamar a atenção. Só que aqui existe uma pequena diferença: como os barcos circulam afastados da costa, é preciso dar também um grito ou uma assobiadela, para chamar-mos a atenção.
4º Existem prédios, que só têm saída para um diminuto cais, onde os barcos particulares se encontram atracados. Estes são normalmente estreitos e compridos, para facilitar a passagem de uns pelos outros, nomeadamente nos canais mais estreitos.
5º Existem também prédios degradados, tal como em muitas cidades. Aliás as ruas (vielas) à noite são mal iluminadas e a partir das 23:00, não se vê ninguém na rua. O centro de Veneza, não tem qualquer vida nocturna. A fraca iluminação, conjugada com as intrincadas vielas, favorecem os larápios. Talvez também por isso, o movimento cessa a partir desta hora.
6º A Praça de S. Marcos faz um pouco lembrar a Praço do Comércio em Lisboa. Circundada por edifícios com arcadas nos pisos térreos, onde sobretudo existem cafés com esplanas e restaurantes, alguns com música ao vivo (na sua grande maioria, música mais clássicista, como manda o figurino). Pombos são às centenas, bem como existem retratistas fotógrafos e caricaturistas para todos os gostos, como aliás hoje é corriqueiro nas maiores cidades europeias.
Visitámos o Palácio dos Médicis, que tem um interior de grande opulência, de acordo com o poder comercial que a família detinha em épocas passadas. As paredes estão ornamentadas com grandes quadros, alguns do tamanho da própria parede, assinados por pintores consagrados. Não sendo conhecedor de pintura, devo confessar, que a grande maioria das telas, quase todas descrevendo paisagens ou cenas da vida quotidiana, apresentam uma qualidade de execução acima de qualquer suspeita.
Um dia à noite, como não podia deixar de ser, lá fomos passear de gondula nos canais ouvindo uma serenata. Os barcos por serem estreitos, não têm grande estabilidade transversal, mas o passeio romântico é algo digno de ser repetido. Como se tratava de uma excursão, num barco iam os músicos e cantores e nos restantes, nós os turistas. Tal com se vê nos filmes, os barcos são a remos, indo o piloto de pé na retaguarda do barco. O barco avança através de movimentos transversais do único remo que utilizam. Os barcos têm pequeníssimas lanternas. A luminosidade da cidade também não ajuda, pelo que no seu todo passeamos com apenas uma pequena penumbra, o que torna as coisas ainda mais românticas.
É de facto uma cidade diferente, imponente, mas na qual não gostaria de morar.
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