segunda-feira, setembro 18, 2006

Minha Filhota III

À tarde, mal abro a porta vejo aquela coisa linda a correr para mim de braços abertos e para me dar um beijo muito gostoso.
Não há palavras!
Dispensou-me todas as atenções e mais algumas. Fiquei derretido.
De manhã custou-me, mas tinha de lhe dar uma lição.
As crianças têm um sexto sentido extremamente apurado. Estudam-nos diariamente e conforme o temperamento de cada pessoa, assim reagem para tirar as maiores vantagens possíveis. Cabe-nos a nós direccionar este atributo, por forma a beneficiarem dele no futuro.
As crianças têm também que perceber, que nada neste mundo é de graça. Há um escritor, de que não me lembro do nome que diz: “Se o que adquiriste foi de graça, é porque utilizaste inadvertidamente um cartão de crédito que não era teu”.
Se lhe facilitarmos demais a vida, tornam-se homens e mulheres convencidos que pelo facto de estarem no Mundo, este tem que lhe presentear todos os seus desejos.
Puro engano!

terça-feira, setembro 12, 2006

Minha Filhota II

A marota hoje entrou na casa de banho e nem sequer um beijo me deu. Passou por mim, como cão em vinha vindimada. Aí é? Hoje estás com a mania que és a Rainha do Sabá? Então está bem! Vou-te dar a mesma atenção que me dispensaste.
À hora do pequeno-almoço passou-se o seguinte diálogo:
- Pai, Estás zangado?
- Não. Só gostava de ter tido direito a um beijinho ou a um bom dia.
- Então está bem, toma lá um beijo.
- Não. Não preciso de favores. Gostaria do beijo se fosse espontâneo, agora assim, não.
Passou-se o pequeno almoço, fomo-nos arranjar e descemos para a garagem.
Como sempre sou eu que a ponho no carro da mãe, lhe aperto o cinto e lhe dou um grande beijão. Hoje fiz as operações do costume, mas fechei a porta sem lhe dar o beijo. Se ela não me o quis dar de manhã, concerteza que também não o queria receber agora.
Pela cara que fez, ficou muito sentida.
Estou para ver a reacção dela à tarde quando chegar a casa.
Gosto muito dela, mas não posso facilitar. É filha única e eu não quero criar ums prepotente em casa. Custa-me, mas não há outra solução.

Minha Filhota

Estive hoje a trocar as fotografias que tenho em cima da minha secretária.
Numa delas está a minha filha a sair da água com uma cara muito marota, toda sorridente.
Este ano, apanhou praia até cansar. Pelos vistos não se cansou, pois continua a fazer as maluquiches mais incríveis à beira-mar.
Agora, quero que ela tenha uma experiência nova: pô-la a caminhar na neve enterrando os pés até aos joelhos. Friozinho no pelo, luvas, gorro na cabeça e tudo branco.
Estou curioso, quanto à reacção que vai ter.
Na televisão já viu a Pipi das Meias Altas fazer bonecos de neve. Vamos lá a ver como se sai na realidade.
Para já, temos que aguardar mais uns meses e deixar que o tempo arrefeça. Na Alemanha, por exemplo, ainda está ceu limpo e cerca de 28ºC.
Claro, neve nem ve-la. É ainda muito cedo.

segunda-feira, setembro 11, 2006

X

Este fim de semana no X foi divinal.
As barulhentas pessoas habituais do mês de Agosto já debandaram.
O tempo esteve excelente. O mar com uma temperatura excepcional (talvez a rondar os 20ºC). A ondulação a desfazer junto à praia com força mediana. Uma temperatura ambiente perfeita (nem muito calor, nem frio). Vento zero.
Tomei 2 banhos no Sábado e 2 no Domingo simplesmente magníficos. Em cada um tive mais de ¼ de hora dentro de água, nadando, mergulhando nas ondas, boiando.
No Sábado, almoçámos junto à praia, na esplanada. Ambiente acolhedor, sem barulho, disfrutando de uma paisagem sem fim. Peixinho grelhado, do melhor que se pode comer, um doce de amêndoa para terminar, absolutamente divinal.
Com um conjunto de factores assim, a praia X é a melhor praia do Mundo!
Duches para tirar o sal dos pés e do corpo. Biblioteca para quem quiser mergulhar em assuntos mais profundos ou mundanos. Cinzeiros para levar para a praia, para evitar beatas na areia.
O que se pode querer mais?

