A vida prega-nos por vezes partidas para as quais não estamos preparados. Costumo dizer que: “o que não nos mata, fortalece-nos”. Poderá ser verdade, mas algumas situações na vida são difíceis de suportar, entender, aceitar e ultrapassar.
A verdade é que o tempo é um grande mestre e tudo apaga, ou pelo menos ameniza.
Sinto-me exageradamente cansado, abatido, sem forças. A ressaca dos excessos de adrenalina é terrível.
A dificuldade em dormir só potencia o problema.
Dava tudo na vida para voltar com o relógio para trás............................................
sábado, junho 03, 2006
sexta-feira, junho 02, 2006
Eficiência?
Todos os dias, a formiga chegava cedinho à oficina e desatava a trabalhar. Produzia e era feliz.
O gerente, o leão, estranhou que a formiga trabalhasse sem supervisão.
Se ela produzia tanto sem supervisão, melhor seria supervisionada...
E contratou uma barata, que tinha muita experiência como supervisora e fazia belíssimos relatórios.
A primeira preocupação da barata foi a de estabelecer um horário para entrada e saída da formiga.
De seguida, a barata precisou de uma secretária para a ajudar a preparar os relatórios e contratou uma aranha que além do mais, organizava os arquivos e controlava as ligações telefónicas.
O leão ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com índices de produção e análise de tendências, que eram mostrados em reuniões específicas para o efeito.
Foi então que a barata comprou um computador e uma impressora laser e admitiu a mosca para gerir o departamento de informática.
A formiga de produtiva e feliz, passou a lamentar-se com todo aquele universo de papéis e reuniões que lhe consumiam o tempo!
O leão concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga operária, trabalhava.
O cargo foi dado a uma cigarra, cuja primeira medida foi comprar uma carpete e uma cadeira ortopédica para o seu gabinete.
A nova gestora, a cigarra, precisou ainda de computador e de uma assistente (que trouxe do seu anterior emprego) para ajudá-la na preparação de um plano estratégico de optimização do trabalho e no controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se mostrava mais enfadada.
Foi nessa altura que a cigarra, convenceu o gerente, o leão, da necessidade de fazer um estudo climático do ambiente.
Ao considerar as disponibilidades, o leão deu-se conta de que a unidade em que a formiga trabalhava já não rendia como antes; e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico e sugerisse soluções.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e fez um extenso relatório, em vários volumes que concluía : "há muita gente nesta empresa".
Adivinhem quem o leão começou por despedir?
A formiga, claro, porque "andava muito desmotivada e aborrecida".
Tenho certeza que está pensando comigo:
'já vi este filme algures!'
(Autor desconhecido)
O gerente, o leão, estranhou que a formiga trabalhasse sem supervisão.
Se ela produzia tanto sem supervisão, melhor seria supervisionada...
E contratou uma barata, que tinha muita experiência como supervisora e fazia belíssimos relatórios.
A primeira preocupação da barata foi a de estabelecer um horário para entrada e saída da formiga.
De seguida, a barata precisou de uma secretária para a ajudar a preparar os relatórios e contratou uma aranha que além do mais, organizava os arquivos e controlava as ligações telefónicas.
O leão ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com índices de produção e análise de tendências, que eram mostrados em reuniões específicas para o efeito.
Foi então que a barata comprou um computador e uma impressora laser e admitiu a mosca para gerir o departamento de informática.
A formiga de produtiva e feliz, passou a lamentar-se com todo aquele universo de papéis e reuniões que lhe consumiam o tempo!
O leão concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga operária, trabalhava.
O cargo foi dado a uma cigarra, cuja primeira medida foi comprar uma carpete e uma cadeira ortopédica para o seu gabinete.
A nova gestora, a cigarra, precisou ainda de computador e de uma assistente (que trouxe do seu anterior emprego) para ajudá-la na preparação de um plano estratégico de optimização do trabalho e no controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se mostrava mais enfadada.
Foi nessa altura que a cigarra, convenceu o gerente, o leão, da necessidade de fazer um estudo climático do ambiente.
Ao considerar as disponibilidades, o leão deu-se conta de que a unidade em que a formiga trabalhava já não rendia como antes; e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico e sugerisse soluções.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e fez um extenso relatório, em vários volumes que concluía : "há muita gente nesta empresa".
Adivinhem quem o leão começou por despedir?
A formiga, claro, porque "andava muito desmotivada e aborrecida".
Tenho certeza que está pensando comigo:
'já vi este filme algures!'
(Autor desconhecido)
quinta-feira, junho 01, 2006
Família
Estava a ver agora como ficaram as fotografias e abri umas quantas onde aparece o meu pai, minha mãe, minha esposa e minha filha. Deu-me vontade de chorar. Deu para perceber que só consigo entender a beleza que me circunda, porque tenho uma família que adoro e que me adora. Sem isso......tudo o resto não teria a mesma beleza. Eu gosto muito deles. Eles são a minha razão de existir. Aqui o vocabulário português é imperfeito, porque não é suficientemente rico para que se possa expressar o que vai na alma, o que sinto verdadeiramente por eles. Um grande beijinho para os 4. Eu vos amo muito. Se Deus quiser, amanhã estou aí, nesse mundo imperfeito, mas onde tenho guardado todos os meus tesouros. Durmam bem.
quarta-feira, maio 31, 2006
Passeio a pé em Donauwoerth
Hoje dia 16 de Maio choveu e trovejou todo o dia. Como o meu gabinete é num pré-fabricado metálico, por vezes o barulho chegava a ser ensurdecedor. Fez-me lembrar as estadias no Meco quando está mau tempo. Para a tarde o tempo melhorou um pouco. Fui jantar ao McDonalds, como de costume quando estou só. Estacionei o carro no parque do hotel e deu-me uma enorme vontade de passear. Meu dito, meu feito. Tirei o guarda-chuva do porta-bagagens, não fosse chover e pus-me a caminho. Não é que pelo meio do bosque se chega com toda a facilidade a Donauwoerth? De carro são cerca de 4 Km, mas a pé é rápido; é sempre a descer. A volta é que é um pouco mais complicada, mas como pretendo fazer exercício dia sim dia não, já não custou muito. O corpo vai-se habituando.
