Se pensarmos um pouco, verificamos que nos últimos tempos de fizeram reformas Fiscais, reformas Monetárias, reformas na Justiça, mas não se fizeram reformas na Educação e Saúde, por exemplo.
Porquê? Porque não foram impostas pela União Europeia. Cabe a cada país definir os rumos a tomar.
Será que só somos capazes de reformar matérias quando obrigados? Seremos de tal forma indulgentes, que se não formos obrigados a pensar e trabalhar, não o faremos?
Por princípio não gostaria de pensar assim, mas os factos.....
A reforma do sistema educativo, como ferramenta de médio e longo prazo, é determinante.
Como diz o nosso Presidente da República, Prof. Cavaco Silva, a venda de mão-de-obra barata tem os dias contados: 1º porque já não é tão barata quanto isso, e por outro, porque somos um país periférico, que compete por exemplo, com países como a Polónia e a República Checa, que geograficamente se encontram no “Coração da Europa”. Isto para não falar de países emergentes como a China e a Índia.
Mas, para inovar é preciso ter conhecimentos e estes só podem advir de um processo educativo capaz. Para colher é preciso semear e a semente é a educação.
Agora, para se saber que educação (instrução) implementar é preciso primeiro definir, em que palcos mundiais o país quer estar (ou pode estar) representado a médio e longo prazo. Só a partir daí se pode definir que instrução implementar. Por exemplo, não vale a pena plantar bananeiras em Portugal Continental; não é economicamente viável.
Por isso, tem que haver um uma convergência de opiniões e esforços dos partidos mais representados na Assembleia da República.
Martin Luther King teve aquela célebre frase: “I have a dream!”
É este tipo de visão que temos todos que interiorizar como absolutamente necessária para alavancar o País.
quarta-feira, junho 21, 2006
Governantes portugueses
“ORDINARIAMENTE todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?”
(Eça de Queiroz, 1867 in “O distrito de Évora”)
Este artigo tem quase 140 anos e está mais actual do que nunca.
Na realidade, o importante não é tanto o que o governo de Portugal pode fazer por nós, mas bem mais, o que cada um de nós pode fazer por Portugal.
Apesar disso, é sempre importante que do topo da hierarquia venha o exemplo a seguir, bem como políticas concertadas com a oposição, que possam ser postas em prática a médio e longo prazo. Se formos a ver, com a globalização, e as presentes orientações económicas internacionais, que diferenças podem existir de facto entre os programas de governo do PS e do PSD?
Não será mais do que altura, em nome do desígnio nacional, definir-se uma plataforma de entendido entre os partidos que representam mais de 2/3 do eleitorado?
Os países como as empresas, as pessoas, aliás tudo na vida, nascem, crescem, vivem e morrem. Multiplos países florescentes no passado, desapareceram do mapa, enquanto tais. No entanto, como português, não gostaria que tal acontecesse a Portugal.
(Eça de Queiroz, 1867 in “O distrito de Évora”)
Este artigo tem quase 140 anos e está mais actual do que nunca.
Na realidade, o importante não é tanto o que o governo de Portugal pode fazer por nós, mas bem mais, o que cada um de nós pode fazer por Portugal.
Apesar disso, é sempre importante que do topo da hierarquia venha o exemplo a seguir, bem como políticas concertadas com a oposição, que possam ser postas em prática a médio e longo prazo. Se formos a ver, com a globalização, e as presentes orientações económicas internacionais, que diferenças podem existir de facto entre os programas de governo do PS e do PSD?
Não será mais do que altura, em nome do desígnio nacional, definir-se uma plataforma de entendido entre os partidos que representam mais de 2/3 do eleitorado?
Os países como as empresas, as pessoas, aliás tudo na vida, nascem, crescem, vivem e morrem. Multiplos países florescentes no passado, desapareceram do mapa, enquanto tais. No entanto, como português, não gostaria que tal acontecesse a Portugal.
terça-feira, junho 20, 2006
Comportamentos tipicamente portugueses II
Há algumas semanas, circulava eu de automóvel na auto-estrada entre Augsburg e Donauworth, quando constato no espelho retrovisor um motociclista montado numa grande máquina. À portuguesa pensei: “deixa passar a mota para ver que modelo é este”.
Passaram-se alguns minutos e a mota permanecia à mesma distância do meu carro. Estranhei. O que se passa? Alguns segundos depois é que me apercebi: circulava a 120 Km/hora, velocidade limite naquela via. Assim, a mota nunca me poderia ultrapassar.
Abrandei, mas infelizmente a mota abandonou a auto-estrada na 1ª saída, não me dando o previlégio de a apreciar.
Como são diferentes os comportamentos na Alemanha. Até para mim, me parecem esquisitos. Assim de facto, os indíces de sinistralidade nas estradas têm que ser manifestamente mais reduzidos.