segunda-feira, setembro 04, 2006

Déficit Norte-americano

Li na revista World Business, que os Estados Unidos estão com uma taxa de poupança negativa
No ano passado as famílias norte-americanas gastaram mais cerca de 500 mil milhões de dólares do que ganharam. O País consumiu mais de 800 mil milhões de dólares do que produziu.
Quem gasta mais do que produz, tem que pedir emprestado. Assim, os norte-americanos pedem diariamente emprestado cerca de 3 mil milhões de dólares ao resto do mundo.
Quem os financia? Sobretudo Japão, a China e a Arábia Saudita.
Apesar desta situação estar a contribuir para a retoma mundial, não se pode manter por tempo indeterminado.
Assim, mais tarde ou mais cedo, o governo norte-americano, terá que desvalorizar o dólar e subir as taxas de juros.
Como historicamente, quando a economia americano apanha uma constipação, a economia europeia apanha uma pneumonia, as consequências, por exemplo, de uma subida frenética das taxas de juros, terão na economia Europeia e sobretudo Portuguesa consequências devastadoras.
Esperemos pelas cenas dos próximos episódios.
Agora que o panorama é muito negro, lá isso é.

sexta-feira, setembro 01, 2006

Já ouço

UPI!!!!!!!!! Já ouço outra vez!!!!!!
Regressei ao mundo dos vivos.
Tinha porcaria nos ouvidos, que não acabava mais. Também pudera, com as enormidades que ouço todos os dias.....
Cotonetes nunca mais!
No entanto pus-me a reflectir: se não devemos tirar a cera dos ouvidos e deixar que seja o corpo a expulsar o excesso, também não nos deveríamos assoar. Deveríamos apenas apanhar os “macacos” que ficassem pendurados no nariz pelo lado de fora; tipo teia de aranha. Devia ser giro, circular pela rua e ver a malta toda com os “gajos” pendurados: uns secos, outros mais molhados; uns escuros, outros mais claros. Estou deveras confuso!
A verdade é que só damos importância à saúde quando a perdemos.
Deve ser tão triste a vida daqueles que por um motivo ou outro perderam um dos seus sentidos. Não poder sentir a vida em pleno......

quarta-feira, agosto 30, 2006

Não ouço quase nada

Puxa, não ouço quase nada!
Com os banhos de piscina no Algarve, fiquei com os ouvidos entupidos.
Fui às urgências do Hospital da CUF Descobertas e deram-me um líquido para desfazer a caca que tenho dentro dos ouvidos. Ainda levei uma descompustura da médica por limpar os ouvidos com cotonetes.
Pus o líquido. Só que a porcaria em vez de sair, instalou-se mais fundo nos ouvidos. Se calhar devia caminhar a fazer o pino. Para além de complicado, aqui na empresa internavam-me como maluco.
6ª feira já vou a uma consulta de Otorrino na CUF para fazer a lavagem aos ouvidos.
Vamos lá a ver se a lavagem não me vai puxar os (poucos) neurónios que tenho.
Por um lado, a surdez tem uma vantagem: não se ouvem certas barbaridades. Por outro, faz uma certa pressão na cabeça; tipo dor de cabeça.
Para quem tem um trabalho intelectual, é muito desagradável. Dá vontade de meter um gancho pelos buracos das orelhas e arrancar tudo; tímpano incluído.