Bonito e verdejante bosque, belas fachadas de edifícios, todos excelentemente conservados. Um rio Danúbio majestoso e agora tranquilo após o degelo. Tirei inúmeras fotos com o telefone. Todas bem bonitas. Não me importava de viver aqui se pudesse ter a família por perto. Cá estou eu outra vez a defender a Alemanha. Maldito vício. Mas, conhecendo meio Mundo, isto é de facto diferente.
Um passeio que tenho na cabeça é ir no Inverno a Interlaken na Suíça e subir o monte Juengfrau de comboio. Deve ser algo de inarrável. Vamos a ver......
Bonito e verdejante bosque, belas fachadas de edifícios, todos excelentemente conservados. Um rio Danúbio majestoso e agora tranquilo após o degelo. Tirei inúmeras fotos com o telefone. Todas bem bonitas. Não me importava de viver aqui se pudesse ter a família por perto. Cá estou eu outra vez a defender a Alemanha. Maldito vício. Mas, conhecendo meio Mundo, isto é de facto diferente.
Um passeio que tenho na cabeça é ir no Inverno a Interlaken na Suíça e subir o monte Juengfrau de comboio. Deve ser algo de inarrável. Vamos a ver......
segunda-feira, maio 29, 2006
Mistérios
Há por vezes situações na vida verdadeiramente inexplicáveis. Acabei de perder um cunhado que adorava. No entanto na dor, fui encontrar uma cunhada com quem falava, mas que na realidade desconhecia.
A vida tem mistérios difíceis de entender.
A vida tem mistérios difíceis de entender.
Para ti
Cunhado, à cerca de uma hora fui levantar as tuas cinzas. Doeu, doeu muito. Eu gostava muito de ti. Fico com a sensação que podia ter disfrutado mais da tua companhia. É a tristeza de não te voltar a ver.
Fica bem querido Cunhado. Descansa em paz.
PS: Não chateies o S. Pedro com motas, carros e gajas. Cuidado com as anedotas!
Fica bem querido Cunhado. Descansa em paz.
PS: Não chateies o S. Pedro com motas, carros e gajas. Cuidado com as anedotas!
Para ti
Querido Cunhado, com esta é que me apanhaste desprevenido. Hoje é o dia do teu funeral. Sabia que adoravas guiar depressa, de andar de mota sentindo o ar a atravessar-te a cara. Eras feliz na tua liberdade. Tantas vezes te disse para fazeres uma condução defensiva; tem cuidado com os outros; à velocidade a que guias, um erro alheio dá-te pouca margem de manobra. Agora estou à espera das 17:30 para me despedir de ti. Malandro, roubaste-me uma preciosa peça do puzle do meu coração. Não se faz.
Ontem tive que ir a Beja reconhecer o teu corpo; que grande pancada que deste. Felizmente já lá não estavas. Pelo caminho encontrámos o sítio do acidente. O Pedro encontrou parte dos teus óculos. Num parque de sucata mais à frente encontrámos a tua mota e o carro que se atravessou na tua frente. Mal tiveste tempo para travar. As tuas calças ensanguentadas deixámo-las dentro do carro. Já não te vão servir para nada.
Ontem obrigaste-me a ter o pior dia da minha vida. Aqui em casa uns choram, outros contam passagens da tua vida. O teu harém está em peso. Conseguiste o impossível: juntar o mulherio todo.
Já não consigo chorar mais.
Sinto tantas saudades tuas.
Como me costumavas dizer, fica bem, onde quer que estejas.
Ontem tive que ir a Beja reconhecer o teu corpo; que grande pancada que deste. Felizmente já lá não estavas. Pelo caminho encontrámos o sítio do acidente. O Pedro encontrou parte dos teus óculos. Num parque de sucata mais à frente encontrámos a tua mota e o carro que se atravessou na tua frente. Mal tiveste tempo para travar. As tuas calças ensanguentadas deixámo-las dentro do carro. Já não te vão servir para nada.
Ontem obrigaste-me a ter o pior dia da minha vida. Aqui em casa uns choram, outros contam passagens da tua vida. O teu harém está em peso. Conseguiste o impossível: juntar o mulherio todo.
Já não consigo chorar mais.
Sinto tantas saudades tuas.
Como me costumavas dizer, fica bem, onde quer que estejas.
sábado, maio 20, 2006
XU
XU não fiques zangada, porque não me esqueci de ti. Só que tu já fazes parte da prata da casa. Mulher decidida, impetuosa, desconfiada, excelente conversadora, amiga do seu amigo. Adorei a tua companhia durante aqueles memoráveis dias.
Também adorei o jantar com os teus pais. Simpáticos, extrovertidos, puros de alma. Qualidades pouco comuns nos dias que correm.
Não te esqueças de dizer ao teu pai que já comprei um bastão para ir fazer com ele uma caminhada ao Gerês. Ele que não se esqueça de mim.
Também adorei o jantar com os teus pais. Simpáticos, extrovertidos, puros de alma. Qualidades pouco comuns nos dias que correm.
Não te esqueças de dizer ao teu pai que já comprei um bastão para ir fazer com ele uma caminhada ao Gerês. Ele que não se esqueça de mim.
Porto (Mi e Carlos)
Vamos parar de falar na Alemanha, porque parece facciosismo. Na verdade ainda há pouco tempo tive o previlégio de ir ao Porto com a minha mulher e a minha filha.
Lá encontrei um estar bem diferente do das gentes de Lisboa. Conheci pessoas de uma singeleza e simpatia, que eu pensava já terem desaparecido do planeta Terra, coordenadas Portugal.