Passaram-se alguns minutos e a mota permanecia à mesma distância do meu carro. Estranhei. O que se passa? Alguns segundos depois é que me apercebi: circulava a 120 Km/hora, velocidade limite naquela via. Assim, a mota nunca me poderia ultrapassar.
Abrandei, mas infelizmente a mota abandonou a auto-estrada na 1ª saída, não me dando o previlégio de a apreciar.
Como são diferentes os comportamentos na Alemanha. Até para mim, me parecem esquisitos. Assim de facto, os indíces de sinistralidade nas estradas têm que ser manifestamente mais reduzidos.
Comportamentos tipicamente portugueses
Outro dia chegava ao aeroporto de Lisboa, quando o avião teve de se imobilizar na pista de acesso às mangas de desembarque, por falta de indicação da manga a utilizar.
O símbolo de apertar os cintos continuava ligado, mas já os portugueses estavam todos de pé a tirar freneticamente as bagagens dos compartimentos.
Uma hospedeira tentava infrutiferamente manter os passageiros sentados. Uma outra respondeu-lhe: “Deixa! São portugueses, não há nada a fazer!”
Sentado, olhava para um bando de portugas, todos apertados no corredor com as malas na mão. Passado um bocado, já fartos daqueles apertos, só olhavam para mim....ainda sentado, com alguma inveja do meu conforto.
Infelizmente este é o comportamento que hoje graça entre nós. É uma pena, mas é o que temos!
O símbolo de apertar os cintos continuava ligado, mas já os portugueses estavam todos de pé a tirar freneticamente as bagagens dos compartimentos.
Uma hospedeira tentava infrutiferamente manter os passageiros sentados. Uma outra respondeu-lhe: “Deixa! São portugueses, não há nada a fazer!”
Sentado, olhava para um bando de portugas, todos apertados no corredor com as malas na mão. Passado um bocado, já fartos daqueles apertos, só olhavam para mim....ainda sentado, com alguma inveja do meu conforto.
Infelizmente este é o comportamento que hoje graça entre nós. É uma pena, mas é o que temos!
Mundial de Futebol
A empresa onde trabalho vai disponibilizar no self-service televisões, para que os funcionários possam assistir aos jogos de futebol onde participa Portugal.
Tem que se informar previamente a chefia, “picar” o cartão como se fosse uma saída e compensar o tempo inactivo, até à próxima 6ª feira.
É de louvar. Nota-se um contentamento entre os trabalhadores. Mais estranho é o facto da administração até ser brasileira.
É com actos como este, que se conquistam as pessoas, para o desafio da competitividade, que se tem que incrementar cada vez mais.
Parabéns à administração, apesar de pessoalmente não ser um fanático pelo futebol.
Tem que se informar previamente a chefia, “picar” o cartão como se fosse uma saída e compensar o tempo inactivo, até à próxima 6ª feira.
É de louvar. Nota-se um contentamento entre os trabalhadores. Mais estranho é o facto da administração até ser brasileira.
É com actos como este, que se conquistam as pessoas, para o desafio da competitividade, que se tem que incrementar cada vez mais.
Parabéns à administração, apesar de pessoalmente não ser um fanático pelo futebol.
segunda-feira, junho 19, 2006
Velocidade de viver
Tive um Professor na disciplina de motores térmicos, que afirmava o seguinte:
“ Se queremos que um motor de explosão seja durável, este deve rodar em contínuo no segundo terço do conta-rotações”
Em termos simples, se um motor a gasolina debita a potência máxima às 6.000 rpm, este deverá trabalhar em contínuo entre as 2.000 rpm e as 4.000 rpm, se queremos que este funcione de forma duradoura.
Claro que passados quase vinte anos (até me parece impossível que já tenha terminado o curso de Engenharia à quase 20 anos), os processos de fresagem e torneamento evoluíram drasticamente, reduzindo-se as necessárias folgas entre peças móveis. As próprias ligas de materiais aplicáveis, evoluíram de uma forma impressionante, pelo que a regra empírica, hoje, parece ser um pouco conservadora, mas no entanto aplicável.
Passando esta regra geral da mecânica para a vida quotidiana, o mesmo se passa. Se queremos viver a vida desabridamente, esta tem tendência a “pregar-nos uma partida mais cedo do que esperávamos”. No entanto, viver a vida sem pimenta, é também um completo absurdo. Não temos conta-rotações no corpo, pelo que a medição do parâmetro não é fácil.
Se queremos ter uma vida que faça sentido, mas que não arrisque o futuro, convém que apliquemos a regra que o meu Professor me ensinou.