terça-feira, agosto 29, 2006

24 anos de namoro

No passado dia 27 (Domingo) fez 24 anos que comecei a namorar a minha querida esposa. Estávamos de férias na Costa da Caparica e nessa tarde fomos jogar às cartas com uns amigos ao Ninho. Foi aí que tudo começou, com uns deliciosos beijos naquelas bochechas, que ainda hoje adoro beijar.
Olho para trás e lembro-me como se fosse hoje. Parece que foi há pouco tempo, e no entanto....
Tivémos durante este tempo excelentes momentos, uma vida repleta de sorrisos e contrariamente ao que é habitual sem grandes mau momentos.
Mulher inteligente, culta, doce; de um trato inigualável. Sem uma palavra de rancor, sempre com um sorriso para os amigos e até alguns inimigos, que ela desconhece ou finje desconhecer. Mãe estremosa, com uma paciência sem fim; até para mim. Mulher com um olho azul capaz de 24 anos passados, me deixar água na boca. Uma voz melodiosa que me tranquiliza. Um corpo.........!!!!!!!!!!!!!
No Domingo estávamos na piscina no Algarve e olhava de longe para a minha mulher. Como eu adoro aquela criatura, tanto por fora, como por dentro.
Por várias vezes já lhe disse que ela não consegue sequer imaginar o quanto eu gosto dela. Ela diz que sabe, mas na realidade não faz a mais pequena ideia.
Por vezes só da a ver, ainda sinto o coração a acelerar. É impressionante!
Tenho por hábito beijá-la muito; abraçá-la; fazer-lhe festas. Ela gosta, mas não faz ideia do que eu sinto por dentro quando o faço.
Ontem, 2ª feira, depois de chegarmos do Algarve, fomos ao supermercado mais a filha comprar pão e iogurtes, que já estavam a fazer falta. Quando vínhamos para casa, com a criança a correr uns metros à nossa frente, disse-lhe: eu gosto tanto de ti!!! Ela sorriu. Sorriu com uma cara de deliciada, como fica sempre que lhe dou um piropo.
O que ela não sabe é o quanto isso é verdade. Não me importo. Eu sei e isso basta-me.

Retorno à normalidade

A casa voltou ontem à normalidade. Ainda bem!
Já se ouve a vozinha da minha filha pela casa toda. A presença da minha mulher também me é imprescindível.
Gosto muito das férias, mas sabe bem voltar a casa; à rotina diária!

terça-feira, agosto 22, 2006

Silêncio

No Domingo, a minha mulher e a minha filha foram de fériaspara o Algarve de comboio.
Apanharam o “Alfa” para Faro e os meus cunhados, foram buscá-las à estação.
Eu sou suspeito, mas o comboio é de longe o melhor transporte público que existe: confortável, insonorizado, espaçoso, e neste caso, com televisão, bar, ar condicionado, música, .....
Acontece que como se trata de um comboio pendular, este inclina para o lado de dentro das curvas, como forma de contrabalançar a inércia. A minha mulher acabou por chegar ao Algarve enjoada, mal disposta. Embarcaram a seguir ao almoço e talvez por este motivo, a digestão parou. Coisas que acontecem.
Em casa, o silêncio é sepulcral! Sem as duas, parece uma casa fantasma; só tenho a companhia dos pássaros. Tenho a televisão, o vídeo, o computador, a aparelhagem de som,....,só para mim; até posso ler!
É no mínimo impressionante o movimento que uma miúda de 3 anos consegue fazer em casa. É uma autêntica revolução!
A verdade, é que sinto a falta delas. Tenho mais liberdade para fazer o que quero, mas sinto muito a falta delas.
5ª feira já vou para baixo ter com elas. Vão ser 4 dias que me vão saber muito bem. Quero levantar-me muito cedo, para ir à praia passear à beira-mar. Depois por volta das 11:00/11:30, regressar a casa para tomar um banho na piscina. Almoço e soneca.
Vamos ver se os planos não saem furados.

PDI

Hoje de manhã a minha esposa não estava “grande espingarda”.
É uma linda mulher, sempre bem disposta, alegre, optimista, mas como toda a gente tem “dias não”. Hoje é um deles.
Assim, levei para o almoço o meu tecladoe telemóvel e enquanto almoçava, através do “Messager” fui-me comunicando com ela.
A certa altura perguntou-me se estava a almoçar sozinho. De facto estava. Aliás, tem sido prática habitual desde que vim de férias. Enquanto almoço, ou vejo televisão no telefone (“Discovery Channel”), ou estou no “Messager” com a minha “cara metade”.
Cada vez tenho menos paciência para as conversas imbecis que se trocam à hora de almoço. Gostava muito de almoçar com gente intelectualmente superior, culta, mas isso é cada vez mais difícil devido à raridade....ou se calhar sou eu que estou cada vez mais exigente....ou então, será a idade. A porcaria do PDI.
A verdade é que nos últimos tempos, tenho sentido uma enorme transformação quer física, quer emocional e intelectual.
Perdi a pachorra para os filmes de tiros, com tipos esfaqueados, esventrados e companhia. Perdi a pachorra para os frente a frente na televisão (excepção feita ao Prof. Marcelo Rebelo de Sousa). Os noticiários são o que sabemos. Se as notícias em que profissionalmente estou por dentro são deturpadas, o que acontecerá com as outras. Os próprios jornais.......até o desgraçado do Expresso......
Ontem mais uma vez estive do site da Universidade Católica a ver o curso de MBA.
Sinto necessidade de me dar com gente intectualmente superior. Adoro conversar com o meu tio Zé, mas isso só acontece de vez em quando.
Ontem perdi um pouco do meu tempo de trabalho à conversa com o director comercial da área de fabricação. Indivíduo novo, mas inteligente e culto. Caso raro hoje em dia. Felizmente sobra-me a minha mulher. Pessoa inteligente, arguta, com um interesse intectual um pouco diferente do meu, mas que consegue estimular-me.
Será que me estou a tornar num elitista?
Para me satisfazer, meto cada vez mais a cara nos livros. Pena tenho de não ter mais tempo. Paciência!
Sinto uma grande mudança em mim. Será a andropausa a chegar? Ou apenas o PDI?