De repente, senti-me como que transportado aqui à Alemanha. A Mi e o Carlos são daquelas pessoas com as quais nem sequer é preciso conversar. Estar apenas na presença delas é o bastante para aquietarmos os nossos corações e sentirmo-nos invadidos por aquela sensação de bem estar, que só se consegue sentir junto de meia dúzia de pessoas muito especiais. É como abrir aquela garrafa de vinho com mais de cem anos. Não há pressa na sua deglutição. Primeiro tira-se a rolha e deixa-se o vinho respirar; sentir a sua hora de libertação. Cheira-se a rolha, conversa-se um pouco, saboreia-se o ambiente que nos rodeia. Só por fim se verte no copo o precioso líquido. De início apenas um pequeno gole como se fosse o último e por fim então bebe-se o delicioso néctar.
Fiquei fã de tais gentes do Norte. A família do meu pai é do Porto. Lembro-me dos tempos passados em casa da minha madrinha. Era pequeno na altura, mas o paladar é o mesmo.
A minha esposa quer lá voltar pelo S. João. Não há como dizer não. Absolutamente!
Lá encontrei um estar bem diferente do das gentes de Lisboa. Conheci pessoas de uma singeleza e simpatia, que eu pensava já terem desaparecido do planeta Terra, coordenadas Portugal.
De repente, senti-me como que transportado aqui à Alemanha. A Mi e o Carlos são daquelas pessoas com as quais nem sequer é preciso conversar. Estar apenas na presença delas é o bastante para aquietarmos os nossos corações e sentirmo-nos invadidos por aquela sensação de bem estar, que só se consegue sentir junto de meia dúzia de pessoas muito especiais. É como abrir aquela garrafa de vinho com mais de cem anos. Não há pressa na sua deglutição. Primeiro tira-se a rolha e deixa-se o vinho respirar; sentir a sua hora de libertação. Cheira-se a rolha, conversa-se um pouco, saboreia-se o ambiente que nos rodeia. Só por fim se verte no copo o precioso líquido. De início apenas um pequeno gole como se fosse o último e por fim então bebe-se o delicioso néctar.
Fiquei fã de tais gentes do Norte. A família do meu pai é do Porto. Lembro-me dos tempos passados em casa da minha madrinha. Era pequeno na altura, mas o paladar é o mesmo.
A minha esposa quer lá voltar pelo S. João. Não há como dizer não. Absolutamente!
quinta-feira, maio 18, 2006
Alemanha II
Não fosse amanhã ter de me levantar às 6 horas da manhã, e eu hoje ainda ía dar um valente passeio pelo meio do arvoredo, contemplando a Natureza. Gosto demais desta zona da Alemanha. As pesoas são simples e educadas.
A vida aqui parece simples; é simples. Quando se compara qualquer noticiário em Portugal, com a notícia do pai a estrangular a mãe ou os filhos à faca, as filas de trânsito, ou o stress diário, com a vida aqui vivida, parece que estamos a falar de outro Continente. Aqui as pessoas são alegres, bem dispostas, como se fossem feitas à imagem da Natureza. Para quê enervarmo-nos?
A produtividade é extremamente elevada, o nível de vida também. Materialmente nada falta e a Natureza faz o resto.
Às vezes até para mim é difícil de entender.
A vida aqui parece simples; é simples. Quando se compara qualquer noticiário em Portugal, com a notícia do pai a estrangular a mãe ou os filhos à faca, as filas de trânsito, ou o stress diário, com a vida aqui vivida, parece que estamos a falar de outro Continente. Aqui as pessoas são alegres, bem dispostas, como se fossem feitas à imagem da Natureza. Para quê enervarmo-nos?
A produtividade é extremamente elevada, o nível de vida também. Materialmente nada falta e a Natureza faz o resto.
Às vezes até para mim é difícil de entender.
Alemanha
Hoje é dia 15 de Maio. Aqui estou no quarto do hotel do costume em Donauwoerth, contemplando da janela o magnífico jardim verdejante pintado com árvores multicolores que se espraia diante dos meus olhos. Não fossem as saudades das minhas meninas e o ambiente era perfeito. O contacto com a Natureza aqui faz mais sentido. Nós sentimos que fazemos parte Dela. Os campos a perder de vista estão vestidos de amarelo e verde, como as cores da bandeira brasileira. Nem só a neve é bonita. A Primavera é linda nesta zona da Alemanha. Da janela do avião avistam-se os lagos circundados pela planície onde pupulam florestas que descontinuam os campos pintados. Ao fundo, os Alpes imóveis, como que me tentam roubar a vez para ver a vista, ainda pintados de branco nos seus picos, como que nos lembrando a sua profícua idade. Dá quase vontade de chorar. É lindo! Lindo!
quinta-feira, abril 20, 2006
Passeio ao Porto
A minha esposa está em pulgas com a ida este fim de semana ao Porto.
Tempos houve em que ficava em pulgas quando íamos a Paris, Londres,....
É interessante como uma filha pequena revoluciona a rotina familiar. Se calhar quando crescer, a situação mantém-se.
Seja como for, a nossa filha foi uma das maiores alegrias que tivémos depois de casarmos.
É da maneira que o passeio ao Porto vai ter de ser saboreado minuto a minuto, segundo a segundo, por forma a degustarmos o máximo da dádiva com que nos presenteámos para este fim de semana. Claro, na companhia da nossa querida e inseparável filha, que ambos amamos perdidamente.
Tempos houve em que ficava em pulgas quando íamos a Paris, Londres,....
É interessante como uma filha pequena revoluciona a rotina familiar. Se calhar quando crescer, a situação mantém-se.
Seja como for, a nossa filha foi uma das maiores alegrias que tivémos depois de casarmos.
É da maneira que o passeio ao Porto vai ter de ser saboreado minuto a minuto, segundo a segundo, por forma a degustarmos o máximo da dádiva com que nos presenteámos para este fim de semana. Claro, na companhia da nossa querida e inseparável filha, que ambos amamos perdidamente.
terça-feira, abril 18, 2006
A indústria em Portugal
Ontem no meu telemóvel, encontrei uma passagem que escrevi durante uma das minhas deslocações à Alemanha e que a determinada altura, reza assim:
“....no entanto, nestas agora deslocações semanais à Alemanha, pelo menos deu-me para confirmar aquilo que já sabia há muito: modéstia à parte, profissionalmente não chegam aos meus calcanhares. Aliás, outros colegas meus tiveram já o mesmo sentimento. Nesse caso, porque não singra a nossa indústria? Se singularmente somos melhores que eles, o que na realidade falta? Espírito de corpo, de grupo, excesso de individualismo?”