“ Se queremos que um motor de explosão seja durável, este deve rodar em contínuo no segundo terço do conta-rotações”
Em termos simples, se um motor a gasolina debita a potência máxima às 6.000 rpm, este deverá trabalhar em contínuo entre as 2.000 rpm e as 4.000 rpm, se queremos que este funcione de forma duradoura.
Claro que passados quase vinte anos (até me parece impossível que já tenha terminado o curso de Engenharia à quase 20 anos), os processos de fresagem e torneamento evoluíram drasticamente, reduzindo-se as necessárias folgas entre peças móveis. As próprias ligas de materiais aplicáveis, evoluíram de uma forma impressionante, pelo que a regra empírica, hoje, parece ser um pouco conservadora, mas no entanto aplicável.
Passando esta regra geral da mecânica para a vida quotidiana, o mesmo se passa. Se queremos viver a vida desabridamente, esta tem tendência a “pregar-nos uma partida mais cedo do que esperávamos”. No entanto, viver a vida sem pimenta, é também um completo absurdo. Não temos conta-rotações no corpo, pelo que a medição do parâmetro não é fácil.
Se queremos ter uma vida que faça sentido, mas que não arrisque o futuro, convém que apliquemos a regra que o meu Professor me ensinou.
sábado, junho 03, 2006
Partidas da vida
A vida prega-nos por vezes partidas para as quais não estamos preparados. Costumo dizer que: “o que não nos mata, fortalece-nos”. Poderá ser verdade, mas algumas situações na vida são difíceis de suportar, entender, aceitar e ultrapassar.
A verdade é que o tempo é um grande mestre e tudo apaga, ou pelo menos ameniza.
Sinto-me exageradamente cansado, abatido, sem forças. A ressaca dos excessos de adrenalina é terrível.
A dificuldade em dormir só potencia o problema.
Dava tudo na vida para voltar com o relógio para trás............................................
A verdade é que o tempo é um grande mestre e tudo apaga, ou pelo menos ameniza.
Sinto-me exageradamente cansado, abatido, sem forças. A ressaca dos excessos de adrenalina é terrível.
A dificuldade em dormir só potencia o problema.
Dava tudo na vida para voltar com o relógio para trás............................................
sexta-feira, junho 02, 2006
Eficiência?
Todos os dias, a formiga chegava cedinho à oficina e desatava a trabalhar. Produzia e era feliz.
O gerente, o leão, estranhou que a formiga trabalhasse sem supervisão.
Se ela produzia tanto sem supervisão, melhor seria supervisionada...
E contratou uma barata, que tinha muita experiência como supervisora e fazia belíssimos relatórios.
A primeira preocupação da barata foi a de estabelecer um horário para entrada e saída da formiga.
De seguida, a barata precisou de uma secretária para a ajudar a preparar os relatórios e contratou uma aranha que além do mais, organizava os arquivos e controlava as ligações telefónicas.
O leão ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com índices de produção e análise de tendências, que eram mostrados em reuniões específicas para o efeito.
Foi então que a barata comprou um computador e uma impressora laser e admitiu a mosca para gerir o departamento de informática.
A formiga de produtiva e feliz, passou a lamentar-se com todo aquele universo de papéis e reuniões que lhe consumiam o tempo!
O leão concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga operária, trabalhava.
O cargo foi dado a uma cigarra, cuja primeira medida foi comprar uma carpete e uma cadeira ortopédica para o seu gabinete.
A nova gestora, a cigarra, precisou ainda de computador e de uma assistente (que trouxe do seu anterior emprego) para ajudá-la na preparação de um plano estratégico de optimização do trabalho e no controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se mostrava mais enfadada.
Foi nessa altura que a cigarra, convenceu o gerente, o leão, da necessidade de fazer um estudo climático do ambiente.
Ao considerar as disponibilidades, o leão deu-se conta de que a unidade em que a formiga trabalhava já não rendia como antes; e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico e sugerisse soluções.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e fez um extenso relatório, em vários volumes que concluía : "há muita gente nesta empresa".
Adivinhem quem o leão começou por despedir?
A formiga, claro, porque "andava muito desmotivada e aborrecida".
Tenho certeza que está pensando comigo:
'já vi este filme algures!'
(Autor desconhecido)
O gerente, o leão, estranhou que a formiga trabalhasse sem supervisão.
Se ela produzia tanto sem supervisão, melhor seria supervisionada...
E contratou uma barata, que tinha muita experiência como supervisora e fazia belíssimos relatórios.
A primeira preocupação da barata foi a de estabelecer um horário para entrada e saída da formiga.
De seguida, a barata precisou de uma secretária para a ajudar a preparar os relatórios e contratou uma aranha que além do mais, organizava os arquivos e controlava as ligações telefónicas.
O leão ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com índices de produção e análise de tendências, que eram mostrados em reuniões específicas para o efeito.
Foi então que a barata comprou um computador e uma impressora laser e admitiu a mosca para gerir o departamento de informática.