quarta-feira, agosto 16, 2006

O Outono aproxima-se

Hoje começou a chver. As temperaturas já começaram a baixar dos 30ºC.
Para quem está de férias, acredito que seja aborrecido, mas como eu já usufruí das minhas....
Começa a regressar o tempo em que se pode passear de bicicleta. Comprei uns pneus novos e ainda não tive o prazer de os experimentar.
No mês passado, comecei a olhar para os pneus e achei-os estranhos. Debrucei-me e constatei que o que estava a ver já não era a borracha, mas sim a malha metálica de suporte destes. Epá! Está na hora de proceder à troca. Comprei uns bonitos pneus Michelin, que me custaram uma nota preta, mas ficaram lindos depois de montados. São “mais gordos” dos que tinha anteriormente; mais “grip”, mais esforço para pedalar, mas com uma estética de ir às lágrimas.
Também não podia exigir muito mais dos pneus velhos. Já tinham uns milhares largos de quilómetros no pelo.
A minha bicicleta de estimação, oferecida pela minha mulher quando fizémos 1 ano de casados (há cerca de 16 anos), está linda.
Estou desejoso por voltar a sentar o rabo no selim. Se há coisas que adoro fazer, passear de bicicleta é uma delas,.....,mas não com temperaturas acima dos 30ºC. Gosto de passear, mas não sou nem fanático, nem maluco. Mal por mal, prefiro passear à chuva com o meu impremeável.
Vamos lá a ver se é desta que vou conhecer Lisboa de bicicleta. Já tenho os mapas, o suporte,....,enfim todo o equipamento necessário.
Só falta começar a definir os itinerários e .......pedalar.
Tem que haver primeiro uma preparação física, porque senão fico a meio das colinas de Lisboa. Passeios de início em terreno plano e gradualmente ir aumentando o grau de dificuldade.
Dia 3 de Setembro se tudo correr bem, será a primeira saída.

quarta-feira, agosto 09, 2006

Moradia

Outro dia estive a ver um programa no canal “Discovery”, sobre a habitação nos primórdios da civilização. Começaram a construir em altura, quando começou a haver falta de espaço.
Quer queiramos quer não, salvo honrosas excepções, morar num apartamento é uma forma de encaixotar pessoas. No Japão já há hotéis com quartos com 2m x 1m x 1m com ar condicionado, apenas para passar a noite. Que horror!
Um dia “quando for grande” ainda hei-de ter uma vivenda com um grande alpendre e um belo relvado à volta.....para ler, ouvir música, descansar.
Ah, claro,....e um sotão para montar o meu comboio eléctrico Märklin, ter a minha biblioteca, o meu computador e a minha aparelhagem sonora.
O cão Labrador ou Begal será a seguir.
A casa não precisa de ser muito grande; o jardim, sim!
Em tempos, ainda comecei a fazer projectos de moradias, só que o tempo livre começou a escassear e o “hobby” foi-se.