A semana passada li um artigo escrito por um jornalista inglês que dissertava sobre o enorme volume de investimentos que neste momento estão a ser realizados em Portugal em várias áreas. Com a globalização, a abertura dos mercados de leste, o incremento do poderio económico-financeiro da China e da India, tais investimentos em Portugal parecem um paradoxo; nunca se deveriam realizar.
Andarão os investidores a dormir, ou há de facto condições preferenciais para optarem por realizar tais investimentos em Portugal?
A resposta que ele deu, faz algum sentido.
Vantagens de Portugal:
Bons meios de comunicação/transporte;
Sociedade informática desenvolvida;
Baixos custos de mão-de-obra, apesar de tudo;
Relacionamento preferencial com os países de língua oficial portuguesa.
Desvantagens:
Deficiente “Management” (Gestão);
Deficiente qualificação profissional, ou mal adaptada às necessidades.
Para empresas multinacionais, o problema da má gestão não se põe, visto tais modelos e profissionais serem importados dos países de origem. A formação profissional, também a podem providenciar com cursos de formação quer em Portugal, quer no estrangeiro.
Assim, para as multinacionais, Portugal continua a ser um mercado atractivo ao investimento.
Agora, o que fazer com a multiplicidade de pequenas e médias empresas nacionais, que representam mais de 2/3 do nosso tecido empresarial? O que fazer com os donos/ gestores destas empresas que maioritariamente possuem como habilitações literárias a 4ª classe? Que significado têm para eles, conceitos de gestão como sejam:
· Valor acrescentado líquido
· Taxas internas de rentabilidade
· Custos vs investimentos
· Passivos, activos, etc.
Este é que julgo ser o grande problema do nosso país, agudizado com a nossa cultura obsoleta do “orgulhosamente sós” que ainda impera em muitos de nós.
Se somarmos isto à deficiente instrução, fruto também da revolução de Abril e não só, que futuro nos espera, pelo menos nos tempos mais próximos?
Sem ser socialista, entendo que o nosso governo, está a “meter a mão na massa” abolindo antigos tabus e reformando serena mais firmemente os vários sectores da economia. Parte das medidas lançadas, só terão repercussões a médio prazo. Temos que ser pacientes. No entanto, a grande reforma deverá ser feita ao nível do ensino, tanto superior, onde os cursos deverão se aproximar mais das necessidades do mercado, como na estimulação dos cursos profissionalizantes.
Na Alemanha a grande maioria dos quadros com que contacto, não são Engenheiros (termo que eu não gosto muito de pronunciar). Um Engenheiro não é nada. Quanto muito serão técnicos especializados de... No Reino Unido, a palavra “Engineer” não tem grande relevância. Um técnico de Pneumática, pode não perceber nada de Desenho Assistido por Computador ou Cálculo Automático....
“....no entanto, nestas agora deslocações semanais à Alemanha, pelo menos deu-me para confirmar aquilo que já sabia há muito: modéstia à parte, profissionalmente não chegam aos meus calcanhares. Aliás, outros colegas meus tiveram já o mesmo sentimento. Nesse caso, porque não singra a nossa indústria? Se singularmente somos melhores que eles, o que na realidade falta? Espírito de corpo, de grupo, excesso de individualismo?”
A semana passada li um artigo escrito por um jornalista inglês que dissertava sobre o enorme volume de investimentos que neste momento estão a ser realizados em Portugal em várias áreas. Com a globalização, a abertura dos mercados de leste, o incremento do poderio económico-financeiro da China e da India, tais investimentos em Portugal parecem um paradoxo; nunca se deveriam realizar.
Andarão os investidores a dormir, ou há de facto condições preferenciais para optarem por realizar tais investimentos em Portugal?
A resposta que ele deu, faz algum sentido.
Vantagens de Portugal:
Bons meios de comunicação/transporte;
Sociedade informática desenvolvida;
Baixos custos de mão-de-obra, apesar de tudo;
Relacionamento preferencial com os países de língua oficial portuguesa.
Desvantagens:
Deficiente “Management” (Gestão);
Deficiente qualificação profissional, ou mal adaptada às necessidades.
Para empresas multinacionais, o problema da má gestão não se põe, visto tais modelos e profissionais serem importados dos países de origem. A formação profissional, também a podem providenciar com cursos de formação quer em Portugal, quer no estrangeiro.
Assim, para as multinacionais, Portugal continua a ser um mercado atractivo ao investimento.
Agora, o que fazer com a multiplicidade de pequenas e médias empresas nacionais, que representam mais de 2/3 do nosso tecido empresarial? O que fazer com os donos/ gestores destas empresas que maioritariamente possuem como habilitações literárias a 4ª classe? Que significado têm para eles, conceitos de gestão como sejam:
· Valor acrescentado líquido
· Taxas internas de rentabilidade
· Custos vs investimentos
· Passivos, activos, etc.
Este é que julgo ser o grande problema do nosso país, agudizado com a nossa cultura obsoleta do “orgulhosamente sós” que ainda impera em muitos de nós.
Se somarmos isto à deficiente instrução, fruto também da revolução de Abril e não só, que futuro nos espera, pelo menos nos tempos mais próximos?
Sem ser socialista, entendo que o nosso governo, está a “meter a mão na massa” abolindo antigos tabus e reformando serena mais firmemente os vários sectores da economia. Parte das medidas lançadas, só terão repercussões a médio prazo. Temos que ser pacientes. No entanto, a grande reforma deverá ser feita ao nível do ensino, tanto superior, onde os cursos deverão se aproximar mais das necessidades do mercado, como na estimulação dos cursos profissionalizantes.