A formiga de produtiva e feliz, passou a lamentar-se com todo aquele universo de papéis e reuniões que lhe consumiam o tempo!
O leão concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga operária, trabalhava.
O cargo foi dado a uma cigarra, cuja primeira medida foi comprar uma carpete e uma cadeira ortopédica para o seu gabinete.
A nova gestora, a cigarra, precisou ainda de computador e de uma assistente (que trouxe do seu anterior emprego) para ajudá-la na preparação de um plano estratégico de optimização do trabalho e no controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se mostrava mais enfadada.
Foi nessa altura que a cigarra, convenceu o gerente, o leão, da necessidade de fazer um estudo climático do ambiente.
Ao considerar as disponibilidades, o leão deu-se conta de que a unidade em que a formiga trabalhava já não rendia como antes; e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico e sugerisse soluções.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e fez um extenso relatório, em vários volumes que concluía : "há muita gente nesta empresa".
Adivinhem quem o leão começou por despedir?
A formiga, claro, porque "andava muito desmotivada e aborrecida".
Tenho certeza que está pensando comigo:
'já vi este filme algures!'
(Autor desconhecido)
quinta-feira, junho 01, 2006
Família
Estava a ver agora como ficaram as fotografias e abri umas quantas onde aparece o meu pai, minha mãe, minha esposa e minha filha. Deu-me vontade de chorar. Deu para perceber que só consigo entender a beleza que me circunda, porque tenho uma família que adoro e que me adora. Sem isso......tudo o resto não teria a mesma beleza. Eu gosto muito deles. Eles são a minha razão de existir. Aqui o vocabulário português é imperfeito, porque não é suficientemente rico para que se possa expressar o que vai na alma, o que sinto verdadeiramente por eles. Um grande beijinho para os 4. Eu vos amo muito. Se Deus quiser, amanhã estou aí, nesse mundo imperfeito, mas onde tenho guardado todos os meus tesouros. Durmam bem.
quarta-feira, maio 31, 2006
Passeio a pé em Donauwoerth
Hoje dia 16 de Maio choveu e trovejou todo o dia. Como o meu gabinete é num pré-fabricado metálico, por vezes o barulho chegava a ser ensurdecedor. Fez-me lembrar as estadias no Meco quando está mau tempo. Para a tarde o tempo melhorou um pouco. Fui jantar ao McDonalds, como de costume quando estou só. Estacionei o carro no parque do hotel e deu-me uma enorme vontade de passear. Meu dito, meu feito. Tirei o guarda-chuva do porta-bagagens, não fosse chover e pus-me a caminho. Não é que pelo meio do bosque se chega com toda a facilidade a Donauwoerth? De carro são cerca de 4 Km, mas a pé é rápido; é sempre a descer. A volta é que é um pouco mais complicada, mas como pretendo fazer exercício dia sim dia não, já não custou muito. O corpo vai-se habituando.
Bonito e verdejante bosque, belas fachadas de edifícios, todos excelentemente conservados. Um rio Danúbio majestoso e agora tranquilo após o degelo. Tirei inúmeras fotos com o telefone. Todas bem bonitas. Não me importava de viver aqui se pudesse ter a família por perto. Cá estou eu outra vez a defender a Alemanha. Maldito vício. Mas, conhecendo meio Mundo, isto é de facto diferente.
Um passeio que tenho na cabeça é ir no Inverno a Interlaken na Suíça e subir o monte Juengfrau de comboio. Deve ser algo de inarrável. Vamos a ver......
Bonito e verdejante bosque, belas fachadas de edifícios, todos excelentemente conservados. Um rio Danúbio majestoso e agora tranquilo após o degelo. Tirei inúmeras fotos com o telefone. Todas bem bonitas. Não me importava de viver aqui se pudesse ter a família por perto. Cá estou eu outra vez a defender a Alemanha. Maldito vício. Mas, conhecendo meio Mundo, isto é de facto diferente.
Um passeio que tenho na cabeça é ir no Inverno a Interlaken na Suíça e subir o monte Juengfrau de comboio. Deve ser algo de inarrável. Vamos a ver......
segunda-feira, maio 29, 2006
Mistérios
Há por vezes situações na vida verdadeiramente inexplicáveis. Acabei de perder um cunhado que adorava. No entanto na dor, fui encontrar uma cunhada com quem falava, mas que na realidade desconhecia.
A vida tem mistérios difíceis de entender.
A vida tem mistérios difíceis de entender.
Para ti
Cunhado, à cerca de uma hora fui levantar as tuas cinzas. Doeu, doeu muito. Eu gostava muito de ti. Fico com a sensação que podia ter disfrutado mais da tua companhia. É a tristeza de não te voltar a ver.
Fica bem querido Cunhado. Descansa em paz.