Vontade de não fazer nada

Existem momentos na vida, em que não apetece fazer absolutamente nada.
Só pensar nisso, cansa.
Quando estas alturas aparecem, há que não perder a calma e esperar que a vontade de trabalhar volte.
Hoje está outra vez muito calor. Talvez seja essa a razão. Agora que não me apetece fazer “ponta del corno”, não apetece.
Há medida que a idade avança, começo a perder a paciência para o mês de Agosto. Felizmente este ano não tenho que estar de férias, no meio de milhões de pessoas. A trabalhar no meio de ninguém, é que se está bem. O problema não é esse: não tenho paciência para o calor; quando passa dos 30º é demais para mim. Felizmente no gabinete estão 24º.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Frases

Existe uma elite de pensadores, que por vezes têm um conjunto de frases que permitem em poucas palavras dizer um mundo de verdades incríveis.
Sem tradução para não se perder o “sabor”:

“Trust yourself, then you will know how to live” (Goethe)
“A man without a purpose is like a ship without a rudder” (Thomas Carlyle)
“ Not by age but by capacity is wisdom acquired” (Plautus)
“Life shrinks or expands in proportion to one’s courage” (Anais Nin)
“Anyone who keeps learning stays young” (Henry Ford)
“Progress has little to do with speed, but much to do with direction” (Anon)
“From small beginnings come great things”
“The aim of life is to live, and to live means to be aware” (Henry Miller)
“If we can dream it, we can do it” (Anon)
“There is always room at the top” (Daniel Webster)

17 anos de casado

No passado Sábado fiz 17 anos de casado. Mais 7 anos de namoro, significa que já conheço a minha esposa há 24 anos!!!
24 anos é muito tempo; no entanto, parece que a conheci ontem. É uma sensação muito estranha!
Costuma-se dizer que com o tempo a paixão desaparece e o que fica é aquilo a que se chama de amor. De facto, a paixão não tem a mesma intensidade de há 24 anos, mas por incrível que pareça, continuo a senti-la.
Temos temperamentos bem diferentes, mas que se interligam quase na perfeição, conseguindo ser um todo único, bem agregado, sólido.
Gostamos de estar um com o outro.
Não somos as mesmas pessoas de há 24 anos. Não há dúvida que a vivência, a experiência, vai moldando as mentes e estas vão-se transformando. Por vezes tais mudanças podem levar a choques de personalidade e muitas vezes à ruptura da relação. Felizmente tal não é o nosso caso.
Até o aparecimento dos filhos, com o consumo de tempo que tal implica, por vezes reduz o espaço temporal de conversa entre o casal, levando a pouco e pouco a um relacionamento de silêncio, que passa a não ser coisa nenhuma. Mais uma vez, também não foi o nosso caso. Claro que o tempo mútuo se reduziu, mas não abalou o relacionamento.
Considero-me uma pessoa previligiada.
A seguir ao almoço, deixámos a criança com os meus pais e fomos ao Centro Comercial Colombo ver o filme “A casa do lago” e lanchar. Um programinha a 2, que soube muito bem.
O filme está bem feito; é um romance bem agradável de ver e depois o lanchinho, acompanhado por aqueles olhos azuis que eu sempre amei, rematou o dia de forma divinal.
Eu gosto muito da minha mulher!

segunda-feira, julho 31, 2006

Mundial de Futebol

Apesar de um pouco atrasado devido ao meu período de férias, gostaria de referir o nosso brilhante comportamento no Mundial de Futebol.
Estatisticamente quanto maior é o universo disponível, mais fácil é conseguir uma boa amostra; i.e., retirar 23 jogadores de um universo de 10.000.000 habitantes é mais difícil que retira-los de um universo de 150.000.000.
Basta ver o nº de vezes que cada país foi Campeão do Mundo:

BRASIL 5 vezes 141.000.000 habitantes
ITÁLIA 4 vezes 57.000.000 habitantes
ALEMANHA 3 vezes 79.000.000 habitantes
ARGENTINA 2 vezes 32.000.000 habitantes
GRÃ-BRETANHA 1 vez 56.000.000 habitantes
FRANÇA 1 vez 55.000.000 habitantes
ESPANHA ---- 39.000.000 habitantes
HOLANDA ---- 15.000.000 habitantes
PORTUGAL ---- 10.000.000 habitantes

É evidente que existem 2 casos singulares: a Itália que face ao nº de habitantes não deveria ter sido tantas vezes campeã do Mundo e o caso da Argentina que estoicamente também já o conseguiu ser por duas vezes. No entanto nestes 2 casos, temos que entrar em linha de conta que são países mais “doentes pelo futebol” do que o normal e daí a maior probabilidae estatística de encontrar um lote de 23 jogadores fora de série.

Quanto há possibilidade de Portugal ter sido Campeão do Mundo, é estatisticamente quase uma impossibilidade.

A sua posição (4º lugar) deve ser motivo dos mais rasgados elogios.