Na Alemanha a grande maioria dos quadros com que contacto, não são Engenheiros (termo que eu não gosto muito de pronunciar). Um Engenheiro não é nada. Quanto muito serão técnicos especializados de... No Reino Unido, a palavra “Engineer” não tem grande relevância. Um técnico de Pneumática, pode não perceber nada de Desenho Assistido por Computador ou Cálculo Automático....
segunda-feira, abril 17, 2006
Paragem de 3 meses
Após uma paragem de 3 meses, está na altura de reatar as minhas reflexões.
Durante este tempo tive que manter 2 gabinetes de trabalho: o que já possuía em Portugal, trabalhando apenas 2 dias por semana, e um na Alemanha trabalhando os restantes 3 dias.
Esta situação não é nada fácil de manter. Levantar às 2ª feiras às 04:00 para apanhar o voo das 06:20 para Munique e regressar às 19:20 de 4ª feira, chegando a casa por volta das 22:30, para depois trabalhar em Portugal 5ª e 6ª feira, não é fácil.
Foi um grande transtorno profissional e familiar. Agora as coisas estão mais calmas e este ritmo passará a ser apenas quinzenal (espero).
Tanto a minha mulher como a minha filha, desconfio que sofreram bem mais do que eu.
Tive um colega inglês que fazia 2 dias em Southampton e 3 dias em Nova Iorque. Também andava de rastos. Eu agora percebo porquê. Nunca mais falei com ele, mas agora com a abolição do Concorde, já não deve andar nessa vida.
A minha filha com 3 anos, voltou a fazer chichi na cama durante a soneca da tarde. Parece que tal só acontece, quando eu estou fora.
Compreendo o problema dela, mas as responsabilidades profissionais têm que falar mais alto. Não há outra alternativa, por muito que queiramos que assim não seja.
Durante este tempo tive que manter 2 gabinetes de trabalho: o que já possuía em Portugal, trabalhando apenas 2 dias por semana, e um na Alemanha trabalhando os restantes 3 dias.
Esta situação não é nada fácil de manter. Levantar às 2ª feiras às 04:00 para apanhar o voo das 06:20 para Munique e regressar às 19:20 de 4ª feira, chegando a casa por volta das 22:30, para depois trabalhar em Portugal 5ª e 6ª feira, não é fácil.
Foi um grande transtorno profissional e familiar. Agora as coisas estão mais calmas e este ritmo passará a ser apenas quinzenal (espero).
Tanto a minha mulher como a minha filha, desconfio que sofreram bem mais do que eu.
Tive um colega inglês que fazia 2 dias em Southampton e 3 dias em Nova Iorque. Também andava de rastos. Eu agora percebo porquê. Nunca mais falei com ele, mas agora com a abolição do Concorde, já não deve andar nessa vida.
A minha filha com 3 anos, voltou a fazer chichi na cama durante a soneca da tarde. Parece que tal só acontece, quando eu estou fora.
Compreendo o problema dela, mas as responsabilidades profissionais têm que falar mais alto. Não há outra alternativa, por muito que queiramos que assim não seja.
quinta-feira, janeiro 12, 2006
Jogos de azar
Acho uma certa graça, quando vejo a azáfama de alguns colegas meus juntando-se para jogarem no Euromilhões com múltiplas, quando há Jackpots.
Se percebesse um pouco de estatística desistiriam desta idéia, que é apenas um sorvedor de dinheiro.
Se não vejamos:
EUROMILHÕES
Escolher 5 dígitos em 50 possíveis + 2 estrelas em 9 possíveis.
- nº de combinações possíveis: 76.275.360
TOTOLOTO
Escolher 6 dígitos em 49 possíveis.
- nº de combinações possíveis: 13.983.816
JOKER
Escolher um nº com 7 algarismos
- nº de hipóteses: 9.999.999
Pergunto, o que é que eu ganho em jogar no Euromilhões com 756 apostas ou com duas?
Passo a probabilidade de ganhar o 1º prémio de 0,0000026 % para 0,00099%. Brilhante! Em termos relativos multipliquei a minha probabilidade de ganhar 378 vezes, mas na verdade, em termos absolutos a minha probabilidade é praticamente a mesma!
Uma coisa é verdade: se não se jogar, tem-se uma probabilidade de 100% (certeza) de não sair.
Trata-se tudo de uma pura questão de sorte, caso as máquinas não estejam viciadas, o que assumo que não estão.
Claro que nunca nos podemos esquecer do lado humano. A Santa Casa da Misericórdia ajuda uma vasta população desfavorecida pela vida, a ultrapassar as suas insuficiências diárias. Isto é algo meritório que merece sempre a ajuda de todos nós.
Se percebesse um pouco de estatística desistiriam desta idéia, que é apenas um sorvedor de dinheiro.
Se não vejamos:
EUROMILHÕES
Escolher 5 dígitos em 50 possíveis + 2 estrelas em 9 possíveis.
- nº de combinações possíveis: 76.275.360
TOTOLOTO
Escolher 6 dígitos em 49 possíveis.
- nº de combinações possíveis: 13.983.816
JOKER
Escolher um nº com 7 algarismos
- nº de hipóteses: 9.999.999
Pergunto, o que é que eu ganho em jogar no Euromilhões com 756 apostas ou com duas?
Passo a probabilidade de ganhar o 1º prémio de 0,0000026 % para 0,00099%. Brilhante! Em termos relativos multipliquei a minha probabilidade de ganhar 378 vezes, mas na verdade, em termos absolutos a minha probabilidade é praticamente a mesma!
Uma coisa é verdade: se não se jogar, tem-se uma probabilidade de 100% (certeza) de não sair.
Trata-se tudo de uma pura questão de sorte, caso as máquinas não estejam viciadas, o que assumo que não estão.
Claro que nunca nos podemos esquecer do lado humano. A Santa Casa da Misericórdia ajuda uma vasta população desfavorecida pela vida, a ultrapassar as suas insuficiências diárias. Isto é algo meritório que merece sempre a ajuda de todos nós.