PS: Não chateies o S. Pedro com motas, carros e gajas. Cuidado com as anedotas!
Fica bem querido Cunhado. Descansa em paz.
PS: Não chateies o S. Pedro com motas, carros e gajas. Cuidado com as anedotas!
Para ti
Querido Cunhado, com esta é que me apanhaste desprevenido. Hoje é o dia do teu funeral. Sabia que adoravas guiar depressa, de andar de mota sentindo o ar a atravessar-te a cara. Eras feliz na tua liberdade. Tantas vezes te disse para fazeres uma condução defensiva; tem cuidado com os outros; à velocidade a que guias, um erro alheio dá-te pouca margem de manobra. Agora estou à espera das 17:30 para me despedir de ti. Malandro, roubaste-me uma preciosa peça do puzle do meu coração. Não se faz.
Ontem tive que ir a Beja reconhecer o teu corpo; que grande pancada que deste. Felizmente já lá não estavas. Pelo caminho encontrámos o sítio do acidente. O Pedro encontrou parte dos teus óculos. Num parque de sucata mais à frente encontrámos a tua mota e o carro que se atravessou na tua frente. Mal tiveste tempo para travar. As tuas calças ensanguentadas deixámo-las dentro do carro. Já não te vão servir para nada.
Ontem obrigaste-me a ter o pior dia da minha vida. Aqui em casa uns choram, outros contam passagens da tua vida. O teu harém está em peso. Conseguiste o impossível: juntar o mulherio todo.
Já não consigo chorar mais.
Sinto tantas saudades tuas.
Como me costumavas dizer, fica bem, onde quer que estejas.
Ontem tive que ir a Beja reconhecer o teu corpo; que grande pancada que deste. Felizmente já lá não estavas. Pelo caminho encontrámos o sítio do acidente. O Pedro encontrou parte dos teus óculos. Num parque de sucata mais à frente encontrámos a tua mota e o carro que se atravessou na tua frente. Mal tiveste tempo para travar. As tuas calças ensanguentadas deixámo-las dentro do carro. Já não te vão servir para nada.
Ontem obrigaste-me a ter o pior dia da minha vida. Aqui em casa uns choram, outros contam passagens da tua vida. O teu harém está em peso. Conseguiste o impossível: juntar o mulherio todo.
Já não consigo chorar mais.
Sinto tantas saudades tuas.
Como me costumavas dizer, fica bem, onde quer que estejas.
sábado, maio 20, 2006
XU
XU não fiques zangada, porque não me esqueci de ti. Só que tu já fazes parte da prata da casa. Mulher decidida, impetuosa, desconfiada, excelente conversadora, amiga do seu amigo. Adorei a tua companhia durante aqueles memoráveis dias.
Também adorei o jantar com os teus pais. Simpáticos, extrovertidos, puros de alma. Qualidades pouco comuns nos dias que correm.
Não te esqueças de dizer ao teu pai que já comprei um bastão para ir fazer com ele uma caminhada ao Gerês. Ele que não se esqueça de mim.
Também adorei o jantar com os teus pais. Simpáticos, extrovertidos, puros de alma. Qualidades pouco comuns nos dias que correm.
Não te esqueças de dizer ao teu pai que já comprei um bastão para ir fazer com ele uma caminhada ao Gerês. Ele que não se esqueça de mim.
Porto (Mi e Carlos)
Vamos parar de falar na Alemanha, porque parece facciosismo. Na verdade ainda há pouco tempo tive o previlégio de ir ao Porto com a minha mulher e a minha filha.
Lá encontrei um estar bem diferente do das gentes de Lisboa. Conheci pessoas de uma singeleza e simpatia, que eu pensava já terem desaparecido do planeta Terra, coordenadas Portugal.
De repente, senti-me como que transportado aqui à Alemanha. A Mi e o Carlos são daquelas pessoas com as quais nem sequer é preciso conversar. Estar apenas na presença delas é o bastante para aquietarmos os nossos corações e sentirmo-nos invadidos por aquela sensação de bem estar, que só se consegue sentir junto de meia dúzia de pessoas muito especiais. É como abrir aquela garrafa de vinho com mais de cem anos. Não há pressa na sua deglutição. Primeiro tira-se a rolha e deixa-se o vinho respirar; sentir a sua hora de libertação. Cheira-se a rolha, conversa-se um pouco, saboreia-se o ambiente que nos rodeia. Só por fim se verte no copo o precioso líquido. De início apenas um pequeno gole como se fosse o último e por fim então bebe-se o delicioso néctar.
Fiquei fã de tais gentes do Norte. A família do meu pai é do Porto. Lembro-me dos tempos passados em casa da minha madrinha. Era pequeno na altura, mas o paladar é o mesmo.