Repare-se que Portugal seria se o futebol fosse o padrão:
4º País mais industrializado do Mundo (faríamos parte do Grupo G8, que define o futuro do Mundo)
4º País do Mundo com maior nível de literacia
4º País do Mundo relativamente ao nível de desenvolvimento humano
4º País do Mundo com a banca mais poderosa (em activos, empréstimos,...
4º País do Mundo..........

Grande sonho! Temos de acordar! A realidade não é essa, nem nunca poderá ser, face à situação periférica do País, e ao seu tamanho geográfico e demográfico.

Assim se pode sentir melhor o feito que os nosso 23 rapazes e toda a equipa técnica conseguiram e pelo qual só temos que nos sentir honrados e felizes.

Viva a Selecção Portuguesa de Futebol!

IRC (II)

Não é que nestas férias li um artigo sobre a China, em que neste país qualquer empresa que seja autorizada a abrir portas, está isente de pagamento de impostos sobre lucros durante 2 anos?

Toda a gente sabe que nos 1ºs anos as empresas têm que fazer grandes investimentos, pelo que a probabilidade de darem lucro é reduzida; i.e., quando começam a dar lucro já têm que pagar impostos (3º ano e seguintes).

No entanto esta é uma forma importante de atrair empresários para que invistam no país.

Não é preciso ser chinês para ser esperto.

A economia chinesa cresce em média cerca de 10% ao ano. A nossa em 2006 vai crescer 1,2% e o governo está muito satisfeito?!?!?!

quarta-feira, julho 05, 2006

IRC

Se existem impostos que tenho dificuldade de aceitar nos tempos que correm é o IRC.
Estamos num processo vertiginoso de globalização da economia. Assistimos diariamente a deslocalizações de empresas para áreas do globo onde os custos de produção são mais baixos, visto os custos logísticos praticamente não pesarem no preço final ao consumidor.
Então pergunto-me: não são as empresas o motor da economia? Quanto mais empresas houver, mais emprego haverá, mais IRS a receber por parte do Estado, mais IVA derivado do aumento do consumo.
Não poderia ser um estímulo para o estabelecimento e fixação de empresas no país, a abolição ou redução drástica do imposto IRC? A Madeira tem uma zona franca. Porque é que não se torna o país mum país franco?
Ou vendo as coisas ao contrário, porque é que as entidades bancárias, que mais lucros auferem, pagam menos taxa de IRC, que por exemplo a “retrosaria do Manel”? Será que os bancos emprestam dinheiro ao estado a custo zero e assim uma mão lava a outra?
Não haverá aqui uma situação sórdida?
Evidentemente que não sou um fiscalista e muito menos economista. Devem haver variáveis que desconheço, que indiciem o contrário do que afirmo. Temos grandes inteligências no País que se calhar já pensaram no assunto e se não agiram foi por algum constrangimento que desconheço.
Será que é preferível a política subsidiária discricionária a algumas indústrias, de acordo com um plano de médio/longo prazo para Portugal? Isto existe, plano industrial de médio/longo prazo?
Tenho alguma dificuldade em perceber isto! Adorava que alguém me explicasse!

Comboios de alta velocidade

Faltam 3 desgraçados dias para ir de férias. Como já dizia Einstein a relatividade do tempo é terrível e neste caso, parece que a semana nunca mais acaba.
Vamos lá a ver se é nestas férias que eu mais a família apanhamos o Ave em Sevilha de manhã, para irmos almoçar a Madrid e voltar ao final do dia.
Já tenho saudades do tempo em que passava a vida em reuniões entre Sevilha e Toledo; andar de avião entre Lisboa e Munique é muito maçador.
Se há transportes públicos que adoro, é andar de comboio e se ainda por cima for de alta velocidade, melhor. Considero o melhor transporte público que existe. Confortável, silencioso, com espaço para esticar as pernas, comer, trabalhar com computador, falar ao telefone, ouvir música, ....,dormir.
Talvez seja ainda o meu sonho de criança de querer ser maquinista da CP a fazer efeito.
Vamos lá a ver se o tempo não aquece demasiado para impedir o passeio e se a minha cara metade está pelos ajustes. Estou convencido que ela ia gostar. Fizémos junto o passeio entre Londres e Bristol, mas o AVE anda muito mais depressa....e quando os comboios se cruzam, a deslocação do ar que provocam é no mínimo......orgásmica!