A vida é uma monotonia
Hoje estava a fazer a barba ao espelho e estava a pensar como a vida não passa na sua maior parte de uma sucessão de actos monotonos: Levantar, arranjar, vestir, tomar o pequeno almoço, ir para o trabalho, lidar sempre com os mesmos problemas, interromper para almoçar, lidar sempre com os mesmos problemas, sair do emprego, ir para casa, dar banho à filha, jantar, deitar e assim sucessivamente.
Quando olho para um carreiro de formigas, penso na vida monótona que estas têm ao arranjar alimentos todos os Verões para não morrerem de fome no Inverno e assim sucessivamente. Temos pena delas, mas a nossa vida não é assim não diferente da delas.
No início de um novo ano, ou a seguir às férias, proponho-me sempre fazer algumas alterações à rotina diária, mas a verdade é que ao fim de alguns dias, me rendo à evidência da impossibilidade. Impossibilidade porquê? Porque a quebra de algumas rotinas, acaba por colidir com as rotinas de terceiros....e por isso o carácter de inviabilidade.
Adorava fazer um mestrado em gestão, mas onde vou arranjar tempo? Gostava de aperfeiçoar os meus conhecimentos de alemão, mas onde vou arranjar tempo? Gostava de comprar uma mota, mas para quê, se não tenho tempo para andar nela. Isto é, para se poderem alterar rotinas é necessário que se tenha uma folga horária. Ora se esta não existe, que rotina pode ser alterada? Nenhuma!
Então vamos a mais uma semana de trabalho.....rotineira!
Quando olho para um carreiro de formigas, penso na vida monótona que estas têm ao arranjar alimentos todos os Verões para não morrerem de fome no Inverno e assim sucessivamente. Temos pena delas, mas a nossa vida não é assim não diferente da delas.
No início de um novo ano, ou a seguir às férias, proponho-me sempre fazer algumas alterações à rotina diária, mas a verdade é que ao fim de alguns dias, me rendo à evidência da impossibilidade. Impossibilidade porquê? Porque a quebra de algumas rotinas, acaba por colidir com as rotinas de terceiros....e por isso o carácter de inviabilidade.
Adorava fazer um mestrado em gestão, mas onde vou arranjar tempo? Gostava de aperfeiçoar os meus conhecimentos de alemão, mas onde vou arranjar tempo? Gostava de comprar uma mota, mas para quê, se não tenho tempo para andar nela. Isto é, para se poderem alterar rotinas é necessário que se tenha uma folga horária. Ora se esta não existe, que rotina pode ser alterada? Nenhuma!
Então vamos a mais uma semana de trabalho.....rotineira!
domingo, janeiro 08, 2006
Agadir (II)
Já no centro da cidade, fomos visitar uma fabrica de tapetes e peças metálicas de artesanato, única indústria com alguma expressão na região.
Em seguida dirigimo-nos para o mercado típico de Agadir. O guia pediu-nos para que não nos afastássemos do grupo, não tirássemos fotografias ou fizéssemos filmagens. Eu assentei a máq. de filmar nos braços, como se estivésse desligada,...,mas não estava, o que me permitiu fazer excelentes filmagens.
O mercado marcou-me muito com 2 particularidades:
As especiarias estão à vista de todos em sacos (tipo de batatas de 50 Kg). Havia especiarias de todos os tipos e as mais diversas cores. A mistura de cheiros que pairava no ar, era algo de inebriante; algo que não estamos habituados a sentir, com todas as regulamentações que hoje em dia nos são impostas pela União Europeia. Foi uma experiência diferente de tudo o que tinha sentido até aquele dia.
A 2ª, teve a ver com o lixo que havia nos corredores do mercado. Na zona das hortaliças, por exemplo, o chão encontrava-se de tal forma coberto por detritos, que quando caminhávamos, sentíamos que estavamos a caminhar em cima de um colchão, tal era a forma como o lixo amortecia o pousar do pé no chão. Parecia que estávamos a caminhar com aqueles ténis novos que agora se comercializam, com almofadas de ar. Havia na comitiva pessoas horrorizadas. A minha própria esposa, afirmou que viver em Portugal era viver no paraíso. Não sou tão drástico, mas que é de facto estranho para nós, é. Temos no entanto que ter em consideração que aquele mercado não é para turistas, mas apenas para gente local, e que eles vivem assim à milhares de anos.
Em seguida dirigimo-nos para o mercado típico de Agadir. O guia pediu-nos para que não nos afastássemos do grupo, não tirássemos fotografias ou fizéssemos filmagens. Eu assentei a máq. de filmar nos braços, como se estivésse desligada,...,mas não estava, o que me permitiu fazer excelentes filmagens.
O mercado marcou-me muito com 2 particularidades:
As especiarias estão à vista de todos em sacos (tipo de batatas de 50 Kg). Havia especiarias de todos os tipos e as mais diversas cores. A mistura de cheiros que pairava no ar, era algo de inebriante; algo que não estamos habituados a sentir, com todas as regulamentações que hoje em dia nos são impostas pela União Europeia. Foi uma experiência diferente de tudo o que tinha sentido até aquele dia.
A 2ª, teve a ver com o lixo que havia nos corredores do mercado. Na zona das hortaliças, por exemplo, o chão encontrava-se de tal forma coberto por detritos, que quando caminhávamos, sentíamos que estavamos a caminhar em cima de um colchão, tal era a forma como o lixo amortecia o pousar do pé no chão. Parecia que estávamos a caminhar com aqueles ténis novos que agora se comercializam, com almofadas de ar. Havia na comitiva pessoas horrorizadas. A minha própria esposa, afirmou que viver em Portugal era viver no paraíso. Não sou tão drástico, mas que é de facto estranho para nós, é. Temos no entanto que ter em consideração que aquele mercado não é para turistas, mas apenas para gente local, e que eles vivem assim à milhares de anos.
Agadir (I)
Aqui já estamos numa terra tipicamente norte-africana.