A minha esposa quer lá voltar pelo S. João. Não há como dizer não. Absolutamente!
Lá encontrei um estar bem diferente do das gentes de Lisboa. Conheci pessoas de uma singeleza e simpatia, que eu pensava já terem desaparecido do planeta Terra, coordenadas Portugal.
De repente, senti-me como que transportado aqui à Alemanha. A Mi e o Carlos são daquelas pessoas com as quais nem sequer é preciso conversar. Estar apenas na presença delas é o bastante para aquietarmos os nossos corações e sentirmo-nos invadidos por aquela sensação de bem estar, que só se consegue sentir junto de meia dúzia de pessoas muito especiais. É como abrir aquela garrafa de vinho com mais de cem anos. Não há pressa na sua deglutição. Primeiro tira-se a rolha e deixa-se o vinho respirar; sentir a sua hora de libertação. Cheira-se a rolha, conversa-se um pouco, saboreia-se o ambiente que nos rodeia. Só por fim se verte no copo o precioso líquido. De início apenas um pequeno gole como se fosse o último e por fim então bebe-se o delicioso néctar.
Fiquei fã de tais gentes do Norte. A família do meu pai é do Porto. Lembro-me dos tempos passados em casa da minha madrinha. Era pequeno na altura, mas o paladar é o mesmo.
A minha esposa quer lá voltar pelo S. João. Não há como dizer não. Absolutamente!
quinta-feira, maio 18, 2006
Alemanha II
Não fosse amanhã ter de me levantar às 6 horas da manhã, e eu hoje ainda ía dar um valente passeio pelo meio do arvoredo, contemplando a Natureza. Gosto demais desta zona da Alemanha. As pesoas são simples e educadas.
A vida aqui parece simples; é simples. Quando se compara qualquer noticiário em Portugal, com a notícia do pai a estrangular a mãe ou os filhos à faca, as filas de trânsito, ou o stress diário, com a vida aqui vivida, parece que estamos a falar de outro Continente. Aqui as pessoas são alegres, bem dispostas, como se fossem feitas à imagem da Natureza. Para quê enervarmo-nos?
A produtividade é extremamente elevada, o nível de vida também. Materialmente nada falta e a Natureza faz o resto.
Às vezes até para mim é difícil de entender.
A vida aqui parece simples; é simples. Quando se compara qualquer noticiário em Portugal, com a notícia do pai a estrangular a mãe ou os filhos à faca, as filas de trânsito, ou o stress diário, com a vida aqui vivida, parece que estamos a falar de outro Continente. Aqui as pessoas são alegres, bem dispostas, como se fossem feitas à imagem da Natureza. Para quê enervarmo-nos?
A produtividade é extremamente elevada, o nível de vida também. Materialmente nada falta e a Natureza faz o resto.
Às vezes até para mim é difícil de entender.
Alemanha
Hoje é dia 15 de Maio. Aqui estou no quarto do hotel do costume em Donauwoerth, contemplando da janela o magnífico jardim verdejante pintado com árvores multicolores que se espraia diante dos meus olhos. Não fossem as saudades das minhas meninas e o ambiente era perfeito. O contacto com a Natureza aqui faz mais sentido. Nós sentimos que fazemos parte Dela. Os campos a perder de vista estão vestidos de amarelo e verde, como as cores da bandeira brasileira. Nem só a neve é bonita. A Primavera é linda nesta zona da Alemanha. Da janela do avião avistam-se os lagos circundados pela planície onde pupulam florestas que descontinuam os campos pintados. Ao fundo, os Alpes imóveis, como que me tentam roubar a vez para ver a vista, ainda pintados de branco nos seus picos, como que nos lembrando a sua profícua idade. Dá quase vontade de chorar. É lindo! Lindo!
quinta-feira, abril 20, 2006
Passeio ao Porto
A minha esposa está em pulgas com a ida este fim de semana ao Porto.
Tempos houve em que ficava em pulgas quando íamos a Paris, Londres,....
É interessante como uma filha pequena revoluciona a rotina familiar. Se calhar quando crescer, a situação mantém-se.
Seja como for, a nossa filha foi uma das maiores alegrias que tivémos depois de casarmos.
É da maneira que o passeio ao Porto vai ter de ser saboreado minuto a minuto, segundo a segundo, por forma a degustarmos o máximo da dádiva com que nos presenteámos para este fim de semana. Claro, na companhia da nossa querida e inseparável filha, que ambos amamos perdidamente.
Tempos houve em que ficava em pulgas quando íamos a Paris, Londres,....
É interessante como uma filha pequena revoluciona a rotina familiar. Se calhar quando crescer, a situação mantém-se.
Seja como for, a nossa filha foi uma das maiores alegrias que tivémos depois de casarmos.
É da maneira que o passeio ao Porto vai ter de ser saboreado minuto a minuto, segundo a segundo, por forma a degustarmos o máximo da dádiva com que nos presenteámos para este fim de semana. Claro, na companhia da nossa querida e inseparável filha, que ambos amamos perdidamente.
terça-feira, abril 18, 2006
A indústria em Portugal
Ontem no meu telemóvel, encontrei uma passagem que escrevi durante uma das minhas deslocações à Alemanha e que a determinada altura, reza assim:
“....no entanto, nestas agora deslocações semanais à Alemanha, pelo menos deu-me para confirmar aquilo que já sabia há muito: modéstia à parte, profissionalmente não chegam aos meus calcanhares. Aliás, outros colegas meus tiveram já o mesmo sentimento. Nesse caso, porque não singra a nossa indústria? Se singularmente somos melhores que eles, o que na realidade falta? Espírito de corpo, de grupo, excesso de individualismo?”
A semana passada li um artigo escrito por um jornalista inglês que dissertava sobre o enorme volume de investimentos que neste momento estão a ser realizados em Portugal em várias áreas. Com a globalização, a abertura dos mercados de leste, o incremento do poderio económico-financeiro da China e da India, tais investimentos em Portugal parecem um paradoxo; nunca se deveriam realizar.
Andarão os investidores a dormir, ou há de facto condições preferenciais para optarem por realizar tais investimentos em Portugal?
A resposta que ele deu, faz algum sentido.
Vantagens de Portugal:
Bons meios de comunicação/transporte;
Sociedade informática desenvolvida;
Baixos custos de mão-de-obra, apesar de tudo;
Relacionamento preferencial com os países de língua oficial portuguesa.
Desvantagens:
Deficiente “Management” (Gestão);
Deficiente qualificação profissional, ou mal adaptada às necessidades.
Para empresas multinacionais, o problema da má gestão não se põe, visto tais modelos e profissionais serem importados dos países de origem. A formação profissional, também a podem providenciar com cursos de formação quer em Portugal, quer no estrangeiro.
Assim, para as multinacionais, Portugal continua a ser um mercado atractivo ao investimento.
Agora, o que fazer com a multiplicidade de pequenas e médias empresas nacionais, que representam mais de 2/3 do nosso tecido empresarial? O que fazer com os donos/ gestores destas empresas que maioritariamente possuem como habilitações literárias a 4ª classe? Que significado têm para eles, conceitos de gestão como sejam:
· Valor acrescentado líquido
· Taxas internas de rentabilidade
· Custos vs investimentos
· Passivos, activos, etc.
Este é que julgo ser o grande problema do nosso país, agudizado com a nossa cultura obsoleta do “orgulhosamente sós” que ainda impera em muitos de nós.
Se somarmos isto à deficiente instrução, fruto também da revolução de Abril e não só, que futuro nos espera, pelo menos nos tempos mais próximos?
Sem ser socialista, entendo que o nosso governo, está a “meter a mão na massa” abolindo antigos tabus e reformando serena mais firmemente os vários sectores da economia. Parte das medidas lançadas, só terão repercussões a médio prazo. Temos que ser pacientes. No entanto, a grande reforma deverá ser feita ao nível do ensino, tanto superior, onde os cursos deverão se aproximar mais das necessidades do mercado, como na estimulação dos cursos profissionalizantes.
Na Alemanha a grande maioria dos quadros com que contacto, não são Engenheiros (termo que eu não gosto muito de pronunciar). Um Engenheiro não é nada. Quanto muito serão técnicos especializados de... No Reino Unido, a palavra “Engineer” não tem grande relevância. Um técnico de Pneumática, pode não perceber nada de Desenho Assistido por Computador ou Cálculo Automático....
“....no entanto, nestas agora deslocações semanais à Alemanha, pelo menos deu-me para confirmar aquilo que já sabia há muito: modéstia à parte, profissionalmente não chegam aos meus calcanhares. Aliás, outros colegas meus tiveram já o mesmo sentimento. Nesse caso, porque não singra a nossa indústria? Se singularmente somos melhores que eles, o que na realidade falta? Espírito de corpo, de grupo, excesso de individualismo?”
A semana passada li um artigo escrito por um jornalista inglês que dissertava sobre o enorme volume de investimentos que neste momento estão a ser realizados em Portugal em várias áreas. Com a globalização, a abertura dos mercados de leste, o incremento do poderio económico-financeiro da China e da India, tais investimentos em Portugal parecem um paradoxo; nunca se deveriam realizar.
Andarão os investidores a dormir, ou há de facto condições preferenciais para optarem por realizar tais investimentos em Portugal?
A resposta que ele deu, faz algum sentido.
Vantagens de Portugal:
Bons meios de comunicação/transporte;
Sociedade informática desenvolvida;
Baixos custos de mão-de-obra, apesar de tudo;
Relacionamento preferencial com os países de língua oficial portuguesa.