Foi uma terra devastada por um violento terramoto à alguns anos atrás.
Tem uma baía magnífica ladeada por uma praia com cerca de 8 quilómetros; mais ou menos a distância da Costa da Caparica à Lagoa de Albufeira.
A alguns quilómetros da cidade, existe um promontório, de onde se consegue vislumbrar toda a cidade.
Nesse mesmo promontório passou-se um episódio interessante:
Como é conhecido, se um estranho tira uma fotografia a um árabe, tem que lhe dar uma compensação financeira pelo facto; isto quer ele se tenha perfilado para a fotografia ou tenha sido apanhado desprevenido. Também é do conhecimento geral, a apetência que os árabes têm pelas mulheres loiras. Nesse promontório, estava um árabe com cerca de 2 metros de altura, com uma enorme cobra ao pescoço; tinha para aí 3 a 3,5m de comprimento. Prestava-se a tirar fotografias com os turistas a troco de algum dinheiro. Quando viu a minha esposa (que é loira), queria à viva força tirar uma fotografia com ela. Para a minha esposa existem várias coisas pelas quais não partilha grande simpatia, entre elas: árabes e cobras. Então era giro de ver o árabe atrás dela e ela a fugir. A partir de determinada altura, começou a ficar estérica com a perseguição. Tive que a acalmar com um tom de voz mais firme, chamando-a à razão. A verdade é que ela estava muito assustada.
Na realidade toda a comitiva de visitantes portuguesas, não se sentia muito à-vontade. Entrámos no autocarro e já na descida para a cidade, o condutor parou o autocarro um pouco mais abaixo, para que saíssemos para admirar a paisagem. O primeiro a sair fui eu, e se não tivésse incitado os restantes, mais ninguém tinha saído, para ver a paisagem, bem diferente do que estamos acostumados a ver quotidianamente.
Foi uma terra devastada por um violento terramoto à alguns anos atrás.
Tem uma baía magnífica ladeada por uma praia com cerca de 8 quilómetros; mais ou menos a distância da Costa da Caparica à Lagoa de Albufeira.
A alguns quilómetros da cidade, existe um promontório, de onde se consegue vislumbrar toda a cidade.
Nesse mesmo promontório passou-se um episódio interessante:
Como é conhecido, se um estranho tira uma fotografia a um árabe, tem que lhe dar uma compensação financeira pelo facto; isto quer ele se tenha perfilado para a fotografia ou tenha sido apanhado desprevenido. Também é do conhecimento geral, a apetência que os árabes têm pelas mulheres loiras. Nesse promontório, estava um árabe com cerca de 2 metros de altura, com uma enorme cobra ao pescoço; tinha para aí 3 a 3,5m de comprimento. Prestava-se a tirar fotografias com os turistas a troco de algum dinheiro. Quando viu a minha esposa (que é loira), queria à viva força tirar uma fotografia com ela. Para a minha esposa existem várias coisas pelas quais não partilha grande simpatia, entre elas: árabes e cobras. Então era giro de ver o árabe atrás dela e ela a fugir. A partir de determinada altura, começou a ficar estérica com a perseguição. Tive que a acalmar com um tom de voz mais firme, chamando-a à razão. A verdade é que ela estava muito assustada.
Na realidade toda a comitiva de visitantes portuguesas, não se sentia muito à-vontade. Entrámos no autocarro e já na descida para a cidade, o condutor parou o autocarro um pouco mais abaixo, para que saíssemos para admirar a paisagem. O primeiro a sair fui eu, e se não tivésse incitado os restantes, mais ninguém tinha saído, para ver a paisagem, bem diferente do que estamos acostumados a ver quotidianamente.
2º Cruzeiro
Voltando às minhas viagens e neste caso ao 2º cruzeiro que fiz com a minha esposa, não posso deixar de dizer, que “Las Palmas” não passa de uma grande cidade, idêntica a muitas que encontramos por toda a Espanha.
Já a ilha de Lanzarote, tem particularidades muito interessantes:
- É uma ilha de origem vulcânica. Toda a sua superfície está coberta de cinza negra;
- Não tem água potável. Toda a água é dessalinizada;
- A agricultura é toda feita manualmente: uma camada de terra, coberta por uma camada de estrume e por fim por uma camada de cinza. A camada de cinza tem como objectivo reter a humidade produzia durante a noite, para que sirva de rega. Dedicam-se essencialmente à cultura vinícola;
- Os pontos mais altos da ilha não ultrapassam os 700 metros;
- O clima é sempre muito constante devido à proximidade do Continente Africano (cerca de 100Km). As pessoas não vestem roupa de Inverno.
A cidade mais importante da Ilha (Arrecife, onde atracámos) é composta por casario de apenas 1 ou 2 pisos. Nada comparável com o que se passa em Las Palmas.
No entanto, o que mais me impressionou nesta ilha, foi o passeio que fizémos pelo interior do vulcão. O tubo que liga o vulcão ao mar tem cerca de 8 a 9 quilómetros, dos quais apenas cerca de 3 ou 4, estão abertos ao público. Podem-se apreciar os rios de lava, bem como os túneis que esta abriu na montanha. Só assim, nos conseguimos aperceber da incomensurável força da natureza, e como somos frágeis e indefesos perante tais demonstrações de força. Outra coisa estranha, é a ausência total de eco nas grandes galerias subterrâneas. Havia vários grupos de turistas, o que provoca sempre algum ruído, mas que no entanto não é amplificado pelas galerias, devido à ausência total de eco.
À parte deste pormenor, sentir que estamos a percorrer corredores, onde por cima de nós se encontram milhares de toneladas de pedra e terra, é algo que causa um certo arrepio na espinha. Faz-me um pouco lembrar a experiência que vivi na Lisnave, quando pela 1ª vez passei por debaixo de um petroleiro que se encontrava em reparação na doca seca nº13 da Margueira (chamava-se ESSO COBE). São daquelas sensações em que o vocabulário português parece escasso para dar uma imagem da sensação vivida. Tem que se passar pela experiência para se perceber a sensação causada.