Desvantagens:
Deficiente “Management” (Gestão);
Deficiente qualificação profissional, ou mal adaptada às necessidades.
Para empresas multinacionais, o problema da má gestão não se põe, visto tais modelos e profissionais serem importados dos países de origem. A formação profissional, também a podem providenciar com cursos de formação quer em Portugal, quer no estrangeiro.
Assim, para as multinacionais, Portugal continua a ser um mercado atractivo ao investimento.
Agora, o que fazer com a multiplicidade de pequenas e médias empresas nacionais, que representam mais de 2/3 do nosso tecido empresarial? O que fazer com os donos/ gestores destas empresas que maioritariamente possuem como habilitações literárias a 4ª classe? Que significado têm para eles, conceitos de gestão como sejam:
· Valor acrescentado líquido
· Taxas internas de rentabilidade
· Custos vs investimentos
· Passivos, activos, etc.
Este é que julgo ser o grande problema do nosso país, agudizado com a nossa cultura obsoleta do “orgulhosamente sós” que ainda impera em muitos de nós.
Se somarmos isto à deficiente instrução, fruto também da revolução de Abril e não só, que futuro nos espera, pelo menos nos tempos mais próximos?
Sem ser socialista, entendo que o nosso governo, está a “meter a mão na massa” abolindo antigos tabus e reformando serena mais firmemente os vários sectores da economia. Parte das medidas lançadas, só terão repercussões a médio prazo. Temos que ser pacientes. No entanto, a grande reforma deverá ser feita ao nível do ensino, tanto superior, onde os cursos deverão se aproximar mais das necessidades do mercado, como na estimulação dos cursos profissionalizantes.
Na Alemanha a grande maioria dos quadros com que contacto, não são Engenheiros (termo que eu não gosto muito de pronunciar). Um Engenheiro não é nada. Quanto muito serão técnicos especializados de... No Reino Unido, a palavra “Engineer” não tem grande relevância. Um técnico de Pneumática, pode não perceber nada de Desenho Assistido por Computador ou Cálculo Automático....
segunda-feira, abril 17, 2006
Paragem de 3 meses
Após uma paragem de 3 meses, está na altura de reatar as minhas reflexões.
Durante este tempo tive que manter 2 gabinetes de trabalho: o que já possuía em Portugal, trabalhando apenas 2 dias por semana, e um na Alemanha trabalhando os restantes 3 dias.
Esta situação não é nada fácil de manter. Levantar às 2ª feiras às 04:00 para apanhar o voo das 06:20 para Munique e regressar às 19:20 de 4ª feira, chegando a casa por volta das 22:30, para depois trabalhar em Portugal 5ª e 6ª feira, não é fácil.
Foi um grande transtorno profissional e familiar. Agora as coisas estão mais calmas e este ritmo passará a ser apenas quinzenal (espero).
Tanto a minha mulher como a minha filha, desconfio que sofreram bem mais do que eu.
Tive um colega inglês que fazia 2 dias em Southampton e 3 dias em Nova Iorque. Também andava de rastos. Eu agora percebo porquê. Nunca mais falei com ele, mas agora com a abolição do Concorde, já não deve andar nessa vida.
A minha filha com 3 anos, voltou a fazer chichi na cama durante a soneca da tarde. Parece que tal só acontece, quando eu estou fora.
Compreendo o problema dela, mas as responsabilidades profissionais têm que falar mais alto. Não há outra alternativa, por muito que queiramos que assim não seja.
Durante este tempo tive que manter 2 gabinetes de trabalho: o que já possuía em Portugal, trabalhando apenas 2 dias por semana, e um na Alemanha trabalhando os restantes 3 dias.
Esta situação não é nada fácil de manter. Levantar às 2ª feiras às 04:00 para apanhar o voo das 06:20 para Munique e regressar às 19:20 de 4ª feira, chegando a casa por volta das 22:30, para depois trabalhar em Portugal 5ª e 6ª feira, não é fácil.
Foi um grande transtorno profissional e familiar. Agora as coisas estão mais calmas e este ritmo passará a ser apenas quinzenal (espero).
Tanto a minha mulher como a minha filha, desconfio que sofreram bem mais do que eu.
Tive um colega inglês que fazia 2 dias em Southampton e 3 dias em Nova Iorque. Também andava de rastos. Eu agora percebo porquê. Nunca mais falei com ele, mas agora com a abolição do Concorde, já não deve andar nessa vida.
A minha filha com 3 anos, voltou a fazer chichi na cama durante a soneca da tarde. Parece que tal só acontece, quando eu estou fora.
Compreendo o problema dela, mas as responsabilidades profissionais têm que falar mais alto. Não há outra alternativa, por muito que queiramos que assim não seja.
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