Já a ilha de Lanzarote, tem particularidades muito interessantes:
- É uma ilha de origem vulcânica. Toda a sua superfície está coberta de cinza negra;
- Não tem água potável. Toda a água é dessalinizada;
- A agricultura é toda feita manualmente: uma camada de terra, coberta por uma camada de estrume e por fim por uma camada de cinza. A camada de cinza tem como objectivo reter a humidade produzia durante a noite, para que sirva de rega. Dedicam-se essencialmente à cultura vinícola;
- Os pontos mais altos da ilha não ultrapassam os 700 metros;
- O clima é sempre muito constante devido à proximidade do Continente Africano (cerca de 100Km). As pessoas não vestem roupa de Inverno.
A cidade mais importante da Ilha (Arrecife, onde atracámos) é composta por casario de apenas 1 ou 2 pisos. Nada comparável com o que se passa em Las Palmas.
No entanto, o que mais me impressionou nesta ilha, foi o passeio que fizémos pelo interior do vulcão. O tubo que liga o vulcão ao mar tem cerca de 8 a 9 quilómetros, dos quais apenas cerca de 3 ou 4, estão abertos ao público. Podem-se apreciar os rios de lava, bem como os túneis que esta abriu na montanha. Só assim, nos conseguimos aperceber da incomensurável força da natureza, e como somos frágeis e indefesos perante tais demonstrações de força. Outra coisa estranha, é a ausência total de eco nas grandes galerias subterrâneas. Havia vários grupos de turistas, o que provoca sempre algum ruído, mas que no entanto não é amplificado pelas galerias, devido à ausência total de eco.
À parte deste pormenor, sentir que estamos a percorrer corredores, onde por cima de nós se encontram milhares de toneladas de pedra e terra, é algo que causa um certo arrepio na espinha. Faz-me um pouco lembrar a experiência que vivi na Lisnave, quando pela 1ª vez passei por debaixo de um petroleiro que se encontrava em reparação na doca seca nº13 da Margueira (chamava-se ESSO COBE). São daquelas sensações em que o vocabulário português parece escasso para dar uma imagem da sensação vivida. Tem que se passar pela experiência para se perceber a sensação causada.
terça-feira, janeiro 03, 2006
Ano Novo
Eu normalmente não dou muita importância à passagem de ano. Para mim, um novo ano começa quando terminam as férias grandes (normalmente entre Julho e Agosto).
No entanto, e face ao panorama negro macro-económico que se advinha para o país, para mim e para a minha família só gostaria que fosse um ano com saúde e trabalho. Cajo hajam estes dois ingredientes, tudo o resto virá por acréscimo.
Para este novo ano que agora se inicia, não tenho projectos extraordinários. Vou ver se consigo organizar um pouco melhor o meu tempo para me cultivar um pouco mais, ver se consigo fazer de uma forma sistemática o meu exercício físico tri-semanal, e retomar a minha paixão pela pesca.
Este ano a Empresa decidiu fazer todas as “pontes”, incluindo a de 5ª feira de espiga que é feriado municipal, compensando o tempo perdido com mais 1:00 hora todas as 2ªs feiras, a partir de hoje. É uma excelente medida para eu poder reatar o meu “diálogo” com os peixes, o mar, o vento e comigo mesmo. Com os peixes, a conversa é quase um monólogo, porque eles não querem nada comigo.....mas isso não me causa transtorno. Para mim ir à pesca é apenas uma forma de estar envolvido com a Natureza.
Hoje já pedi a um colega para me tratar da licença de pesca, como é da praxe, e nos próximos fins de semana, tenho de avaliar o ponto de situação de todo o meu material. Não sei como estou de anzóis, desempatadores, linha,......, como estão os carretos, as canas..... Já lá vão mais de 2 anos desde que deixei as lides, devido à minha querida filha, que apareceu na minha vida.
Além disso, devo ter que comprar umas botas para a pesca. As minhas são medida 40, mas como comecei a comprar sapatos mais largos por uma questão de conforto, já estou a comprar sapatos 42. Duvido que os meus pés caibam agora dentro das botas que tenho....mas isso é o menos.
O importante mesmo é saúde e trabalho! Sobretudo saúde!
No entanto, e face ao panorama negro macro-económico que se advinha para o país, para mim e para a minha família só gostaria que fosse um ano com saúde e trabalho. Cajo hajam estes dois ingredientes, tudo o resto virá por acréscimo.
Para este novo ano que agora se inicia, não tenho projectos extraordinários. Vou ver se consigo organizar um pouco melhor o meu tempo para me cultivar um pouco mais, ver se consigo fazer de uma forma sistemática o meu exercício físico tri-semanal, e retomar a minha paixão pela pesca.
Este ano a Empresa decidiu fazer todas as “pontes”, incluindo a de 5ª feira de espiga que é feriado municipal, compensando o tempo perdido com mais 1:00 hora todas as 2ªs feiras, a partir de hoje. É uma excelente medida para eu poder reatar o meu “diálogo” com os peixes, o mar, o vento e comigo mesmo. Com os peixes, a conversa é quase um monólogo, porque eles não querem nada comigo.....mas isso não me causa transtorno. Para mim ir à pesca é apenas uma forma de estar envolvido com a Natureza.
Hoje já pedi a um colega para me tratar da licença de pesca, como é da praxe, e nos próximos fins de semana, tenho de avaliar o ponto de situação de todo o meu material. Não sei como estou de anzóis, desempatadores, linha,......, como estão os carretos, as canas..... Já lá vão mais de 2 anos desde que deixei as lides, devido à minha querida filha, que apareceu na minha vida.
Além disso, devo ter que comprar umas botas para a pesca. As minhas são medida 40, mas como comecei a comprar sapatos mais largos por uma questão de conforto, já estou a comprar sapatos 42. Duvido que os meus pés caibam agora dentro das botas que tenho....mas isso é o menos.
O importante mesmo é saúde e trabalho! Sobretudo saúde!
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